Portugal nos Jogos (Dia 9): Patrícia Mamona é de prata

Fair PlayAgosto 1, 20216min0

Portugal nos Jogos (Dia 9): Patrícia Mamona é de prata

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Patrícia Mamona conquistou a 2ª medalha para Portugal nos Jogos, e é o grande destaque deste artigo de acompanhamento dos Jogos Olímpicos

Ao 9º dia de Jogos Olímpicos, Portugal atingiu o objectivo de duas medalhas, com Patrícia Mamona a voar para a prata no triplo salto, numa exibição genial de uma das maiores saltadoras de sempre do atletismo português! Este é o grande destaque deste dia, sem esquecer a prova de alta qualidade de Auriol Dongmo que contamos como foi neste artigo de acompanhamento.

O DESTAQUE DO DIA: PRATA E RECORDE NACIONAL PARA A SALTEADORA LUSA

Sensacional, é a palavra que se adequa na perfeição ao que Patrícia Mamona fez na final do triplo salto, batendo o recorde nacional português por três ocasiões conquistando, deste modo, a prata nos Jogos Olímpicos 2020! A atleta portuguesa entrou a “matar” nesta eliminatória de apuramento do medalheiro para esta variante do atletismo, com um primeiro salto na marca dos 14,91 metros, enviando uma mensagem bem explicita para a oposição, num vincar total da sua qualidade. Sem grandes argumentos para lutar pelo ouro, pois Yulimar Rojas tratou de fixar logo um 15,41 logo na primeira tentativa (e bateria o recorde do Mundo no seu último salto), a triplo-saltista lusa manteve-se focada em ir atrás do máximo possível, mesmo que significasse arriscar cada vez mais, acabando por bater o recorde nacional novamente no 4º salto, com um distância de 15,01, um feito imenso que a coloca entre as melhores de todo sempre desta disciplina do atletismo mundial.

Num dia claramente perfeito seja em termos de foco mental, técnico e físico, Patrícia Mamona impôs uma categoria imensa e que revelou todo o potencial que tinha vindo a prometer nos últimos 10 anos, conseguindo à 3ª tentativa olímpica (6ª no Rio de Janeiro em 2016 e 13ª em Londres 2012) atingir o medalheiro do triplo-salto feminino, confirmando, assim, um dos melhores anos da carreira, isto depois de ter sido sagrada campeã da Europa em pista-coberta.

Atleta do Sporting Clube de Portugal, treinada por José Uva, Patrícia Mamona tem desbloqueado barreiras ano após ano, lembrando que em 2012 fez um 14,11 nas Olimpíadas na capital inglesa, para depois atingir os 14,65 no Rio, numa evolução total de distância que mostra um poder de superação e acreditar especial e inspirador, atingindo o seu expoente máximo em 2021.

O QUE ESTÁ EM ABERTO: IRMÃOS COSTA COM MISSÃO (MUITO) DIFÍCIL PARA CHEGAR À MEDAL RACE

Duas regatas nada positivas para Pedro e Diogo Costa podem ter resultado na não ida até à Medal Race (passam os 10 melhores), já que terminaram na 10ª e 16ª posição nas provas nº7 e 8, despedindo-se da zona marítima de Zushi com um 13º lugar na geral, a alguns pontos de distância do top-10. O talento deste par de irmãos português já surgiu durante estes Jogos Olímpicos de Tóquio, com aquela vitória na 5ª regata, faltando-lhes um pouco de sorte e “paciência” para dobrar as bóias com a igual qualidade dos seus adversários da parte cimeira da classificação, mas ainda há uma pequena possibilidade de conseguirem o apuramento para a fase de atribuição das medalhas, apesar das esperanças serem quase nulas para atingir qualquer um dos lugares do pódio (o Diploma Olímpico continua “vivo”).

Sentiu-se alguma pressão na dupla portuguesa, que após uma 7ª regata média, tentaram arriscar um pouco mais sem que essa estratégia trouxesse benefícios na última prova do dia, ficando a 3 minutos da liderança, uma diferença de tempo ainda substancial, e que lhes valeu o acumular de mais 16 pontos “negativos”.

Na segunda-feira decorrem as últimas duas regatas desta especialidade do 470, e mesmo que a situação não seja a melhor, Pedro e Diogo Costa têm todo o potencial e qualidade para chegarem ao top-10 e lutarem por um merecido Diploma Olímpico, depois de vários dias de grande sacrifício e trabalho de boa qualidade.

A HISTÓRIA: AURIOL DONGMO MERECIA O PÓDIO

A lançadora do peso portuguesa ficou a escassos 5 centímetros de atingir o seu 1º pódio em Jogos Olímpicos, depois de efectuar 6 lançamentos de um nível enorme, fazendo história para o atletismo português com um 4º lugar inédito nesta disciplina do lançamento do peso. Dos seis arremessos realizados, Auriol Dongmo conseguiu cinco marcas acima dos 19,15, com um 19,57 a ter sido o lançamento que maior distância percorreu no Estádio Olímpico de Tóquio, não chegando para a tão ambicionada medalha, mas o suficiente para merecer todos os aplausos e atenções do público português.

Numa final onde não houve direito a bater o recorde mundial (continua a ser de Natalya Lisovskaya, que fez uns impressionantes 22,63 em 1962), Auriol Dongmo apresentou uma excelente forma, ficando a ideia que o recorde nacional iria cair nas últimas três tentativas, onde se assistia a uma confiança imensa a cada novo arremesso. Mesmo que o recorde nacional e o bronze não tenham chegado a bom porto, a prestação da lançadora do peso fica inscrita com letras de ouro nos pergaminhos do desporto português.

OUTROS DESTAQUES

A selecção nacional de andebol claudicou no último encontro, consentindo uma derrota inesperada frente ao Japão por 31-30, que significou o “adeus” a Tóquio. Precoce ou não, a verdade é que depois de terem se qualificado para as Olimpíadas (um feito histórico por si só), ficou um sabor amargo perante a qualidade e talento que os heróis do mar detêm.

Ricardo Santos correu nos 400 metros e terminou em 7º lugar na sua série, o que significou um 39º lugar entre os quase 50 atletas presentes nesta distância de corrida do atletismo. O corredor português ficou longe do seu recorde pessoal de 46,64, apesar que mesmo esse registo não lhe tinha garantido acesso às meias-finais.

Marco Freitas, Tiago Apolónia e João Monteiro não tiveram forças para contrariar os detentores do bronze do Rio 2016, a Alemanha, tendo sido derrotados por 3-0 nestes oitavos-de-final do ténis de mesa masculino de equipa.


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