Portugal nos Jogos (Dia 16): Maria Martins fecha o 15º Diploma

Fair PlayAgosto 8, 20213min0

Portugal nos Jogos (Dia 16): Maria Martins fecha o 15º Diploma

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Maria Martins fez uma excelente prova no Omnium no último dia de Olimpíadas e explicamos o que é esta competição e o que se passou por lá

Maria Martins foi a última atleta de Portugal a entrar em campo (pista), mas não deixou de lutar pelo pódio conseguindo um Diploma Olímpico para Portugal na estreia nesta variante do ciclismo especial e diferente, que tentamos agora explicar no artigo de fecho do diário da comitiva lusa em Tóquio 2020.

DESTAQUE DO DIA: MARIA MARTINS DEU MOSTRAS DE GRANDE FUTURO

A campeã da Taça das Nações 2021 de Omnium, teve o direito de fechar a prestação portuguesa nestes Jogos Olímpicos de grande memória para as cores nacionais, e na pista do velódromo de Izu, galgou km’s no sentido de conseguir chegar ao pódio, terminando com um 7º lugar nesta sua primeira experiência no maior evento desportivo do Mundo.

Antes de mais, o que é o Omnium de pista? São 4 provas de ciclismo dentro do velódromo, em formato oval, com os vários participantes (neste caso foram 21 ciclistas a dar corda aos pedais) a lutarem no tal quarteto de desafios: scratch em que todos começam ao mesmo tempo e o objectivo é cortar a meta em 1º lugar, oferecendo uma pontuação dependendo do lugar classificativo que terminem, numa distância de 7,5 km’s; tempo em que o foco é ultrapassar a meta o maior número de vezes à frente, sendo que sempre que se passa a meta ganha-se 1, e no caso de dar uma volta de avanço ganha 20 extra, perdendo outros 20 caso seja ultrapassado numa volta por um adversário; elimination, que como diz o nome em inglês é dedicado a eliminar ciclistas até que se tenha uma mão cheia de participantes “vivos”, com o último de cada volta a ser inviabilizado de participar na última prova; e, por fim, a points race, percurso de 20 kms em que o passar na meta à frente dá um certo de número de pontos, para além que dar voltas de avanço a potenciais adversários oferece um extra a esse dado ciclista, impondo-se assim uma corrida aos pontos.

Quatro provas de velocidade, um percurso e uma busca louca por somar pontos e pontos, com a portuguesa Maria “Tata” Martins a conseguir uns sensacionais 95, ficando a somente 13 de um bronze, nesta sua estreia em Olimpíadas, podendo ser uma das esperanças para Paris 2024. Em termos de pontuação, a ciclista oriunda de Santarém, somou 30 no scratch (6º lugar), 0 no tempo (6º/7º), sobreviveu à elimination (5ª melhor desta prova) e fechou em 7º lugar no points race (amealhou 7 pontos), surpreendendo os desconhecidos ou menos familiarizados com esta modalidade em Portugal.

Maria Martins fechou em grande a presença lusa por terras japonesas, dando notícias que realmente estão a surgir novos atletas em modalidades diferentes que não as habituais (Gustavo Ribeiro no skate, diversos no surf, etc), podendo abrir outras possibilidades a Portugal no futuro.


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