Portugal nos Jogos (Dia 15): os K4 remam para mais um Diploma

Fair PlayAgosto 7, 20213min0

Portugal nos Jogos (Dia 15): os K4 remam para mais um Diploma

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O 14º Diploma Olimpíco para Portugal chegou pelo esforço total dos K4 portugueses, que adicionam mais um ponto positivo, destacado neste artigo

Estão mesmo prestes a terminar estes Jogos Olímpicos, que trouxeram momentos inesquecíveis e em que Portugal conseguiu a sua melhor prestação de sempre neste evento único do desporto mundial, com as cores nacionais a adicionarem mais um Diploma Olímpico à lista de feitos. Contamos quem foi, para além da prestação dos últimos atletas portugueses em Tóquio.

O DESTAQUE DO DIA: A CANAOGEM NACIONAM EM MAIS UMA FINAL

O K4 de Emanuel Silva, João Ribeiro, Messias Baptista e David Varela superou a meia-final dos 500 metros, cortando a meta em 4º lugar com um tempo de 1:25.581, o que garantiu, desde logo, o Diploma Olímpico. Num manhã de grande luta, o quarteto português de canoístas sabia das dificuldades que iria sentir para lutar por um lugar acima do 8º lugar, especialmente porque a luta pelas medalhas ia estar reduzida a a quatro embarcações, Alemanha, Espanha, Comité Olímpico Russo e Eslováquia (a Hungria, que esteve bem nos K1 e K2 começou a mostrar algum cansaço na meia-final), sendo que um tempo de excelência poderia fazer os portugueses sonhar com um resultado extraordinário, como o atingido no Rio 2016 (6º lugar).

Na final os representantes portugueses arrancaram “mal” e acabaram por remar com um ligeiro atraso do grupo da frente, acentuando-se isso nos últimos 50 metros, altura em que a luta pelo ouro foi à loucura máxima, entre a Alemanha e Espanha, com Portugal a chegar ao fim com um tempo de 1:25.324, aquele que foi o 2º melhor tempo dos quatro remadores nacionais em toda a competição (nos quartos-de-final registaram um 1:24.325).

A canoagem portuguesa voltou a ter uma boa prestação em Olimpíadas, com uma medalha (Fernando Pimenta, bronze) e dois diplomas olímpicos (Teresa Portela nos K1 500 metros e os K4 masculinos), ficando só atrás do feito de Londres 2012, tendo aí conquistado uma medalha de prata e três diplomas olímpicos, sendo já uma das modalidades de marca do desporto português a nível internacional.

A SUPERAÇÃO: SALOMÉ ROCHA E SARA MOREIRA NUMA PROVA DE FORÇA

Na maratona feminina, Salomé Rocha foi a melhor representante de Portugal com um 30º lugar, batendo o seu recorde pessoal (duas horas e 34 minutos), seguindo-se Sara Moreira em 70º lugar, sobrevivendo a uma prova de superação que forçou a 15 atletas a desistirem da prova, incluído Sara Moreira, que depois de ter parado para ir ao WC, conseguiu mesmo fazer um tempo ao nível do pelotão, acabando por não aguentar e desmaiar quando faltavam alguns quilómetros para terminar o percurso.

Se Salomé Rocha deu claros sinais que poderá vir a ser uma atleta com boas prestações em competições deste género, já Sara Moreira merece ser parabenizada pelo sacrifício e força protagonizado, lutando até atingir a meta mesmo que as atenções da transmissão da prova já estava noutro lado e que os media nacionais não concederam atenção, quando era necessário conceder-lhe tempo de antena após manter um espírito estupendo e que se deseja para os atletas em qualquer modalidade.

A maratona feminina ou masculina colhe atletas, exige a estes irem ao “fundo do poço” na busca de forças-extra de modo a conseguirem concluir a prova, e, para as maratonistas portuguesas que marcaram nestes Jogos Olímpicos, tem de se valorizar aquilo que fizeram, com ou sem medalha, com ou sem diploma.


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