15 grandes Talentos do basquetebol feminino nacional (Parte II)

José AndradeSetembro 6, 20219min0

15 grandes Talentos do basquetebol feminino nacional (Parte II)

José AndradeSetembro 6, 20219min0
Mais 5 talentos do basquetebol feminino nacional, com destaques para Filipa Cruz e Filipa Barros neste artigo de José Andrade

Novo texto, nova semana e continuo na imensidão de talentos do basquetebol nacional e na difícil tarefa de escolher apenas alguns dos muitos nomes. Para a segunda parte desta lista de talentos incríveis que nos encantam e que nos mostram como o nosso presente e futuro está mais que assegurado, analisamos mais 5 grandes nomes de jogadoras nacionais que merecem muito todos os destaques e elogios.

1 – Mafalda Pompeu – Olivais

Começamos esta lista pela Mafalda Pompeu, uma jovem de 20 anos que começou em Coimbra na Académica, passou e brilhou muito por várias equipas como os Olivais, o CAD Coimbra e o Galitos. É uma jogadora que se destaca muito pela combatividade, com a própria a não se assumir como uma jogadora com muita técnica, isto e apesar dela possuir esta qualidade que sabe fazer bom uso. Falamos de uma jogadora que desde cedo brilhou, ao lado da sua irmã Sara, nas seleções distritais e nacionais, destacando-se sempre porque é uma atleta de muita qualidade, que luta, que gosta muito de jogar em contra ataque, com uma capacidade física acima da média, caso da bela de velocidade de movimentos e rápida reação.

A Mafalda Pompeu regressou ao Olivais, vai nesta próxima época jogar numa equipa que bem conhece, com um dos melhores treinadores do basquetebol nacional, Fernando Brás. Como já disse, a Mafalda é um enorme talento, já é uma certeza no nosso basquetebol pelo rendimento, que tem crescido a olhos vistos, cada vez mais completa e que nesta temporada vai de certeza ser uma das maiores figuras da Liga Skoiy, ela que neste crescimento tem melhorado muito na linha de três pontos (42% de acerto na última temporada), além de vir a ser uma jogadora cada vez mais preponderante em todos os momentos de jogo. A Mafalda é um nome a guardar por todos nós, pela época que vai fazer e porque vai de certeza ser uma das jogadoras mais elogiadas e faladas nesta próxima temporada e que tem tudo para chegar aos maiores palcos do basquetebol.

2 – Filipa Barros – Guifões

A segunda jogadora desta semana é a Filipa Barros, de apenas 17 anos. Esta base talentosíssima que anda nas bocas de todos no mundo do basquetebol desde muito cedo, começou a jogar aos 4 anos e vem de uma família que respira basquetebol. Guifões é a casa onde brilha desde os 4 anos, realmente desde cedo começou a dar nas vistas, depois de já estar em evidência, é quando vence o prêmio de melhor sub-14 do distrito do Porto. A guifonense foi uma das atletas que venceu no último mês o Challenger de sub-18, onde a nossa seleção voltou a fazer história e a Filipa Barros foi uma das figuras em maior destaque de Portugal e do Challenger.

Filipa Barros com a Taça Challenger sub-18 (Foto: FPB)

Uma base já com um jogo de jogadora mais velha, isto porque quem vê a Filipa Barros jogar observa rapidamente uma grande maturidade e depois claro, imensa qualidade que salta à vista a cada momento de jogo. Muita técnica, que lança com grande qualidade, e que luta muito a cada jogada, que se destaca pelo roubo de bolas, e, acima de tudo, evidencia-se pela qualidade que coloca como uma das bases europeias mais promissoras da atualidade. 10.2 pontos, 8.2 ressaltos, 5.0 assistências e 1.8 de roubos de bola, estas foram as médias de Filipa Barros nesta última temporada, uma época em que se assumiu como referência no Guifões, uma líder numa equipa muito jovem e onde brilhou de tal forma ao ponto de ser uma das figuras da época na Liga Skoiy. A sua ambição é mudar-se para os EUA, e tem tudo para deslumbrar pela América do Norte, sendo uma das basquetebolistas com uma das maiores margens de progressão do basquetebol nacional e internacional.

3 – Eva Carregosa – Olivais

Vamos falar da Eva Carregosa, uma jogadora natural de São João da Madeira, que jogou na Sanjoanense até aos sub-14, e que depois representou o Clube Propaganda Natação de Ermesinde, tendo se mudado para o Olivais na época transacta. Atleta com 18 anos, é uma base que se destaca muito pela qualidade e que desde muito cedo surgiu no basquetebol nacional, desde o “projeto 2002” da Associação de Basquetebol de Aveiro, passando por diversos torneios como o habitual Torneio da Páscoa do Seixal onde a brilhou há 6 anos e foi mesmo uma das 5 melhores dessa edição.

Foto: Arquivo da atleta

Apesar da juventude, já detém um largo número de jogos na primeira divisão, que nunca tremeu. Nunca teve problemas em assumir o jogo, nunca sentiu pressão em nenhum momento dos encontros ao longo dos anos e desde sempre que foi espalhando a sua magia e classe pelos pavilhões nacionais. Sólida, segura, apetrechada de diversos bons pormenores técnicos, defendendo e atacando com qualidade, ela fechou 2020/2021 com 10.3 pontos, 47 ressaltos, 2.9 assistências e 2.3 roubos de bola. Eva Carregosa, mais um talento monstruoso que temos a sorte de ter no nosso basquetebol, alguém que já brilha muito e que tem tudo para continuar a crescer e chegar aos mais altos voos do basquetebol internacional.

4 – Mariana Silva – SL Benfica

A nossa penúltima jogadora nesta lista é a Mariana Silva, uma extremo de 22 anos que representa as atuais campeãs nacionais e que brilha e muito na nossa Liga Skoiy e ainda na seleção. Natural de Vila Real, filha de dois antigos basquetebolistas, no caso Teresa Barata e Hélder Silva e veio muito nova para estas bonitas terras ribatejanas onde se mostrou e muito no Rio Maior, ao lado de outros grandes nomes como a Marta Martins (veremos se não vai estar na nossa terceira parte).

A Mariana Silva começa no basquetebol em 2008, foi campeã em Santarém nas sub-14, presença na seleção distrital, afirmou-se como um dos elementos nucleares da seleção nacional que conseguiu o vice-campeonato da Europa de sub-16, quando além de toda a caminhada e de todos os bons jogos, ficou muito na retina aquele jogo frente à super poderosa França onde vencemos com a extremo a realizar um grande jogo. Rio Maior, Torres Novas, Olivais e SL Benfica , um percurso sempre em crescendo, convites de clubes estrangeiros desde cedo.

A Mariana Silva sempre mostrou muita capacidade de resiliência, sempre deu tudo e isso para quem a vê desde cedo, é uma imagem de marca, uma jogadora com um grande talento e que sempre foi capaz de superar todos os obstáculos. A atleta do SL Benfica foi desenvolvendo o seu talento de uma forma incrível, nem sempre vista como a grande jogadora que é, mas isso nunca foi problema porque pouco tempo de jogo basta para mostrar que é fundamental em qualquer equipa. Para além da regularidade, da capacidade tática e técnica, alia a isso o lutar por cada posse, o defender bem, o lançar bem, bom jogo de pés, boa leitura de jogo e acima de tudo o que fica desde a primeira vez que a vi jogar é o enorme talento que ela tem e que tem sabido aperfeiçoar muito bem de ano para ano.

É aquela jogadora que todos os treinadores gostam, porque se sabe que até num dia menos bom, ela vai estar bem e dar um contributo muito importante à sua equipa, além de ter uma capacidade mental que a faz jogar num nível alto, com mais ou menos pressão, tudo isto faz com que a Mariana Silva seja uma jogadora para chegar longe e atingir os melhores campeonatos.

Mariana Silva campeã distrital sub-14 – Rio Maior (Foto: David M. Inácio)

5 – Filipa Cruz – Quinta dos Lombos

The last but not the least, Filipa Cruz, uma jogadora de 19 anos que pode jogar a poste ou a extremo-poste, de imensa qualidade e que nos permite terminar esta segunda parte dos 15 talentos do basequetebol feminino português com uma jogadora que além da altura tem a muito talento. A Filipa é natural da cidade da Covilhã, começou muito cedo a praticar basquetebol no Clube Desportivo da Covilhã, depois esteve no CCD Amigos do Basket da Covilhã e depois a mudança para o Clube de Basquetebol de Queluz, sendo que na próxima temporada vai jogar na Quinta dos Lombos.

Além de toda a capacidade e talento que foi mostrando nos clubes, foi sempre uma das figuras maiores das seleções distritais da Associação de Basquetebol de Castelo Branco ao longo dos anos, destacando-se o grande jogo frente à Associação de Basquetebol de Coimbra, numa final de sub16 que garantiu a subida de divisão das atletas de Castelo Branco.

Quando falamos da Filipa Cruz o que salta à vista é qualidade na luta das tabelas, o ser uma jogadora alta, mas que se destaca muito além disso, porque é uma atleta com uma boa capacidade técnica, que atira bem, que sabe usar bem o corpo e que se movimenta com grande facilidade.

10.1 pontos, 9.4 ressaltos, 1.2 assistências e 1.1 roubos de bola, foram estas as médias desta temporada que terminou, Filipa Cruz dá muitas garantias ofensivas, não só pela altura, mas pela muita capacidade de lançar, sem esquecer a virtude defensiva. Tem evoluído muito no seu jogo, potenciando-se cada vez mais e a limar arestas, é uma jogadora já de equipa grande e daí o salto para os Lombos e tem tudo para chegar ao topo do basquetebol mundial.

Por esta semana é tudo, terminámos assim a nossa segunda parte desta lista, no próximo texto vamos falar sobre as últimas 5 desta lista de 15 enormes talentos, num universo onde o mais difícil é escolher porque talento é o que mais abunda no nosso basquetebol. Obrigado por lerem, espero que tenham gostado e não percam porque temos mais talentos para falar aqui no Fair Play.

Foto: FPB Sport Flash

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