1 Ano Depois Chega a Justiça Poética ao Sporting na Taça

José Nuno QueirósMaio 26, 20194min0

1 Ano Depois Chega a Justiça Poética ao Sporting na Taça

José Nuno QueirósMaio 26, 20194min0
Disputou-se no Jamor a 79ª edição da taça de Portugal, a 5ª decisão entre Sporting e FC Porto. Um jogo de muita emoção e que confirmou a tendência das outras 4 finais anteriores, uma vez que esta final também não ficou decidida nos 90 minutos.

Começou cedo a já habitual festa na mata do Jamor, adeptos de Porto e Sporting, mas também de outros clubes, juntavam-se no complexo desportivo ao redor do Estádio Nacional para vivenciarem de perto a festa mais bonita do futebol português, afinal estávamos a falar da final da Taça de Portugal.

O espectáculo começou logo dentro do estádio com os papéis invertidos. Os azuis do Norte preenchiam toda a bancada Sul do estádio do Jamor, ao passo que os verdes eram neste caso a equipa nortenha no que há disposição nas bancadas diz respeito. Um estádio a rebentar pelas costuras e completamente pintado de verde e azul num ambiente de salutar por parte dos adeptos das duas equipas.

Finalmente chegou o tão desejado momento do pontapé de saída, tendo sido a equipa comandada por Marcel Keizer a entrar melhor na final da Taça, tendo visto Raphinha e Bruno Fernandes disporem de duas boas oportunidades nos primeiros 20 minutos da final, respondidos por uma excelente oportunidade de Soares depois de um erro da defesa do Sporting. O Porto equilibrou e foi crescendo na partida ao ritmo do seu lado esquerdo com Brahimi e Marega muito interventivos a tentarem desfazer o setor mais frágil da defensiva leonina, o lado direito.

Foi já com este maior ascendente do Porto, fruto da conquista do meio campo, onde Bruno e Wendel estavam a ser “engolidos” taticamente por Herrera e Danilo, que se viveu a primeira explosão de alegria na final da Taça com o golo de Marega ainda que a mesma tenha sido depois cancelada pela intervenção VAR, mas ficou o aviso para aquilo que aconteceu logo de seguida com Soares a adiantar o Porto no marcador, num golo que fica marcado pela merecida dedicatória a Iker Casillas.

O momento em que Iker é homenageado pelos seus companheiros de equipa (Fonte: O Jogo)

O Sporting voltou a atacar e quase de imediato, e com muita sorte à mistura, acaba mesmo por empatar num golo que partilha créditos entre Bruno Fernandes e Danilo. Tudo empatado ao intervalo numa grande primeira parte de Futebol.

A segunda parte foi completamente diferente, com o Porto a dominar os segundos 45 minutos por completo, a equipa leonina não conseguia sair a jogar sem recorrer ao pontapé para a frente, e o Porto foi somando oportunidades e lances de bola parada de forma constante, tendo visto 2 bolas embaterem nos ferros. Apenas com a entrada de Bas Dost o Sporting conseguiu melhorar, mas Sérgio respondeu rapidamente colocando Manafá e o controlo manteve-se do lado dos azuis, que se podem queixar da sorte e da falta de eficácia dos seus homens mais adiantados.

Com muita sorte o Sporting saia vivo para o prolongamento e ganhava um novo ânimo para o que restava jogar.

Se o jogo mudou da primeira para a segunda parte, o mesmo se pode dizer no prolongamento. Keizer apostou em Doumbia e o Sporting ganhou frescura e novas ideais para o prolongamento da Taça.

Logo no início dos 30 minutos extra, Bas Dost completou a reviravolta no marcador e dava, contra a corrente do jogo, a primeira vantagem aos leões na partida. A partir deste momento o futebol do Porto piorou com Sérgio a arriscar tudo para chegar ao empate, passando a valer mais o coração do que a cabeça, tendo o Porto sido premiado com o golo de Felipe já nos descontos do prolongamento, que levariam novamente a decisão de um Porto vs Sporting para a marca das grandes penalidades.

Bas Dost, uma das maiores vítimas há 1 ano celebra o 2-1 para os leões (Fonte: Jornal Açores 9)

Nos penaltys, a tradição recente manteve-se com os leões a serem melhores e a levarem assim a 17ª Taça para o seu palmarés. Para o Porto falharam os dois reforços de Inverno, Pepe e Fernando Andrade, ao passo que no Sporting apenas o Holandês Bas Dost falhou, sendo que para os homens de Alvalade, a contratação de Inverno revelou-se extremamente decisiva, com Luiz Phellype a decidir a final, tal e qual como ele antecipou numa entrevista recente.

Ficou desta forma completa a poesia do Sporting que tinha começado na época passada precisamente neste estádio na final da Taça perdida para o Aves a que se seguiu o Verão negro que continua bem fresco na memória de todos, havendo agora um possível final feliz para esta história, com os leões a reerguerem-se rapidamente e 1 ano depois conquistam a Taça de Portugal e voltam a conquistar 2 títulos numa época, algo que não acontecia há 10 anos, desde Paulo Bento com a Supertaça e a Taça de Portugal, e tal como este ano, os dois troféus foram ganhos… ao FC Porto.


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