Paulo Meneses e a estreia oficial pelo Cehegín Deportivo pt.1

Fair PlayOutubro 21, 20216min0

Paulo Meneses e a estreia oficial pelo Cehegín Deportivo pt.1

Fair PlayOutubro 21, 20216min0
O treinador português, Paulo Meneses, descreve como foi o arranque de temporada no Cehegín Deportivo nesta 2ª página de acompanhamento

A 2ª página do Diário do Treinador de Paulo Meneses, que está ao serviço do Cehegín Deportivo, clube espanhol da região de Múrcia, e conta como foi o arranque dos jogos oficiais por este campeonato distrital de futebol em Espanha.

OS PRIMEIROS DESAFIOS DENTRO E FORA DE CAMPO

Depois de uma Pré Temporada muito bem conseguida, a vários níveis, eis que iniciamos a Temporada com o pé direito. Recebemos uma equipa forte, com aspirações ao play off de subida de divisão. O estádio estava cheio, com a equipa adversária a trazer bastantes adeptos também. Como é normal, o primeiro jogo traz sempre uma grande expectativa. Expectativa essa que quase sempre traz consigo uma dose de tensão e nervosismo à mistura, e mais quando se trata de uma equipa jovem e com bastantes jogadores sem experiência nesta divisão.

Foi o que se passou com os meus jogadores. Fizemos uma primeira parte, muito abaixo daquilo que tínhamos apresentado na pré-temporada, mesmo contra adversários superiores que nos colocaram à prova durante o período preparatório.

Mas, como pode ser compreensível, jogo de liga não é o mesmo que jogo de Pré Temporada, em termos emocionais. Rectificamos no intervalo, e na 2ª parte aparecemos bastante melhor, com mais critério na construção ofensiva, mais soltos a circular a bola e a entrar nos espaços, mais capazes de chegar à área adversária, criando alguns lances de perigo. Através de algumas alterações saídas do banco, melhoramos a equipa em termos ofensivos, e praticamente toda a segunda parte foi controlada por nós.

O golo surgiu já no final do jogo. Aos 89 minutos, premiando uma pré-época muito bem conseguida, em termos de esforço, dedicação e determinação, e também a equipa que mais fez por levar os 3 pontos do primeiro jogo.

No segundo jogo, fomos a um campo bastante difícil (teoricamente). Equipa com um orçamento para subir de divisão. Estádio grande, quase cheio. Também tivemos gente que veio de Cehegin para nos apoiar, assim como alguns dos jogadores lesionados e não convocados. Começamos o jogo com algumas baixas por lesão, mas com uma vontade férrea de levar pontos. O jogo começou a correr bem para nós, e numa transição bem conseguida, depois de um roubo de bola numa das zonas de pressão que tínhamos estabelecido, fizemos o 0-1.

No intervalo conseguimos ajustar algumas coisas que não foram tão bem conseguidas na 1ª parte, e aos 60 minutos, noutra transição rápida, o meu Ponta de Lança Villalta é derrubado à entrada da área, expulsão para o Defesa Central adversário- livre directo: 0-2 pelo nosso capitão de equipa: Javi Cardozo.

Depois disso, tivemos vários contra-ataques bem conseguidos, uma bola na barra, uma outra bola onde o Guarda Redes adversário defendeu, não permitindo fechar o jogo com um 0-3.

Embora com 1 jogador menos, o grande poderio da equipa da casa, fez-se notar nos últimos minutos, perante uma equipa limitada em termos de jogadores seniores, com a estreia de 2 jogadores jovens, para refrescar a equipa nos últimos minutos.

O árbitro tinha dado 8 minutos de desconto (sem que nada o pudesse argumentar), eles fizeram o 2-1 aos 94, mas depois, o jogo alargou-se até aos 12 minutos de prolongamento, onde a equipa da casa conseguiu empatar a 2 ao minuto 102.

Dois lances de bola parada, equipa adversária com mais ratice, e com poderio no jogo aéreo que nós não temos, fizeram a diferença. Embora, uma palavra para o árbitro, que vai levar um cronometro novo como prenda de Natal, oferecida pelo Treinador Paulo Meneses, uma vez que o seu cronometro avariou nos descontos desse jogo.

No jogo seguinte em casa, defrontámos uma das 2 melhores equipas da nossa liga. Tem jogadores que estiveram 7 anos seguidos na divisão superior, e isso faz muita diferença. Não conseguimos ser nós próprios perante o nosso público. A nossa identidade não foi colocada em prática, e com a intensidade, qualidade e experiência do adversário, tivemos a primeira derrota na liga. “Deixamos” um adversário que é de “outro campeonato” ser melhor que nós.

A semana seguinte, foi para recuperar a moral dos jogadores, fazer-lhes acreditar que, os jogadores que fizeram uma Pré Temporada muito positiva, que ganharam o primeiro jogo e que fizeram uma exibição de luxo no segundo jogo, eram os mesmos. Foi só um dia menos acertado, que por algum motivo, não estivemos tão bem como até ali. Passar página e pensar logo no próximo adversário.

Fizemos uma semana muito positiva, para preparar um jogo num terreno difícil. O jogo realizou-se à noite, com muito vento e chuva. A equipa esteve irrepreensível tacticamente e em termos de atitude. Apesar de jogarmos contra outra equipa que quer estar presente no playoff de subida, fomos superiores durante quase todo o jogo, onde só chegavam à nossa área de bola parada, e onde só concedemos uma jogada de golo na nossa baliza. Pelo contrário, nós conseguimos a melhor actuação até esse momento, criando 4 situações claras de golo, dos 9 remates que fizemos. Fomos perdulários, mais uma vez, conseguindo só 1 ponto num terreno difícil.

Para preparar o quarto jogo, segundo jogo em casa, fizemos uma semana muito boa. A minha preocupação nesse Micro Ciclo, foi, dar-lhes confiança durante a semana, proporcionado exercícios onde tivessem uma percentagem alta de êxito, e com isso, que a tensão / nervosismo que pudesse existir de jogar em casa, perante os nossos adeptos, pudesse ser o mínimo possível de modo a sermos nós próprios e competir olhos nos olhos com o adversário.

Defrontávamos novamente uma equipa forte e com muito jogadores experientes. Costuma ficar nos primeiros lugares todos os anos. Conseguimos transportar para o jogo essas boas sensações que tivemos ao longo da semana, fizemos o melhor jogo em casa até ao momento, sendo uma equipa pressionaste o jogo todo, roubando a bola e valorizando-a, atacando para criar moça na estrutura do adversário, não deixando assim o adversário criar muitos problemas junto da nossa área. Fomos muito competentes na pressão depois de perder a bola, fomos intensos, concentrados e compactos sem bola. Criaram problemas sim, mas através de bolas paradas (uma vez mais), e isso ao minuto 44 fez a diferença. Um livre indireto para a área, entrou ao segundo poste, sem que ninguém tivesse tocado. Um banho de água fria em cima do intervalo, e nada merecido para a equipa adversária. Mas o futebol é assim mesmo.

Na 2ª parte, conseguimos instalar-nos no seu meio campo, quase durante os segundos 45 minutos, tivemos algumas oportunidades de golo, mas não conseguimos marcar. Os contratempos durante o jogo, também não ajudaram. Perdemos, por lesão a 2 Defesas, o que nos obrigou a adaptações (uma vez que alguns dos lesionados antes do jogo era defesas também).


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