5 curiosidades/dados sobre os participantes no Euro 2020

Francisco IsaacJunho 8, 20217min0

5 curiosidades/dados sobre os participantes no Euro 2020

Francisco IsaacJunho 8, 20217min0
Prontos para mais um Europeu de futebol? Francisco Isaac foi à procura de alguns pormenores interessantes deste Euro 2020 que podes consultar neste artigo

O Euro 2020/1 arranca já nesta sexta-feira e antes do primeiro passe rolar, fomos descortinar 5 curiosidades, pormenores, detalhes de interesse, que vão desde os atletas mais “velhos” convocados até às selecções com menor número de internacionalizações.

OS “ANCIÃES” DA COMPETIÇÃO

Portugal detém algumas entradas nestes destaques/curiosidades/pormenores, começando logo nos veteranos máximos da competição, com Pepe (38 anos) a ocupar o lugar do atleta mais experiente da competição. José Fonte (37) e Cristiano Ronaldo (36) seguem-se na lista de Portugal, ficando de fora do top-3, pois os guardiães da Escócia e Holanda, Craig Gordon (38) e Maarten Stekelenburg (38) fecham o pódio. Contudo, nenhum destes conseguirá roubar o recorde do guardião húngaro Gábor Király, que chegou ao Campeonato da Europa 2016 com 40 anos, mas podem ainda sonhar em igualar o registo de Ricardo Carvalho, que aos 38 anos de idade foi o jogador mais velho a ganhar um Campeonato da Europa – o holandês Arnold Mühren, foi o titular mais velho de sempre a conquistar um Euro, em 1988, com 37 anos de idade.

Já agora, na outra ponta da questão da idade, o mais novo será o polaco Kacper Kozłowski, que chega a esta fase-final com 17 anos de idade, ficando assim à frente, por alguns dias, de Jude Bellingham, internacional inglês de 17 anos (já jogou em 4 ocasiões pela selecção comandada por Gareth Southgate). Nuno Mendes, internacional português, é um dos 6 atletas com 18 anos de idade, existindo ainda 11 com 19 anos de idade, perfazendo um total de 19 atletas abaixo dos 20 anos.

ESTREANTES PARA DAR E VENDER?

Ao contrário do que diz no título, só cinco jogadores vão entrar no Campeonato da Europa sem qualquer internacionalização: Denis Makarov (avançado russo), Risto Jankov (guardião da Macedónia do Norte), Szablocs Schön (avançado da Húngria), Yuri Dyupin (guardião da Rússia) e Rui Silva (guarda-redes de Portugal). Nestas fases finais das provas da FIFA ou UEFA, é uma situação normal, uma vez que se trata de uma competição máxima e que obriga a ter os jogadores certos ou com mais rotinas, de modo a garantir uma equipa compacta e equilibrada, e a exemplo disso foram os casos do Euro 2016 em que só 5 jogadores chegaram à prova com zero internacionalizações, enquanto quatro entraram nas mesmas condições no Campeonato da Europa de 2012.

Por outro lado, 26 jogadores chegam ao Europeu com apenas uma internacionalização, como Pedro Gonçalves, Jules Koundé, Aymeric Laporte ou Giacomo Raspadori, algo diferente do que se passou no dois Europeus anteriores (15 em 2016 e 8 em 2012), podendo ser uma nova tendência devido ao aumento de número de selecções participantes na fase-final deste torneio da UEFA.

OS REIS DAS INTERNACIONALIZAÇÕES

Cristiano Ronaldo detém dois registos: maior número de internacionalizações, com 174 jogos efectuados por Portugal (poderá chegar aos 179 caso a selecção nacional atinja a final da competição); e o jogador com mais golos, ostentando uns incríveis 103, 9 dos quais concretizados em fases-finais do Campeonato da Europa (2 2004, 1 em 2008, 3 em 2012 e 3 em 2016), e está a um de ultrapassar Michel Platini como o maior marcador de sempre de Campeonatos da Europa.

Diversos outros jogadores detêm números “gordos” no que toca a número de internacionalizações, como Jan Vertonghen (127 pela Bélgica), Luka Modric (o croata já serviu a sua selecção em 138 encontros), Hugo Lloris (o guardião está perto dos 130 jogos oficiais pela França) ou Sebastian Larsson (o sueco soma um total de 129 participações pela selecção nórdica), perfazendo uma lista de 25 jogadores com mais de 100 jogos pela sua selecção. Em termos de nações com maior número de jogadores dentro deste registo, a Bélgica é a que detém o maior número, com 4 (Toby Alderweireld, Jan Vertonghen, Axel Witsel e Eden Hazard), sendo que dentro dos candidatos, a Inglaterra é a única que não detém um único internacional com ou mais de 100 internacionalizações (Raheem Sterling, com 61, é o inglês com maior número de jogos).

OS CLUBES MAIS REPRESENTADOS

Os dois clubes finalistas da Liga dos Campeões 2020/2021 são os reis e senhores desta secção, com 15 jogadores do Manchester City e Chelsea a estarem presentes neste Campeonato da Europa (só nas Quinas estão três atletas dos citizens). A Alemanha voltou a ir buscar a sua coluna vertebral ao Bayern de Munique, uma vez que Joachim Löw convocou 8 atletas dos detentores da Bundesliga, com Didier Deschamps a também ir buscar quatro ao emblema alemão (Benjamin Pavard, Corentin Tolisso, Kingsley Coman e Lucas Hernandez). A fechar o top-5 está a Juventus com 14 (4 vão estar ao serviço da squadra azzurra) e o Dínamo Kiev/Manchester United disputam o 5º lugar, uma vez que ambos viram 11 atletas a serem chamados ao serviço das suas respectivas selecções. O Real Madrid tem o seu pior ano de sempre em termos de representação – mas que Florentino Pérez pode ver como vantagem competitiva… -, pois só 6 jogadores do emblema madrileno mereceram convocatória.

Como nota, FC Porto, SL Benfica e Sporting CP só ofereceram 8 atletas para este Campeonato da Europa 2020, e é o pecúlio mais baixo registado das últimas 6 edições desta competição internacional da UEFA. Os azuis-e-brancos fazem-se representar por Sérgio Oliveira e Pepe, os campeões nacionais colocaram Pedro Gonçalves, Nuno Mendes e João Palhinha ao serviço de Portugal, e os encarnados viram Haris Seferovic, Jan Vertonghen e Rafa Silva a serem chamados para servir as suas selecções.

AS SELECÇÕES MAIS “TENRAS”

Das 24 selecções participantes no Euro 2020, a Escócia é a única selecção que no somatório das internacionalizações dos seus 26 convocados não consegue atingir as 500, mostrando assim a sua juventude ou, melhor, falta de experiência e participação em fases finais das competições da UEFA e FIFA – não se qualificavam para um Europeu desde 1996. Steve Clarke apresenta um grupo temperado, com uma média de idades entre os 26-27 anos, em que os dois guardiões, David Marshall e Craig Gordon, são os jogadores mais internacionais (44 e 57 respectivamente). A seguir aos escoceses, temos a Hungria (534 internacionalizações) e Chéquia (522) como as nações com menor somatório de internacionalizações, apesar dos checos não falharem uma fase-final desde 1996, estando a efectuar uma renovação do elenco, com os olhos postos no futuro.

E no topo, quem detém as selecções mais experientes em termos de números de jogos? Bélgica (1339), Suécia e Portugal. Os diabos vermelhos detêm quatro jogadores com mais de cem internacionalização, como já tínhamos visto anteriormente, podendo esta ser a última oportunidade para conquistarem um título, depois de terem atingido as meias-finais no Campeonato do Mundo de 2018. A Suécia até poderia ter ficado mais perto do 1º lugar neste dado estatístico caso Zlatan Ibrahimovic não tivesse contraído uma lesão que o impediu de marcar presença na competição, impondo um total de 1189 internacionalizações, 129 dos quais pertencem a Sebastian Larsson, o médio de 36 anos. Finalmente, Portugal fecha no 3º posto com 1056 internacionalizações, número que é atingido pela manutenção do mesmo grupo de trabalho desde o Euro 2016 (saída de uma parte da equipa, mantendo-se, ainda assim, a maior parte dos titulares de então).


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