Arquivo de Ténis - Página 2 de 15 - Fair Play

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André Dias PereiraFevereiro 24, 20201min0

Nem Dominic Thiem, nem Borna Coric ou Pablo Cueva. O vencedor do ATP 500 Rio Open, o maior torneio da América Latina, foi Cristian Garin. O chileno, 23 anos, conquistou assim o seu segundo título em 2020 e quarto nos últimos 2 anos.

Numa final inédita contra Gianluca Magner, Garin venceu por dois sets a zero – 7-6 e 7-5. Um resultado que catapulta o chileno para 18 da hierarquia mundial.

Certamente, esta não era a final esperada. Dominic Thiem, o grande favorito e que concentrou a atenção dentro e fora dos courts, caiu nos quartos de final para Gianluca Magner. O italiano, agora 77 da hierarquia mundial, alcançou no Rio de Janeiro a sua primeira final na carreira, depois de vir do qualifying. Para trás deixou jogadores como Andrea Collarini, Attila Balazs, Casper Ruud o português João Domingues. Apesar do segundo lugar, a ascensão Mager foi impressionante, já que chegou ao Brasil na condição de 128 do mundo. Pela primeira vez, entra no top-100.

Já Garin deixou para trás Andrej Martin, Fededico Delbonis, Frederico Coria, ou Borna Coric, outro grande favorito. O croata caiu nas meias-finais por 6-4 e 7-5.

O chileno sucede a Diego Schwartzman e Dominic Thiem, vencedores nas últimas duas edições.

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André Dias PereiraFevereiro 17, 20202min0

Pedro Sousa tornou-se, este final de semana, apenas o terceiro tenista português a atingir uma final ATP. E isso não é pouco. Depois de João Sousa e Frederico Gil, Sousa jogou agora final do ATP Buenos Aires. O norueguês Casper Ruud, 34 do mundo, foi mais forte. Em pouco mais de um hora de jogo, venceu por 6-1 e 6-4. Este foi, aliás, o primeiro título ATP para Ruud, de 21 anos de idade. Mas não a primeira final. Essa aconteceu em Houston, em 2019.

“Cheguei há quase duas semanas, para jogar um par de encontros e nunca pensei estar aqui na final. Tive que lavar roupa duas vezes, pedir cordas emprestadas a Guido Pella”, disse Sousa na cerimónia de prémios.

Longe da melhor forma, o português jogou a sua primeira final com dores. “Esperei 30 anos para chegar à minha primeira final e iria jogar fosse como fosse. Nunca pensei em abandonar apesar das dores”, esclareceu o português.  Para chegar ali, deixou para trás os argentinos Facundo Bagnis (6-2, 6-2, 6-2) e Facundo Diaz Acosta (4-6, 6-2, 6-3). Seguiram-se o checo Jozef Kovalik (7-6, 7-6), o brasileiro Thiago Monteiro (7-6, 6-4) e, nas meias-finais, beneficiou da desistência de Diego Schwartzman.

Em 13 anos no circuito ATP o tenista luso nunca tinha conseguido ultrapassar os quartos de final. Aos 31 anos, tornou-se o mais velho tenista português e o primeiro como lucky loser a estrear-se numa final.

Curiosamente, no primeiro treino em Buenos Aires o português teve como parceiro Casper Ruud. Longe de imaginar, então, que estariam novamente juntos na final. Sousa leva para casa 52 mil euros, mais 150 pontos que o podem levar para o 107 lugar no ranking.

Por não poder disputar o qualifying do Rio Open, que arranca esta segunda-feira, dia 16, Sousa recebeu um “special exempt” para entrar no quadro principal deste ATP 500. Contudo, só na terça-feir, irá avaliar se está em condições de competir.

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André Dias PereiraFevereiro 3, 20203min0

Oito vezes, Novak Djokovic. O sérvio conquistou este domingo, dia 2, em Melbourne, o seu oitavo Australian Open ampliando o recorde de títulos no primeiro Grand Slam do ano. Frente a Dominic Thiem, Djokovic precisou de 4 horas de jogo para ganhar por 6-4, 4-6, 2-6, 6-3 e 6-4. Com este título, o sérvio regressa a partir desta segunda-feira, dia 3, à condição de líder da hierarquia mundial. Além disso, passa a somar 17 Majors, menos dois que Roger Federer e Rafael Nadal. A grande questão se intensifica é saber quem, entre o Big-3, terminará a carreira com mais Grand Slam.

Mas vamos por partes. Djokovic voltou a provar o porquê de ser recordista em Melbourne. Foi mais experiente, mais sólido e consistente que todos.  O sérvio começou de forma competente, mas sem soberania. Contra Jen-Lennard Struff ganhou por 7-6, 6-2, 6-2 e 6-1. À medida que a competição avançou foi subindo o tom. Contra Tatsuma Ito não deu chances: 6-1, 6-4, 6-2. Depois, contra o também japonês Yoshihito Nishioka, voltou a não ceder sets:  6-3, 6-2, 6-2. O mesmo aconteceu com David Schwartzman (6-3, 6-4, 6-4) e Milos Raonic (6-4, 6-3 e 7-6).

Contra um Roger Federer condicionado fisicamente, Djokovic também não deu chances: 7-6, 6-3, 6-4. São já 27 vitórias do sérvio contra 23 do suíço no frente a frente. Djokovic, diga-se, continua sem perder qualquer jogo sempre que atingiu as meias-finais do Australian Open. Federer fez o que pode. O seu ponto mais alto foi nos quartos de final, contra Tennys Sandgren, em que salvou nada menos do que 7 match points, vencendo por 6-3 2-6 2-6 7-6(8) 6-3.

Thiem: à terceira ainda não foi de vez

Apesar da derrota na final, Dominic Thiem volta a mostra que a Next Gen continua a morder os calcanhares ao Big-3. Para o austríaco terá sido certamente frustrante. Depois de Roland Garros (2018 e 2019) e ATP Finals, em 2019, Thiem volta a ficar perto do seu primeiro título em Major. O austríaco é, aliás, o sexto jogador da história a perder as 3 primeiras finais: Tony Roche, Ivan Lendl, Andre Agassi, Goran Ivanisevic e Andy Murray.

Aos 26 anos, Thiem tem o mundo à sua frente. E foi exatamente isso que Djokovic disse no momento da vitória, elogiando o rival. É certo que a terra batida é o piso preferencial de Thiem, mas o que mostrou em Melbourne prova que pode vencer em qualquer piso. Ganhar um Slam é, pois, uma questão de tempo. De resto, o austríaco deixou para trás, por exemplo, Rafael Nadal (7-6, 7-6, 4-6 e 7-6) e Alexander Zverev (1-6, 6-3, 6-4, 6-2).

Djokovic espreita agora a possibilidade de se tornar o maior campeão de Major de sempre. Com 17 títulos, um ano mais novo que Nadal e seis que Federer,  é provável que possa superar o suíço e o espanhol. Até porque Nadal é mais dominante na terra batida, onde é o maior campeão. Tal como Federer em Wimbledon. Djokovic tem a seu favor não apenas a idade mas o fato de ser o mais completo do Big-3. Se o vai conseguir o tempo dirá. Não é certo e Serena Williams está aí para o provar. Tal como Federer sentiu dificuldades em alcançar o Grand Slam 15, superando Sampras. Veremos, pois, o que reserva o resto do ano. Até porque Thiem parece estar, cada vez mais, a intrometer-se na possibilidade de títulos.

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André Dias PereiraJaneiro 20, 20203min0

Arrancou este domingo, dia 19, mais uma edição do Australian Open. O primeiro Grand Slam do ano é também a primeira grande oportunidade de 2020 de vermos em court os maiores tenistas do mundo.  E são vários os cenários e recordes que podem ser quebrados.

Ano após ano, a principal pergunta por esta altura persiste. Até quando o Big-3 do circuito continuará a dominar os Major. Outra vez, Nadal, Djokovic e Federer são os grandes favoritos, mas é possível acreditar que outros nomes possam surgir. Medvedev, Thiem ou Tsitsipas são bons exemplos disso.

Desde 2011 todos os vencedores de Grand Slam têm hoje mais de 30 anos e apenas 6 dos 36 torneios disputados não foram ganhos pelo Big-3.

De uma forma ou de outra, algo de especial vai acontecer. Senão vejamos. Rafael Nadal entra em court não apenas para defender a sua condição de líder da hierarquia, mas também para igualar Roger Federer. Caso vença o Australian Open, o espanhol alcança os mesmos 20 Grand Slam que o helvético. Finalista vencido em 2019, Nadal conquistou Roland Garros e US Open mostrando que ainda o pode fazer. Cinco anos mais novo que Federer é muito provável que o maiorquino se torne o maior campeão de Grand Slam. Até porque Federer parece uns furos abaixo dos seus rivais – em 2019 não venceu qualquer Major, sendo finalista de Wimbledon – e também porque Nadal continua a ser o grande favorito em Roland Garros, onde venceu 12 das últimas 15 edições.

Por seu lado, Novak Djokovic tenta recuperar o estatuto de número 1 mundial. Campeão em título do Australian Open, o sérvio é como que um anti-herói junto do público. Ainda assim, Nolan é o maior campeão em Melbourne, com sete títulos. A seu favor, tem ainda a recente vitória na ATP sobre Espanha de Rafael Nadal. Os dois são os grandes favoritos à conquista do primeiro Major do ano.

Mas é preciso não ignorar Federer. Mesmo aos 38 anos o suíço transporta uma aura de campeão que pesa nos grandes momentos. É certo que em 2019 não venceu nenhum Slam, mas foi finalista no All England Club e ganhou em Melbourne em 2017 e 2018. O suíço reconhece que não é o principal favorito, mas ninguém subvaloriza as suas possibilidades. Recorde-se que o helvético continua a perseguir o recorde de 109 títulos de Jimmy Connors. Atualmente conta com 102 e de acreditar que possa ganhar mais alguns em 2020. Vencer um Major seria a cereja no topo do bolo.

A nova geração

Um dos grandes desafios para Federer é segurar o terceiro posto mundial. O russo Danill Medvedev (4º), o austríaco Dominic Thiem (5º), o grego Stefanos Tsitsipas (6º) e o alemão Alexander Zverev (7º)  espreitam o top 3 e não seria nenhuma surpresa caso vencessem o Australian Open. O ano de 2019 confirmou isso mesmo.

Tsitsipas é, aliás, o campeão em título do Masters Final, que resultou de um ano fulgurante. O russo, por seu lado, chegou, em 2019, a nada menos que 5 finais ATP tendo ganho 4 delas. Ambos já mostraram capacidade para vencer qualquer adversário e têm mentalidade vencedora. Vencer um Major parece, pois, uma questão de tempo.

E há ainda Dominic Thiem. O austríaco foi finalista do Australian Open e há algum tempo que ronda um grande título. Em 2019, ganhou 5 torneios ATP e foi ainda finalista do Masters Final. A terra batida é o seu ponto forte mas o austríaco já mostrou capacidade também em outros pisos.

O espetáculo vai começar.

 

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André Dias PereiraDezembro 13, 20193min0

O ano de 2019 trouxe algumas confirmações e também algumas novidades para circuito. Atualmente, no top-10, 4 jogadores têm menos de 25 anos e Dominic Thiem tem 26. Isto indica, pelo menos, que as novas gerações estão, aos poucos, a consolidar-se entre a elite.

Stefanos Tsitsipas é um nome incortornável. Aos 21 anos é já um nome sólido e uma referência no circuito. O título no Masters Final é. para já, o mais relevante. E, mesmo o grego não sendo um dos favoritos à partida – afina, era a sua primeira participação – não foi de todo surpreendente. Em 2018, El Greco já havia ganho o seu primeiro torneio, em Estocolmo, tendo sido finalista vencido em Barcelona. Os bons resultados levaram-no a terminar o ano em 15º do ranking ATP. E bem se pode dizer que 2019 foi a todo o vapor. Tsitsipas venceu nada menos que 3 torneios. Marselha, Estoril e ATP Finals. Apesar de alguma oscilação exibicional ao longo do ano – explicada com o desgaste físico e participação em muitos torneios – o grego subiu 9 posições e acaba 2019 em 6º lugar. Tsitsipas tem, aliás. a possibilidade de se tornar o segundo jogador, depois de Djokovic, a ganhar o prémio de tenista que mais evoluiu ao longo do ano.

Daniil Medvedev é outro nome que cresceu este ano, confirmando a tendência de 2018. Nesse ano, o russo ganhou os seus primeiros 3 torneios (Sidnei, Tóquio e Winston-Salem) e alcançou o 16º lugar. Na temporada passada, somou mais 4 torneios, entre os quais 2 Masters 1000: Shangai, São Petersburgo, Cincinnati e Sofia. Foi finalista em outros 5 torneios e jogou pela primeira vez o Masters Final. De resto, entre Julho e Outubro, Medvedev somou um recorde de 23 vitórias e 6 finais consecutivas. Subiu, com isso, 11 posições e acaba 2019 como quinto da hierarquia mundial.

A ascensão meteórica de Berrettini e Aliassime

Para Matteo Berrettini o ano de 2019 ficará, por certo, gravado para a eternidade. Aos 23 anos subiu nada menos do que 46 posições, terminando o ano em 8º lugar. O italiano, que em 2018 ganhou Gstaad, este ano somou os títulos de Budapeste e Estugarda, jogando ainda a final de Munique. O ponto mais alto foi, todavia, no US Open onde chegou às meias-finais. Também em Shangai, atingiu as semi-finais de um Master 1000 pela primeira vez. Veremos o que reserva 2020 e se o italiano vai dar consistência ao nível em que se encontra.

Se Berrettini subiu 46 posições, Felix Auguer-Aliassime ascendeu…88 posições. Apesar de apenas 21 anos, o canadiano é quase um veterano. Isto porque está no ranking ATP desde os 14 anos, tendo aos 17 sido o mais jovem a chegar ao top-200. Só que foi em 2019 que passou a ter, ainda mais, os holofotes em cima de si. Para isso muito contribiu, não apenas o seu estilo de jogo, mas a final do Rio Open, que lhe garantiu uma subida de 40 posições. Depois, foi semi-finalista em Miami, e subiu ao top-40. As finais de Lyon e Estugarda foram a cereja em cima de um bolo que celebra o ano de 2019. Por enquanto, faltam os títulos, mas ninguém dúvida que 2020 possa ser o ano certo para chegarem.

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André Dias PereiraDezembro 12, 20192min0

Falta pouco para o arranque da nova temporada. Novak Djokovic e Rafael Nadal têm já definidos os seus jogos até ao Australian Open.

O Big-3 do ténis é, ainda, a grande referência do ténis, embora entre em 2020 com ambições distintas. O espanhol e o sérvio arrancam com um torneio de exibição, o Mubadala WTC, a partir de 19 de Dezembro. O torneio conta também com as presenças de Tsitsipas, Medvedev e Heyon Chong. No quadro feminino jogam Sharapova e Tomljanovic.

Os principais torneios ATP arrancam com o novo ano. A partir de 3 de janeiro, a ATP Cup é uma das  principais atrações. Trata-se de um torneio internacional, jogado em três cidades australianas, durante 10 dias. Estão confirmados equipas de 24 países. Entre as estrelas, contam-se Nadal, Djokovic, Thiem, Zverev e Shapovalov.

Novak Djokovic jogará também o torneio de Adelaide, a partir de 12 de janeiro. Será o último grande teste antes do Australian Open, com início a 20 de janeiro.

Por enquanto, Roger Federer não tem ainda confirmado a sua presença em torneios antes do primeiro Major do ano. Em 2019, o suíço jogou 17 provas ATP, tendo vencido 4. O ano marcou também o seu regresso à terra batida. Aos 38 anos, é provável que Federer continue a dedicar o seu esforço aos principais Grand Slam. Há muito tempo que o ranking ATP deixou de ser uma prioridade. Aliás, o hevético, por esta altura, quer manter-se competitivo não apenas com Djokovic e Nadal, mas também com a nova geração.

O crescimento de jogadores como Thiem, Tsitsipas ou Medvedev, e o envelhecimento do Big-3, podem fazer com que 2020 seja um ano de transição. David Ferrer parece não ter dúvidas sobre isso. O espanhol, que se retirou este ano do profissionalismo, lembra que Tsitsipas já ganhou o Masters Finals.

A vez da nova geração

Nomes como Alex de Minaur, Felix-Auger Aliassime são interessantes de acompanhar com atenção no novo ano. Ao longo de 2019 já mostraram que o futuro também passa por eles. E embora não estejam num estágio tão avançado como Thiem, Tsitsipas, Medvedev, Zverev ou Berrettini, já mostraram que podem vencer qualquer rival. Aliás, este grupo de jogadores está no top-10, sendo o austríasco o mais velho, com 26 anos.

Ainda assim, os três primeiros da hierarquia continuam a ser os suspeitos do costume. Nadal acabou 2019 como líder mundial, destronando Djokovic, agora segundo classificado. Os dois tenistas deverão continuar a lutar pelo trono do ténis no arranque do ano. Será, contudo, interessante acompanhar o que vai acontecer durante o resto da temporada. A forma como vão gerir o esforço físico e os torneios e se alguém se pode intrometer entre os dois, com Federer à espreita, mesmo aos 38 anos.

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André Dias PereiraNovembro 25, 20192min0

No início da temporada, Stefanos Tsitsipas estabeleceu as suas metas: ser top-10, chegar às meias-finais de um Major, ganhar um Masters 1000 e atingir o ATP Finals. O grego cumpriu todas e teve a cereja no topo do bolo. Foi campeão do ATP Finals.

Tsitsipas estava longe de ser o principal candidato ao título. Não apenas por se tratar do seu primeiro torneio mas porque Djokovic, Nadal e Federer tinham ambições importantes. O espanhol e o sérvio jogavam, aliás, a liderança mundial. É certo que não foi desta que o maiorquino ganhou o torneio mas acaba o ano como líder da hierarquia.

De todo o modo, frente a Dominic Thiem o grego ganhou de virada:  6-7 (6-8), 6-2 e 7-6 (7-4). O austríaco passou pela primeira vez a fase de grupos. E de que modo. Nas meias-finais ainda eliminou Zverev, campeão em 2018.

Diga-se, contudo, que o ano de Tsitsipas teve altos e baixos. Isso deve-se também à sua curva de aprendizagem. É bom não esquecer que o grego tem apenas 21 anos de idade. Idade, por exemplo, para jogar ainda a Next Gen Finals.

Após as vitórias em Marselha e no Estoril, Tsitsipas perdeu nas primeiras rondas de Wimbledon e também do US Open. O grego falou no desgaste físico, mas também na necessidade de criar rotinas para alcançar o sucesso no profissionalismo. “Parece que estou sempre a fazer a mesma coisa e o meu cérebro não aguenta mais”, desabafou. Talvez por isso, durante Wimbledon, tivesse passado dias a fio…a ler.

Meta para 2020: consolidação no top-10

Talvez Tsitsipas tenha entendido que perder faz parte do jogo. E que quem joga semana após semana, vai ter momentos baixos no ano. Na conferência de imprensa, no ATP Finals, antes de jogar com Nadal, o grego disse que não suportava perder mais para Nadal. Em 6 jogos, perdeu 5. Tsitsipas reconheceu, então, que já não se castigava tanto por cada derrota. E a verdade, é que para atingir a final do ATP Finals deixou para trás Nadal, Djokovic (fase de grupos) e Federer (meias-finais).

Certo é que Tsitsipas termina 2019 mais maduro e consitente. Por mais ambiciosas que fossem as suas metas no início do ano, Tsitsitas está acima do que sonhara. Aos 21 anos soma já 4 títulos, incluindo o ATP Finals, e é 6 do mundo. Tudo leva a crer que 2020 seja a consolidação no top-10 mundial. E, quem sabe, a disputa por um Major. Este ano, esteve perto de atingir a final. Caiu nas meias-finais em Melbourne. Quem sabe, no próximo ano.

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André Dias PereiraNovembro 11, 20193min0

Arrancou este sábado, dia 9, e prolonga-se até domingo, 17, mais uma edição do ATP Finals. Um torneio que, este ano, serve também para definir quem acaba 2019 como líder da hierarquia mundial.

Novak Djokovic é, porventura, o grande favorito à conquista do último grande troféu do ano. Mas não terá tarefa fácil. Num grupo com Federer, Thiem e Berretini, o sérvio começou por ganhar ao italiano por 6-2 e 6-1. Vencedor do ATP Finals por 5 vezes, apenas o suíço tem mais troféus. O sérvio quer, por isso, repetir uma vitória que foge desde 2015, até porque isso representaria voltar a ser número 1 mundial.

Menos bem esteve Roger Federer. O suíço entrou a perder diante Dominic Thiem. O austríaco mostrou que, depois do Big-3, é o mais consistente do mundo. O número 5 mundial preciou de 1h40 para ganhar por duplo 7-5. Há oito anos que Federer não vence o ATP Finals. O suíço é o tenista que mais vezes disputou o torneio. Este ano representa a sua 17ª participação. Em 73 partidas venceu 52 e perdeu 16, a contar com a deste final de semana. Ao todo, Federer ganhou 6 títulos (2003, 2004, 2006, 2007, 2010, 2011) e perdeu 4 finais (2005, 2012, 2014, 2015).

Com esta vitória, Dominic Thiem fica mais perto de alcançar, pela primeira vez, um lugar entre os 4 melhores do torneio. Até o momento, ele foi eliminado em todas as oportunidades na fase de grupo.

Nadal tenta vitória inédita

No outro grupo, Rafael Nadal é o grande favorito. O atual número 1 mundial tenta, em Londres, um título inédito em sua carreira. Uma falha importante num dos maiores currículos da história da modalidade. Ainda assim, o espanhol garante que não é obsessão. E o seu grupo, reconheça-se, apresenta muitas barreiras. Medvedev, Zverev e Tsitsipas, são rivais que atravessam fases diferentes. Esta segunda-feira, o espanhol entra em court para jogar com o alemão, campeão em título. Em 2019, Zverev venceu apenas em Genebra.

O treinador do Nadal, Carlos Moya, garante que ele está a 100%. Mais do que vencer pela primeira vez o ATP Finals, o espanhol precisa de ganhar para se manter como número 1 mundial.

Já Medvedev e Tsitsipas são estreantes no torneio. O grego esteve em foco no primeiro semestre do ano, com vitórias no Estoril e em Marselha. Já o russo tem estado intratável no segundo semestrel. Para além de finalista do US Open, venceu dois Masters 1000.

O ATP Finals este ano tem ainda a particularidade de cruzar duas gerações. Fededer, Nadal e Djokovic, que andam no topo há mais de uma década, e por outro lado, cinco jogadores em que o mais velho (Thiem) tem 26 anos.

“Roger, Rafa e Novak, que são lendas absolutas do nosso esporte por muito tempo, e meio que todos nós crescemos assistindo a eles vencerem tudo que é possível”, lembrou Zverev. Uma ideia partilhada também pelo estreante Tsitsipas.

Os veteranos são, ainda, os favoritos, mas só no próximo domingo se saberá se chegou a vez da nova geração.

 

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André Dias PereiraNovembro 4, 20192min0

Novak Djokovic conquistou, este domingo, o ATP 1000 Paris. O sérvio não deu hipóteses ao canadiano Denis Shapovalov e precisou apenas de 1h06 para ganhar por 6-3 e 6-4. Foi a quinta vez que Nolan ganhou o torneio da cidade parisiense, que o coloca como o maior campeão da prova.

O ATP Paris realiza-se desde 1972 e é normalmene o último Masters antes do ATP Finals. A prova é jogada em piso duro, à base de resina, mas nem sempre foi assim. Até 2006 era em carpete. Ao longo das décadas grandes campeões tornaram o ATP Paris o mais prestigiado torneio entre os que se jogam indoor. Boris Becker, Stefan Edberg, André Agassi, Pete Sampras e Roger Federer são apenas alguns dos nomes na lista de campeões.

Se este torneio serviu para Djokovic para preparar o ATP Finals, o sérvio passou com distinção. Ao longo da prova não cedeu qualquer set. Começou por ganhar ao francês Courentin Moutet (7-6, 6-4). Seguiram-se Kyle Edmund (7-6, 6-1), Stefanos Tsitsipas (6-1, 6-2) e Grigor Dimitrov (7-6,6-4).

Para Denis Shapovalov esta foi a sua primeira final no torneio e a segunda em torneios ATP. Este ano, o canadiano já ganhou o ATP Estocolmo. Para chegar à final deixou para trás Gilles Simon, Fabio Fognini, Alexander Zverev, Gael Monfils e Rafa Nadal. Diante Simon e Nadal o canadiano benenficiou das desistências de seus adversários. O espanhol terá sentido uma dor durante o treino de preparação para o jogo e preferiu não arriscar ir a court.

Para Novak Djokovic esta foi a sua 34º vitória em  50 finais de Masters 1000. Um registo que o torna o segundo tenista com mais troféus nesta categoria, perdendo apenas para Rafael Nadal (35). Abaixo aparecem Roger Federer (28) e André Agassi (17).

Ao todo, Novak Djokovic já conquistou 77 torneios, cinco dos quais esta temporada. Para além dos Major Australian Open e Wimbledon, ganhou também os ATP 1000 de Madrid e 500 de Tóquio.

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André Dias PereiraOutubro 14, 20191min0

É, de longe, o grande nome da nova geração russa. Sim, há outros importantes no circuito ATP, como Andrey Rublev e Karen Khachanov. Mas Medvedvev parece talhado para os maiores feitos. Ou pelo menos, para os títulos. Como este final de semana.

O russo conquistou o torneio de Xangai naquela que foi a sua sexta final seguida. Depois de ganhar Cincinatti e S.Peterburgos, e ser finalista vencido no US Open, Montreal e Washington, Medvedev voltou a fazê-lo.

O número quatro do mundo é, porventura, o tenista em melhor forma no circuito. Precisou de pouco mais de 1 hora (1h13) para vencer Alexander Zverev por 6-4 e 6-1. Esta foi, aliás, a primeira vitória do russo contra o alemão em cinco encontros.

No momento da vitória, Medvedev lembrou que nos últimos 10 anos “só três jogadores venceram” em Xangai e que também por isso “é uma vitória especial”.

Para atingir a final, Medvedev deixou para trás Cameron Norrie (6-3, 6-1), Vasek Popisil (7-6, 7-5), Fabio Fognini 6-3, 7-6) e Stefanos Tsitsipas (7-6, 7-5).

Este foi, de resto, o sexto título do russo na carreira. Todos conquistados nos últimos dois anos. Zverev, finalista vencido na China, não tem dúvidas: “Ele é o melhor jogador do circuito da atualidade”.

Mas se há algo para o que Medvedev tem chamado a atenção é para a sua frieza no court. E também no momento de vitória. “Ganho e não festejo. Sei que as pessoas gostariam que eu demonstrasse mais as minhas emoções”, mas este é o meu estilo.


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