16 Ago, 2017

Francisco Isaac, Author at Fair Play

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Francisco IsaacAgosto 1, 201713min0

Um dos capitães da Irlanda, vencedor de três Seis Nações, participou em dois mundiais e fez parte por duas vezes dos British and Irish Lions, Jamie Heaslip falou com o Fair Play numa entrevista em que nos fala da carreira, estudos e vida


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Jamie… preparado para outro grande ano de rugby? Neste momento o que te faz continuar a jogar?

J.H. Há já algum tempo que o que me motiva para continuar a jogar todos os dias é o desejo de deixar a ‘camisola’ num lugar melhor. Quero poder dizer, quando finalmente deixar de jogar, que deixei a camisola num lugar melhor do que quando a recebi pela primeira vez. Quero fazer parte do legado de Leinster e da Irlanda. 

É a tua 13ª temporada com o Leinster, certo? Qual foi o teu melhor momento? E o pior?

J.H. O Leinster é um dos clubes mais ambiciosos e modernos que existe. Pergunta a qualquer pessoa sobre o clube e  irão falar-te sobre o seu legado e sobre como consegue sempre competir ao mais alto nível. Como profissional essa é uma das razões para ainda cá estar. Mas a razão principal é que sou um homem de Leinster. Vivi na província toda a minha vida e sinto-me muito honrado por representá-la a nível global. 

Tens algumas memórias em especial? Qual foi o teu melhor e pior momento?
J.H. Tem sido uma montanha russa de emoções. Todas as temporadas têm altos e baixos.  É porque todos (jogadores, treinadores, famílias e fãs)  investem tanto, emocionalmente, espiritualmente, fisicamente e financeiramente. Mas os momentos baixos tornam os momentos bons ainda melhores!
Depois de todos estes anos com quem gostavas mais de jogar: Brian O’Driscoll, Shane Horgan, Gordon D’Arcy ou outros?

J.H. Vou tomar outra opções.. como Brad Thorne, Jimmy Gopperth ou Nathan Hines. 

Estás quase a chegar ao jogo 250… ainda tens os guts para chegar ao 300?

J.H. Se ainda tenho os guts… olha é algo que nem sequer penso, nem entra no meu dicionário!

Foto: Getty Images

Como começaste a jogar rugby, já que nasceste em Israel? Quem te deu o empurrão final, a tua família, amigos ou foste mesmo tu?

J.H. O meu pai estava a servir no exército e a minha família estava lá colocada quando nasci. O meu pai e irmãos jogavam por isso foi natural para mim começar a jogar. 

Licenciaste-te na DCU como engenheiro… como foi isso possível? Que conselhos tens para jovens jogadores que querem ser profissionais mas também ter um plano b?

J.H. Recusei dois contractos profissionais para jogar de maneira a acabar a minha educação primeiro. Achei que era importante fazê-lo para depois poder investir totalmente na minha carreira como jogador. Enquanto jogava terminei o meu mestrado. Acho que é importante conseguir um equilíbrio na vida, por isso investi em mim. Pode-se conseguir tudo se estruturarmos bem o nosso tempo. 

Uma pergunta difícil: que vais fazer quando deixares de jogar?

J.H. Não faço ideia. 

E a Irlanda… estás a 5 jogos de completar 100 jogos com a camisola irlandesa. Lembras-te da primeira vez e o que sentiste nessa altura?

J.H. A primeira vez foi nos sub19 e tem sido muito especial desde essa altura.

Em 2009 a Irlanda conquistou a Six Nations Grand Slam e tu tiveste um papel importante. Lembras-te daquele ensaio contra a França?

J.H. Sim recordo-me que foi um grande esforço de equipa. 

Trabalhaste no duro para chegar ao topo no rugby irlandês? Tens alguns segredos ou conselhos especiais?

J.H. Não foi fácil chegar onde estou agora. Desde os meus 15 anos disseram-me coisas muito diferentes sobre o meu tamanho, força e habilidade. Fui recusado em várias equipas e academias. O que acredito é que se tens objectivos claros e trabalhas para isso podes chegar lá. 

A melhor exibição de equipa da Irlanda? Ainda tens sonhos por cumprir antes de dizeres adeus ao Shamrock?

J.H. Gosto de pensar que o melhor ainda está por vir.

Foto: Getty Images

Estarás no próximo campeonato do mundo?

J.H. Não sou eu que escolho os jogadores por isso não sei.

És um número 8 mas tens algum desejo escondido por realizar?

J.H. Gostava de fazer um drop goal, penalty kick ou conversão. 

Que preferes, uma grande placagem ou um line-break?

J.H. Prefiro ganhar.

Perguntas rápidas: o jogador irlandês mais engraçado, Simon Zebo ou Connor Murray?

J.H. Nem estás perto… (risos).

O melhor jogador dos últimos 20 anos: Brian O’Driscoll, John Smith ou Richie McCaw?

J.H. Desses três provavelmente o Richie. 

O opositor mais duro nas equipas irlandesas: Rory Best, Ronan O’Gara, Robbie Henshaw ou Paul O’Connel?

J.H. O Paulie.

Que jogo repetirias: All Blacks em 2016 ou Gales em 2009?

J.H. Não gosto de olhar para trás.

O melhor treinador irlandês e estrangeiro nos últimos 10 anos?

J.H. Joe Schmidt e Stuart Lancaster são os melhores treinadores com quem já trabalhei. 

Quem levarias numa viagem a Portugal: Sean O’Brien ou Robbie Henshaw?

J.H. O Robbie.

O pior pesadelo: ser placado por Paul O’Connell ou tentar parar o Brian O’Driscoll?

J.H. Nenhum é um pesadelo. 

Porque gostas de vir a Portugal? Viverias e jogarias cá?

J.H. Jogar…talvez. Já estive na Quinta do Lago várias vezes. É fácil vir directamente de Dublin e as infraestruturas de treino são fantásticas. Para além do tempo ser espectacular. 

Queres deixar uma mensagem especial para os teus fãs e para os fãs de rugby portugueses?

J.H. Fiquei espantado com o apoio ao Leinster e à Irlanda em Portugal. Talvez posso vir cá ver algumas das equipas quando tiver uma paragem! Até lá obrigado pelo apoio!

Foto: The Guardian

ENGLISH VERSION | VERSÃO INGLESA

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Jamie… ready for another massive year of rugby? At this point what drives you to continue playing the game?

J.H. For a long time now, what drive me to continue to try and get better everyday in my craft is the drive to leave the jersey in a better place. I want to be able to say when I finally hang up the jersey that I’ve left in a better place than when I picked it up. To add to the legacy of the Leinster and Ireland jersey.

Your 13th season with Leinster, yes? What made you stay there all these years?

J.H. Leinster is one of the most ambitious, forward thinking clubs that is steeped in history. You ask anyone around the world about the club, and they’ll go on about the legacy of the club, how it is always able to compete at the top. As a professional, thats one of the reasons why I’m still here. However, the main reason is that I’m a proud Leinster man. I’ve lived all my life here in the province and so humbled to be able to represent the province on that global scale.

Do you have any special memories? What was your best moment playing for Leinster? And worst?

J.H. Playing for Leinster has lead to a rollercoaster ride of emotions. Every season there are massive highs and the darkest of lows. It’s because we all (players, coaches, back room staff, families and fans) invest so much emotionally, spiritually, physically and financially into it. In one season you can go from one to the next. But the lows make the highs all the sweeter!

After all these years who did you like to play more with: Brian O’Driscoll, Shane Horgan, Gordon D’Arcy or any other?

J.H. I’ll take the any other option. Someone like Brad Thorne, Jimmy Gopperth or Nathan Hines

You are reaching your 250th game … do you still have the guts to go until the 300th?

J.H. Do I have the guts…that is never something that come into my world.

How did you start playing rugby as you were born in Israel? Was it your family, friends or yourself who gave the starting push?

J.H. My Dad was on military duty for the Irish Army and my family were based there when I was born. My father and brothers played so it was only natural for me to follow.

Foto: Getty Images

You graduated at DCU as an engineer… how was that possible? What kind of advice can you offer to young players who dream of becoming professional but want to have a plan b on the side?

J.H. I turned down two professional contracts to finish my education before playing. I thought it was import to do so, so I could invest fully in my craft as a player. While playing, I completed a masters. I always think its important to have a balanced and well rounded life, this is why I made sure to invest in myself away from the field. You can accomplish it by structuring your time right

A hard question: what do you have planned after you stop playing rugby?

J.H. No idea

And Ireland… you are just 5 games away from completing one hundred games.  Do you remember the first time you heard Irelands Call and can you explain what you felt back then?

J.H. First time I heard it was with Ireland under 19’s and it’s being special overtime since.

In 2009, Ireland conquered the Six Nations Grand Slam, and you played a pivotal role. Do you remember that try against France?

J.H. A great team effort

How hard did you work to reach the top of Irish Rugby? Any secrets or special advice to upcoming Irish stars?

J.H. I’ve never had it easy to get to where I am. Along my journey since I was 15 I was told different things about my size, strength and ability. Getting passed up on selections for different squads and academies. My belief though is that if you have clear goals and actions to get there, then hard work and discipline are what people ned to realise their dreams.

Best team exhibition in your time for Ireland?  And  is there still a dream that you wish to complete before saying goodbye to the Shamrock?

J.H. I would like tho think that the best is yet to come from Ireland

Will you be in the next World Cup?

J.H. I don’t pick the squad so I don’t know.

Foto: Getty Images

You play as number 8, but  was/is there any guilty pleasure that you didn’t fulfill?

J.H. Would love to take a drop goal, penalty kick or conversion in a game.

What do you prefer: a crushing tackle or a monster line-break?

J.H. Winning.

Flash questions: funniest teammate in the Ireland squad: Simon Zebo or Connor Murray?

J.H. You’re off the mark there.

Best player in the last 20 years: Brian O’Driscoll, John Smith or Richie McCaw?

J.H. Out of those 3 probably Richie.

Toughest opponent in the Irish teams: Rory Best, Ronan O’Gara, Robbie Henshaw (before he signed with Leinster) or Paul O’Connell?

J.H. Paulie

What game would you repeat: All Blacks in 2016 or Wales in 2009?

J.H. I don’t look back.

Best Irish and foreign coach in the last ten years?

J.H. Joe Schmidt and Stuart Lancaster are the best coaches I’ve ever worked with.

Who would you take on a trip to Portugal: Sean O’Brien or Robbie Henshaw?

J.H. Robbie.

Worst nightmare: getting tackled by Paul O’Connell or trying to stop Brian O’Driscoll on 1on1?

J.H. Neither is a nightmare.

Why do you like coming to Portugal? Would you come to live here…and play?

J.H. Play…maybe. I’ve being to Quinta do Lago a little over the last few years. So easy to get to from Dublin, amazing training facilities for me and also great activities and amenities in general. Plus the weather is always amazing.

Do you wish to leave a special message to your fans and Portuguese rugby fans?

J.H. I’ve being amazed by the support and following for rugby, especially Leinster and Ireland throughout Portugal. Maybe I can over and check out some of the teams in the off season. Until then, thanks for all the support.

Foto: The Guardian


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