Arquivo de Vasco Uva - Fair Play

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Francisco IsaacJaneiro 15, 20179min2

Uma boa exibição dos campeões nacionais em título não bastou para saírem de Valladolid com uma vitória na Supertaça Ibérica. A falta de eficiência nas formações ordenas, a ausência de “paciência” e consistência nos dez minutos finais possibilitaram a reviravolta do El Salvador. Duarte Diniz, Salvador Palha, Nuno Sousa Guedes e José Vareta os destaques do GD Direito.

Os “advogados” do GD Direito e os “chamizos” do Club de Rugby El Salvador, campeões de Portugal e Espanha em 2016 respectivamente, jogaram um dos encontros mais importantes da temporada: a Supertaça Ibérica.

Uma competição de prestígio, honra e que realizou a sua 37ª edição, hoje dia 15 de Janeiro de 2017. Direito e El Salvador partiram para este jogo com 4 competições ganhas (destaque para os “advogados” que têm tido um certo domínio no século XXI, com as quatro conquistas a realizarem-se em 2000, 2003, 2013 e 2015, com esta última a ter sido realizada em Janeiro de 2016)… no final do dia, uma das equipas ia ascender como a mais vitoriosa de sempre na Península Ibérica.

Pelo GD Direito alinharam:

1 Francisco Bruno 2 Duarte Diniz 3 Bruno Raposo 4 Luís Sousa 5 Gonçalo uva 6 Vasco Fragoso Mendes  7 Salvador Palha 8 Vasco Uva 9 Pedro Leal 10 Luís Salema 11 José Vareta 12 José Luís Cabral 13 Manuel Vilela 14 Pedro Silvério 15 Nuno Sousa Guedes;

Suplentes: 16 Delfim Sany 17 Francisco Tavares 18 João Correia 19 João Granate 20 Salvador Águas 21 Pedro Rosa 22 João Dias 23 João Maria Palhavã

Já pela equipa espanhola do El Salvador “Silverstone” figurou o seguinte XV:

1 Leandro Wozniac 2 Daniel Marron 3 Andrés Alvarado; 4 Fernando González 5 Michael Walker 6 Matthew Foulds 7 Gerrardo de La Lallana 8 Joe Samuelu; 9 Juan Ramos 10 Hansie Graaff; 11 Jean Ives Zebango; 12 Antoine Sánchez 13 Jonathon Carter; Raphäel Blanco e Thomas Pearce

Com os regressados Vasco Uva e João Correia (sofreram lesões graves no final da temporada transacta), a equipa de Francisco Aguiar entrou com “tudo” para dentro de campo como provava o seu domínio durante os primeiros 10 minutos de jogo.

Os lisboetas transmitiam uma boa confiança no carregar a oval, assim como uma execução imaculada nos alinhamentos ou nas saídas de ruck. Vasco Uva com duas “esgueiradas”, conseguiu pôr a equipa de Valladolid a correr para trás e a defender de forma menos clara.

Aos 10′ e 14′ Nuno Sousa Guedes chamou a si a responsabilidade de converter as penalidades e, com calma, meteu a bola entre os postes. 6-0 à passagem dos 15 minutos eram um prémio justo para a equipa que melhor entrou na contenda.

Porém, o El Salvador esperou o seu momento para ir aos postes pela 1ª vez no jogo, também através de uma penalidade, por falta por fora-de-jogo defensivo da linha de defesa do GD Direito.

Era nestes aspectos que a equipa portuguesa não podia claudicar, uma falta de atenção ia ser explorada pelo campeão espanhol… neste caso, tudo começou por demasiado espaço concedido no e pós alinhamento, que resultou na tal penalidade após a 3ª fase.

Os advogados aos 20′ dispuseram de uma oportunidade clara para ir à área de validação, mas uma má decisão de equipa (tentativa de drop de Luís Salema quando estavam a 5 metros da linha de ensaio) impediu que somassem o primeiro ensaio do jogo.

O El Salvador marcou o pontapé de 22′, saiu a jogar e equilibrou a “balança”.

Pouco depois após uma fuga de Jonathon Carter, a equipa espanhola colocou pressão na defesa do GD Direito e chegou até aos 5 metros finais do Direito. Nova formação ordenada, os espanhóis superiorizaram-se e arrancaram para um ensaio de Joe Samuelu e conversão de Hansie Graaff.

Venha a “calma e bonança” durante 40 minutos

O Direito voltou à carga, com José Vareta a conseguir quebrar a linha de defesa pelo flanco, conseguindo encontrar Vasco Uva que por pouco não conseguiu um offload para Luís Sousa que poderia ter resultado em outro tipo de lance.

Manteve-se a pressão dos “advogados” na busca de um ensaio de reviravolta, com uma boa entrega da avançada onde Duarte Diniz realizava uma das melhores exibições dentro de campo.

Nova conversão de penalidade por Sousa Guedes davam um 10-09 a favor do El Salvador… que viria a voltar a meter a distância de 4 pontos com um drop de 40 metros de Graaff, após conquista de bola no reinício de jogo.

Antes do final da primeira parte, Sousa Guedes voltou a converter mais um pontapé e a separação de um ponto só demonstrava a intensidade que se “vivia” no jogo.

Os “advogados” pouco defenderam, tendo uma maior percentagem de posse de bola e domínio no território, todavia a ausência de quebras de linha ou aproveitamento das poucas que tiveram não resultaram em ensaios. Sousa Guedes, José Vareta e Duarte Diniz apresentaram-se no seu melhor, com uma série de lances e momentos de grande enfoque.

First blood de El Salvador (Foto: A. Mingueza)

Do lado do El Salvador, destaque para a frieza, “crueldade” e eficácia do seu ataque, que sempre que passou os últimos 40 metros, conseguiu pontos. Não precisaram de efectuar muitas fases para ter “direito”

Com o vento a favor, o Direito subiu no terreno com outra velocidade, sendo necessário agora aproveitar todos os erros do El Salvador para chegarem aos postes. Uma penalidade na formação ordenada (a favor dos campeões de Espanha) obrigou os lisboetas a recuar num primeiro momento, para depois recuperarem a oval já dentro dos seus 22 metros… estava a ser um jogo com alguns erros de parte a parte.

O nervosismo e falta de paciência estavam a toldar as decisões de ambas as formações, que dispuseram de boas oportunidades para chegar a terrenos mais avançados, como foi o caso do GD Direito aos 45′.

Domínio e lei de jogo dos “advogados”

Quando o cronómetro batia os 48′ minutos chegou um dos momentos do jogo: entrada de José Vareta no flanco esquerdo, com um bom apoio de Luís Sousa e Pedro Silvério, possibilitou uma perfuração que foi bem aproveitada e após um belo offload no limiar de sair do campo de Luís Sousa, deu o ensaio a Salvador Palha. Conversão de Sousa Guedes (irrepreensível) para meter o resultado a favor dos portugueses: 19-13!

O domínio do Direito era, no mínimo, evidente perante um El Salvador que não conseguia manter a bola sobre seu controlo e que sempre possível apostava num pontapé para “sacudir” a pressão… os “advogados” agradeciam porque iam trocando a bola com eficácia (Pedro Leal conseguiu meter alguma “água na fervura”, impondo paciência e controlo nas movimentações de ataque) e ocuparam os últimos dez metros de terreno.

Nas “asas” de Sousa Guedes (Foto: (Foto: A. Mingueza)

Um amarelo para Wozniac aos 57′, ia tirar algum poder de “fogo” na formação ordenada que o Direito tinha de aproveitar para garantir mais pontos e distanciar-se no marcador. Já só faltavam 20 minutos para o término do encontro e os “advogados” mantinham o controlo do terreno, tempo e marcador… Sousa Guedes volta a converter nova penalidade e eleva o jogo para 22-13.

O El Salvador estava com problemas em usar o seu trio de trás, que estava muito longe das incidências, o que garantia uma certa “paz” à equipa do Direito. Aos 67′ chegou ensaio de penalidade para os espanhóis (pelo nº8 Samuelu), que após novo domínio na formação ordenada e falta dos lisboetas, o árbitro não teve escolha senão a dar os tais 5 pontos por falta.

A partir daqui o encontro “virou” por completo… os campeões espanhóis superizaram-se, cresceram e mantiveram uma “dose” de ataque bem vincada, aproveitando o regresso ao nervosismo por parte dos “advogados”, que tiveram um par de decisões contestáveis e que acabaram por manchar uma boa exibição… novo ensaio do El Salvador que em três fases volta à área de validação.

Reviravolta do El Salvador e ponto final no “sonho”

27-22, o jogo estava pelas “costuras”, o Direito precisava de algo mais para chegar ao ensaio, um rasgo de génio de Sousa Guedes ou uma entrada a “matar” de Vilela Pereira… infelizmente, para a equipa de Monsanto, esse momento nunca chegou e após 15 fases consecutivas perdem a bola no chão. Penalidade, bola para fora e fim de jogo.

O El Salvador chega à “mão cheia” de títulos Ibéricos, ocupando, agora, o 1º lugar da hierarquia peninsular. O Direito teve o controlo de jogo durante setenta minutos mas acabou por não aproveitar o amarelo de Wozniac para aumentar o seu pecúlio.

Duarte Diniz, para o Fair Play, obtém o prémio de MVP do jogo com partilha com Nuno Sousa Guedes. O primeiro fez um trabalho excelente no jogo corrido e nos alinhamentos, com uma intensidade “agressiva”, dinamismos de qualidade e uma entrega absoluta na hora de ganhar aqueles metros “fechados”.

Já o número 15 parece estar de volta às exibições de classe, tendo espalhado algum “terror” na defesa do El Salvador, que mereciam mais apoio dos seus colegas. Para além disso, só falhou uma penalidade nas seis penalidades que dispôs em todo o encontro.

Do lado do El Salvador destacar a excelente exibição da sua primeira linha, onde Andrés Alvarado foi uma autêntica “rocha com motor” na formação ordenada, alinhamentos e na condução de bola no contacto curto. O nº8 samoano Joe Samuelu foi outro dos grandes destaques dos espanhóis, a liderar com excelência o pack avançado dos “chamizos”.

Uma exibição de qualidade, com vários caprichos ofensivos e uma qualidade defensiva satisfatória (pedia-se algo mais no 3º ensaio do El Salvador, já que a defesa dos “advogados” nunca conseguiu parar a manobra dos espanhóis) que pecou nas formações ordenadas (6 perdidas, uma delas dá direito a ensaio de penalidade) e na última perfuração e decisão.

El Salvador es el campeón! (Foto: A. Mingueza)
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Francisco IsaacDezembro 9, 201614min1

Nuno Sousa Guedes, uma das grandes revelações e jogadores da Selecção Nacional de rugby contou-nos as suas experiências, ideias e opiniões em relação ao rugby em Portugal. Antigo jogador do CDUP, o abertura do GD Direito mostrou toda a classe nesta entrevista.

fpNuno Sousa Guedes, um dos novos grandes valores do rugby português… em três anos passaste a titular no GD Direito (campeão em todas as provas), foste um dos símbolos dos 7’s e agora estás na Selecção de XV. Qual é a sensação? Esperavas atingir tanto em tão pouco tempo?

NG: É com grande orgulho que posso dizer que sou internacional de XV e 7´s por Portugal, era um sonho que tinha desde que comecei a jogar rugby. É uma sensação única jogar por Portugal e algo que vou levar para o resto da minha vida. Para além disso, tive a sorte de entrar numa equipa como o GD Direito onde tenho o prazer de jogar ao lado de jogadores que sempre foram um exemplo e principalmente ao lado de grandes amigos, aliando isto às constantes vitórias e títulos, é sem duvida muito gratificante.

fpQuão importante foi a tua formação no CDUP? Tens saudades do Porto?

NG: Eu comecei a jogar rugby aos 13 anos na Escola de Rugby do Porto, e só depois é que passei para o CDUP, onde estive 6 anos.  O CDUP foi a chave do meu desenvolvimento e onde joguei pela primeira vez no escalão sénior, foi lá que comecei a saber o que era o rugby verdadeiramente. Para além de ser o clube da minha cidade, é o único clube do Porto que compete no campeonato nacional e isso cria nos jogadores e em todas as pessoas que gostam de rugby um amor pelo clube, e uns pelos outros, fora do normal o que também me ajudou muito enquanto pessoa. Tenho saudades do Porto, e espero lá voltar um dia!

fpPorquê a mudança para Lisboa? E qual é a tua ligação com o GD Direito?

NG: A minha mudança para Lisboa teve como base a selecção nacional, foi no ano em que os 7´s iam disputar o apuramento para os Jogos Olímpicos. Tínhamos treinos praticamente todos os dias e para não ter de fazer várias viagens durante a semana só para treinar tomei a decisão de vir. Não foi uma decisão fácil, mas o GD Direito aí teve um papel fundamental. Hoje em dia o GD Direito é como se fosse a minha segunda casa, tenho um grande orgulho de poder jogar pelo melhor clube português e onde criei grandes amizades e conheci pessoas de que gosto muito.

Catch me if you can (Foto: João Peleteiro Fotografia)
Catch me if you can (Foto: João Peleteiro Fotografia)

fpFoste bem recebido no Direito, correcto? Quais são os valores do rugby dos “advogados”?

NG: Fui muito bem recebido, senti que fazia parte da casa em muito pouco tempo. O GD Direito, na minha opinião, é um clube muito especial. Preocupam-se não só em formar jogadores, mas principalmente em formar homens que tenham uma vida profissional estável fora do rugby. Exemplos como o Vasco Uva, Gonçalo Uva e João Correia são a prova disso mesmo. Isso sente-se em toda a gente que gosta do clube e que vive para ele, todos têm os mesmos ideais e princípios, o que faz do clube uma grande família cheia de valores. 

fpHouve um momento que estiveste para ir para o RC Toulon. Conta-nos a experiência em terras “gaulesas”.

NG: Foi uma experiencia de 3 dias, que me lembro como se fosse hoje. Cheguei a uma cidade que não conhecia, estava ali sozinho e com algum medo de tudo o que se poderia passar depois daquilo. Ia ter 3 treinos e testes físicos durante os dias. Treinava com a equipa dos “espoirs” e a seguir ao treino ia sempre visitar a cidade. Na verdade, o que mais me marcou foi num dos dias depois do treino, a equipa sénior ia fazer o último treino de preparação para as meias-finais da Heineken Cup, e eu fui ver. Sentei-me na bancada sozinho, atento a tudo, quando passa por mim o Jonny Wilkinson e me vem cumprimentar, fiquei em estado de choque. Começaram a treinar, e eu a ver os melhores jogadores do mundo à minha frente, nomes como Matt Giteau, Bryan Habana, Bakkies Botha, quando de repente o Juan Martín Fernandes Lobbe ( o nº7 da Argentina) me chama para o campo para o ajudar a agarrar bolas do ar, entrei no campo e começámos a treinar. Foi sem dúvida, um momento marcante dessa viagem.

fpNão conseguindo ficar por lá, conseguiste ganhar destaque por cá, tendo chegado à Selecção de 7’s. Foi difícil adaptares-te à vertente? Gostas mais de XV ou dos 7’s?

NG: Lembro me muito bem do meu primeiro ano de 7´s, foi bastante complicado. Nunca tinha jogado 7´s, e foi bastante complicado porque não tinha noção nenhuma do que se devia fazer dentro de campo. A adaptação não foi nada fácil, demorei algum tempo a perceber o jogo. É um jogo muito diferente do rugby de XV mas depois de se perceber como se joga, e perceber as diferenças, é um jogo muito especial e bonito. Essa pergunta não é fácil, mas acho que as duas têm formas distintas de se jogar que me cativam e de que gosto muito. 

fpAquele ensaio do empate frente à Nova Zelândia foi um dos teus momentos mais altos da carreira? Já tinhas planeado aquela jogada ou foi de instinto? Quando te apercebeste que tinhas acabado de igualar o jogo frente aos All Blacks dos 7’s?

NG: Foi um momento muito especial, fizemos história contra os All Blacks. Eu só entrei em jogo a meio da segunda parte, e ver aquilo de fora já estava a ser arrepiante, estávamos a fazer um grande jogo. Quando entrei, estávamos a perder por dois ensaios e marcamos um dos ensaios quase em cima do final, conseguimos converter e demos o pontapé de saída a faltar praticamente 1 minuto para acabar. Recuperamos a bola e acabei por ser eu a marcar, mas sinceramente não me lembro bem do momento, parecia que estava completamente anestesiado. Só me lembro das palavras do Diogo Miranda a dizer “ não te preocupes se falhares o chuto, já fizemos história”. Falhei o chuto, podíamos ter ganho mas foi um empate que soube a vitória.

fpApesar da saída dos World Series, achas que podemos voltar lá?

NG: Acho que é um longo caminho e difícil que temos de percorrer, mas nós portugueses nunca tivemos a vida facilitada e sempre conseguimos escrever aos poucos a nossa história e connosco não vai ser diferente.

fpAgora indo às tuas “raízes”… sempre tiveste este jeito para o rugby ou sentiste alguma dificuldade a certo ponto?

NG: Eu não sabia o que era o rugby, até começar a jogar. Nunca me tinha interessado muito pela modalidade, gostava mais de futebol por exemplo. No início foi bastante difícil porque não sabia sequer para onde devia correr dentro de campo. Mas foi um gosto que fui criando e que foi aumentando ao longo do tempo.

Ensaio! (Foto: Luís Cabelo Fotografia)
Ensaio! (Foto: Luís Cabelo Fotografia)

 fpQuem te ajudou a crescer para a modalidade?

NG: Houve muita gente que me ajudou a crescer, acho que todas pessoas que fui conhecendo ao longo do tempo através do rugby tiveram o seu papel. Mas claro que os principais foram os meus pais, que me deram de presente de natal a inscrição no rugby e um apoio incondicional ao longo dos anos, e o meu primeiro treinador José Luís Vareta, que me ensinou o que era o rugby e a dar os primeiros passos como jogador.

fpAs Associações de Rugby, do Norte, Centro e Lisboa são importantes no crescimento e desenvolvimento de jogadores?

NG: Eu acho que são importantíssimas. São os primeiros passos que os jogadores dão a nível nacional e a jogar ao lado de jogadores de outros clubes. É uma selecção da região, e isso motiva os jogadores, não só porque treinam e jogam com os melhores mas porque convivem com outros jogadores e isso ajuda a conhecer e saber trabalhar num grupo em que não estão tão confortáveis. O que ajuda sem duvida no crescimento e desenvolvimento de cada um.

fpAchas que os seniores dos clubes da 1ª e 2ª divisão podiam/deviam se relacionar mais com os “miúdos”?

NG: Os seniores de cada clube são o exemplo do clube. Principalmente para aqueles clubes que têm camadas jovens. Acho que é importante para os mais novos conhecerem os seniores dos seus clubes e olharem para eles como exemplos, porque só aí, vai ser um grande salto para que sejam eles os próximos a dar o exemplo para aqueles que ainda estão para vir. Os clubes deviam ter essa preocupação e promover eventos onde os seniores possam interagir com os mais novos. 

fpE a nossa Selecção dos Lobos, está a caminhar para novos horizontes?

NG: Claro que sim! Temos os nossos objectivos bem traçados e todos sabemos o que queremos e o que temos de fazer para lá chegar. Estamos todos a remar para o mesmo lado e isso traz uma motivação extra a cada um. Cada um sabe o que tem de fazer e vamos fazê-lo da melhor maneira, por isso acho que estamos num bom caminho.

A família do Atlântico (Foto: Pedro Leal Facebook)
A família do Atlântico (Foto: Pedro Leal Facebook)

fpO que é que temos de fazer para atingir outro patamar?

NG: Acho que este compromisso que estamos todos a assumir entre jogadores com a selecção nos vai ajudar a chegar a outro nível. Temos uma equipa nova com treinadores muito experientes, e com o trabalho que andamos a fazer os resultados mais tarde ou mais cedo vão aparecer.   

fpComo jogador o que mais gostas de fazer dentro de campo?

NG: Atacar. Sem dúvida.

fpJá foste ponta, defesa e agora “moras” na posição de abertura. Qual é que gostas mais?

NG: Gosto de todas na verdade, mas particularmente de abertura.

fpHá algum jogador que tenhas como exemplo máximo para ti?

NG: Na verdade tenho alguns, mas se tivesse de dizer um diria Vasco Uva.

fpTens o “sonho” de sair lá para fora?

NG: Tenho, gostava muito de jogar fora mas ao mesmo tempo estudar. É uma coisa que espero concretizar.

Por Portugal! (Foto: Luís Cabelo Fotografia)
Por Portugal! (Foto: Luís Cabelo Fotografia)

fpQuais são os teus objectivos para 2017?

NG: A nível de Selecção de XV, promoção para a divisão B do campeonato da europa. A nível de GD Direito, voltar a ganhar o Campeonato Nacional, Taça Ibérica e Taça de Portugal. A nível de selecção de 7´s o apuramento para o mundial em San Francisco. Seria um ano incrível.

fpO que é podes fazer da tua parte para ajudar a crescer o rugby português? E o que é a comunidade pode fazer?

NG: Acho que para ajudar nesse crescimento só o consigo fazer como jogador e tentar sempre estar disponível para jogar tanto na selecção como no clube. Em relação a tudo o que rodeia o rugby, se as pessoas continuarem a incutir os valores do rugby aos mais novos e a puxar cada vez mais pessoas para jogar, é um grande passo para irmos cada vez mais longe.

fpDeixa uma mensagem para os apoiantes, colegas e amigos do Direito e do rugby português.

NG: Aos amigos e colegas do Direito dizer-lhes que é um orgulho jogar com eles todos e que cada vez gosto mais de lá estar. Aos apoiantes do rugby em geral, que continuem a dar o vosso contributo e apoio aos clubes e a selecção, porque parecendo que não ,ajuda muito.

Nuno Sousa Guedes mantém o seu rumo espectacular no rugby Português. Um jogador com qualidades únicas, vai traçando um caminho interessante, carregado de classe e “magia”. O Dr. Strange dos Lobos marcou em 2015 este ensaio à Nova Zelândia.


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