Arquivo de Novak Djokovic - Fair Play

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André Dias PereiraJulho 31, 20202min0

Falta pouco para o ténis ao mais alto nível regressar. A partir de 20 de agosto, ao que tudo indica, joga-se, em Nova Iorque, o primeiro Masters após paragem devido à pandemia do Covid-19. Será em Cincinnati, nos EUA. Novak Djokovic e Rafael Nadal surgem como inscritos em uma lista de cerca de 80 nomes para o certame. Roger Federer, a recuperar de uma cirurgia ao joelho, será o grande ausente.

Por esta altura, nada está ainda confirmado. E, em bom rigor, o espanhol e o sérvio estão ainda em dúvida para o US Open, agendado para o final de agosto.

Para além de Nadal e Djokovic, outros jogadores deverão jogar Cincinnati. Thiem, Medvedev, Tsitsipas e Zverev são nomes fortes, que poderão disputar o título. Mas tudo dependerá de como regressarem. Os jogadores têm procurado manter a forma física em casa e com alguns treinos, mas sem viagens longas. A esta distância, é impossível saber quem efetivamente vai jogar prever quem pode avançar até à final. Até porque dois torneios agendados para o final de agosto nos EUA foram cancelados. Recorde-se que as classificações estão congeladas.

No quadro feminino o cenário é ainda menos animador. Metade do top-10 não está inscrito. Ash Barty, Simona Halep, número 1 e 2, não estarão em prova. Naomi Osaka, Elina Svitolina e Bianca Andreescu são também ausências confirmadas.

Nos últimos meses, várias têm sido as polémicas associadas a jogadores como Djokovic, Coric e Dimitrov, mas também sobre as condições de regresso às competições. Sobretudo o US Open. Certo é que a chagada aos EUA obriga os jogadores a um período de quarentena. Isso influencia diretamente os calendários. A organização também informou que os tenistas não deverão poder deslocar-se a Manhattan e terão que ser testados para o Covid várias vezes por semana, no aeroporto, onde deverão dormir.

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André Dias PereiraJunho 24, 20202min0

Novak Djokovic, Borna Coric, Grigor Dimitrov e Vicktor Troicki. Quatro tenistas do circuito profissional de ténis testaram positivo para o Covid-19. Os jogadores terão contraído a doença na sequência da Adria Tour, torneio beneficente organizado na Sérvia e Croácia por Djokovic.

O objetivo era promover o ténis no leste europeu, tendo os tenistas participado sem cachet. Djokovic garantiu que todas as medidas de segurança seriam tomadas, mesmo com público para garantir algum ambiente. A final já não chegou a acontecer.

O torneio foi alvo de críticas, por decorrer num período tão sensível da doença. Djokovic está assintomático e sua mulher Jelena também foi diagnosticada com o vírus. Os dois ficarão isolados por 14 dias. Antes deles, o preparador físico do sérvio também testara positivo para a doença.

O presidente da ATP, Andrea Gaudenzi, comparou a organização da prova a uma criança que quer aprender a andar de bicicleta sem proteção. O número 1 mundial alega que a Adria Tour tinha boas intenções e defende que decorreu num período de enfraquecimento do vírus, lamentando pelo sucedido.

Sérvio critica medidas de segurança para US Open

Este episódio é apenas mais um no rol de polémicas que têm envolvido o sérvio nos últimos meses. Enquanto presidente Presidente do Conselho dos Jogadores, tentou planos de apoio junto da ATP para tenistas em dificuldade, mas também se manifestou contra a vacinação obrigatória.

Uma das críticas veio de Rafa Nadal. “Cada um é livre e eu não sou ninguém para exigir nada a ninguém, mas se você participa do circuito, precisa se orientar pelas normas que há nele. Se nos obrigarem a tomar a vacina, Djokovic terá que se vacinar se quiser continuar a jogar ténis”.

Ainda sobre o Coronavirus, Novak Djokovic tinha sido um dos tenistas que se posicionaram contra o “excesso de medidas” tomadas pela ATP.  Com o US Open agendado para 31 de agosto, é crível que a ATP aperte ainda mais as medidas de segurança. Uma delas é a impossibilidade de os jogadores deixarem o complexo para rumarem a Manhattan. Outra medida é dormir no aeroporto para que os tenistas sejam testados várias vezes por semana, para além de poderem levar apenas uma pessoa para o clube.

Djokovic nunca foi um dos mais populares tenistas do circuito. E a verdade é que nos últimos meses pouco tem feito para mudar isso. O torneio US Open vai, por isso, ser não apenas um bom teste para a ATP mas também para o número 1 mundial.

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Thiago MacielMaio 26, 20206min0

No início do mês de abril foi anunciado o cancelamento do torneio de Wimbledon, uma pena para os amantes do tênis. Mas você conhece a origem do torneio? Suas tradições e principais campeões? Então se liga neste artigo onde te explico tudo.

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André Dias PereiraAbril 21, 20202min0

A temporada de terra batida pode regressar em Agosto. Essa é, pelo menos, a expetativa do presidente da ATP Andrea Gaudenzi. A ideia é realizar nos últimos cinco meses do ano nada menos que 3 Majors e 6 Marsters 1000. Tudo dependerá da evolução do Corona Virus.

Recorde-se que a temporada de ténis se encontra suspensa, pelo menos, até 13 de Julho. O único Grand Slam jogado até agora foi o Australian Open. O torneio de Wimbledon foi cancelado e Roland Garros adiado. Da mesma forma, os masters de Roma e Madrid também deverão acontecer em Setembro ou Outubro.

A ATP mostra-se confiante que o US Open possa acontecer em Agosto, depois dos torneios de Toronto e Cinncinati. “O melhor cenário seria ter os torneios norte-americanos durante o verão, depois os torneios de terra batida, a temporada asiática e o ATP Finals. Se isso acontecesse, significaria que salvaríamos 80% da época”, afirmou Andrea Gaudenzi.

O presidente do ATP admite que o sistema é sólido e aguenta um ano sem torneios. Contudo, é preciso também pensar na abordagem que os jogadores vão ter para os torneios faltantes. Sem data definida regresso, a preparação fica altamente condicionada. Não se trata apenas da preparação física e mental. Sem calendário definido, não há como saber em que torneios investir, como o fazer e adaptar-se aos diferentes desafios. Uma hipótese levantada por Nadal e Djokovic é a possibilidade de jogar com os portões fechados. Ambos concordam que não é a situação ideal mas que estão preparados caso isso venha a acontecer.

Recorde-se que Novak Djokovic é o número um mundial mas a ATP congelou as classificações para impedir que o período sem ténis seja contabilizado. Nole soma 282 semanas como líder da hierarquia mundial.

Certo para já é o cancelamento da temporada na relva. Wimbledon, recorde-se só foi interrompido anteriormente pelas duas guerras mundiais.

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André Dias PereiraMarço 23, 20203min0

Com o planeta em quarenta praticamente todas as modalidades e grandes competições desportivas estão suspensas. No ténis não é diferente. Pelo menos até 7 de Junho não haverá qualquer competição. Isso quer dizer que a temporada de terra batida está cancelada. O único torneio nessa piso que deverá ser disputado é Roland Garros, adiado para o período entre 20 de setembro e 4 de outubro.

Certo é o cancelamento dos torneios de Munique, Estoril, Genegra, Lyon, Estrasburgo, Rabat, Madrid e Roma. Também Indian Wells e o ATP Miami foram cancelados por conta da situação nos EUA. Houston, Marraqueche, Barcelona Monte Carlo e Budapeste são outros torneios sem data prevista para esta época.  “Vamos continuar a monitorar cada dia e esperamos que o circuito retome quando a situação melhorar”, afirmou Andrea Gaudenzi, presidente da ATP em nota oficial.

O Estoril Open, que seria disputado entre 25 de abril e 3 de maio, também foi cancelado. João Zilhão, diretor da prova, diz que a competição só voltará em 2021, “mais forte e com mais novidades”. Todos os que adquiriram bilhetes serão ressarcidos. “Dia 25 de Março íamos anunciar imensos nomes que iam brilhar no nosso torneio. Fica adiada a festa”, comentou João Zilhão, já com datas definidas. Será entre 24 de Abril e 2 de Maio de 2021.

Com Roland Garros adiado para Setembro, o próximo Grand Slam será Wimbledon. Se nada houver em contrário, o circuito regressa com o ATP Estugarda, na Alemanha, a 8 de Junho. No mesmo dia arrancam o WTA Notingham e s-Hertogenbosch, na Holanda, que envolve torneios masculino e feminino.

Esta situação também condiciona os Jogos Olímpicos, caso venham a realizar-se. Isto porque os rankins que contam para o apuramento olímpico são os que vigoram a 8 de Junho. Não havendo jogos até lá, tudo indica que fica a valer os rankings atuais. Aliás, os rankings ATP, WTA e ITF estão congelados, o que significa que os jogadores vão manter suas posições até ao regressos das competições. Por saber está como esses pontos serão defendidos na próxima temporada.

Uma semana separa US Open de Roland Garros

A transferência de Roland Garros para Setembro gerou conflito com a data de outras competições. Uma delas é a Laver Cup, que se jogará em Boston. A organização já anunciou que não irá mudar as datas de 25 a 27 de Setembro. Outras provas afetadas seriam os torneios de Metz (França), São Petersburgo (Rússia), Chengdu (China), Sofia (Bulgária) e Zhuhai (China). Isto para lém de eventos da WTA em Guangzou (China), Seul (Coreia do Sul), Tóquio (Japão) e Wuhan (China).

Outro pontos relevante será entender como os tenistas vão fazer a transição entre o US Open e Roland Garros. Os dois Majors são separados por apenas 7 dias. Por se tratar de pisos diferentes, obrigam os jogadores a preparações diferentes. É possível, por isso, que alguns jogadores preparem o resto da temporada investindo em um dos dois torneios. Será, pois, interessante saber como Djokovic e Nadal, que lutam pela liderança mundial e perseguem Federer no total de Grand Slams, vão gerir essa preparação.

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André Dias PereiraFevereiro 3, 20203min0

Oito vezes, Novak Djokovic. O sérvio conquistou este domingo, dia 2, em Melbourne, o seu oitavo Australian Open ampliando o recorde de títulos no primeiro Grand Slam do ano. Frente a Dominic Thiem, Djokovic precisou de 4 horas de jogo para ganhar por 6-4, 4-6, 2-6, 6-3 e 6-4. Com este título, o sérvio regressa a partir desta segunda-feira, dia 3, à condição de líder da hierarquia mundial. Além disso, passa a somar 17 Majors, menos dois que Roger Federer e Rafael Nadal. A grande questão se intensifica é saber quem, entre o Big-3, terminará a carreira com mais Grand Slam.

Mas vamos por partes. Djokovic voltou a provar o porquê de ser recordista em Melbourne. Foi mais experiente, mais sólido e consistente que todos.  O sérvio começou de forma competente, mas sem soberania. Contra Jen-Lennard Struff ganhou por 7-6, 6-2, 6-2 e 6-1. À medida que a competição avançou foi subindo o tom. Contra Tatsuma Ito não deu chances: 6-1, 6-4, 6-2. Depois, contra o também japonês Yoshihito Nishioka, voltou a não ceder sets:  6-3, 6-2, 6-2. O mesmo aconteceu com David Schwartzman (6-3, 6-4, 6-4) e Milos Raonic (6-4, 6-3 e 7-6).

Contra um Roger Federer condicionado fisicamente, Djokovic também não deu chances: 7-6, 6-3, 6-4. São já 27 vitórias do sérvio contra 23 do suíço no frente a frente. Djokovic, diga-se, continua sem perder qualquer jogo sempre que atingiu as meias-finais do Australian Open. Federer fez o que pode. O seu ponto mais alto foi nos quartos de final, contra Tennys Sandgren, em que salvou nada menos do que 7 match points, vencendo por 6-3 2-6 2-6 7-6(8) 6-3.

Thiem: à terceira ainda não foi de vez

Apesar da derrota na final, Dominic Thiem volta a mostra que a Next Gen continua a morder os calcanhares ao Big-3. Para o austríaco terá sido certamente frustrante. Depois de Roland Garros (2018 e 2019) e ATP Finals, em 2019, Thiem volta a ficar perto do seu primeiro título em Major. O austríaco é, aliás, o sexto jogador da história a perder as 3 primeiras finais: Tony Roche, Ivan Lendl, Andre Agassi, Goran Ivanisevic e Andy Murray.

Aos 26 anos, Thiem tem o mundo à sua frente. E foi exatamente isso que Djokovic disse no momento da vitória, elogiando o rival. É certo que a terra batida é o piso preferencial de Thiem, mas o que mostrou em Melbourne prova que pode vencer em qualquer piso. Ganhar um Slam é, pois, uma questão de tempo. De resto, o austríaco deixou para trás, por exemplo, Rafael Nadal (7-6, 7-6, 4-6 e 7-6) e Alexander Zverev (1-6, 6-3, 6-4, 6-2).

Djokovic espreita agora a possibilidade de se tornar o maior campeão de Major de sempre. Com 17 títulos, um ano mais novo que Nadal e seis que Federer,  é provável que possa superar o suíço e o espanhol. Até porque Nadal é mais dominante na terra batida, onde é o maior campeão. Tal como Federer em Wimbledon. Djokovic tem a seu favor não apenas a idade mas o fato de ser o mais completo do Big-3. Se o vai conseguir o tempo dirá. Não é certo e Serena Williams está aí para o provar. Tal como Federer sentiu dificuldades em alcançar o Grand Slam 15, superando Sampras. Veremos, pois, o que reserva o resto do ano. Até porque Thiem parece estar, cada vez mais, a intrometer-se na possibilidade de títulos.

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André Dias PereiraJaneiro 20, 20203min0

Arrancou este domingo, dia 19, mais uma edição do Australian Open. O primeiro Grand Slam do ano é também a primeira grande oportunidade de 2020 de vermos em court os maiores tenistas do mundo.  E são vários os cenários e recordes que podem ser quebrados.

Ano após ano, a principal pergunta por esta altura persiste. Até quando o Big-3 do circuito continuará a dominar os Major. Outra vez, Nadal, Djokovic e Federer são os grandes favoritos, mas é possível acreditar que outros nomes possam surgir. Medvedev, Thiem ou Tsitsipas são bons exemplos disso.

Desde 2011 todos os vencedores de Grand Slam têm hoje mais de 30 anos e apenas 6 dos 36 torneios disputados não foram ganhos pelo Big-3.

De uma forma ou de outra, algo de especial vai acontecer. Senão vejamos. Rafael Nadal entra em court não apenas para defender a sua condição de líder da hierarquia, mas também para igualar Roger Federer. Caso vença o Australian Open, o espanhol alcança os mesmos 20 Grand Slam que o helvético. Finalista vencido em 2019, Nadal conquistou Roland Garros e US Open mostrando que ainda o pode fazer. Cinco anos mais novo que Federer é muito provável que o maiorquino se torne o maior campeão de Grand Slam. Até porque Federer parece uns furos abaixo dos seus rivais – em 2019 não venceu qualquer Major, sendo finalista de Wimbledon – e também porque Nadal continua a ser o grande favorito em Roland Garros, onde venceu 12 das últimas 15 edições.

Por seu lado, Novak Djokovic tenta recuperar o estatuto de número 1 mundial. Campeão em título do Australian Open, o sérvio é como que um anti-herói junto do público. Ainda assim, Nolan é o maior campeão em Melbourne, com sete títulos. A seu favor, tem ainda a recente vitória na ATP sobre Espanha de Rafael Nadal. Os dois são os grandes favoritos à conquista do primeiro Major do ano.

Mas é preciso não ignorar Federer. Mesmo aos 38 anos o suíço transporta uma aura de campeão que pesa nos grandes momentos. É certo que em 2019 não venceu nenhum Slam, mas foi finalista no All England Club e ganhou em Melbourne em 2017 e 2018. O suíço reconhece que não é o principal favorito, mas ninguém subvaloriza as suas possibilidades. Recorde-se que o helvético continua a perseguir o recorde de 109 títulos de Jimmy Connors. Atualmente conta com 102 e de acreditar que possa ganhar mais alguns em 2020. Vencer um Major seria a cereja no topo do bolo.

A nova geração

Um dos grandes desafios para Federer é segurar o terceiro posto mundial. O russo Danill Medvedev (4º), o austríaco Dominic Thiem (5º), o grego Stefanos Tsitsipas (6º) e o alemão Alexander Zverev (7º)  espreitam o top 3 e não seria nenhuma surpresa caso vencessem o Australian Open. O ano de 2019 confirmou isso mesmo.

Tsitsipas é, aliás, o campeão em título do Masters Final, que resultou de um ano fulgurante. O russo, por seu lado, chegou, em 2019, a nada menos que 5 finais ATP tendo ganho 4 delas. Ambos já mostraram capacidade para vencer qualquer adversário e têm mentalidade vencedora. Vencer um Major parece, pois, uma questão de tempo.

E há ainda Dominic Thiem. O austríaco foi finalista do Australian Open e há algum tempo que ronda um grande título. Em 2019, ganhou 5 torneios ATP e foi ainda finalista do Masters Final. A terra batida é o seu ponto forte mas o austríaco já mostrou capacidade também em outros pisos.

O espetáculo vai começar.

 

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André Dias PereiraDezembro 12, 20192min0

Falta pouco para o arranque da nova temporada. Novak Djokovic e Rafael Nadal têm já definidos os seus jogos até ao Australian Open.

O Big-3 do ténis é, ainda, a grande referência do ténis, embora entre em 2020 com ambições distintas. O espanhol e o sérvio arrancam com um torneio de exibição, o Mubadala WTC, a partir de 19 de Dezembro. O torneio conta também com as presenças de Tsitsipas, Medvedev e Heyon Chong. No quadro feminino jogam Sharapova e Tomljanovic.

Os principais torneios ATP arrancam com o novo ano. A partir de 3 de janeiro, a ATP Cup é uma das  principais atrações. Trata-se de um torneio internacional, jogado em três cidades australianas, durante 10 dias. Estão confirmados equipas de 24 países. Entre as estrelas, contam-se Nadal, Djokovic, Thiem, Zverev e Shapovalov.

Novak Djokovic jogará também o torneio de Adelaide, a partir de 12 de janeiro. Será o último grande teste antes do Australian Open, com início a 20 de janeiro.

Por enquanto, Roger Federer não tem ainda confirmado a sua presença em torneios antes do primeiro Major do ano. Em 2019, o suíço jogou 17 provas ATP, tendo vencido 4. O ano marcou também o seu regresso à terra batida. Aos 38 anos, é provável que Federer continue a dedicar o seu esforço aos principais Grand Slam. Há muito tempo que o ranking ATP deixou de ser uma prioridade. Aliás, o hevético, por esta altura, quer manter-se competitivo não apenas com Djokovic e Nadal, mas também com a nova geração.

O crescimento de jogadores como Thiem, Tsitsipas ou Medvedev, e o envelhecimento do Big-3, podem fazer com que 2020 seja um ano de transição. David Ferrer parece não ter dúvidas sobre isso. O espanhol, que se retirou este ano do profissionalismo, lembra que Tsitsipas já ganhou o Masters Finals.

A vez da nova geração

Nomes como Alex de Minaur, Felix-Auger Aliassime são interessantes de acompanhar com atenção no novo ano. Ao longo de 2019 já mostraram que o futuro também passa por eles. E embora não estejam num estágio tão avançado como Thiem, Tsitsipas, Medvedev, Zverev ou Berrettini, já mostraram que podem vencer qualquer rival. Aliás, este grupo de jogadores está no top-10, sendo o austríasco o mais velho, com 26 anos.

Ainda assim, os três primeiros da hierarquia continuam a ser os suspeitos do costume. Nadal acabou 2019 como líder mundial, destronando Djokovic, agora segundo classificado. Os dois tenistas deverão continuar a lutar pelo trono do ténis no arranque do ano. Será, contudo, interessante acompanhar o que vai acontecer durante o resto da temporada. A forma como vão gerir o esforço físico e os torneios e se alguém se pode intrometer entre os dois, com Federer à espreita, mesmo aos 38 anos.

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André Dias PereiraNovembro 25, 20192min0

No início da temporada, Stefanos Tsitsipas estabeleceu as suas metas: ser top-10, chegar às meias-finais de um Major, ganhar um Masters 1000 e atingir o ATP Finals. O grego cumpriu todas e teve a cereja no topo do bolo. Foi campeão do ATP Finals.

Tsitsipas estava longe de ser o principal candidato ao título. Não apenas por se tratar do seu primeiro torneio mas porque Djokovic, Nadal e Federer tinham ambições importantes. O espanhol e o sérvio jogavam, aliás, a liderança mundial. É certo que não foi desta que o maiorquino ganhou o torneio mas acaba o ano como líder da hierarquia.

De todo o modo, frente a Dominic Thiem o grego ganhou de virada:  6-7 (6-8), 6-2 e 7-6 (7-4). O austríaco passou pela primeira vez a fase de grupos. E de que modo. Nas meias-finais ainda eliminou Zverev, campeão em 2018.

Diga-se, contudo, que o ano de Tsitsipas teve altos e baixos. Isso deve-se também à sua curva de aprendizagem. É bom não esquecer que o grego tem apenas 21 anos de idade. Idade, por exemplo, para jogar ainda a Next Gen Finals.

Após as vitórias em Marselha e no Estoril, Tsitsipas perdeu nas primeiras rondas de Wimbledon e também do US Open. O grego falou no desgaste físico, mas também na necessidade de criar rotinas para alcançar o sucesso no profissionalismo. “Parece que estou sempre a fazer a mesma coisa e o meu cérebro não aguenta mais”, desabafou. Talvez por isso, durante Wimbledon, tivesse passado dias a fio…a ler.

Meta para 2020: consolidação no top-10

Talvez Tsitsipas tenha entendido que perder faz parte do jogo. E que quem joga semana após semana, vai ter momentos baixos no ano. Na conferência de imprensa, no ATP Finals, antes de jogar com Nadal, o grego disse que não suportava perder mais para Nadal. Em 6 jogos, perdeu 5. Tsitsipas reconheceu, então, que já não se castigava tanto por cada derrota. E a verdade, é que para atingir a final do ATP Finals deixou para trás Nadal, Djokovic (fase de grupos) e Federer (meias-finais).

Certo é que Tsitsipas termina 2019 mais maduro e consitente. Por mais ambiciosas que fossem as suas metas no início do ano, Tsitsitas está acima do que sonhara. Aos 21 anos soma já 4 títulos, incluindo o ATP Finals, e é 6 do mundo. Tudo leva a crer que 2020 seja a consolidação no top-10 mundial. E, quem sabe, a disputa por um Major. Este ano, esteve perto de atingir a final. Caiu nas meias-finais em Melbourne. Quem sabe, no próximo ano.

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André Dias PereiraNovembro 11, 20193min0

Arrancou este sábado, dia 9, e prolonga-se até domingo, 17, mais uma edição do ATP Finals. Um torneio que, este ano, serve também para definir quem acaba 2019 como líder da hierarquia mundial.

Novak Djokovic é, porventura, o grande favorito à conquista do último grande troféu do ano. Mas não terá tarefa fácil. Num grupo com Federer, Thiem e Berretini, o sérvio começou por ganhar ao italiano por 6-2 e 6-1. Vencedor do ATP Finals por 5 vezes, apenas o suíço tem mais troféus. O sérvio quer, por isso, repetir uma vitória que foge desde 2015, até porque isso representaria voltar a ser número 1 mundial.

Menos bem esteve Roger Federer. O suíço entrou a perder diante Dominic Thiem. O austríaco mostrou que, depois do Big-3, é o mais consistente do mundo. O número 5 mundial preciou de 1h40 para ganhar por duplo 7-5. Há oito anos que Federer não vence o ATP Finals. O suíço é o tenista que mais vezes disputou o torneio. Este ano representa a sua 17ª participação. Em 73 partidas venceu 52 e perdeu 16, a contar com a deste final de semana. Ao todo, Federer ganhou 6 títulos (2003, 2004, 2006, 2007, 2010, 2011) e perdeu 4 finais (2005, 2012, 2014, 2015).

Com esta vitória, Dominic Thiem fica mais perto de alcançar, pela primeira vez, um lugar entre os 4 melhores do torneio. Até o momento, ele foi eliminado em todas as oportunidades na fase de grupo.

Nadal tenta vitória inédita

No outro grupo, Rafael Nadal é o grande favorito. O atual número 1 mundial tenta, em Londres, um título inédito em sua carreira. Uma falha importante num dos maiores currículos da história da modalidade. Ainda assim, o espanhol garante que não é obsessão. E o seu grupo, reconheça-se, apresenta muitas barreiras. Medvedev, Zverev e Tsitsipas, são rivais que atravessam fases diferentes. Esta segunda-feira, o espanhol entra em court para jogar com o alemão, campeão em título. Em 2019, Zverev venceu apenas em Genebra.

O treinador do Nadal, Carlos Moya, garante que ele está a 100%. Mais do que vencer pela primeira vez o ATP Finals, o espanhol precisa de ganhar para se manter como número 1 mundial.

Já Medvedev e Tsitsipas são estreantes no torneio. O grego esteve em foco no primeiro semestre do ano, com vitórias no Estoril e em Marselha. Já o russo tem estado intratável no segundo semestrel. Para além de finalista do US Open, venceu dois Masters 1000.

O ATP Finals este ano tem ainda a particularidade de cruzar duas gerações. Fededer, Nadal e Djokovic, que andam no topo há mais de uma década, e por outro lado, cinco jogadores em que o mais velho (Thiem) tem 26 anos.

“Roger, Rafa e Novak, que são lendas absolutas do nosso esporte por muito tempo, e meio que todos nós crescemos assistindo a eles vencerem tudo que é possível”, lembrou Zverev. Uma ideia partilhada também pelo estreante Tsitsipas.

Os veteranos são, ainda, os favoritos, mas só no próximo domingo se saberá se chegou a vez da nova geração.

 


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