Arquivo de Marin Cilic - Fair Play

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André Dias PereiraJaneiro 14, 20194min0

Roger Federer, Rafael Nadal, Novak Djokovic e Andy Murray. O chamado Big Four do ténis mundial está outra vez reunido em um Grand Slam. O Australian Open arrancou este domingo e o quarteto que tem dominado o ténis nos últimos 14 anos, poderá estar junto pela última vez. É que Andy Murray anunciou que este poderá ser o seu último torneio. As lesões que o têm atrapalhado no último ano e meio continuam a fazer-se sentir. De acordo com o britânico ainda é possível jogar, mas não ao nível que quer. E em função das dores que sentir poderá já nem disputar Wimbledon.

A estreia do britânico será contra Bautista Agut. O espanhol é um adversário duro que se encontra em bom momento de forma. Prova disso foi a recente vitória no Qatar. Longe da melhor forma, ainda com dores, e após longa paragem, terá Murray capacidade para progredir em Melbourne?

De qualquer forma, o torneio australiano é o primeiro grande momento do calendário do ténis em 2019. Outra vez, Novak Djokovic, Roger Federer e Rafael Nadal partem como os principais favoritos. O sérvio e o suíço têm um estímulo extra. Os dois brigam pela oportunidade de se destacar como o maior campeão do torneio, com sete títulos. Federer, recorde-se, venceu as últimas duas edições, mas Djokovic é número 1 mundial e está numa fase mais favorável da carreira, conforme mostram os últimos confrontos entre ambos.

Tudo está, contudo, em aberto. Depois dos quatro títulos em 2018, o sérvio não está ainda no pico de forma. Nem seria o desejável nesta fase. Em Doha o sérvio foi eliminado surpreendentemente nas meias-finais mas é, porventura, o grande favorito para Melbourne. Nolan arranca diante o norte-americano Mitchell Kruger, podendo jogar depois com Tsonga ou Klizan. Os talentosos Shapovalov, Goffin ou Medvedev poderão ser outros adversários incómodos a defrontar.

Já Roger Federer terá na sua chave o arqui-rival Rafa Nadal. Os dois poderão se encontrar nas meias-finais se lá chegarem. O espanhol acaba por correr por fora no favoritismo ao título. A recuperar de uma lesão, o maiorquino não joga uma partida oficial desde que foi afastado por lesão no último US Open. Nadal é, aliás, o único tenista capaz de roubar a liderança mundial a Djokovic em Melbourne. Mas isso parece bem improvável. Nadal terá que tirar uma diferença de 1.655 pontos para poder reassumir o topo da tabela, já que ele possui 7.480 pontos, e Djokovic tem 9.135. Para que tal aconteça o Toro Miura terá que vencer o torneio e esperar que o sérvio caia antes dos oitavos de final.

Quem pode surpreender?

Nadal arranca o seu percurso com o australiano James Duckworth. A jogar em casa este será um momento simbólico para Duckworth. Nos últimos seis meses foi operado cinco vezes tendo caído para fora do top-1000. Agora, em 237º, o australiano conseguiu um Wild Card para participar pela sétima vez em Melbourne.

Entretanto, Roger Federer jogará com Denis Istomin. O suíço defende os últimos dois títulos e poderá ter de jogar, para além de Nadal, com nomes como Marin Cilic ou Stefanos Tsitsipas. O percurso até à final é espinhoso, mas Federer, mesmo aos 37 anos, já mostrou que pode voltar a fazê-lo. O ano, aliás, começou com a vitória na Hopman Cup, ao lado de Belinda Bencic.

Há, contudo, outros nomes que também devem ser acompanhados com atenção. O principal, Alexander Zverev. O alemão, que perdeu recentemente a final da Hopman Cup, coleciona resultados importantes, mas sempre parece falhar nos Grand Slam. A sua melhor prestação foi os quartos de final, em Roland Garros. O ano passado não passou da terceira ronda no Australian Open. Aos 21 anos de idade é número 4 do mundo e tem aqui mais uma oportunidade para tentar chegar, pelo menos, às meias-finais.

Também Kei Nishikori é um nome que não pode ser negligenciado. Com a recente vitória em Brisbane, o japonês mostrou que está outra vez no seu melhor. Foi a sua primeira vitória de um torneio nos últimos três anos. De qualquer forma, no final de 2018 já mostrara sinais de que o seu melhor ténis estava de regresso, após longa paragem por lesão e alguns resultados menos conseguidos. De resto, Medvedev, Rublev, De Minaur e Tsitsipas são nomes que ganharam grande consistência em 2018 e que poderão surpreender em Melbourne. Shapovalov e Kyrgios também não podem ser ignorados. O australiano, de resto, jogará com Milos Raonic na ronda inaugural, que representa um dos principais jogos do primeiro dia. Diga-se também que De Minaur jogará com o português Pedro Sousa. Já João Sousa defrontará o argentino Guido Pella.

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André Dias PereiraNovembro 26, 20182min0

Marin Cilic foi elevado à categoria de herói nacional. Ao vencer o francês Lucas Pouille (7-6, 6-3 e 6-3), o número sete mundial carimbou o terceiro ponto  sobre a França (3-1) e o segundo título da Croácia na Taça Davis, a mais importante competição de selecções de ténis.

Jogado no estádio Pierre Maruoy, em Lille, a França apresentava-se como a grande favorita. Não só pela tradição – 10 títulos – mas também porque jogava em casa e tinha um elenco recheado de estrelas. Entre outros, Lucas Pouille, Jo Wilfred Tsonga e Jeremy Chardy. Já a Croácia, tinha Marin Cilic e Borna Coric como principais trunfos.

Coric abriu vantagem para a Croácia, vencendo Chardy por 3-0 (6-2, 7-5 e 6-4). Cilic ampliou a vantagem ganhando ao experiente Jo Wilfred Tsonga (6-3, 7-5 e 6-4). O melhor que os gauleses conseguiram foi reduzir a desvantagem no jogo de duplas. Herbert e Mahut levaram a melhor sobre Dodig e Pavic (6-4, 6-4, 3-6, 3-6 e 7-6).

Cilic foi depois chamado de novo a jogar. E contra Pouille o croata fez jus ao seu favoritismo para fechar a final por 3-1 e devolver um título que fugia desde 2005. O treinador Yannick Noah tinha optado, à última hora, por trocar Jeremy Chardy por Pouille. Uma estratégia que se revelou infrutífera e que visava recrear o heroico triunfo sobre Steve Darcis o ano passado. A França não conseguiu, porém, tornar-se a primeira equipa a recuperar de uma desvantagem de 2-0.

Por seu lado, a Croácia revisitou a vitória de 2005. Os croatas eram, então, liderados por  Ivan Ljubicic e Mario Ancic. Em 2016, estiveram perto de voltar a vencer, contudo a Argentina levou a melhor por 3-2.

Taça Davis muda em 2019

“Não é todos os dias que te tornas campeão mundial. É um sonho tornado realidade”, disse Cilic. O troféu finaliza com chave de ouro um ano de altos e baixos para o gigante, em que venceu também o torneio de Queens.

Esta foi a última edição da Taça Davis antes da mudança de figurino. A partir do próximo ano os jogos, ao invés de serem jogados ao longo de todo o ano, deverão ocorrer todos em uma semana, em Novembro. Alguns jogadores, como Zverev, estão relutantes quanto a essa possibilidade.

Os paíse serão divididos em seis grupos, onde todos jogarão entre si. Dos 18 finalistas,12 são definidos através de uma fase de qualificação, envolvendo 24 países, e que será jogada em Fevereiro. Também participam da fase final os quatro semi-finalistas de 2018 e dois convidados. Os seis vencedores dos grupos, mais os dois segundos melhores classificados, apuram-se para os quartos de final.

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André Dias PereiraNovembro 19, 20184min0

Aos 21 anos de idade Alexander Zverev já tem muitos títulos para contar um dia aos seus netos. Desde que começou, em 2016, com uma vitória na Russia, em São Petersburgo, não mais parou. O ano passado venceu 5 (Canadá, Washington, Roma e Montpellier) e este ano venceu três. De todos, nenhum foi tão relevante quanto o Masters Final conquistado este domingo.

No torneio que reúne os oito melhores tenistas do ano, e entre algumas polémicas pelo meio, Zverev venceu Novak Djokovic por 6-4 e 6-3, tornando-se o terceiro alemão a conseguir essa proeza. Os outros foram Michael Stich (1993) e Boris Becker (1995).

Zverev mostrou-se muito sólido, confirmando todos os seus serviços no primeiro set. O alemão aproveitou o único break point cedido pelo sérvio para fazer o 5-4 e depois servir para o 6-4.

No segundo set o alemão quebrou o serviço a Djokovic logo no início por mais de uma vez, mas o sérvio respondeu bem. Só que Zverev soube manter Nolan encostado às cordas levando-o a cometer erros suficientes para consolidar a vitória final.

A precocidade de Zverev torna-o o mais jovem a vencer o ATP Finals desde, precisamente, Novak Djokovic. O sérvio também venceu a prova pela primeira vez com 21 anos de idade. Aliás, Nolan, hoje com 31 anos, falhou a possibilidade de igualar Federer com seis títulos.

Zverev, o maior da nova geração

Não é por acaso que Zverev é o nome maior da nova geração. Com 10 títulos já conquistados leva vantagem de sobra, nesse capítulo, sobre os jogadores com idade até 21 anos. Stefanos Tsitsipas, que na semana passada venceu a Next Gen Finals, é segundo classificado com dois títulos. Zverev passa também a integrar o restrito lote de jogadores que conseguiu eliminar nas meias-finais e final Roger Federer e Novak Djokovic. Os outros são Rafael Nadal, Andy Murray e David Nalbandian. De resto, diga-se que o alemão leva vantagem de 2-1 nos confrontos diretos com Djokovic.

Integrado num grupo com Djokovic, Cilic e Isner, o alemão perdeu apenas para Djokovic (6-4 e 6-1). Diante Isner ganhou (7-6, 6-3), repetindo o feito com Marin Cilic (7-6, 7-6). Por seu lado, o sérvio venceu os três jogos, confirmando ser o grande favorito à vitória final.

No outro grupo, Roger Federer e Kevin Anderson dominaram Dominic Thiem e Kei Nishikori. Federer confirmou, contudo, que não está no seu melhor, perdendo o jogo inaugural para o japonês (7-6 e 6-3). O suíço acabou por se redimir com Thiem (6-2 e 6-3) e Anderson (6-4 e 6-3).

Nas meias-finais, Zverev acabou por cravar o fim do percurso do suíço (7-5 e 7-6). Mas não sem polémica. No segundo set, quando Fed vencia o tie-break por 4-3, na sequência de uma troca de bolas, o alemão desistiu de um ponto, alegando que havia uma bola solta por um dos apanha-bolas. O juíz acabaria por devolver o ponto a Zverer, para irritação de Federer e do público que começou a vaiar. Zverev venceria por 7-5.

Na outra meia-final, Djokovic não teve dificuldade para ultrapassar Anderson por duplo 6-2. A derrota do sérvio, contudo, não apaga a grande temporada que fez e que o deixa como número 1 mundial.

Com o final do ATP Finals, chega também ao fim os grandes torneios de ténis. Com os títulos já alcançados e o estatuto de top-5 mundial, será importante acompanhar a evolução de Zverev em Grand Slam, onde até aqui não tem convencido. Por todos os motivos e mais alguns é um jogador de quem é esperado que um dia atinja a liderança mundial. Alia uma grande capacidade técnica a pujança física, sendo forte em todos os pisos de jogo. Até onde poderá ir?

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André Dias PereiraJulho 9, 20183min0

Terminou na segunda ronda a participação Wawrinka em Wimbledon. Este é, aliás, o único torneio em falta para o suíço completar o carreer Grand Slam. Contudo, o helvético estava longe de representar um favorito à vitória final. Depois de recuperar de uma lesão no joelho que obrigou a uma longa paragem, Stan regressou à competição em Roma, perdendo da ronda inaugural para Steve Johnson.

Wawrinka entrou em Wimbledon ainda à procura da melhor forma física e longe do seu melhor ténis. Outrora top-3 mundial, o suíço é hoje 224 do ranking ATP. Havia, portanto, uma expectativa q.b. sobre o que poderia o helvético fazer na prova. E logo na ronda inaugural, o adversário era nada menos que Grigor Dimitrov, número 6 mundial.

Em bom rigor, o búlgaro também não atravessa a melhor fase da carreira. Depois de um 2017 com quatro títulos, entre os quais o ATP Finals, em 2018 ainda não logrou qualquer troféu. O encontro com Wawrinka era, pela história e estatuto dos dois, o jogo mais aguardado para ronda inaugural do Torneio dos Cavalheiros. A vitória acabou por sorrir, de virada, para o suíço: 1-6, 7-6 (7-3), 7-6 (7-5) e 6-4.

O triunfo do helvético representou uma dose importante de confiança. Contudo, não foi suficiente para ultrapassar, na ronda seguinte, o italiano Thomas Fabbiano, 133 do mundo: 7-6 (9-7), 6-3 e 7-6 (6-4). Esta foi, também, a primeira vez que o italiano venceu um set em Major esta temporada. A derrota de Wawrinka acabou por representar uma desilusão depois do feito perante o búlgaro. “Estou muito desiludido por perder um encontro como o de ontem e de hoje. Acho que ontem estava a jogar muito bem”, disse. O helvético acredita também irá regressar à melhor forma. “Aceito sempre que quando estás fora por algum tempo pode demorar algum tempo até voltar ao bom nível e resultados. Não espero que os resultados apareçam de um dia para o outro, depois de uma boa semana de treinos. Sei o quão duro é o ténis, toda a minha carreira tem sido assim.”

Quem também partilha da mesma ideia é Gael Monfils. “Não tenho dúvidas de que vai ficar bem e vai voltar a ficar tão forte como antigamente. Ele trabalha muito e é super apaixonado pela modalidade. Ele é um campeão. Acredito que seja apenas uma questão de tempo.

Marin Cilic, outro favorito, também está fora de Wimbledon. Terceiro cabeça de série e finalista vencido em 2017, o croata foi afastado pelo argentino Guido Pella na segunda ronda.

Quem pode roubar a cena a Federer?

Wimbledon segue agora para os quartos de final. Roger Federer é o grande favorito. O suíço já deixou para trás Dusan Lajovic, Lukas Lacko e Adrian Mannarino não tendo perdido qualquer set. Federer busca o nono título em Wimbledon e o 21º Grand Slam da carreira. Só que Rafa Nadal, Novak Djokovic e Juan Martin Del Potro também ainda estão em cena. Destaque também para Kei Nishikori que, aos poucos, vai regressando à melhor forma. Tal como Wawrinka, Murray (que desistiu de Wimbledon) e Djokovic atravessou o deserto das lesões e busca a melhor forma. Só que, tal como Djokovic, e ao contrário de Wawrinka, o nipónico já tem mais jogos nas pernas desde que regressou da lesão. Neste seu percurso eliminou de Nick Kyrgios (6-1, 7-6 e 6-4).

Existe, também, a possibilidade de Djokovic e Nadal se enfrentarem nas meias-finais. Tudo está, portanto, ainda em aberto. Esta segunda-feira marcou o arranque da semana decisiva de Wimbledon. Alguém pode roubar a cena Federer? Domingo, tudo vai ser decidido.

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André Dias PereiraMaio 21, 20184min0

Rafa Nadal conquistou, este domingo, pela oitava vez o Masters de Roma. Uma conquista que recoloca o maiorquino como número um mundial na véspera de Roland Garros. O Toro Miura teve, contudo, que passar por momentos de aperto. É que Alexander Zverev, número 3 mundial, voltou a mostrar que pode ser um osso duro no Major francês.

Depois de vencer o Masters de Madrid, Zverev vendeu a cara a derrota para Nadal em Roma: 6-1, 1-6 e 6-3. O alemão tem feito valer a ideia de que a terra batida é o seu piso preferencial e pode ser o maior obstáculo de Nadal em Paris.

Em alguns momentos, Zverev conseguiu jogar de igual para igual com Nadal. Começou por surpreender quebrando o serviço ao espanhol logo no primeiro jogo da partida. Nadal, contudo, fez valer a sua experiência e variedade de jogo para se impor. No segundo set, Zverev impôs-se como poucos o fizeram frente a Nadal na terra batida. No terceiro set, o alemão chegou a estar a ganhar por 3-1, até a chuva interromper o jogo. E a partir daí tudo foi diferente. Nadal conseguiu virar para a vitória (6-3).

Nadal repete as vitórias de 2005, 2006, 2007, 2009, 2010, 2012 e 2013. O espanhol é o maior campeão da história da prova, que se joga desde 1930. De resto, Espanha tem dominado neste século o torneio de Roma. Desde 2000 que por 11 vezes o título foi para um tenista espanhol. Para além de Nadal, também Juan Carlos Ferrero (2001), Felix Matilla (2003) e Carlos Moya (2004) imperaram em Roma.

Já Alexander Zverev não conseguiu revalidar o título alcançado o ano passado. O alemão parte agora para Roland Garros com o objetivo de quebrar a malapata dos Grand Slam. É que apesar de todo o talento e ser número 3 mundial, o alemão tarda em se afirmar em Major. Na edição de 2017 de Roland Garros, por exemplo, caiu logo na ronda inaugural perante Fernando Verdasco.

Djokovic recupera, Nishikori e Wawrinka nem tanto

Depois de vencer em Madrid, Zverev foi finalista vencido em Roma. Foto: Risesportes.com.br

A edição desde ano do ATP Roma mostrou também a recuperação de Novak Djokovic e reafirmou a consistência de Marin Cilic. Depois das lesões e de resultados menos conseguidos, o sérvio caiu nas meias-finais perante Nadal: 7-6 e 6-3. Num jogo intenso e espectacular, Nolan mostrou que está finalmente em crescendo. Olhando para o seu percurso na terra batida desde o seu regresso, é, contudo, difícil antecipar o que pode fazer em Roland  Garros. Ainda assim, o ex-número 1 mundial é sempre um nome a considerar, embora passe a ideia de estar atrás, neste momento, de Zverev, Marin Cilic e, claro, Rafa Nadal.

E por falar em Cilic, o croata jogou, pela primeira vez, uma meia-final de um ATP 1000 de terra batida. Nas cinco vezes anteriores que jogou os quartos-de-final, perdeu sempre. Desta vez, não atingiu a final porque Zverev foi melhor: 7-6 e 7-5.

Destaque também para Kei Nishikori, que procura igualmente a melhor forma. O japonês caiu nos quartos de final perante Djokovic 2-6, 6-1 e 6-3. Na retina, fica, contudo, um lance de fair play. Cedeu um ponto para o adversário contrariando a marcação do juiz, Carlos Bernardes.

Se Nishikori está longe do seu melhor ténis, o que dizer de Stan Wawrinka? O suíço foi eliminado na ronda inaugural perante Steve Johnson, por duplo 6-4. Actualmente no 23º lugar do ranking, Stan vai jogar o ATP 250 de Genebra, antes de entrar em cena em Roland Garros. É, contudo, pouco crível que possa lutar por lugares cimeiros no Major francês.

No quadro das duplas, destaque para João Sousa. O português tornou-se no primeiro tenista luso a atingir uma final de um ATP 1000. Ao lado do espanhol Pablo Carreño Busta, a dupla acabou por perder a final para Juan-Sebastian Cabal e Robert Farah: 6-3, 4-6 e 4-10.

 

Como Nadal venceu Zverev em Roma

 

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André Dias PereiraAbril 23, 20182min0

Em Monte Carlo, Rafael Nadal é rei. O espanhol venceu este domingo pela 11º o torneio francês, reforçando a condição de maior campeão da prova. E, diga-se também, rei da terra batida. Agora, foi a vez do japonês Kei Nishikori cair em dois sets: 6-3 e 6-2. Em 72 partidas disputadas em Monte Carlo, Nadal venceu nada menos do que 68. Djokovic em 2013 e Wawrinka em 2014 foram os únicos a interromper a série de triunfos do maiorquino que dura deste 2005.

Estando em boa forma física, é praticamente impossível destronar Nadal na terra batida. O espanhol precisou apenas de 1H30 para vencer o japonês e é o grande favorito a vencer Roland Garros. O torneio francês arranca a 27 de Maio e Nadal vai tentar também aí o incrível 11º título.

Mas nesta final há que falar também de Kei Nishikori. Afastado por mais de quatro meses por problemas no pulso, o japonês regressou ao mais alto nível logo para disputar uma final de Masters 1000. O nipónico, diga-se, planeou bem o seu regresso. Sem pressa, e com critério. Por isso, começou por ganhar ritmo em Challangers. Certo é que o japonês parece ter feito uma boa recuperação e é agora, outra vez, um nome a ter em consideração. Que o diga Alexander Zverev. O número 3 mundial caiu nas meias-finais pelos parciais de 6-3, 3-6 e 4-6.

Antes, nos quartos de final foi a vez de Marin Cilic ser eliminado pelo nipónico: 6-4, 6-7 e 6-3. Andreas Seppi, Daniil Medvedev e Tomas Berdych foram as outras vítimas do japonês no torneio.

Nadal reforça liderança mundial

Se Nishikori regressou bem, o mesmo não se pode dizer de Novak Djokovic. O sérvio foi, desta vez, afastado por Dominic Thiem nos oitavos de final por 7-6, 2-6 e 3-6. Já Grigor Dimitrov voltou a chegar às meias-finais, mantendo uma consistência que dura desde 2017 e que mostra o porquê de ser um dos melhores do mundo em qualquer piso. Registo também para David Goffin. O belga atingiu os quartos de final onde caiu precisamente para Dimitrov (6-4 e 7-6). Goffin, 10º do ranking mundial, é cada vez mais um nome consistente do circuito que procura dar sequência aos títulos de Toquio e Shenzhen, alcançados o ano passado

Com esta vitória em Monte Carlo, Nadal conquistou o seu primeiro título em 2018 e garante também a continuidade como número 1 mundial. Será 171º semana de Nadal como líder do ranking, superando John McEnroe nesse quisito. Na lista de maior número de semanas como número 1, Nadal é sexto, Djokovic é quinto (223) e Federer é recordista (308).

 

A vitória de Rafa Nadal sobre Kei Nishikori

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André Dias PereiraAbril 9, 20183min0

Portugal não conseguiu superar a Suécia no playoff de apuramento para o Grupo Mundial da Taça Davis. A equipa lusa foi afastada, este sábado, por 3-2. A partida da decisiva jogou-se em Estocolmo e era referente à segunda eliminatória do Grupo 1, da zona Europa/África.

João Sousa, número um português, esteve em bom plano vencendo os dois jogos singulares em que participou. Diante Elias Ymer e Mikael Ymer o vimarenense conseguiu o mesmo resultado: duplo 6-4.

Menos bem esteve Gastão Elias, que perdeu ainda na sexta-feira perante Elias Ymer, 133 do mundo, por 7-6 (13-11) e 6-4. No sábado, no jogo de pares, a dupla Elias e Sousa perdeu para Markus Eriksson e Robert Lindstedt por 7-6 (8-6) e 6-2. No quinto e decisivo jogo, Gastão Elias, 106º do mundo, perdeu com Mikael Ymer (355.º), por 6-3 e 6-4.

Ymer, 19 anos de idade, é um dos talentos da nova geração. O sueco tinha sido também o herói no triunfo sobre a Ucrânia na ronda anterior. Para Portugal, o jejum de vitórias fora do país dura desde 2013. Portugal ficou isento na primeira eliminatória e agora joga em Setembro na Ucrânia para discutir a permanência nesta divisão.

Espanha, EUA, França e Croácia nas meias-finais

Quem se qualificou para as meias-finais da Taça Davis foi os EUA. Para trás ficou a Bélgica. John Isner, vencedor do ATP Miami, começou por vencer Joris De Loore por 3-1: 6-3, 6-7, 7-6 e 6-4. Sem David Goffin, a recuperar de lesão no olho, Ruben Bemelmans também não conseguiu levar a melhor sobre Sam Querrey. Depois, em pares, Ryan Harrison e Jack Sock justificaram o favoritismo diante Joran Vliege e Sander Gilles:  5-7, 7-6, 7-6 e 6-4.

Os norte-americanos são fortes candidatos a um título que foge há 10 anos. Na Era Open, desde 1968, que os EUA já venceram a Taça Davis por 13 vezes, sendo o maior campeão da prova.

Agora os EUA terá pela frente a Croácia, que venceu o Cazaquistão por 3-1. Marin Cilic, a estrela maior croata, venceu Mikhail Kukushkin, pelos parciais de 6-1, 6-1 e 6-1, em 2H01 horas de jogo, na partida decisiva.

David Ferrer coloca Espanha nas meias-finais seis anos depois (Foto: Sportv.globo.com)

Também nas meias-finais está a Espanha. Nuestros hermanos venceram a Alemanha por 3-2. David Ferrer, 36 anos, foi o herói ao vencer Phillip Kohlschreiber por 7-6, 3-6, 7-6, 4-6 e 6-4 em 4h51 horas de jogo. Nadal e Zverev, com uma vitória cada, deixaram tudo empatado na sexta-feira. No sábado, a dupla alemã venceu a espanhola: 6-3, 6-4, 3-6,6-7 e 7-5. Só que Nadal voltou a deixar tudo empatado ao vencer Zverev (6-1, 6-4 e 6-4). Ferrer acabou por vencer o jogo decisivo.

É a primeira vez desde 2012 que Espanha chega às meias-finais. Pela frente terá a selecção francesa, campeã em título, que venceu Itália por 3-1. Lucas Pouille decidiu para os gauleses ao levar a melhor sobre Fábio Fognini: 2-6, 6-1, 7-6 e 6-3.

As meias finais jogam-se entre 14 e 16 de Setembro.

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André Dias PereiraAbril 7, 20183min0

Está decidido. Roger Federer vai falhar toda a temporada de terra batida, devendo regressar no torneio de Halle, na Alemanha. A confirmação foi feita pelo suíço após a derrota diante do australiano Thanasi Kokkinakis, no Masters 1000 de Miami. “Decidi não jogar em terra batida. Foi bom voltar a ser o número um em Roterdão, mas manter essa posição não é importante nesta altura”, esclareceu o helvético. Entre outros torneios, Federer falhará Roland Garros.

O multicampeão volta, assim, a repetir a estratégia de sucesso que o levou a fazer um bom segundo de semestre em 2017. Venceu Wimbledon e também em Halle, Shangai e Basileia.

A derrota perante Kokkinakis retirou-lhe a liderança mundial, mas conforme referiu, não é o mais importante neste momento. E, verdadeiramente, há boas chances de Federer recuperar essa condição mesmo sem jogar. Senão vejamos. Nadal defende 4.680 pontos nos próximos meses, apenas  mais100 que Federer.  Contudo, o helvético não terá nenhum desconto até a temporada de relva.

A temporada de terra batida, de resto, apresenta-se como uma incógnita quanto a favoritos. Tudo por conta das lesões. O último torneio de Nadal foi o Open de Austrália. Falhou, depois, Acapulco, Miami e Indian Wells. Apesar de dominante na terra batida há dúvidas sobre as condições em que defende o título de Roland Garros. Murray também só regressará na temporada de relva. Djokovic mostrou estar limitado em Miami e Indian Wells. Wawrinka também recupera de lesão ao joelho e não tem previsão de regresso. Dominic Thiem está inscrito em Monte Carlo mas recupera de lesão no tornozelo. Del Potro e Cilic, os melhores de 2018 a par de Federer, também não têm na terra batida o seu piso preferencial.

Um dos segredos da longevidade de Federer é a gestão do seu esforço. Por isso, a escolha de torneios é muito criteriosa. Até porque, aos 36 anos e com 20 Grand Slams, nada tem a provar, jogando para desfrutar do jogo. A terra batida, ocupa, de resto, um período grande do calendário, necessitando de recuperação e preparação. E é o próprio Federer quem o diz ao jornal francês Le Parisien. “Quem o joga vai precisar de desistir de outra coisa“. O título de Roland Garros em 2009, permite-lhe, igualmente, aceitar melhor esta decisão.

Oportunidade perdida?

Contudo, há quem não corrobore da mesma ideia. Ion Tiriac, director do Open de Madrid, considera que Federer não age de forma correta, comparando o tenista a Lewis Hamilton. “Ele não opta por não competir depois de disputar apenas cinco corridas de F1”.

Federer já o disse. Quer continuar a somar títulos e ser número 1. Com os rivais enfraquecidos por lesões, esta seria uma boa chance para tentar somar um segundo troféu de Roland Garros e em outros torneios. Em todo o caso, seria sempre um favorito. O que nos leva a outra pergunta. Será justo um número 2 do mundo falhar um torneio Grand Slam? E que impacto representa um nome como Federer falhar Roland Garros? O certo é que o mesmo já acoteceu em 2017. Certo é que este ano haverá aumento de premiação. Cada vencedor irá receber 2,2 milhões de euros, mais 100 ml euros do que na última edição. A prova joga-se em 27 de Maio e 10 de Junho.

Em todo o modo é mais uma oportunidade perdida para os fãs verem o suíço jogar. Mas um bom segundo semestre, com o US Open e Masters Final na calha, rapidamente faria esquecer Paris e ver a lenda crescer ainda mais.

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André Dias PereiraFevereiro 19, 20182min0

Roger Federer está de volta à liderança do ranking mundial. O suíço conquistou, este domingo, pela terceira vez o torneio de Roterdão consagrando-se como o mais velho número 1 da história. Quando o helvético anunciou que ia participar no torneio holandês o mundo agitou-se. Federer tinha a chance real voltar ao lugar que, até há pouco, julgava já não ser possível. Talvez por isso tenha dito que voltou a sentir o mesmo quando, em 2004, o conquistou pela primeira vez.

O triunfo sobre Grigor Dimitrov na final de Roterdão (6-2 e 6-2) correspondeu ao 97º troféu na carreira. Em Grand Slam é recordista com 20 títulos, tendo chegado a 30 finais. É também o jogador com mais semanas no topo, 303, das quais 237 foram consecutivas. O intervalo entre a primeira vez que chegou a número 1, Fevereiro de 2004, e que regresso ao topo, Fevereiro de 2018, é também o maior da história.

Os números impressionam, mas mais incrível ainda é perceber que aos 36 anos Federer se mantém no topo. John McEnroe, ex-número 1 mundial, afirma não entender como Federer joga a este nível nesta idade. E não é para menos. O suíço tem o mérito de atravessar três gerações – de Pete Sampras a Grigor Dimitrov – mantendo-se sempre entre os favoritos.

O suíço está numa fase em que quer sobretudo desfrutar do ténis. E, por assim dizer, reinventou-se numa altura em que se falava na aposentadoria. Desde o arranque de 2017 conquistou dois Australian Open e Wimbledon.

Federer é 1º e Kevin Anderson sobe ao nono lugar

Federer continua a desafiar a idade e os conceitos de ténis a alto nível. Mas vai lembrando que só é possível porque a sua mulher lhe permite ter essa vida. Os dois próximos Grand Slam, Roland Garros e Wimbledon, vão esgrimir a liderança mundial. Nadal, o rival que Federer voltou a derrotar, é o grande favorito para Paris. Mas Federer é o detentor do torneio britânico.

Na revisão de ranking esta segunda-feira, registo para o segundo lugar de Rafael Nadal. O croata Marin Cilic é terceiro. A grande novidade no top-10 é o sul-africano Kevin Anderson, vencedor do torneio de Nova Iorque, este domingo. Pela primeira vez está no nono lugar. Já Dominic Thiem, vencedor do torneio de Buenos Aires, mantém a sexta posição.

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André Dias PereiraJaneiro 29, 20186min0

Preserverança. Se há palavra que possa descrever o sucesso de Roger Federer seja essa. O multicampeão suíço não teve um início de carreira meteórico como Rafael Nadal. Mas também não teve um despertar tardio, como Agassi. Federer foi, por assim, dizer despertanto aos poucos para o campeão que este domingo ergueu pela 20ª vez um título de Grand Slam. De tal forma que raramente foi manchete no início de carreira. Talvez por ser tão improvável à época um percurso tão lendário, Federer tenha chorado quando, este domingo, ergueu pela sexta vez o Autralian Open, igualando o record de Novak Djokovic.

Ao ganhar na final a Marin Cilic – 6-2, 6-7 (5), 6-3, 3-6 e 6-1 – Federer tornou-se no primeiro tenista masculino, seja na Era Open ou na anterior, a atingir as duas dezenas de troféus. Os outros são todos do quadro feminino: Margaret Court (24), Serana Williams (23) e Steffi Graff (22). Mais impressionante, desde que são disputados Grand Slam na Era Open, 1968, que o suíço ganhou 10% dos torneios.

Mas o que este Australian Open nos disse não foi só não haver sinal de abrandamento por parte de Federer. O torneio Asiático e do Pacífico reafirmou que estamos perante a melhor fase da história do ténis. Uma fase com uma lenda ainda em alto nível como Federer, veteranos que dominam o circuito como Marin Cilic, Rafael Nadal e Novak Djokovic (apesar das eliminações precoces destes últimos) e uma nova geração que quer disputar já títulos importantes, como os surpreendentes Chung Hyeon e Kyle Edmund, para além de Grigor Dimitrov e Nick Kyrgios.

Num torneio marcado pelo calor e algumas polémicas relativamente aos jogos em courts secundários de Djokovic, o suíço voltou a mostrar aos 36 anos o porquê de ser o maior de sempre e um nome a ter em conta em 2018. Aliás, não será descabido pensar que Federer poderá anda chegar a número 1. Para recuperar o ceptro que perdeu a 29 de Outubro de 2012 dependerá do desempenho no ATP 500 Dubai, onde defende 45 pontos (segunda ronda).

O retorno de Cilic e as dúvidas sobre Nadal e Djokovic

Se Federer foi o campeão ovacionado, Cilic foi o digno vencido. O croata voltou a disputar uma final depois da vitória no US Open 2014 mas acabou por não resistir ao melhor ténis do suíço, embora tenha tido o mérito de ter sido o único a vencer sets (2) a Roger neste torneio, empurrando a partida para um quinto e decisivo jogo. Vencedor de 17 títulos ATP (o último em Istambul, em 2017) o croata deixou para trás Ryan Harrison, Pablo Cerraño Busta (naquela que foi a 100ª vitória do croata em Major), Rafael Nadal e Kyle Edmund. Pela segunda vez na carreira, o croata venceu Nadal (3-6, 6-3, 6-7, 6-2 e 2-0) beneficiando da desistência do espanhol, por dores na virilha.

O maiorquino, recorde-se, recuperava de lesão antes do arranque da prova, tendo estado em dúvida até perto do seu início, o que condicionou a sua preparação física. Tal como a Novak Djokovic. O sérvio voltou aos courts após paragem por mais de 6 meses mas está longe da sua melhor forma, acabando por ser afastado na quarta ronda pelo surpreendente Chung Hyeon (7-6, 7-5 e 7-6). Nolan sofreu com dores no cotovelo – pediu atendimento médico – e volta a deixar a incógnita para o que poderá fazer em 2018.

A ascensão de Edmund e Chung Hyeon

Hyeon atingiu pela primeira vez as meias-finais de um Grand Slam (Foto: Reuters)

Se a geração veterana continua a dominar o circuito, o que nos mostra o alto nível de ténis que vivemos é que a nova geração está ávida de grandes conquistas e com capacidade de jogar de igual para igual. No calor de Melbourne, ninguém foi mais surpreendente que Chung Hyeon. O sul-coreano, 21 anos, que começou a jogar ténis para ajudar a manter a sua visão, foi semi-finalista de Wimbledon, em juniores, em 2013, e chegou agora, pela primeira vez, às meias-finais de um Grand Slam. Para trás deixou não apenas Djokovic, mas também Tennys Sandgren (6-4, 7-6 e 6-3), nas meias-finais e, antes, na terceira ronda, Alexandr Zverev (5-7, 7-6, 2-6, 6-3 e 6-0).

O alemão, número 5 mundial, voltou a cair precocemente na competição, não conseguindo traduzir em resultados o estatuto que ocupa no ranking. “Definitivamente não é um problema físico, então tenho descobrir o que acontece comigo nos momentos decisivos em Grand Slam. Aconteceu em Wimbledon, aconteceu em Nova York e aconteceu aqui. Eu ainda sou jovem, então ainda tenho tempo“, disse o alemão, de 21 anos.

Outro nome importante neste torneio foi o de Kyle Edmund. O britânico e legítimo herdeiro de Andy Murray, começa a obter resultados mais ajustados ao seu talento e expectativa de carreira. Depois de um 2017 irregular, Edmund (que passou pelo Estoril Open), 23 anos, chegou pela primeira vez a uma meia-final de Grand Slam, sendo afastado pelo favorito Marin Cilic (6-2, 7-6 e 6-2). Antes, contudo, afastara Grigor Dimitrov, agora número 4 mundial e um dos tenistas em melhor forma no circuito.

E agora, 2018?

O búlgaro, aliás, falhou as meias-finais alcançadas em 2017 e proporcionou um dos melhores jogos do torneio diante Nick Kyrgios, vencedor de Brisbane. Foi uma maratona na quarta ronda de 3h30 – 7/6 (7-3), 7/6 (7-4), 4/6 e 7/6 (7-4) – que condicionou o jogo do búlgaro diante o coreano, sempre inteligente na abordagem aos seus jogos. Kyrgios era, de resto, a grande esperança australiana em chegar a um título que falha a um atleta da casa desde Chris O’Neill, em 1978.

Uma palavra também para Alex de Minaur, que surpreendeu no início do ano. O australiano, de 18 anos, voltou a dar show nas preliminares ao afastar Feliciano Lopez, mas acabaria eliminado na primeira ronda perante a maior experiência de Thomas Berdych.

O Australian Open disse-nos que temos um circuito equilibrado, com várias gerações com capacidade para lutar pelos títulos e em que os mais jovens aliam talento e ambição a capacidade de trabalho para evoluirem. Os veteranos levam ainda vantagem, com a lenda Federer à cabeça. Mas o suíço só deverá jogar um número limitado de jogos e torneios, à excepção dos Grand Slam, enquanto Nadal e Djokovic tentam recuperar físicamente para voltar a disputar títulos. E há ainda que contar com os regressos de Wawrinka, Murray e Nishikori. Que fase vive o ténis

 


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