Arquivo de Fórmula 1 - Fair Play

destaque-1.jpg?fit=1200%2C675&ssl=1
Luís PereiraJunho 21, 20214min0

Max Verstappen venceu o Grande Prémio de França, depois de uma estratégia mais arrojada da Red Bull, isto depois do piloto holandês ter dado a imagem que iria ter vida fácil em França após ter conquistado a pole para a corrida, só que no arranque cometeu um erro na curva 2, entregando a liderança da corrida a Lewis Hamilton.

Com este arranque Verstappen via-se sanduichado entre os Mercedes de Hamilton e de Bottas, em terceiro. O ritmo manteve-se constante durante a primeira parte da corrida, com os Mercedes a parecerem os mais rápidos e, a certa altura, para tentar obrigar a Red Bull a agir, a Mercedes decidiu arriscar. A marca alemã mandou Valtteri Bottas parar, para forçar alguma reação da parte da Red Bull, que não tardou muito a aparecer, com Max Verstappen a parar imediatamente logo a seguir.

Com estas paragens Verstappen continuou na frente de Bottas, ficando agora a Mercedes a ter de reagir para ver o que fazer com Hamilton. A solução foi tentar executar a mesma estratégia, agora com Hamilton, com o piloto britânico a entrar nas boxes. Tudo parecia que iria correr bem para a Mercedes, mas surgiu um Verstappen a um ritmo incrível, acabando o neerlandês por resgatar o 1º lugar, com este cenário a forçar Hamilton a ter de correr atrás do prejuízo! Hamilton bem tentava forçar o ritmo, apertando com Verstappen, mas o piloto da Red Bull aguentava e mantinha-se no controlo.

Só que este ritmo do piloto da Red Bull estava a destruir os pneus mais depressa do que gostariam, emergindo algumas dúvidas se conseguia ou não manter o 1º lugar da classificativa. E, então, a Red Bull teve uma reação imediata e ganhadora, já que mandou Verstappen parar imediatamente, evitando o undercut da Mercedes. Com a mudança de estratégia da Red Bull, para duas paragens, a Mercedes viu-se na situação em que não conseguia alterar a posição e tinham agora de fazer a estratégia de uma paragem funcionar.

Agora cabia a Verstappen conseguir ter andamento suficiente para ir atrás dos Mercedes e, claro, ultrapassá-los. Com apenas dez voltas para o final, o actual 1º classificado do Campeonato do Mundo chegou-se a Bottas e facilmente ultrapassou-o, sendo isto um duro golpe para a Mercedes, porque a equipa germânica esperava que o finlandês servisse, pelo menos temporariamente, de escudo ao seu colega de equipa.

Uma vez que Bottas nem uma volta aguentou ao ataque de Verstappen, Hamilton via cada vez mais a sua liderança ser encurtada. Apesar da postura sem erros de Hamilton, Verstappen também conseguiu ultrapassar, a duas voltas do fim, demonstrando que a estratégia da Red Bull tinha funcionado na perfeição, e não só “ofereceu” a vitória da corrida ao seu piloto como possibilitou a Sergio Perez de chegar ao pódio, pois o mexicano deixou Bottas para trás a quatro voltas do fim.

Com este resultado Verstappen vê a sua liderança no mundial reforçada, e logo numa pista onde se esperava que fosse a Mercedes a ficar por cima. Hamilton tentou de tudo, mas não foi suficiente para parar a combinação da Red Bull, enquanto Bottas ficou muito desiludido por ter ficado fora do pódio, ainda mais quando ambos os pilotos pediram para a estratégia ser de duas paragens.

O melhor dos restantes foi, mais uma vez, Lando Norris que está em boa forma, e é o único piloto este ano a terminar nos pontos em todas as corridas e apenas por uma vez foi fora do top 5. Ricciardo ficou logo atrás do colega de equipa, em sexto, naquela que foi a melhor corrida que fez pela McLaren. Foi um excelente resultado de equipa, possibilitando à McLaren a voltar ao terceiro lugar no campeonato.

Gasly voltou a fazer uma boa corrida e teve de puxar dos galões para ficar na frente de Alonso, com a dupla da Aston Martin, Vettel e Stroll a fechar o top 10.

GRANDE PRÉMIO DE FRANÇA

CAMPEONATO DO MUNDO DE PILOTOS / CAMPEONATO DO MUNDO DE CONSTRUTORES

destaque.jpg?fit=1200%2C675&ssl=1
Luís PereiraMaio 2, 20212min0

Lewis Hamilton vence a luta contra Bottas e Verstappen e vence novamente o GP de Portugal.

Hamilton partiu do segundo lugar da grelha, atrás do seu colega de equipa, Bottas. No arranque Hamilton ainda tentou ir para a liderança, mas Bottas arrancou melhor.

Logo no início da corrida Raikkonen bateu no seu colega de equipa o que fez sair o safety car. No recomeço Verstappen foi mais forte do que Hamilton e ultrapassou o britânico.

Só que Hamilton não baixou os braços e no primeiro pequeno lapso de Verstappen Hamilton recuperou a sua posição.
Embalado pela ultrapassagem ao piloto da Red Bull, Hamilton foi atrás de Bottas. Com ajuda do DRS, Hamilton ganhou o balanço necessário para passar Bottas para a liderança da corrida.

A partir daí Hamilton tentou ganhar algum espaço, mas não conseguiu ganhar uma grande vantagem aos seus perseguidores. Apesar de não estar a alargar muito a sua distância em pista, Hamilton parecia ter a corrida bem controlada.

Isso levou a que Bottas e Verstappen tentassem ganhar um ponto com a volta mais rápida e assim desistiram de tentar acompanhar Hamilton.

No fim Hamilton venceu a corrida depois de lutar e gerir na perfeição a corrida, na frente de Verstappen e de Bottas que ainda conseguiu a volta mais rápida.

Em quarto ficou Sérgio Perez, que apesar da boa gestão dos pneus não teve o mesmo andamento dos três da frente.

Em quinto ficou Lando Norris, a mostrar que está realmente em forma e que o McLaren parece ser o terceiro carro mais rápido neste início de temporada.

Leclerc foi o mais rápido dos Ferrari, na frente dos dois Alpine, com Ocon à frente de Alonso. A fechar o top 10 ficaram Ricciardo, que fez uma excelente corrida de recuperação, e Gasly que chegou aos pontos ao ultrapassar Sainz na penúltima volta.

Com este resultado, Hamilton aumentou a sua vantagem pontual para Verstappen, mas parece que ainda vai haver muita disputa pelo título deste ano.

Em relação ao GP de Portugal, este ano não foi tão emocionante como o do ano passado, mas ainda assim deu uma corrida interessante. Esperemos que ainda tenhamos espaço para ter a corrida em Portugal nos anos seguintes.

GRANDE PRÉMIO DE PORTUGAL

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO MUNDIAL DE PILOTOS

(foto: formula1.com)

 

destaque-scaled.jpg?fit=1200%2C675&ssl=1
Luís PereiraAbril 18, 20212min0

Corrida emocionante em Imola, que viu Max Verstappen vencer na frente de Lewis Hamilton. Temos campeonato!

Apesar da pole ter sido conquistada por Hamilton no arranque, em pista molhada, Verstappen arrancou melhor da terceira posição da grelha e chegou ao final da primeira curva na primeira posição.

A partir daí foi uma luta para manter o carro em pista, em condições bem complicadas. Apesar disso Verstappen e Hamilton mantinham bom andamento, mantendo a luta pela liderança acesa.

Enquanto isso os pilotos começavam a verificar que as condições já pediam pneus de piso seco, e foi nessa altura que Verstappen parou. Hamilton foi uma volta mais tarde, o que o colocou atrás de Verstappen e com alguns pilotos a terem de ser dobrados.

Numa das dobragens, Hamilton perdeu o controlo do carro o que o levou a dar um toque nas barreiras e ir para a gravilha. Apesar disso, Hamilton manteve o seu carro a correr, fez marcha atrás e conseguiu voltar à pista.

Para sorte de Hamilton, depois da sua saída de pista, Russell e Bottas têm um grande acidente, que felizmente não trouxe consequências a qualquer piloto. O embate foi forte e trouxe muitos detritos para a pista, o que provocou uma bandeira vermelha.

Com a corrida interrompida os pilotos conseguiram voltar a respirar e sabiam que iriam voltar para uma pista mais seca, condições mais estáveis e pneus frescos.

Com pneus frescos, Hamilton foi capaz de ir subindo na classificação, de nono, até ao segundo lugar. Uma fantástica recuperação do britânico, que conseguiu ainda a volta mais rápida, mantendo assim a liderança do campeonato.

A fechar o pódio ficou Lando Norris, que fez uma corrida impecável. Depois de ter sido dos mais rápidos na qualificação, mas viu a sua volta mais rápida ser anulada por sair dos limites de pista. Norris conseguiu recuperar do erro de sábado, fez uma corrida onde teve a capacidade de ultrapassar e aguentar Charles Leclerc.

Leclerc teve de se contentar com o quarto lugar, na frente de Carlos Sainz, que recuperou de vários erros quando a pista ainda estava molhada. Ricciardo terminou em sexto, sem nunca ter o andamento demonstrado pelo colega de equipa.

Em mais uma corrida desta temporada, foi mais uma corrida emocionante, que promete ter uma luta bem renhida pelo título de campeão do mundo de F1.

GRANDE PRÉMIO EMILIA ROMAGNA F1/IMOLA

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO DO MUNDO DE PILOTOS

(foto: formula1.com)
real-deal-scaled.jpg?fit=1200%2C800&ssl=1
Luís PereiraMarço 28, 20213min0

Lewis Hamilton venceu o primeiro GP da temporada depois de resistir à pressão de Max Verstappen.

Verstappen mostrou que a velocidade demonstrada nos testes de pré-temporada não tinha sido ao acaso e controlou todos os treinos do GP do Bahrein. Na qualificação foi então natural então Verstappen ter chegado à pole, na frente de Lewis Hamilton.

No arranque da corrida Hamilton foi agressivo, mas não conseguiu ficar na frente de Verstappen, que tentou criar espaço entre si e o inglês.

Uma vez que Hamilton apenas conseguia ir acompanhando o ritmo superior de Verstappen, a Mercedes decidiu apostar numa estratégia que o faria parar mais cedo, mas que o deixaria com pneus mais desgastados no final da corrida. Dessa forma Hamilton ficou na liderança nas duas paragens que os pilotos da frente fizeram, com Verstappen a ter sempre de ir atrás do prejuízo.

Verstappen era claramente o mais rápido dos dois, a conseguir recuperar sempre de oito segundos de desvantagem. Só que apanhar Hamilton é uma coisa, ultrapassar Hamilton é outra.

O piloto da Mercedes teve de aguentar a imensa pressão de Verstappen nas últimas cinco voltas. Hamilton usou toda a sua experiência e colou o carro sempre no lugar certo.

Apesar disso o espírito combativo de Verstappen não o deixou desistir e a três voltas do fim quase teve a sua recompensa, ultrapassando Hamilton na curva 10, mas saindo de pista, o que o levou a devolver a posição ao inglês.

(foto: formula1.com)

No final Hamilton continuou a aguentar firme para cruzar a linha de meta em primeiro, conseguindo a primeira vitória do ano, logo na primeira corrida.

Verstappen sentiu que tinha mais do que andamento suficiente para ter vencido, mas a estratégia da Mercedes e a resistência de Hamilton foram o obstáculo. Apesar disso, Verstappen pode sentir que nunca esteve tão próximo de dar uma real luta aos Mercedes.

Bottas terminou em terceiro, sem ter o andamento para disputar pela vitória, na frente de um excelente Lando Norris. Norris mostrou que os McLaren estão rápidos, mas a luta pelo “melhor dos restantes” vai ser dura.

Perez foi uma das estrelas da noite ao terminar em quinto, já que teve de arrancar das boxes, por o seu carro ter falhado na volta de formação.

Em sexto ficou o melhor dos Ferrari, Charles Leclerc, numa corrida que mostrou que os problemas de potência de motor, que afligiram no ano anterior, estão ultrapassados.

Daniel Ricciardo estreou-se pela McLaren com uma sétima posição, uns furos a baixo do colega de equipa, mas que teve de lidar com sobreaquecimento do último jogo de pneus.

Estreia positiva também para Sainz na Ferrari, a conseguir pontuar, na frente do estreante Yuki Tsunoda, que se tornou o primeiro piloto japonês a pontuar na sua primeira corrida.

No geral foi uma corrida com muita ação e que promete um ano onde teremos, possivelmente, uma verdadeira luta pelo título.

GRANDE PRÉMIO DO BAHREIN

(foto: formula1.com)
ric-and-lando.jpg?fit=1200%2C801&ssl=1
Gonçalo MeloMarço 24, 20217min0

Arranca já este fim de semana, no Bahrain, a temporada de 2021 da rainha dos desportos motorizados, a Fórmula 1. No ano que sucede ao ano mais atípico da história da modalidade, e que antecede o ano das grandes mudanças em termos de regulamentos e orçamentos, parece pairar no ar a ideia de uma temporada mais competitiva do que as anteriores.

Apesar de já estarmos acostumados ao constante “bluff” de Toto Wolf e da Mercedes, alguns especialistas afirmam mesmo que a Red Bull poderá este ano ter uma palavra mais forte a dizer na luta pelos primeiros lugares da grelha, devido à redução de downforce e ao aumento do peso permitido das unidades de potência de cada monolugar.

Na luta do meio do pelotão, várias equipas parecem estar em condições de batalhar por pontos. A McLaren e a nova Aston Martin partem aparentemente em vantagem na luta pelo terceiro lugar nos construtores, com a Alpine, a Ferrari, e quiçá a Alpha Tauri a estarem também dentro desta luta.

Por outro lado, a Alfa Romeo (este ano aparentemente mais rápida), juntamente com a Haas e a Williams, terão de trabalhar muito para pontuar com alguma regularidade.

Com base nisto, e no talento e capacidade dos pilotos, apontamos alguns pilotos que vão estar à altura, e outros que achamos mais provável virem a desiludir.

As confirmações

Daniel Ricciardo

Depois de dois anos na Renault, onde foi claramente o melhor piloto, batendo tanto Hulkenberg como Ocon, o Honeybadger transferiu-se para a “nova” McLaren, histórica equipa britânica que tem nos últimos anos deixado indícios de que o regresso à luta pelos primeiros lugares está para breve.

E dificilmente a McLaren poderia ter escolhido melhor piloto para dar continuidade a esta melhoria.

Ricciardo já provou ter o talento e a velocidade para se bater com os melhores por poles e por vitórias, e a sua capacidade nas ultrapassagens poderá ser decisiva caso o novo motor mercedes se mostre fiável (quem se lembra daquela corrida na China em 2018). Um sério candidato a lutar por pódios em 2021 na Fórmula 1.

Lando Norris

À semelhança do seu parceiro australiano, Lando Norris já mostrou ter os skills e o ritmo de corrida para ser uma presença assídua no pódio, caso o seu McLaren lhe dê essa possibilidade.

Um dos jovens mais empolgantes da grelha, terá em 2021 o objetivo de vencer o seu companheiro de equipa, algo que não conseguiu em 2019 e 2020 com Sainz, e, muito provavelmente, dificilmente vai conseguir com Ricciardo.

Sebastian Vettel

Novo ano, nova equipa, novo Seb. A pressão que sofria na Ferrari parecia ser impossível de ultrapassar, sendo que no último ano a situação escalou. Em 2021, u<dá-se uma mudança de ambiente com a chegada à Aston Martin, a antiga Racing Point, equipa que quer a médio prazo lutar pelo título, como já afirmou o seu dono, Lawrence Stroll.

Numa equipa que no ano passado tinha provavelmente o terceiro carro mais rápido da grelha, é de esperar que o tetracampeão do mundo volte aos dias bons, e que consiga voltar aos resultados e exibições que fazem dele um dos melhores de sempre da Fórmula 1.

Pierre Gasly

Depois da primeira vitória em 2020 em Monza, é esperado um ano de grandes resultados para o francês da Alpha Tauri. O jovem de 25 anos só tem mais um ano de contrato com a equipa secundária da Red Bull, e os relatos sobre o interesse da Alpine vão se intensificando.

Com um motor Honda cada vez mais afinado, Gasly promete estar de forma recorrente na luta pela Q3 e pelos pontos.

George Russell

Nenhum fã de fórmula 1 olha para George Russell sem sentir pena e revolta. O jovem britânico é um dos mais talentosos pilotos da grelha, e no ano passado, quando foi chamado a substituir Lewis Hamilton, fez pole e, não fosse um erro pouco comum e por isso muito suspeito da Mercedes nas boxes, teria também ganho a sua primeira corrida na primeira vez que pilotou o carro da marca alemã.

Para 2021, mais um ano ao volante de um Williams, que se espera mais competitivo, de modo a permitir a Russell amealhar alguns pontinhos ao longo da temporada.

 

As possíveis desilusões

Valtteri Bottas

Mais um ano com o privilégio de conduzir o melhor e mais rápido carro da grelha. E provavelmente mais um ano em que vai ser apenas escudeiro de Hamilton. Bottas sabe que o seu lugar apenas está garantido, uma vez que o finlandês não oferece qualquer tipo de concorrência ao campeão do mundo, algo que a Mercedes preza, sobretudo depois de experienciar aquele polémico ano de 2016.

Ainda assim, Bottas já fez questão de afirmar novamente que o seu objetivo é ser campeão do mundo, mas as melhorias aparentes dos Red Bull de 2021 vão provavelmente fazer com que acabe apenas em terceiro ou quarto na classificação.

Sergio Pérez

Uma das últimas confirmações para a época de 2021 foi a chegada de Checo Pérez à Red Bull. Será uma jogada de mestre da equipa austríaca? Ou será Checo apenas mais um piloto a ver a sua carreira estagnada devido à qualidade de Verstappen?

Todos sabemos que o jovem holandês é a cara da equipa, e que o objetivo de Christian Horner e da restante comitiva é dar a Verstappen condições de lutar pelo título. E bem! O holandês é um enorme piloto, e o ritmo de corrida que apresenta fez Pierre Gasly e Alex Albon parecerem pilotos medíocres. Qual a probabilidade das coisas serem diferentes com Pérez?

Carlos Sainz

O espanhol vem de dois excelentes anos na McLaren, mas o ambiente positivo a saudável a que está habituado, não irá encontrar em Maranello.

É visível que a Ferrari é uma casa a arder, sem um carro competitivo e com uma equipa liderada por pessoas sem carisma (Binotto) que não se importam de espezinhar pilotos com títulos conquistados e provas dadas na equipa, como aconteceu com Vettel e Raikkonen.

Acrescente-se que Carlos Sainz não tem o temperamento para aceitar ser número dois de ninguém (não foi para a Red Bull em 2019 muito por causa disso), e na Ferrari vai encontrar uma equipa que olha para Leclerc como o Messias que vai ser o novo Michael Schumacher, chegando, quem sabe ao número de títulos do alemão. Conseguirá Carlitos ultrapassar tudo isto e fazer uma boa época em 2021?

Fernando Alonso

Um veterano de regresso à Fórmula 1 e ao grupo Renault, para substituir aquele que foi o melhor piloto que a equipa francesa viu, provavelmente, desde o tempo do próprio Alonso ao volante de um Renault. Mas, aos 39 anos, a idade pode pesar. A Alpine não deverá ter um carro tão rápido como a McLaren e a Aston Martin, pelo que é exigido aos pilotos conduções soberbas para a equipa se manter na luta pelos 8 primeiros lugares.

Além disso, o seu temperamento complicado é uma imagem de marca, sendo que a McLaren começou a voltar ao topo precisamente depois da saída do espanhol.

Com outras equipas mais fortes pela frente, é de esperar um Alonso transtornado por não conseguir os pontos que deseja.

Sem mais a acrescentar, que venha a época 2021. Porque estamos em pulgas para ouvir “And it´s lights out, and away we go!”.


Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS