Arquivo de Fórmula 1 - Fair Play

destaque-1.jpg?fit=1200%2C675&ssl=1
Luís PereiraJunho 23, 20192min0

Lewis Hamilton voltou a mostrar que está em plena forma, dominando completamente o Grande Prémio de França.

Lewis Hamilton começou o domínio logo em qualificação, com a pole, qualificação essa que faria adivinhar todo o domínio que iria ser trazido para a pista durante a corrida.

Numa corrida com poucos incidentes, Hamilton dominou do início ao fim, numa corrida onde nunca se duvidou quem seria o vencedor no final. Ainda para mais, numa altura em que Hamilton não tem mostrado falhas ou erros cometidos.

Atrás de Hamilton ficou Bottas, que cada vez mais parece ter perdido a forma do início da temporada. Parece que Bottas começa a ficar cada vez mais ciente de que Hamilton está imbatível e cada vez mais longe.

Em 3º ficou Leclerc, o melhor dos Ferrari, ficou num distante terceiro lugar do pódio. Apesar de boa resposta dos Ferrari no Canadá, em França não tiveram sequer hipotese de levar a luta aos Mercedes.

Verstappen fez uma sólida e solitária corrida até ao 4º lugar, à frente de Vettel. Vettel começou na 7ª posiçao da grelha e o melhor que conseguiu foi o 5º lugar, bem longe das posições cimeiras.

Em 6º lugar, melhor dos “restantes” ficou Carlos Sainz. Foi uma forte prestação dos McLaren, com uma forte qualificação e forte corrida. Norris terminou na 9ª posiçao e teria terminado em 7º não fosse um problema de fiabilidade na direção do seu carro.

Foi uma corrida com muita pouca ação, mas que mostrou mais uma vez a enorme superioridade da Mercedes e de Hamilton. Hamilton atingiu assim a sua 6ª vitória em 8 corridas, a 79ª da carreira e parece que não vai ficar por aqui.

A F1 volta agora com p GP da Áustria, onde se espera por mais domínio da Mercedes.

GRANDE PRÉMIO DE FRANÇA

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO DO MUNDO DE PILOTOS

(foto: formula1.com)
destaque.jpg?fit=1200%2C675&ssl=1
Luís PereiraJunho 10, 20193min0

Hamilton venceu o GP do Canadá, numa corrida que ficou marcada pela polémica penalização de Sebastian Vettel.

Lewis Hamilton venceu o GP do Canadá, mas não foi ele que cruzou a linha da meta em 1º. Foi Sebastian Vettel quem cruzou a linha em 1º lugar, mas a vitória não foi sua.

Parecia que iria ser desta que as vitórias iriam regressar à Ferrari, até pela brilhante qualificação de Vettel. Vettel conseguiu conquistar a pole, na frente de Hamilton, pela primeira vez este ano.

Até o arranque parecia mostrar que o destino estava lançado para uma vitória da Ferrari, com Vettel a manter a liderança, apesar do bom arranque de Hamilton.

Durante a corrida, e já depois das paragens de pneus, Hamilton tentava pressionar Vettel. Apesar de bom andamento, Vettel parecia manter-se seguro, mas cometeu um erro, saindo de pista, para a relva, entrando imediatamente de seguida em pista, quase embatendo em Lewis Hamilton.

Por sorte os dois pilotos não se tocaram, só que este acontecimento alertou os comissários, que investigaram o acontecimento.

Depois de alguma deliberação, foi decisão deles que Vettel teria entrado em pista de forma imprudente, obrigando outro piloto a medidas extremas para evitar colisão. Por esse motivo penalizaram Vettel em 5 segundos, que seriam retirados no final da corrida.

Esta penalização deixou Vettel furioso, pois sabia que não conseguiria manter Hamilton a mais do que 5 segundos.

No meio disso, Hamilton forçava para tentar ultrapassar Vettel, mas sem conseguir. No final, Vettel passou a linha em 1º lugar, mas a vitória era de Hamilton.

No final Vettel estava tão furioso que estava para não aparecer na cerimónia do pódio, mas foi convencido de que seria melhor.

Vettel acabou por ir, mas pouco resignado com o que tinha acabado de acontecer.

Por sua vez, Hamilton estava contente com uma vitória com a qual já não contava, a sua 3ª seguida e a 5ª da época, apesar de dizer que não era daquela forma que gostaria de ter vencido.

O pódio foi completado por Leclerc, que ficou em 3º. Bottas chegou ao quarto lugar e conquistou um ponto de bónus pela volta mais rápida.

Max Verstappen recuperou até ao quinto lugar, depois de ter arrancado de nono, na frente de Ricciardo. Hulkenberg foi setimo, com Pierre Gasly apenas em oitavo, no segundo Red Bull, isto depois de ter começado a corrida em quinto.

O top 10 foi completado por Lance Stroll e Daniil Kvyat.

A Fórmula 1 vai ter muita tinta a correr durante estes dias, com muita discórdia no paddock devido à penalização a Vettel. Foram os comissários muito duros, ou simplesmente justos?

GRANDE PRÉMIO DO CANADÁ

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO DO MUNDO DE PILOTOS

(foto: formula1.com)
destque.jpg?fit=1200%2C675&ssl=1
Luís PereiraMaio 13, 20192min0

Lewis Hamilton venceu o GP de Espanha, voltou à liderança do Campeonato, e talvez mais importante ainda, deu uma resposta a Valtteri Bottas.

Em mais uma dobradinha da Mercedes, a quinta em cinco corridas (!!!), foi uma performance dominadora e mandona de Hamilton. Depois de ver Bottas dominar no Azerbaijão, Hamilton puxou dos galões para mostrar que não se vai deixar vencer na corrida para p título.

Bottas parecia que iria continuar na senda do GP em Baku, ao conseguir conquistar a pole, com 0.6 segundos de avanço para Hamilton. O problema é que os pontos se ganham aos domingos, e na corrida, Hamilton dominou.

Hamilton começou por arrancar melhor e já liderava na primeira curva, liderança essa que nunca foi posta em causa. Bottas só conseguiu ver o seu colega de equipa desaparecer na sua frente, ficando-se assim pelo 2º lugar.

A completar o pódio ficou Max Verstappen, numa corrida onde não teve muito que lutar. É assim o segundo pódio da Honda desde o seu regresso à F1, e também segundo com a Red Bull.

Em 4º e 5º ficaram os Ferrari de Vettel e Leclerc, em mais um fim de semana para esquecer para a Ferrari. Cada vez parece ser mais evidente que a Ferrari não vai mesmo ter capacidade de lutar contra a Mercedes e que a luta para o título será apenas entre os pilotos da Mercedes.

Em 6º ficou Gasly, no segundo Red Bull, com Kevin Magnussen a terminar na sétima posição, como melhor dos ‘outros’.

Destaque também para o Carlos Sainz, a terminar a sua corrida caseira no 8º lugar, em mais um bom resultado para a McLaren em recuperação.

Cada vez mais a Mercedes cimenta a sua posição nesta temporada da Fórmula 1, e parece que a corrida para o título vai ser a dois, dois pilotos da mesma garagem.

GRANDE PRÉMIO DE ESPANHA

(foto: formula1.com)

 

CAMPEONATO DO MUNDO DE PILOTOS

(foto: formula1.com)
destaque.jpg?fit=1200%2C800&ssl=1
Luís PereiraAbril 29, 20193min0

Valtteri Bottas venceu o seu segundo GP da época, vencendo no GP do Azerbaijão, à frente de Lewis Hamilton. Foi a quarta corrida da temporada e a quarta dobradinha para a Mercedes.

De certa forma, poder-se-ia falar em redenção, já que na corrida do ano passado Bottas perdeu uma vitória certa por um furo. Este ano Bottas mostrou que se queria redimir, dominando desde a qualificação, onde teve a pole, até à corrida.

Na corrida, mostrou a Hamilton que não estava ali para ficar em 2º. Hamilton arrancou melhor da segunda posição da grelha, mas Bottas mostrou-se empenhado em manter a sua linha e ficou com a primeira posição.

Hamilton ainda tentou forçar o andamento durante a corrida, chegando a estar várias vezes a distância de DRS, mas sem nunca conseguir sequer esboçar um ataque ao finlandês. Hamilton deve começar a preocupar-se com Bottas, e começar a encarar o colega de equipa como rival ao título.

Quem se esperaria que fosse o rival para a corrida para o título, Vettel, teve uma corrida algo apagada, mas que ainda assim chegou para o 3º lugar. Os Ferrari não andam a conseguir lutar com os Mercedes, e os resultados estão à vista. Ainda assim, ainda há muita época pela frente, mas algo precisa de ser revisto para os lados de Maranello.

Atrás de Vettel ficou Verstappen, fora do pódio e sem andamento para mais. Os Red Bull também não se conseguem chegar perto do andamento dos Mercedes, mas ainda conseguem ir lutando com os Ferraris.

5º lugar para Charles Leclerc, que cometeu um erro na qualificação, deixando a Ferrari a experimentar uma estratégia alternativa. Numa corrida em que costuma haver muitos safety cars, foi uma estratégia nobre, mas sem o fruto que se desejava.

O melhor dos restantes foi Sergio Perez, em 6º lugar, mostrando que é um dos traçados onde é mais forte. E um bom resultado de equipa para a McLaren, com Sainz e Norris em 7º e 8º, respetivamente.

Destaque pela negativa para Ricciardo, que numa tentativa de ultrapassagem conseguiu colocar-se a si e Kvyat fora de pista, para depois embater no Toro Rosso enquanto fazia marcha atrás… Um erro incomum na Fórmula 1, e um erro do qual Ricciardo mal conseguia esconder a sua vergonha.

Com este resultado Bottas volta para a liderança do Campeonato, com apenas 1 ponto de vantagem sobre Lewis Hamilton. Uma coisa é certa, a Mercedes não tem demonstrado um domínio a nível de andamento como noutros anos, mas os resultados não podiam ser melhores: 4 corridas, 4 dobradinhas e melhor arranque de sempre de uma equipa de F1.

GRANDE PRÉMIO DO ARZEBAIJÃO

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO MUNDIAL DE PILOTOS

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO MUNDIAL DE CONSTRUTORES

(foto: formula1.com)
destaque1.jpg?fit=1200%2C675&ssl=1
Luís PereiraAbril 15, 20192min0

Lewis Hamilton venceu o GP da China, o 1000º da história da Fórmula 1. Foi a terceira corrida da temporada e a terceira dobradinha para a Mercedes.

Foi um domínio total dos Mercedes, com a dupla das “Flechas de prata” a dominarem a qualificação, conseguindo Bottas a pole, com Hamilton no 2º lugar da grelha.

No arranque as coisas foram diferentes, com Hamilton a superiorizar-se a Bottas e a ficar com a liderança da corrida. A partir daí foi uma corrida de apenas um sentido para Hamilton, que dominou a seu belo prazer.

Hamilton está agora na liderança do Campeonato, com Bottas a ficar relegado para o 2º lugar. No entanto ainda é muito cedo para fazer prognósticos sobre eventuais campeões, até porque a temporada é longa e ainda estamos na terceira corrida.

Apesar de ainda estarmos no início da época, já se consegue sentir que os Ferrari não estão a conseguir ter os resultados que poderiam ter. Foi por isso apenas o primeiro pódio da época para Vettel, que conseguiu chegar ao 3º lugar.

Em 4º lugar ficou Verstappen, sem andamento para chegar ao pódio, na frente de Leclerc. O jovem piloto conseguiu passar Vettel no arranque, mas uma ordem de equipa mandou Leclerc deixar passar Vettel e a partir desse momento não mais conseguiu ter o andamento que até então tinha mostrado.

Em 6º ficou o Red Bull de Gasly, uma posição “normal”, com Ricciardo a ficar em 7º, a ser o “vencedor dos outros”, já que ninguém se consegue chegar aos carros da frente.

No geral foi uma corrida onde pouco aconteceu, e uma vitória tranquila para Hamilton, que atinge a sua 75ª vitória na F1 e logo no 1000º Grande Prémio.

A F1 volta com o GP do Azerbaijão, onde esperemos que a corrida tenha mais emoção do que nesta última.

GRANDE PRÉMIO DA CHINA

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO DO MUNDO DE PILOTOS

(foto: formula1.com)
DESTQUE.jpg?fit=1200%2C1200&ssl=1
Luís PereiraMarço 31, 20193min0

A sorte de uns é o azar de outros, e que o diga Charles Leclerc. O jovem piloto da Ferrari estava lançado para a vitória, mas um problema mecânico acabou por entregar o GP do Bahrein a Lewis Hamilton.

O jovem piloto da Ferrari surpreendeu a dominar durante o fim de semana, principalmente na qualificação onde se superiorizou claramente a Vettel. A corrida parecia que iria ficar destinada aos Ferrari, já que foram os mais rápidos durante todo o fim de semana.

No arranque da corrida Vettel largou melhor e assumiu a liderança, mas foi a única altura em que se viu Vettel a estar francamente bem.

Pouco depois Leclerc começou a mostrar que não seria apenas rápido durante a qualificação e ultrapassou Vettel para a liderança.

Tudo parecia lançado para a primeira vitória do jovem monegasco, mas o destino assim não o quis e a 10 voltas do fim o motor do Ferrari perdeu a potência elétrica.

Com a perde de energia elétrica o Ferrari de Leclerc ficou à mercê de Lewis Hamilton que o passou e ficou assim na liderança. O azar de Leclerc não se ficou por aí e Bottas também conseguiu ultrapassar o Ferrari e fazer uma dobradinha para a Mercedes.

Nem tudo foi mau, já que Leclerc ficou em 3º, o seu primeiro pódio, mas ficou sempre a sensação de que a vitória seria o resultado merecido.

Verstappen ficou num distante 4º, depois de alguns erros, um deles comprometendo a corrida de Carlos Sainz enquanto lutavam pela 5ª posição, mas ainda assim a sua prestação não foi tão má como a de Vettel.

Vettel deve querer deixar o Bahrein o mais rápido possível. Além de ter ficado aquém do andamento de Leclerc durante todo o fim de semana, Vettel foi ultrapassado por Hamilton e logo de seguida faz um pião que o atira para o meio de pelotão e o faz perder a asa dianteira, caindo para a oitava posição. Vettel ainda recuperou para a 5ª posição, mas terá de pensar muito em não cometer os mesmos erros do ano passado que o afastaram do título.

Lando Norris ficou em 6º com o seu McLaren, um excelente resultado do jovem piloto, conseguindo ser o melhor dos “outros”.

A F1 segue agora para a China e ainda é dificil entender qual das equipas será a mais rápida, já que a competitividade mudou da Austrália para o Bahrein. Esperemos que o Campeonato continue com muita emoção e imprevisibilidade.

GRANDE PRÉMIO DO BAHREIN

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO MUNDIAL DE PILOTOS

(foto: formula1.com)
destaque.jpg?fit=1200%2C800&ssl=1
Luís PereiraMarço 17, 20192min0

Valtteri Bottas abriu o Campeonato do Mundo de 2019 com uma vitória no GP da Austrália, algo que lhe fugia desde 2017.

Bottas dominou em absoluto a corrida, arrancou desde o 2º lugar da grelha, mas alcançou a liderança logo na primeira curva. A partir daí foi um show do finlandês que conseguiu cruzar a linha da meta com uma vantagem de quase 21 segundos para o 2º classificado, Lewis Hamilton.

Hamilton, que dominou a qualificação, arrancou da pole, mas perdeu logo no arranque o 1º lugar para o seu companheiro de equipa. Logo aí se percebeu que Hamilton tinha perdido a corrida, já que o Campeão do Mundo nunca mostrou ter andamento para Bottas.

Bottas conseguiu assim quebrar um jejum que já durava desde o final da temporada de 2017 e talvez tenha conseguido quebrar o enguiço psicológico que o impedia de ter capacidade de lutar contra Lewis Hamilton.

Atrás dos Mercedes ficou o Red Bull de Verstappen. O jovem piloto vai ter de assumir-se como líder da Red Bull depois da saída de Ricciardo para a Renault, e mostrou-se calmo e sereno nesta primeira corrida da temporada. O pódio de Vertappen também fez com que a Honda finalmente voltasse aos pódios, algo que ainda não tinha conseguido desde o seu regresso em 2015 com a McLaren. Até agora parece que a Honda já tem uma competitividade capaz de lutar com os restantes propulsores, mas falta saber se terá a fiabilidade.

A desilusão da corrida foi, sem dúvida, a Ferrari. A Ferrari chegou a Austrália como os favoritos, devido a uma forte pré-temporada. A verdade é que os carros vermelhos nem sequer conseguiram ter andamento para lutar contra os Mercedes ou contra o Red Bull de Verstappen, com Vettel e Leclerc a terminarem nuns distantes 4º e 5º lugares. Os homens da equipa de Maranello vão ter muito que refletir quando chegarem à fábrica.

O melhor do campeonato dos “outros” foi o Haas de Magnussen, seguido de Hulkenberg e do Alfa Romeu de Raikkonen.

A próxima corrida será no Bahrain, onde se terá uma ideia mais real da competitividade deste ano, já que é uma pista mais clássica, ao contrário do circuito australiano.

GRANDE PRÉMIO DA AUSTRÁLIA

(foto: formula1.com)
destaque.jpg?fit=1170%2C400&ssl=1
Luís PereiraJaneiro 29, 20194min0

Para quem ainda não conhece, a Fórmula E é a primeira competição totalmente elétrica da FIA. A competição foi criada como uma alternativa verde às competições motorizadas e para progredir a tecnologia do futuro da indústria automóvel.

A época de 2018/19 de Fórmula E é a 5ª época da modalidade e talvez a mais importante e talvez por isso seja a altura certa de ser seguida com atenção.

1. Novo carro

Até aqui a Fórmula E dispunha a todas as equipas um chassis que era o mais simples possível. A ideia era não ter muita carga aerodinâmica, que facilita as ultrapassagens e eficiência energética. Nesta nova época a Fórmula E apresenta um novo monolugar, com mais potência e um look muito futurista.

O monolugar a Fórmula E é o Spark SRT05e, que para além do complicado nome se destaca também pela ausência de asa traseira. A ideia foi de ter o máximo de carga aerodinâmica possível, aumentando velocidades, mas sem que esta carga causasse turbulência, não prejudicando assim as ultrapassagens.

O carro tem também mais potência, passou de 200 para 250kW, o que lhe permite rodar até aos 280km/h. A maior diferença vai, no entanto, para a bateria. Para esta temporada a capacidade da bateria dos monolugares foi aumentada, permitindo aos pilotos terminar a corrida sem ter de fazer a infame troca de carros durante a corrida.

2. Corridas imprevisíveis

No desporto motorizado quando se mudam as regras costuma-se fazer um “reset” na competitividade do pelotão.

Com novo carro, novos pilotos, novas equipas e circuitos, é espectável que esta seja uma época de muitas incertezas.

Na geração anterior foi a e.dams que se destacou, vencendo 15 corridas ao longo das 4 temporadas, com a Audi Sport ABT a conseguir 10.

Esta nova geração vai seguramente apimentar as coisas, já que nas duas primeiras corridas houve dois vencedores diferentes, incluindo Antonio Félix da Costa, que não vencia desde 2015.

3. Muitos construtores

Como pináculo do desporto motorizado a Fórmula 1 deve ser a que tem maior presença de construtores, certo? Não? Então deve ser a WEC com as 24h de Le Mans! Também não? Certo, é mesmo a Fórmula E que tem gerado mais interesse para os construtores. Aliás, a Fórmula E tem mais construtores do que a F1 e a WEC juntas!

A Fórmula E pode dar-se a luxo de atualmente apresentar nomes como Jaguar, Audi, BMW, Nissan e a DS (uma subdivisão da Citroen), e até nomes menos conhecidos como a Mahindra, Venturi e NEO.

Mas não acaba aqui, a Mercedes e a Porsche têm presença garantida na próxima temporada. A Porsche e a Audi desistiram das suas equipas de WEC para se dedicarem à Fórmula E.

Isto não é de estranhar, já que a tecnologia que vai definir os carros que conduzimos no nosso dia-a-dia está na Fórmula E e não nos restantes desportos motorizados.

4. Grandes pilotos

A Fórmula E sempre apresentou grandes nomes no seu pelotão. Antigos pilotos de F1 como Sebastien Buemi, Lucas di Grassi, Jean-Eric Vergne ou Nelson Piquet Jr. deram à Fórmula E a base necessária para as audiências saberem que as corridas seriam bem disputadas.

Esta temporada teve conseguiu também atrair Felipe Massa, antigo piloto da Williams e da Ferrari e ainda Stoffel Vandoorne que terminou a sua relação com a McLaren.

Também de outras competições surgem pilotos, como Gary Paffett, campeão de DTM e claro, o “nosso” António Félix da Costa, que venceu a ronda inaugural.

5. António Félix da Costa

Não podia deixar de ser um grande motivo para se assistir a Fórmula E. António Félix da Costa, que nunca teve a merecida oportunidade na F1, tem agora a sua oportunidade de brilhar. Até aqui Félix da Costa não estava em equipas propriamente competitivas, mas se a tendência se manter, o português estará num dos carros mais afinados do pelotão.

Caberá agora ao “Formiga” aproveitar o momento para garantir mais pódios, vitórias e lutar pelo título. Como já se falou, na Fórmula E a competitividade varia muito, mas esta poderá ser a oportunidade de ouro que Félix da Costa precisava.

 

A Fórmula 1 ainda é, e será, o pináculo do desporto motorizado, mas não se pode menosprezar a Fórmula E, até porque está virada para o futuro, um futuro que já não parece assim tão distante.


Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS