Arquivo de Fórmula 1 - Fair Play

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Luís PereiraDezembro 1, 20192min0

Lewis Hamilton dominou completamente o GP de Abu Dhabi, fechando a temporada em grande. Foi uma grande demonstração de força e de o porquê de ser o Campeão em título.

Hamilton começou por mostrar o domínio que se faria sentir logo na qualificação, conquistando a pole, sem nunca parecer que iria para outro piloto.

Logo no arranque Hamilton mostrou que não seria na última corrida do ano que iria abrandar, sem perder a liderança uma única vez. Foi de “ponta a ponta”, e nem a paragem nas boxes, para troca de pneus, lhe tirou momentaneamente a liderança da corrida.

Atrás de si ficou Max Verstappen, numa corrida onde ainda teve alguns problemas de potência, mas que ainda assim mostrou andamento suficiente para terminar no segundo posto.

A completar o pódio ficou Leclerc, o melhor dos Ferraris, que ainda assim pouco ficou na frente de Bottas, que arrancou da última posição! Bottas conseguiu ficar na frente do desiludido Vettel, que promete refletir no que aconteceu esta temporada, para evitar que o mesmo aconteça nas seguintes.

Albon ficou no esperado sexto lugar, terminando na última posição dos “três grandes” da atual F1.

O melhor dos restantes desta vez foi Perez, que passou Norris na última volta. Carlos Sainz terminou em 10º, conseguindo um ponto, o suficiente para terminar o Campeonato como o “melhor dos restantes”.

No final foi mais uma vitória para Hamilton, a 84ª da carreira, com o recorde de Schumacher cada vez mais perto. Foi um excelente trabalho de equipa entre Hamilton e a Mercedes, uma combinação que se tem provado de sucesso desde 2014.

Em 2020 Hamilton e a Mercedes serão novamente o alvo a abater, mas será difícil tirar o Campeão do seu posto, mas na f1 não há impossíveis.

GRANDE PRÉMIO DE ABU DHABI

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO DO MUNDO DE PILOTOS

(foto: formula1.com)
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Luís PereiraNovembro 18, 20194min0

Max Verstappen foi o vencedor do GP do Brasil, uma corrida que forneceu alto espetáculo em pista. Verstappen mostrou um nível altíssimo durante toda a corrida, conseguindo-se impor ao recém campeão do mundo, Lewis Hamilton.

Verstappen começou a mostrar que estava no Brasil parece vencer logo na qualificação, ao conseguir a pole, deixando para trás tanto Vettel como Hamilton. O holandês não estaria desposto a perder a sua vantagem logo no arranque, e foi o que fez.

No arranque, apesar do bom arranque de Hamilton e Vettel, Verstappen fechou a porta e não deixou que nenhum o ultrapassasse, deixando Hamilton e Vettel a lutar pelo segundo posto.

Hamilton, sempre interessado na vitória, não se queria ficar pelo segundo lugar. Hamilton não só é novamente campeão, mas gosta sempre de se mostrar no Brasil, por ser a terra natal do seu ídolo, Ayrton Senna.

Por isso, o hexacampeão do mundo tentou forçar o seu ritmo, e parou mais cedo para sair das paragens à frente de Verstappen, só que o holandês parecia voador, ultrapassando logo de seguida Hamilton. O britânico não se deixou ficar, lutando e voltando a passar Verstappen, mas o piloto da Red Bull mostrou que desta vez seria o seu dia, passando Hamilton pela segunda e ultima vez.

A partir daí Hamilton não conseguiu aproximar-se mais de Verstappen, precisando de que algo fosse acontecer para conseguirem chegar à vitória. E foi isso mesmo que aconteceu, uma falha do motor Mercedes de Bottas.

Bottas andava a lutar pela quarta posição, com Vettel e Albon, mas o motor Mercedes deu o melhor de si, o que trouxe o safety car. A estratégia da Mercedes para bater Verstappen era fazer o contrário do que Verstappen fosse fazer, neste caso, parar nas boxes, ficando Hamilton na frente, no recomeço da corrida.

(foto: formula1.com)

Só que durou pouco, logo no recomeço Vertappen voltou a ultrapassar Hamilton, deixando inclusive o inglês à merce de Albon e dos Ferrari. Só que o safety car também levou a que os Ferrari ficassem bem perto, o que fez lançar foguetes.

Leclerc sentiu-se muito mais rápido do que Vettel, tentou ultrapassar, e na reta os pilotos tocaram-se, acabando a corrida de ambos os Ferrari! O pior cenário possível para a Ferrari.

Isso levou a outra saída do safety car, e desta vez a Mercedes mandou parar Hamilton, ficando atrás de Albon e Gasly. Hamilton, com borracha nova, estava bem mais rápido, passou Gasly, mas enquanto tentava passar Albon, bateu no Red Bull, destruindo a corrida do piloto da Red Bull. Hamilton assumiu as culpas pelo incidente, sendo mais tarde penalizado, o que faria com que o Hamilton terminasse a corrida em sétimo lugar.

Todo este espetáculo não só fez a vitória de Verstappen parecer ainda mais imperial, como também promoveu estreias, com Gasly a ficar em segundo, pela Toro Rosso. Foi a primeira vez de Gasly no pódio, e conseguiu-o na equipa para o qual foi despromovido, provando que ainda está bem vivo.

Outra estreia foi para Carlos Sainz. O espanhol da McLaren tem feito uma temporada de enorme qualidade, muitas vezes o “melhor dos restantes”, mas nesta corrida Carlos Sainz arrancou da última posição, mas o seu andamento e apenas uma paragem fizeram-no terminar no pódio, a sua estreia, e primeiro pódio da McLaren desde 2014.

No geral foi uma corrida espetacular que elevou o nível por os pilotos sentirem que já não há pontos do campeonato a serem perdidos, o que os deixou mais livres de lutarem e darem tudo em pista. A F1 só tem mais uma corrida este ano, desta vez em Abu Dhabi.

GRANDE PRÉMIO DO BRASIL

(foto: fia.com)
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Luís PereiraNovembro 9, 20194min0

A temporada de Fórmula 1 de 2019 ainda não terminou e, mesmo assim, já se sabe quem são os vencedores: Lewis Hamilton e a Mercedes — quase sempre os mesmos desde 2014. Ou seja, desde o início da era híbrida que a Mercedes tem dominado completamente os acontecimentos. Mas isso poderá mudar com as alterações ao regulamento da competição a partir de 2021.

A questão é que a Fórmula 1 (F1) é atualmente dominada por uma equipa a um nível que nunca se tinha visto — nem mesmo em outras épocas, como aconteceu com a McLaren no final dos anos 80/início dos 90 ou a Ferrari no início deste milénio.

São já seis temporadas seguidas em que a Mercedes termina como Campeã do Mundo de Construtores e que um piloto da Mercedes se torna também campeão (Hamilton cinco vezes, Rosberg uma vez, em 2016).

E não só se vê um claro domínio de uma equipa, como também se vê que a qualidade das corridas está a diminuir, com poucas ultrapassagens, apesar de medidas como pneus com menos durabilidade ou auxiliares de ultrapassagem (DRS).

O certo é que a F1 gosta de se reinventar e, tal como a atual geração de monolugares que surgiu em 2014, em 2021 irá surgir uma nova versão, com novas regras, pelo que há muito pelo qual podemos ficar expectantes.

Para começar, vai haver uma revolução a nível aerodinâmico que irá fazer com que os carros sejam francamente diferentes. É que depois de, em 2017, se ter tentado que os carros ganhassem um aspeto mais agressivo, 2021 vai levar isso a um novo extremo. Os carros vão ter uma revisão que os fará menos dependentes das asas dianteiras e traseira, e mais dependente do fundo e difusor.

Estas mudanças vão ser criadas não só para tornar os carros mais agradáveis à vista, mas também para ajudar a melhorar o espetáculo. Os novos monolugares serão perfeitos para isso porque vão permitir criar carros aerodinamicamente mais eficazes, com menos criação de turbulência para os carros seguintes — o que vai permitir muitas mais lutas em pista.

Com efeitos de solo e menos dependência nas asas dianteiras, os carros serão apenas 15% menos eficazes, ao contrário dos atuais, que serão pelo menos 50% menos eficazes. Isso vai fazer com que não só haja mais ação em pista, como também vai obrigar os pilotos a terem de elevar o seu nível — e não ficarem dependentes de ultrapassagens fáceis ou apenas com o auxílio do DRS. Com isto pode ser que a vontade de vencer dos pilotos volte a ser o que separa os bons dos melhores.

(foto: formula1.com)

Claro que, para ser o melhor, também é preciso ter o melhor equipamento — o que levava muitas equipas a gastar “rios de dinheiro” para vencer. Em 2021, no entanto, isso não será possível. As novas medidas ditam uma introdução de um orçamento transversal a todas as equipas, limitando assim os gastos que poderão fazer durante a temporada. O segredo será saber onde utilizar os recursos financeiros.

Será a primeira vez que algo desse género será implementado, o que fará deste regulamento a maior mudança de sempre na F1. A ideia é que as equipas fiquem em pé de igualdade, impedindo as mais ricas e com mais recursos de simplesmente gastar mais do que as mais pequenas. Além disso, a ideia também passa por tornar a F1 um desporto menos elitista, atraindo assim novas equipas ao pelotão. Tudo isto sobre o ar atento da FIA.

Também irá ser implementado um modelo com mais peças universais, como protetores das rodas ou a bomba de combustível. Desta forma haverá mais limite de componentes e menos sobrecarga nas equipas, que já não têm de desenhar tantas peças. A FIA também promete que irá prestar ainda mais atenção aos pilotos, equipas e fãs.

Em suma, as ideias parecem ser todas bem pensadas e intencionadas, em prol do espetáculo da F1. Depois de uma era onde o domínio tem sido constante, a F1 parece saber exatamente qual o caminho certo a tomar. 2021 pode bem vir a ser a maior mudança que a F1 já enfrentou, mas uma que bem precisa, e uma pela qual mal se pode esperar.

(foto:formula1.com)
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Luís PereiraNovembro 3, 20192min0

Lewis Hamilton é pela sexta vez Campeão do Mundo de Fórmula 1. Bottas venceu o GP do EUA, mas não foi o suficiente para tirar de Hamilton o título de campeão. Hamilton volta a mostrar que o seu lugar na história está assegurado e apenas Michael Schumacher tem mais títulos do que o britânico.

Lewis Hamilton precisava de assegurar apenas a oitava posição em caso de vitória de Bottas, o que o deixava numa posição confortável. Só que as coisas na qualificação não correram bem, ficando Hamilton na quinta posição da grelha de partida.

Já Bottas fez o que tinha a fazer e garantiu a pole, na frente de Vettel. No arranque, Bottas manteve a posição, arrancando para uma liderança segura. Por sua vez, Hamilton ganhou alguns lugares, chegando-se à frente dos Ferraris, para a terceira posição.

Com o decorrer da corrida dava para entender que Bottas estava a gerir o ritmo, com Verstappen a não se conseguir chegar ao finlandês, mas a manter-se afastado de Hamilton.

Hamilton sabia que a posição era suficiente para o título, mas queria festejar com uma vitória, numa pista onde tanto gosta de vencer. Para tal, a Mercedes decidiu apostar numa estratégia alternativa, com menos uma paragem que os restantes.

Essa estratégia deixou Hamilton a liderar a corrida até Às últimas voltas, mas os pneus mais frescos de Bottas foram o suficiente para conseguir ultrapassar Hamilton, apesar da eximia defesa do britânico.

Ainda assim, foi o suficiente para conseguir manter a segunda posição, e dar mais uma dobradinha à Mercedes, a nona da época. Com isto, Bottas conseguiu vencer o GP dos EUA, estragando um pouco a festa de Hamilton, que mesmo assim tem tudo para festejar.

Hamilton consegue atingir assim o seu sexto título de Campeão, apenas Schumacher tem mais, numa fase em que o britânico admitiu que ainda tem fome de conquista.

A F1 já entregou os títulos este ano, mas ainda tem dois Grandes Prémios pela frente, o próximo daqui a duas semanas, no Brasil.

GRANDE PRÉMIO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

(foto: formula1.com)

PILOTOS COM MAIS CAMPEONATOS DO MUNDO DE F1

(foto: formula1.com)
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Luís PereiraOutubro 28, 20192min0

Lewis Hamilton está cada vez mais perto do título! Hamilton venceu o GP do México, devido a uma excelente performance, mas também a uma estratégia brilhante da Mercedes. Hamilton precisa apenas de ficar em 8º lugar na próxima corrida, nos EUA, para se sagrar Campeão.

Para vencer Hamilton teve de sobreviver aos toques da primeira volta com Max Verstappen, que ainda danificou ligeiramente o Mercedes de Hamilton, e o chegou a atirar para a relva.

No arranque parecia que a corrida encaminhava para um domínio Ferrari, com Leclerc a liderar Vettel. Só que a estratégia vencedora foi, sem dúvida, a da Mercedes. Hamilton foi mandado para bem cedo, colocando pneus duros.

Essa decisão deixou Hamilton apreensivo, mas a Mercedes confiava na estratégia, que se viu a tornar na mais correta. Muito mérito para Hamilton que também fez os seus pneus durarem 48 voltas, com um andamento muito parecido aos pilotos que pararam mais tarde.

Atrás de Hamilton ficou Vettel, que nunca conseguiu perto de Hamilton, nem mesmo parando mais tarde. A completar o pódio, ficou Bottas, que desta forma evitou, por pelo menos mais uma corrida, o título para Hamilton.

Em quarto ficou o homem da pole, Leclerc, que foi prejudicado pela má paragem e estratégia da Ferrari, apesar de ter sido o Ferrari mais rápido do fim de semana.

Alexander Albon foi quinto e o melhor Red Bull, na frente de Max Verstappen, que foi demasiado agressivo nas primeiras voltas e com isso comprometeu a sua corrida.

Grande corrida de Sergio Perez em casa, terminando em sétimo, que já vem sendo hábito, na frente de Daniel Ricciardo, que chegou a sair de pista numa tentativa de passar Pérez.

A Fórmula 1 volta já esta semana para o GP dos EUA, onde se espera que se veja a coroação quase inevitável de Hamilton como Campeão do Mundo pela 6ªa vez.

GRANDE PRÉMIO DO MÉXICO

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO DO MUNDO DE PILOTOS

(foto: formula1.com)
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Gonçalo MeloSetembro 5, 201911min0

Iniciou-se no passado fim de semana a segunda metade da temporada de Fórmula 1 de 2019. Com ela veio também em força a Silly Season, onde os rumores sobre trocas e contratações de pilotos são constantes, sendo que neste desporto, muitas vezes fatores extra ao talento e à qualidade são fundamentais para garantir um lugar na grelha.

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Luís PereiraSetembro 1, 20192min0

Charles Leclerc trouxe para a Ferrari a primeira vitória do ano, no GP da Bélgica. Leclerc teve de aguentar bastante a pressão de Hamilton para conseguir a sua primeira vitória na F1.

O fim de semana até parecia que ia ser de domínio total da Ferrari, com os pilotos da Scuderia a dominar as sessões e também a qualificação, com o Leclerc a levar a vantagem sobre Vettel.

No arranque as coisas não foram muito diferentes, com a exceção de que desta vez houve o Mercedes de Hamilton a meter-se no meio dos Ferrari. Vettel rapidamente utilizou a velocidade de ponta para voltar a passar Hamilton, mas nunca pareceu que Vettel estava genuinamente mais rápido do que os Mercedes.

Hamilton cada vez mais se tentava aproximando de Vettel, o que levou a Ferrari a reagir a fazer uma troca de pneus para Vettel. Com esta mudança, Vettel surge atrás dos da frente, mas Leclerc, Hamilton e Bottas estenderam ainda mais os seus pneus macios, para parar mais tarde.

Esta decisao viria a ser a mais acertada, porque quando os restantes pararam, tinham bastante mais andamento do que Vettel. Rapidamente Leclerc apanhou e passou Vettel, ficando o alemão também à merce de Hamilton.

Hamilton não demorou muito a apanhar Vettel, mas o alemão vendeu bem cara a sua posição, tempo esse que fez com que Leclerc se distanciasse na liderança.

O tempo perdido atrás de Vettel foi suficiente para Hamilton apenas conseguir apanhar Leclerc, mas já tarde para o ultrapassar.

No último lugar do pódio e sem nunca ter estado a lutar pela liderança, ficou Bottas, que vê Hamilton ficar cada vez mais distante na liderança do campeonato.

Vettel teve de se contentar com a quarta posição e com a sensação de dever cumprido, pois sem o seu trabalho de equipa talvez a vitória não teria sido da Ferrari.

Com esta vitória finalmente a Ferrari consegue vencer em 2019 e a tão aguardada vitória de Leclerc chega por fim. Tal como Schumacher tinha feito em 1992, Leclerc vence pela primeira vez na Bélgica, será pronuncio para uma grande carreira na Ferrari?

GRANDE PRÉMIO DA BÉLGICA

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO DO MUNDO DE PILOTOS

(foto: formula1.com)
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Luís PereiraAgosto 5, 20192min0

Mais uma grande corrida na F1, desta vez com a vitória a sorrir a Lewis Hamilton. Hamilton venceu pela 7ªa vez o GP da Hungria e vai para as férias de verão com uma confortável vantagem pontual na liderança do Campeonato.

A corrida teve bastantes trocas de posição em pista, mas o foque foi na frente, no duelo entre Verstappen e Hamiton. Verstappen começou o fim de semana a fazer uma brilhante volta de qualificação, que lhe deu a sua primeira pole da carreira e a primeira da Honda desde 2006.

No arranque Verstappen manteve a posição, com Hamilton em perseguição. Hamilton mantinha-se bem perto de Verstappen e depois das primeiras paragens Hamilton parecia bem mais confortável e rápido do que Verstappen.

Apesar das várias tentativas, Verstappen mantinha a posição, defendendo-se bem. Foi nessa altura que a Mercedes teve a jogada de mestre e mandar Hamilton parar mais uma vez e montar pneus novos.

Com 15 voltas para o final, mas a cerca de 18 segundos do piloto da Red Bull, parecia uma gigante tarefa para Hamilton. Mas foi aí que o britânico puxou dos galões, fez 10 voltas que pareciam de qualificação e apanhou Verstappen.

A diferença de andamento era tanta que Hamilton facilmente passou Verstappen, que por esta fase já tinha os seus pneus “mortos” e pedia para parar para montar borracha nova.

Desta vez Verstappen teve de se contentar com a 2ª posição, mas parece cada vez mais óbvio que nesta fase Verstappen é o principal rival de Hamilton na luta para o título.

Em 3º e 4º lugares ficaram os Ferrari, com Vettel a bater Leclerc ao lugar no pódio. A Ferrari simplesmente não teve andamento para mais e parece precisar de bastante reflexão.

Pela segunda corrida consecutiva o melhor dos restantes voltou a ser Carlos Sainz e a McLaren. Resultado que deixa a McLaren cada vez mais perto de voltar ao pódio.

A F1 vai agora para a pausa de verão, voltando no final de agosto, para mais uma pista onde clássicos acontecem, em Spa, na Bélgica.

GRANDE PRÉMIO DA HUNGRIA

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO DO MUNDO DE PILOTOS

(foto: formula1.com)
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Luís PereiraJulho 29, 20193min0

Corrida de loucos nas Alemanha teve como vencedor Max Verstappen, em mais uma vitória para a Red Bull e um grande resultado para a Honda.

As corridas de F1 dominadas pela chuva são conhecidas pela imprevisibilidade e pela emoção até ao final e este GP da Alemanha não quis ficar atrás do GP do ano passado e produziu uma corrida de enorme qualidade.

Em corridas de chuva quem costuma vencer é quem comete menos erros e nem sempre o mais rápido. Nesta corrida Verstappen não se destacou pela sua velocidade, mas sim pela consistência. Verstappen cometeu menos erros do que os adversários e por isso venceu.

Verstappen foi capaz de se adaptar às condições adversas e ler a melhor altura de parar para trocar de pneus. A cabeça fria que demonstrou é o exemplo de que Verstappen tem de assumir mais vezes esta postura para vencer mais regularmente.

Em 2º lugar ficou um fabuloso Vettel, que arrancou da 20ª posição, mas chegou ao 2º lugar do pódio, numa gigante recuperação, ainda mais em condições adversas. Foi desta forma que Vettel fez as pazes com Hockenheim, depois do que aconteceu no ano passado.

Em 3º lugar ficou o Kvyat com o Toro Rosso, completando assim o resultado fantástico da Honda. É a primeira vez desde 1988 que a Honda tem dois carros diferentes usando os seus motores no pódio.

É bom ver que a Honda está com boa performance e que já não é um problema competir com os motores nipónicos, especialmente depois dos anos negros que foram o regresso à competição. É bom para a F1.

Uma corrida de F1 sem Mercedes no pódio? Parece estranho, mas é verdade. Hamilton até foi durante grande parte da corrida o mais rápido em pista, mas o atraso para mudar de pneus fez com que a alteração fosse feita na pior fase, o que fez com que Hamilton se despistasse e perdeu a asa dianteira, perdendo qualquer hipótese de vitória.

Hamilton costuma brilhar na chuva, mas os erros cometidos por Hamilton, erros esses que não são comuns atualmente, ditaram um mau resultado para o inglês.

Foi um dia mau para a Mercedes no geral, que também viram Bottas a despistar-se e bater nas barreiras enquanto lutava pelo 2º lugar, algo a rever pelo finlandês.

Em resumo foi uma grande corrida, com muitos erros, mas muita emoção. Sempre que os céus decidem benzer uma corrida a emoção aparece e é isso que os fãs gostam.

GP DA ALEMANHA

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO DO MUNDO DE PILOTOS

(foto: formula1.com)

 

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Luís PereiraJulho 14, 20192min0

Lewis Hamilton venceu o GP da Grã-Bretanha, tornando-se assim o recordista de vitórias em solo inglês, com 6 vitórias.

Numa corrida onde os Mercedes estiveram num plano de performance à parte, foi Bottas que arrancou da pole, à frente de Hamilton.

Hamilton arrancou bem da 2ª posição e não parecia estar nada disposto a querer ficar-se por lá. O britânico lutava e tentava ultrapassar Bottas, que mostrava que não estava disposto a deixar o seu colega de equipa levar a melhor.

Depois de alguma luta em pista, Bottas parecia ter levado a melhor e mantinha a posição. Como se mantinha em 1º lugar, Bottas foi o primeiro dos Mercedes a fazer a paragem para a mudança de pneus, deixando Hamilton na frente, mas com a paragem por fazer.

A sorte decidiu sorrir ao inglês, já que Giovinazzi teve um pião, perdeu o controlo do carro e fez sair o safety car. Era o melhor que podia acontecer a Hamilton, que teve uma “paragem grátis”, mudando de pneus, mas sem perder a posição.

A partir daí Hamilton dominou a seu belo prazer, com Bottas a ter de se resignar com o 2º lugar.

Atrás dos Mercedes a ação não parava, principalmente entre os Ferrari e os Red Bull. A principal luta era pelo 3º lugar, com Verstappen e Leclerc a querer recriar a luta do último GP, mas o safety car prejudicou Leclerc, que ficava atrás de Vettel e Verstappen.

Desta forma a luta era agora entre Verstappen e Vettel, com Verstappen a levar a melhor até que Vettel calculou mal e bateu na traseira do Red Bull, atirando assim Verstappen para fora do pódio e deixando Vettel fora dos pontos.

Com isso foi Leclerc a chegar ao pódio, no 3º lugar, à frente de Gasly, finalmente uma boa corrida para o piloto da Red Bull, com o sobrevivente Verstappen a ficar em 5º.

O melhor dos restantes voltou a ser um piloto da McLaren, Carlos Sainz, que teve uma grande corrida, recuperando de uma má qualificação. O resultado poderia ser ainda melhor para a McLaren, não fosse o mau timing do safety car tirar Norris dos pontos, ele que corrida na 7ª posição.

Com esta corrida Hamilton fica agora com 39 pontos de vantagem em relação a Bottas e atinge a marca das 80 vitórias na F1. O recorde de Schumacher parece cada vez menos uma miragem…

GRANDE PRÉMIO DA GRÃ-BRETANHA

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO MUNDIAL DE PILOTOS

(foto: formula1.com)

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