Arquivo de Fórmula 1 - Fair Play

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Luís PereiraJunho 29, 20202min0

A Fórmula 1 está prestes a voltar, com a primeira corrida a ser no próximo 5 de julho, na Áustria. Mas o que se pode esperar deste regresso da F1 em tempos tão conturbados?

A primeira preocupação vai ser ver como o COVID-19 irá afetar o regresso da competição. O primeiro efeito que se irá notar será da falta de adeptos nas bancadas. Serão corridas com um ambiente diferente, mais parecido ao que os pilotos costumam sentir quando estão em testes.

Outro aspeto a ter em conta, serão os casos positivos que poderão vir a aparecer. Espera-se que não seja o caso, mas caso aconteçam, poderá colocar muitas equipas em risco, risco de ter muito staff em isolamento.

Com um calendário mais curto do que esperado, e ainda sem se saber a sua real dimensão, será interessante saber de que forma o campeonato será disputado. Quando o campeonato é mais curto os erros pagam-se mais caros, já que não existe tanta hipótese de recuperação. Será por isso importante os pilotos conseguirem aproveitar ao máximo todos os pontos que conseguirem.

Não serão apenas os pilotos com pouca margem para erros! Menos tempo de competição e num ano significativamente difícil, as equipas não têm tantas soluções para fazer evoluir os seus monolugares como em anos anteriores. Será então decisivo que os melhoramentos que as equipas fabricam sejam realmente eficazes em pistas.

Além disso as equipas ainda vão lançar-se para uma competição que não se sabe exatamente quando irá terminar. Deixando a equipas a adivinhar quantos componentes vão poder utilizar, quando será a altura certa de fazer alterações, ou quais as melhorias que serão permitidas.

Apesar disto, de certa forma prevê-se que possa vir a ser uma temporada estranha, mas excitante.

Com mais incógnitas haverá, seguramente, mais surpresas. Os pilotos também eles devem sentir-se ansiosos, já que nunca ficaram tanto tempo sem competir. Também se espera que as equipas corram mais próximas umas das outras, já que não haverá tanto espaço de manobra para as equipas mais ricas desenvolverem tanto os seus monolugares.

Até no próprio seio da F1 não se terão certezas de como todo este retorno à competição irá decorrer, o que deixa uma excitação no ar, mas também um receio, porque o perigo de uma segunda vaga do vírus é real, o que iria deitar esta temporada por terra.

Uma coisa é certa, a F1 vai voltar! Falta saber é até quando e esperar que tudo corra bem.

 

 

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Luís PereiraMaio 10, 20202min0

A verdade é que ainda não se tem a certeza. Com tantos desafios que o mundo enfrenta devido ao COVID-19, também a Fórmula 1 não consegue ter certezas sobre o ano de 2020. Na verdade, o desporto enfrenta enormes desafios.

Com todas as alterações que a F1 teve de fazer, a de maior destaque foi alteração do calendário para 2020. Esta alteração significaria que a Fórmula 1 teria um planeamento que ajudaria as equipas a viajar menos entre diferentes partes do mundo, mitigando assim a possibilidade de possíveis contágios.

Para tal a ideia era fazer corridas por regiões, começando a F1 na Europa, com p GP da Áustria, a 5 de julho. A ideia de começar na Áustria deve-se à logística em volta do circuito, que tem um aeroporto perto e não fica perto de nenhuma metrópole.

De seguida a F1 iria continuar pela Europa, com corridas em Inglaterra, Hungria, Bélgica, Itália e Bélgica. Mas nem tudo é simples. Os organizadores dos GP da Áustria, Inglaterra e Hungria já se fizeram pronunciar que se esses planos forem em frente que não haverá espectadores nas bancadas.

Se é para se realizar corridas sem pessoas nas bancadas, começa-se a pisar a “grey area”, começa a ser importante questionar qual o objetivo de realizar tais eventos.

Outro entrave que pode existir é o atual estado da pandemia no Reino Unido. O governo britânico anunciou que pondera impor um período obrigatório de quarentena de 14 dias para todos os viajantes que cheguem aos seus portos e aeroportos a partir do final de maio.

Se esta medida se confirmar, isto vem criar problemas imensos à F1, já que a grande maioria das equipas são oriundas de Inglaterra. Isto não implicaria diretamente a corrida na Áustria, mas implicaria toda a logística das equipas, uma vez que no regresso às fábricas todos os membros de equipas teriam de ficar em quarentena.

Essa medida também colocaria em causa a própria realização do GP da Grã-Bretanha.

Apesar de todos os planos que se façam e todas as medidas de contingência que se tentem aplicar, começa a existir cada vez mais a possibilidade de não existir época de 2020 de F1. Os prejuízos são enormes (já vão em 200 milhões), e o CEO da Fórmula 1, Chase Carey admite que apesar de ser fortemente improvável, pode acontecer não haver qualquer corrida de F1 em 2020.

Vamos ter de aguardar por mais novidades para saber se teremos, ou não, Fórmula 1 ainda este ano.

(Foto: formula1.com)
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Luís PereiraJaneiro 26, 20203min0

Lewis Hamilton é um vencedor na Mercedes. Na equipa germânica venceu cinco campeonatos, 63 corridas, e ainda tem uma época, 2020, onde poderá acrescentar ao seu sucesso. Aliás, se a época de 2020 for minimamente parecida ao que as anteriores têm sido para o britânico, Hamilton irá se tornar o piloto com mais vitórias de sempre e igualar Schumacher com mais títulos de Campeão do Mundo de F1.

Então a questão é, quem iria querer sair de uma equipa que tudo vence?

A resposta é muito difícil. Hamilton tem contrato com a Mercedes apenas até ao final de 2020. Toda a gente no paddock teria o sonho de contratar Hamilton, só que parece que um dos rumores mais fortes é que a Ferrari estaria bastante interessada no inglês.

Para muitos, o contexto seria o ideal. Atualmente a Ferrari é quem mais perto se chega à Mercedes a nível competitivo. A nivel de potência de unidade motriz está mesmo na frente, com a Mercedes a perder em velocidade de ponta. Além disso, 2020 será o último ano com o atual estilo de monolugares, com uma grande mudança a surgir em 2021.

Se o ano de 2020 correr como Hamilton mais gostaria, isso quererá dizer que Hamilton terminará o ano como o piloto com mais vitórias e igual número de títulos de Schumacher, o que pode levar a crer que Hamilton teria gosto em abraçar um novo desafio.

O desafio seria o de vencer pela Ferrari. A Ferrari anda numa onda negativa, onde não consegue obter resultados. As vitórias e as performances até aparecem, mas o nível e a consistência não estão lá, algo em que Hamilton é exímio. Hamilton poderia encarar o desafio de fazer a Ferrari voltar aos títulos que fogem desde 2008, na equipa com mais nome da F1.

Lewis Hamilton, Campeão do Mundo pela McLaren em 2008 (foto: motosport.com)

Mas será que Hamilton deseja isso?

Hamilton nasceu num meio atípico da F1. Apesar de qualquer piloto ambicionar, de uma forma ou outra, conduzir na Ferrari, Hamilton foi diferente. Hamilton sonhava ser como Ayrton Senna, sonhava conduzir um McLaren até às vitórias. Só que o talento de Hamilton foi tão precoce que Hamilton começou a correr e vencer na F1 logo pela porta dos seus sonhos, pela McLaren, conseguindo ser Campeão na sua segunda época, em 2008.

Isso numa altura em que a McLaren era a equipa oficial da Mercedes. Por isso Hamilton teve, e ainda tem, duas equipas que sempre serão, pelas suas palavras, “a sua casa”. Logo é com muita dificuldade que se consegue adivinhar o que irá na cabeça de Hamilton, talvez nem o próprio saiba, que deságio será o melhor após 2020.

Uma coisa é certa, em 2021 vamos ter regras novas, que irão mudar a ordem de competitividade. Historicamente tanto Mercedes como Ferrari são sempre fortes, mas isso também se pode dizer da Red Bull e da McLaren. A Ferrari também neste momento uma dupla de pilotos bem forte, com um tetracampeão do mundo em Sebastian Vettel, e um futuro campeão em Charles Leclerc. Por isso talvez fosse melhor ideia a Ferrari, e as equipas em geral, concentrarem-se nas regras novas que aí vêm e não só no mercado de pilotos.


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