Arquivo de Andrey Rublev - Fair Play

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André Dias PereiraNovembro 23, 20214min0

Alexander Zverev conquistou, pela segunda vez, o Masters Final. Em uma final contra Medvedev, o alemão venceu por duplo 6-4. O título premeia uma temporada em cheio de Zverev. Aos 24 anos, o alemão é um nome grande do circuito, já há muito tempo entre top-10, mas que ainda não conseguiu ganhar um Major.

Mas se os Grand Slam são o seu calcanhar de Aquiles, o mesmo não se pode dizer de Masters. E em 2021 ninguém ganhou mais do que o alemão. São ao todo 59 vitórias que culminaram em 6 títulos: Acapulco, Madrid, Viena, Cincinatti, Jogos Olimpícos Tóquio e ATP Finals. Na carreira são já 19 troféus.

Em Turim, onde se jogou o ATP Finals, Zverev conseguiu vencer na final aquele que tem sido o seu algoz no circuito. Medvedev tinha vencido os últimos cinco confrontos entre os dois. Incluindo na fase de grupos deste ATP Finals. Também por isso, reconheceu o alemão, fez um dos seus melhores jogos do ano.

Zverev  começou por vencer Hurkackz (6-4 e 6-2) e o Berretini, que desistiu por lesão. A única derrota foi precisamente para Medeved (3-6. 7-6, 6-7). Os dois avançaram para as meias finais onde encontraram Djokovic e Casper Ruud.

Ruud confirma bom momento

O norueguês voltou a mostrar que atravessa um bom momento. Na primeira vez que jogou o ATP Finals, Ruud levou a melhor sobre o repescado Cameron Norrie (1-6, 6-3 e 6-4) e Hurkacz (6-2 e 6-2). A única derrota na fase de grupos foi diante Djokovic, que ganhou os três jogos.

Casper Ruud, número 8 do mundo, ganhou 5 torneios em 2021. É já o melhor tenista norueguês de sempre e o primeiro do seu país a jogar a competição. Pela consistência demonstrada e até pela idade, 22 anos, o mais provável é que no futuro possamos continuar a vê-lo neste torneio. Este ano, o sonho terminou nas meias-finais, diante Medvedev (6-4 e 6-2).

Quem também caiu nas meias finais foi Djokovic. Zverev repetiu o triunfo das meias finais em Tóquio, desta vez por 7-6, 4-6 e 6-3. Foi a quarta vez, em 11 jogos, que o alemão ganhou do sérvio. Apesar do desaire, este foi um grande ano para Nolan com triunfos em três dos quatro Grand Slam do calendário, igualando Federer e Nadal com 20 Majors.

Menos felizes estiveram Stefanos Tsitsipas e Matteo Berretini. O grego desistiu da prova devido a uma lesão no ombro direito. Jogou apenas um jogo, perdendo para Rublev por duplo 6-4. Para o seu lugar entrou Cameron Norrie, que acabou por perder os dois jogos feitos. O italiano também foi afastado na partida com Zverev. Foi substituído por Jannik Sinner. O também italiano ganhou de Hurkackz (duplo 6-2) mas perdeu para Medvedev.

Os registos de Zverev

“Não há melhor forma de terminar a temporada, por isso estou pronto para as férias”, disse Zverev. Com 59 vitórias é o jogador que mais ganhou em 2021. Mas os registos do alemão vão muito além disso. Ele é o décimo jogador da história a ganhar o torneio por mais de uma vez. Os outros são Federer (6), Djokovic, Sampras e Lendl (5), Nastase (4), McEnroe (3), Borg, Hewitt e Zverev (2).

Zverev é também o quarto jogador da história ganhar do número 1 e número 2 do mundo nas meias finais e final do torneio. A última vez que isso aconteceu foi em 1990.

O alemão olha agora para 2021 com forças renovadas. O próximo passo será a conquista de um Grand Slam. E esse tem sido o “Nemesis”. Mas até pelo declínio do Big-3, sobretudo Nadal e Federer, é bem possível que possamos começar a ver Zverev mais vezes em finais. Mesmo tendo a concorrência de Medvedev, Tsitsipas ou Rublev.

Para do processo passará também pela sua força mental. E o alemão tem investido muito nisso nos últimos anos. Agora, porém, seguem-se férias…

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André Dias PereiraJulho 14, 20215min0

A edição de 2021 do torneio de Wimbledon chegou ao fim. Aqui elencamos os destaques e as desilusões de um torneio que consagrou Djokovic, fez ressurgir Shapovalov e teve um surpreendente Hubert Hurkacz.

Esta foi, aliás, uma edição que começa a traduzir alguns ventos de mudança no circuito. O vencedor ainda foi o incontestado Novak Djokovic. Na final com Berrettini, Nolan levou a melhor por 7-6,6-4, 6-4 e 6-3. No mais, em 62 dos últimos 65 Majors pelo menos um tenista do Big-3 chegou à final. Contudo, o sérvio foi o único desse restrito grupo a jogar as meias-finais.

É verdade que Nadal ficou fora do torneio por opção. Para preservar a sua condição física, o espanhol também não jogará os Jogos Olímpicos. Mas o campeoníssimo Roger Federer caiu nos quartos de final perante a sensação Hubert Hurkacz. O suíço perdeu por 6-3, 7-6 e 6-0. Esta foi a primeira vez que Federer ficou a zero em um set, em 119 jogos em Wimbledon. Djokovic, Nadal e Federer somam agora 20 Grand Slam cada. Mas começa a ser difícil imaginar que Federer, 40 anos, possa voltar a erguer um novo Major. Por enquanto, tal como o espanhol, estará fora das olímpiadas, mas neste caso por lesão.

Novak Djokovic

O campeão. O tenista sérvio venceu Matteo Berritini (6-7, 6-4, 6-4 e 6-3) e soma agora 20 Majors, seis dos quais em Wimbledon. Djokovic chegou à final tendo apenas cedido um set. Foi na ronda inaugural diante Jack Draper (4-6, 6-1, 6-2 e 6-2). Depois, porém, levou a melhor de forma imaculada sobre Denis Kudla, Cristian Garin, Marton Fucsovic e Denis Shapovalov. Tudo leva a crer que o sérvio se torne o maior campeão de Majors, superando Nadal e Federer. Atualmente já o tenista com maior semanas de número 1 mundial e maior campeão de Masters 1000.

Matteo Berrettini

O italiano é o grande nome do ténis italiano da atualidade. Vencedor de 5 títulos ATP, Berretini, 25 anos, conseguiu, talvez, o seu maior feito na carreira alcançando pela primeira vez a final de um Grand Slam. No final do jogo, foi o próprio quem reconheceu o momento histórico que viveu só de chegar até ali. Atualmente na nona posição do ranking, Berretti, todavia, um nome em crescendo no circuito que já provou poder incomodar qualquer um. Em Wimbledon, diga-se, deixou para trás nomes como Guido Pella, Botic Van de Zandschulp, Aljaz Bedene, Ilya Ivashka, Felix Augur-Aliasime e Hurbert Hurkacz. É inequívoco, todavia que 2021 está a ser o melhor de sua carreira. Para além de ganhar os torneios de Londres e Belgrado, foi também finalista vencido em Madrid e agora Wimbledon.

Hubert Hurkacz

Que torneio. Que ano. O polaco, 24 anos, já ganhou 3 torneios na carreira, dois deles este ano: Miami e Delray Beach. Os mais atentos já sabiam ao que vinha, sobretudo depois de uma conquista de um Masters 1000. E a verdade, todavia, é que Hurkacz não desapontou chegando às meias-finais, deixando para trás nada menos do que Daniil Medvedev e Roger Federer. Acabou por cair na meia-final perante Berrettini (6-3, 6-0, 6-7 e 6-4).  Ainda assim, mostrou um jogo bastante versátil e solidez defensiva, o que aliado a um bom momento de forma, o tornou num dos nomes grandes deste torneio e que vale a pena acompanhar no futuro. Para já subiu a número 11 do ranking ATP.

Denis Shapovalov

Com uma carreira de altos e baixos, o canadiano mostrou em Wimbledon que ainda pode aspirar a grandes feitos. É um dos mais talentosos jogadores do circuito mas, ainda assim, ganhou apenas um torneio na carreira. Aconteceu em Estocolmo, em 2019. Em Wimbledon chegou às meias-finais, perdendo para Djokovic (7-6, 7-5, 7-5). Mas o canadiano pode levar boas ilações do torneio dos Cavalheiros. “Agora sei a que nível posso jogar”, reconheceu Shapovalov, depois de deixar para trás Kohlschereiber, Andujar, Murray, Bautista Agut e Khachanov.

Daniil Medvedev

O russo era apontado como um dos candidatos ao título, porque é o número 2 mundial e também porque já mostrou capacidade para ser competitivo em todos os pisos, tendo no bolso, entre outros, o título de Australian Open (2021) e o Masters Final (2020), para além de ter sido finalista vencido no US Open (2020). A verdade, porém, é que o russo não passou dos oitavos de final, caindo perante Hubert Hurkacz (2-6, 7-6, 3-6, 6-3 e 6-3). Com esta derrota, Djokovic garantiu, logo ali, a continuidade como número 1 do mundo após Wimbledon.

Alexander Zverev

Ainda não foi desta. Tal como Shapovalov, a carreira de Zverev tem sido de altos e baixos. E apesar de mais vencedora – 15 títulos, dois dos quais este ano (Madrid e Acapulco) – a verdade, porém, é que continua aquém do seu talento e projeção. Outra vez, o alemão não passou dos oitavos de final, perdendo para o talentoso Felix-Auger Alissime (6-4, 7-6, 3-6, 3-6 e 7-4). Os seus principais resultados em Grand Slam continuam a ser as meias-finais do Australian Open (2020) e Roland Garros (2021).

Andrey Rublev

O número 7 do mundo foi uma sombra em Wimbledon. Tal como o seu compatriota Medvedev ou o alemão Zverev, Rublev também não chegou, sequer, aos quartos de final. Foi afastado por Marton Fucsovic (6-3, 4-6, 4-6, 6-0 e 6-3). Depois de um ano de 2020 com 5 títulos, o russo atravessa uma fase menos boa. Para já, este ano ganhou o torneio de Roterdão. Aos 23 anos, porém, tem tudo para continuar a evoluir e a médio prazo entrar, quem sabe, num top-5.

O campeão Djokovic

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André Dias PereiraMarço 23, 20212min0

Desde 2016 não há que Alexander Zverev não conquiste pelo menos um título. É certo que o alemão busca ainda o primeiro Major, mas a verdade é que já vai com 14 troféus. O mais recente foi conquistado este domingo, no México. Em Acapulco, Zverev levou a melhor diante Tsitsipas (6-4 e 7-6) e venceu o seu primeiro título de 2021.

Integrado como ATP 500 o torneio de Acapulco reuniu, para além dos finalistas, entre outros, Casper Rud, Grigor Dimitrov, Milos Raonic, John Isner ou Cameron Norrie.

As grandes sensações foram, contudo, Lorenzo Musetti e Dominik Koepfer, que atingiram as meias-finais. O italiano caiu para Tsitsipas (6-1 e 6-3). Aos 19 anos de idades, nunca chegou a qualquer final. No México deixou boas indicações para o futuro. Para trás deixou o português Frederico Silva (6-4. 6-2), mas também os favoritos Diego Schwartzman (6-3, 2-6 e 6-4), Frances Tiafou (2-6,6-3 e 7-6) e Grigor Dimitrov (6-4 e 7-6).

Por seu lado, Koepfer, eliminado por Zverev (6-4 e 7-6) também procura ainda o primeiro título ATP. Aqui, também deixou para trás alguns favoritos, entre eles Raonic e Norrie.

Apontado com um futuro número 1 mundial, Alexander Zverev tem-se revelado irregular. E, nos momentos chave dos principais torneios, sente dificuldade em dar o passo seguinte na carreira. Apesar dos 23 anos, há já algum tempo que se mantém ao mais alto nível. O triunfo no México mostra que o alemão está outra vez em boa forma e aponta a um título Major já em 2021. O ano passado andou perto de o conseguir, Nos EUA jogou pela primeira vez na sua carreira uma final de Major. Vencer um torneio dessa magnitude parece ser uma questão de tempo.

Alemão ultrapassa Federer

Por enquanto, disse, vencer no México era um objetivo devido à relação com o país. O alemão está em sétimo lugar no ranking ATP e prepara-se para ultrapassar Roger Federer. Zverev tem 6070 pontos e o suílo 6375. Só que Federer vai abdicar dos 500 pontos do título de ATP Miami, que se joga esta semana. Com isso poderá até ser ultrapassado por Andrey Rublev.

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André Dias PereiraMarço 9, 20212min0

Andrey Rublev é, sem dúvida, um dos mais talentosos tenistas do circuito. Com apenas 23 anos soma 8 títulos ATP, tendo jogado o ATP Finals em 2020. Este domingo, o russo venceu em Roterdão, o seu quarto título ATP 500 consecutivo. A edição deste ano contava com nomes sonantes como Tsitsipas, Coric, Nishikori, Zverev, Medvedev, Chardy, Norrie ou Minaur.

Rublev acabou por levar a melhor diante um surpreendente Marton Fucsovics. O húngaro, 46 do ranking, tem como principal registo o título de Geneve, em 2018. Apesar de um jogo equilibrado, que o russo venceu por 7-6 e 6-4, passou a ideia de que Rublev teve sempre o controlo. Ao longo da semana, Rublev perdeu apenas um set. Aconteceu nos quartos de final contra Jeremy Chardy: 7-6, 6-7 e 6-4.

Rublev segue imparável com 20 vitórias consecutivas em torneios da categoria 500. Ao longo da semana, com maior ou menor dificuldade foi ultrapassando adversários valorosos. Entre eles, Andy Murrray (7-5 e 6-2) e Stefanos Tsitsipas (6-3 e 7-6), nas meias-finais.

Fucsovic, a sensação

Já Fucsovic escreveu um conto de fadas. Arrancou na primeira qualificação vencendo Artur Rinderknech (6-2 e 6-4), seguindo-se outro francês, Pierre Herbert (6-4 e 6-3), Reilly Opelka (7-6, 6-7 e 7-6). Eliminou ainda Alessandro Fokina (6-3 e 6-2), Tommy Paul (6-4 e 6-3) e Borna Coric (6-4 e 6-1).o

Esta foi, de resto, uma edição com algumas surpresas. Daniil Medvedev caiu ainda numa fase inicial contra o sérvio Dusan Lajovic (7-6 e 6-4). O russo é o número 2 do mundo e se tornou o primeiro não pertencente ao Big-4 (Federer, Nadal, Djokovic e Murray) a consegui-lo nos últimos 16 anos. Quem também caiu nos 32 avos de final foi Alexander Zverev. O alemão foi eliminado por Alexander Bublik. O cazaque, 44 do ranking, está a fazer uma boa temporada. Apesar de nunca ter vencido qualquer título, Bublik 23 anos, já atingiu este ano duas finais: Singapura e Antaliya.

Ainda longe do seu melhor tempo, Kei Nishikori foi afastado nos quartos de final por Borna Coric. O japonês, porém, disputou um bom jogo com Alex de Minaur (6-3, 2-6 e 7-5). Desde Brisbane, em 2019, que o nipónico não vence um torneio ATP.

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André Dias PereiraFevereiro 22, 20213min0

O sérvio voltou a fazê-lo. Nunca se deve duvidar de Novak Djokovic em Melbourne. Não por acaso é o recordista de títulos do Australian Open: são agora nove. Mesmo não estando na melhor forma será sempre um candidato ao título.

Nas últimas duas semanas o sérvio não foi dominador tão como habitualmente. Esteve quase afastado, mas chegando à final mostrou ao que veio. E nem a consistência de Daniil Medveded serviu ao russo. Em três sets Djokovic venceu por 7-5, 6-2 e 6-2.

Djokovic chegou a Melbourne com um ponto de interrogação. Depois dos altos e baixos do final de 2020, e dos problemas extra court, importava saber em que momento estava o sérvio. E a verdade é que o número um mundial fez uma prova em crescendo. Começou por vencer Jeremy Chardy (6-3, 6-2 e 6-1), mas depois sentiu dificuldades contra Taylor Fritz. Numa batalha de 5 sets, com Djoko a sentir dores. Perdeu vantagem no terceiro set, chegando mesmo a ter um pé fora da competição, mas venceu por 7-6, 6-4, 3-6, 4-6 e 6-2. Depois, contra Milos Raonic, mais sofrimento: 7-6, 6-4, 3-6, 4-6 e 6-2.

Aos trancos e barrancos mas foi avançando até estabilizar. Contra Alexander Zverev venceu por 6-4. 7-6 e 6-3. Ainda não foi desta que o alemão, 23 anos, venceu um Major. Um dos mais promissores jogadores do circuito, o número 7 mundial voltou a desperdiçar pontos importantes. E de nada valeu “ter encostado Djokovic às cordas”, como considerou o seu irmão, Mischa Zverev.

Nas meias finais, Djokovic venceu o outsider da competição. Aslan Karatsev viveu um conto de fadas em Melbourne. O russo, 27 anos, 42 do ranking ATP, atingiu as meias-finais de um Major pela primeira vez. Um grande registo para quem nunca chegou, sequer, a qualquer final de torneios ATP. Mas o sérvio não facilitou e ganhou por 6-3, 6-4 e 6-2.

Medvedev, ainda não foi desta

Se havia alguns pontos de interrogação no início sobre Djokovic, o mesmo não se pode dizer de Medvedev. O russo fez um grande 2020, vencendo o ATP Finals e chegando à final do US Open. Ao chegar a mais uma final, sobe agora à tereira posição do ranking. Aliás, há 20 jogos que Medvedev não perdia. Para trás, deixou adversários como Popisil, Roberto Baena, Filip Krajinovic, Mckenzie Macdonald, Rublev e Tsitsipas.

Ainda não foi, porém, desta que Medvedev conquistou um Major, mas parece uma questão de tempo até isso acontecer. O russo é hoje o valor mais fiável da nova geração e uma ameaça real ao domínio de Djokovic. Aliás, o Australian Open voltou a confirmar a qualidade de Rublev e de Tsitsipas. O grego, no mais, afastou Rafael Nadal, por 6-3, 6-4 e 6-2.

Com a queda de Nadal, a ATP confirmou que Djokovic vai chegar às 311 semanas como líder do ranking, superando as 310 de Roger Federer. Este foi, de resto, o Major número 18 do sérvio, que está apenas a dois dos recordes do suíço e de Nadal.

 

 

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André Dias PereiraNovembro 24, 20203min0

Não foi exatamente uma surpresa, mas, concordamos, também não era o esperado. O título do ATP Finals de Daniil Medvedev confirma o que nos últimos anos tem vindo a pronunciar-se. O melhor tenista da (ótima) geração russa, com capacidade de ser top-3 e estar na primeira linha para suceder ao Big-3.

Aos 24 anos, Medvedev vive o melhor momento de sua carreira. Venceu pela primeira vez o ATP Finals, depois de ter ganho o ATP Paris. É número 4 do mundo e está apenas a 655 pontos de Dominic Thiem, terceiro classificado de uma lista liderada por Novak Djokovic.

O austríaco, aliás, foi o tenista vencido na final de domingo: 4-6, 7-6 e 6-4. Thiem volta a perder uma final depois de ter caído em 2019 para Stefanos Tsitsipas. E, diga-se, até começou bem. No primeiro set, conseguiu quebrar um serviço ao russo e controlar a vantagem para vencer por 6-4. Só que a frieza, precisão e força mental de Medvedev fizeram a diferença nos sets seguintes. Aliás, o russo está a tornar-se conhecido por não festejar as suas vitórias. Após o triunfo, limitou-se a cumprimentar o rival. A explicação deve-se a problemas com o público durante o US Open de 2019. À época teve problemas logo no seu primeiro encontro, tendo sido vaiado por mau comportamento. O russo chegaria até à final, onde perdeu para Nadal, naquele que era, até aqui, o seu melhor resultado. Ainda assim, diga-se, acumula já 9 títulos ATP desde 2018.

Thiem termina como número 3

O percurso de Medveved em Londres foi imaculado, vencendo todos os jogos. No mais, o russo tornou-se apenas o quarto jogador nos últimos 30 anos a derrotar os três primeiros do ranking mundial, na mesma semana. Em um ATP Finals foi, no mais, a primeira vez que aconteceu. “É incrível vencer o top 3 aqui. São os melhores jogadores do mundo. Isso significa muito e mostra do que sou capaz quando estou a jogar bem”, disse o russo.

Incluído em um grupo com Djokovic, Zverev e Schwartzman, o russo não apenas ganhou todos os jogos como não cedeu qualquer set. Nas meias-finais, deixou para trás Rafael Nadal. O espanhol continua em busca do seu primeiro ATP Finals, o grande título que lhe falta. E, tal como Thiem, ganhou o primeiro set, só que Medvedev buscou a reviravolta: 3-6, 7-6, 6-3.

Thiem também confirmou o bom momento que atravessa, repetindo a final de 2019. Num grupo com Nadal, Rublev e Tsitsipas, o austríaco proporcionou, talvez, o melhor jogo do torneio e um dos melhores do ano contra o espanhol, ganhando por duplo 7-6. E nas meias-finais ultrapassou Novak Djokovic.

O austríaco termina a temporada como número 3 mundial e campeão do US Open. Um grande ano desportivo, apesar de tudo.

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André Dias PereiraOutubro 19, 20201min0

Quando se fala atualmente no ténis russo o nome Daniil Medveded é o primeiro a ser lembrado. Contudo, a nova geração também pode contar com  Andrey Rublev. Na sua primeira semana como top-10 mundial não fez por menos. O russo venceu, em São Petersburgo, o seu segundo título ATP 500.

Diante o croata Borna Coric, 23 anos e atual número 27 do Mundo, Rublev levou a melhor por 7-6(5) e 6-4. A partida ficou marcada pelo facto de Coric ter deixado fugir uma vantagem de 5-2 no tie-break do primeiro set.  Com 80% de acerto no seu jogo de serviço, o russo aumentou para 10 vitórias consecutivas em jogos em torneios de seu país natal.

Rublev deixou para trás Vasek Popisyl (6-4, 6-2), Ugo Humbert (4-6, 6-4, 7-5), Cameron Norrie (6-2, 6-1) e Denis Shapovalov (4-6, 6-3, 6-4).

Aos 22 anos, o número 8 mundial vive um momento único na carreira. Soma 34 triunfos em 2020 e 4 títulos: Dona, Adelaide, Hamburgo e São Petersburgo. Por seu lado, Borna Coric perdeu a final do torneio russo pela segundo ano consecutivo. Em 2019 o campeão foi outro jogador da casa, Daniil Medveded.

Rublev espreita agora a oportunidade de chegar, pela primeira vez, ao ATP Finals. De uma forma ou de outra, o russo garante que não esperava uma temporada tão boa. Em 2019, venceu o torneio de Moscovo e em 2017 o de Umag.

O ano de 2020 está, por isso, a ser o da sua consolidação. De resto, Rublev se tornou o primeiro jogador, desde Dominik Hrbaty, 2004, a ganhar dois torneios consecutivos nas duas primeiras semanas do ano. E desde o regresso do ténis, pós-pandemia, soma 19 vitórias contra 4 derrotas.

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André Dias PereiraSetembro 14, 20194min0

Não existe nenhum jogador com menos de 30 anos no circuito com vitórias em Grand Slam. A hegemonia do Big-3 continua intacta. Ao conquistar o seu quarto título US Open e o 19º Major na carreira, Nadal está agora a apenas um título de igualar Federer.

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André Dias PereiraJulho 29, 20191min0

Nikoloz Basilashvili renovou, este domingo, o título de Hamburgo. O georgiano levou a melhor sobre Andrey Rublev por 7-5, 4-6 e 6-3. Foi o terceiro título de sua carreira. Para além das duas vitórias na Alemanha, venceu em 2018 o ATP Pequim.

O 16º melhor jogador do circuito conquista, assim, um importante registo. Antes dele, apenas Eddie Dibbs (1973 e 1974) e Roger Federer (2004 e 2005) ganharam o torneio dois anos consecutivos.

Esta foi, de resto, uma boa semana para o georgiano. Começou por vencer Hugo Dellien (6-4 e 6-3), seguindo-se vitórias sobre Juan Ignacio Londero (6-4, 3-6 e 6-3) e Jeremy Chardy (6-2 e 6-3). Nas meias-finais conseguiu uma vitória importante sobre Alexander Zverev (6-4, 4-6 e 7-6), salvando dois match points. O alemão continua à procura da sua melhor forma. Em 2019 venceu apenas o torneio de Geneva.

Apesar da derrota na final, Rublev também se apresentou a bom nível. Para chegar à final eliminou, entre outros, o favorito Dominic Thiem, nos quartos de final (duplo 7-6), e Carreño Busta, nas meias finais (4-6, 7-5 e 6-1). Com isso, o russo vai regista, esta segunda-feira, uma das maiores subidas no ranking. De 78º do mundo passa para 49º do ranking ATP. Já Basilashvili mantém o 16º lugar.


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