Arquivo de Andressa Nascimento - Fair Play

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José AndradeMarço 25, 20227min0

Estamos de regresso para a nossa terceira parte em que vos apresentamos algumas das mais talentosas jogadoras portuguesas que brilham nos Estados Unidos da América, por isso mesmo venham daí para ficarem a conhecer um pouco melhor quem leva o basquetebol português além-fronteiras.

Sara Barata – A talentosa Seixalense

Sara Barata, uma base nascida no Seixal, que começou a jogar a dar muito nas vistas no Seixal 1925 e que depois brilhou no Quinta dos Lombos. A base que tem passagem pelas seleções jovens portuguesas, conquistou uma Taça de Portugal enquanto esteve no Quinta dos Lombos, uma jogadora que desde a formação que demonstra que tem um enorme futuro pela frente. Falando de números, Sara Barata conseguiu em 2017-2018, a sua época de estreia ao mais alto nível, 2.9 pontos, 1.3 ressaltos, 0.9 assistências e 0.3 roubos de bola de média por jogo em 10 partidas pela equipa principal do Quinta dos Lombos.

Na época seguinte assumiu um papel muito mais importante, numa equipa que contava com Márcia da Costa Robalo, Mariana Carvalho ou entre outras com Carolina Cruz, a jovem base conseguiu médias de 5.1 pontos, 2.3 ressaltos, 1.3 assistências e 0.9 roubos de bola por jogo sendo mesmo a 7ª jogadora mais utilizada da época em Carcavelos. Já em 2019-2020, a última época no Quinta dos Lombos, Sara Barata anotou, 5.9 pontos, 2.8 ressaltos, 0.9 assistências e 0.6 roubos de bola de média por jogo em 19 partidas, sendo a quarta jogadora mais utilizada no Quinta dos Lombos, a quinta melhor da equipa em termos pontuais sendo ainda a quarta melhor em relação à percentagem de acertos de lançamentos de campo.

As ótimas prestações no Quinta dos Lombos e nas seleções, levaram a que a portuguesa emigrasse para Florida onde esteve nestas duas últimas temporadas a representar as South Florida Bulls. O ano passado jogou 9 jogos num total de 49 minutos, registando 1.1 de pontos, 0.9 ressaltos e 0.2 de assistências de média por jogo. Nesta temporada, já bem diferente, já assumiu a titularidade em alguns jogos, já leva até esta altura 155 minutos distribuídos por 25 jogos somando 1.2 pontos, 0.8 ressaltos mais 9 assistências e 5 roubos de bola. Sara Barata está em crescendo, depois de algumas dificuldades tem vindo a ganhar o seu espaço, é apenas o segundo ano na equipa, vai continuar a evoluir e estaremos em breve a falar de uma peça bem mais importante neste conjunto da Florida pois Sara Barata é uma base muito talentosa e com uma margem de progressão muito grande.

Ana Teresa Faustino – Qualidade absurda

Em seguida, vamos falar de Ana Teresa Faustino, mais uma jogadora com passado no GDESSA, no caso de Teresa Faustino foram 14 anos ligada ao clube do Barreiro, sendo o único que representou em Portugal antes de rumar até aos Estados Unidos da América. Ana Teresa Faustino é uma base de 20 anos com um potencial enorme.

A Barreirense é internacional jovem por Portugal desde os sub16 até às sub20 e leva já duas temporadas a jogar do outro lado do Atlântico. Começou muito cedo a dar nas vistas, foi aposta na equipa principal do GDESSA muito jovem, foi colega das portuguesas com passado no Barreiro que mencionei anteriormente, mas falando dos números de Ana Teresa Faustino nos tempos do GDESSA, a jovem base em 2017-2018 foi lançada em 18 jogos conseguindo uma média já reveladora de 2.6 pontos por jogo. Jogou ainda EuroCup nessa mesma época conseguindo em 4 jogos que foi utilizada, 6.0 pontos, 2.3 ressaltos, 2.3 assistências e 0.5 roubos de bola de média por jogo.

O crescimento era assinalável mesmo numa equipa com algumas das estrelas do basquetebol feminino como Joana Bernardeco, Maianca Umabano ou Isabela Macedo, mesmo assim Ana Teresa Faustino foi utilizada em 16 jogos na temporada de 2018-2019 com 2.1 pontos de média por jogo. Já em 2019-2020, a última antes da mudança para os Estados Unidos da América, Ana Teresa Faustino aumentou o seu estatuto no GDESSA assumindo ainda mais protagonismo na equipa. A jovem base foi mesmo a jogadora mais utilizada, assumiu-se como a quarta melhor ressaltadora no conjunto do Barreiro com 3.2 de média por jogo, foi a segunda melhor em relação a roubos de bola com 1.5 de média e ainda a terceira melhor em relação à média de assistências e de pontos.

Ana Teresa Faustino assumia-se como uma das jovens estrelas do basquetebol feminino nacional, saiu de Portugal como internacional jovem que continua a ser, fazendo o seu percurso das sub16 até às sub20, melhor jovem da semana por mais que uma vez, ainda fez parte da equipa da semana por também diversas ocasiões e por isso mesmo perante tanta qualidade a oportunidade de perseguir o grande sonho chegou. A portuguesa mudou-se para Oregon, foi representar uma universidade de elite e com grandes ambições.

Em Oregon, as coisas não correram como queríamos, a base portuguesa acabou por sair a meio da época jogando apenas 5 jogos. Aqui colocou-se o primeiro grande desafio da carreira da jovem portuguesa, que perante esta situação, trabalhou muito, foram meses onde não parou, a base Barreirense foi incansável, muito trabalho que foi compensado com a aventura desta temporada. Isto porque nesta época, Ana Teresa Faustino mudou-se para Western Kentucky University onde tem conseguido mostrar o seu muito talento.

Para já a portuguesa jogou em 28 jogos, soma 352 minutos, ela que começou como titular, perdeu algum espaço, mas que tem vindo novamente a recuperar, assumindo de novo o papel de uma das figuras mais da equipa. Ainda nesta temporada, a base portuguesa tem médias de 3.3 pontos, 1.6 ressaltos, 0.8 assistências e 1.1 roubos de bola por jogo, mostrando assim mais do seu potencial, ganhando cada vez mais espaço e vai assumir o papel de uma das imprescindíveis nos próximos tempos. Ana Teresa Faustino além da muita qualidade, mostrou que tem uma capacidade de trabalho e superação como poucos.

Andressa Nascimento – Algarvia à conquista do mundo

Descemos até ao algarve para falar de Andressa Nascimento, uma extremo natural de Portimão que aos 23 anos brilha nos Estados Unidos da América. A extremo fez formação no Portimonense SC, foi um dos destaques da formação da equipa de Portimão ao lado de jogadoras como a Sofia Queiroz, depois esteve no ACD Ferragudo e em 2017-2018 teve a sua primeira aventura fora do nosso país quando se mudou para NABA Academy and Killester na Irlanda. Em 2018 e depois de brilhar na Irlanda mudou-se para os Estados Unidos da América, foi representar a Murray State College onde obteve médias de 5.5 pontos e 3.9 ressaltos no seu ano de estreia onde foi aposta em 22 jogos. Em 2019-2020, no seu segundo ano conseguiu ser aposta em 33 jogos, sendo titular em 15 deles e aqui com um pequeno detalhe, a ser aposta como base, segunda base no caso e conseguindo 6.1 pontos e 1.1 assistências de média por jogo.

O ano passado foi ainda mais preponderante, assumiu o papel de estrela e jogou em 27 jogos, 25 deles como titular, liderou a equipa em roubos de bola e conseguiu médias de 5.6 pontos e 5.3 ressaltos. Foram 3 anos de muita entrega, muito trabalho e muita qualidade espalhada que valeram à algarvia a mudança para a Keiser University nesta temporada. Crescimento de uma jogadora muito comprometida, não tão conhecida, mas que sempre se evidenciou, desde o seu início no basquetebol algarvio. Esta temporada tem se assumido mais como extremo novamente e sempre com um papel determinante na equipa, principalmente no aspeto defensivo.

Até esta altura, Andressa Nascimento leva médias de 6.9 pontos, 4.7 ressaltos e em 30 jogos foi titular em 18 deles. Talento que se destaca pelo empenho e por uma capacidade física enorme que vai levar a portuguesa a um patamar muito elevado com toda a certeza.

Terceira parte com mais três nomes que devemos guardar e que nos vão dar muitas alegrias no futuro. Não percam a quarta e última parte dos enormes talentos que brilham nos Estados Unidos da América.


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É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


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