Uma geração de uma (potencial) era dourada para Portugal

Bernardo GalanteJulho 21, 20224min0

Uma geração de uma (potencial) era dourada para Portugal

Bernardo GalanteJulho 21, 20224min0
Não acabou em glória, mas esta geração de sub-20 da selecção nacional de andebol masculina pode oferecer um futuro dourado a Portugal

O caminho para o sucesso nem sempre começa com uma grande conquista – é desta forma que se poderá caracterizar o potencial caminho dos jovens da Seleção Nacional de Sub-20 de Portugal, que se tornaram vice-campeões europeus.

A INFLUÊNCIA DOS IRMÃOS COSTA

Francisco “Kiko” Costa e Martim Costa foram, mais uma vez, destaque na Seleção Nacional de Sub-20 no Campeonato da Europa da categoria, a decorrer em Portugal.“Kiko” e Martim foram nomeados para a All-Star Team como o melhor lateral direito e esquerdo da competição, respetivamente, sendo que Francisco Costa tornou-se o melhor marcador da prova ao anotar 47 tentos em seis encontros.

A influência desta dupla que bem se conhece foi-se notando ao longo da competição, visto que ambos mostraram maturidade competitiva acima da média, de acordo com a sua faixa etária. Os dois perfizeram um conjunto de 80 golos em toda a competição: um número que foi sempre alertando as defensivas das restantes seleções.

DIOGO RÊMA: O FUTURO DA BALIZA PORTUGUESA

Diogo Leitão Rêma Marques: outro nome que ficou na órbita da europa do andebol, após exibições extraordinárias no Europeu de Sub-20. O guarda redes nascido em 2004 e natural do Porto, tem apenas 18 anos e que, recentemente, renovou o seu vínculo com o Futebol Clube do Porto até 2027, antes de ser dado como certo o seu empréstimo ao Futebol Clube de Gaia, na próxima temporada.

O atleta nortenho fez a sua formação entre o Colégio Internato dos Carvalhos e o Futebol Clube do Portugal, tendo a época passada realizado 18 encontros pela equipa principal dos azuis e brancos, contudo foi na equipa B que se veio desenvolvendo até chegar na máxima força ao Europeu de Sub-20. Foram perto de 60 defesas realizadas com uma eficácia no torneio a rondar os 28%, sendo extremamente importante nos encontros a contar para a Main Round e no jogo da meia-final frente à Suécia.

Apesar da final contra a Espanha não ter corrido de feição para Rêma, o futuro avizinha-se extremamente promissor e este é um nome a ter em conta na órbita do andebol nacional e internacional.

A APOSTA INTERNA NOS JOVENS PORTUGUESES

Francisco “Kiko” Costa, Martim Costa, João Gomes, André Sousa, Francisco Oliveira, Tiago Ferreira Bernardo Pêgas, Pedro Oliveira, Tiago Teixeira, Nuno Queirós, Gabriel Cavalcanti e Nilton Melo são os nomes presentes nesta armada que, na presente temporada, realizaram mais de 20 encontros no Campeonato Placard Andebol 1, representando os respetivos clubes.

Martim Costa e Francisco Costa foram grandes destaques do Sporting CP, que voltou aos títulos conquistando a Taça de Portugal, dispensando quaisquer tipo de apresentações. A par de Francisco Costa [Sporting CP], André Sousa [emprestado ao Águas Santas] e Pedro Oliveira [emprestado à Artística de Avanca] figuraram no top-10 dos melhores marcadores da competição com 160, 145 e 143 golos, respetivamente.

João Gomes, lateral-direito da AA Águas Santas é presença assídua na equipa principal desde os seus tenros 16 anos, tendo-se estreado na época 2019/20. A partir daí, acumularam-se 96 encontros, juntamente com 162 golos ao serviço dos maiatos.

Bernardo Pêgas, encontra-se emprestado ao FC Gaia proveniente do FC Porto há duas temporadas, registando 60 partidas no principal escalão português com os gaienses. Tiago Teixeira foi uma das peças importantes para assegurar a permanência do Póvoa AC, anotando 71 golos. Nuno Queirós foi outro dos nomes a assumir um papel relevante na principal divisão portuguesa, neste caso na AD Sanjoanense, marcando presença em 34 partidas.

Esta temporada, Gabriel Cavalcanti e Nilton Melo estrearam-se na prova máxima do andebol português com regularidade, representando o Vitória Futebol Clube e a AD Sanjoanense, respetivamente.

UMA COMPETIÇÃO QUE APONTA PARA UM CAMINHO DE SUCESSO

Se por um lado existe a desilusão de ainda não ter sido desta vez que Portugal se sagra campeão europeu da categoria, por outro lado, podemos aferir uma enorme expectativa numa seleção recheada de talentos.

A derrota na final por 35-37 frente à seleção espanhola não reflete a qualidade dos intervenientes que, apesar de terem sido derrotados por uma seleção recheada de qualidade, demonstraram argumentos e potencialidade para puderem transformar o andebol português favorito em qualquer competição de seleções em que participe, futuramente.


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