Super Rugby Aotearoa 2021: 2 rookies e 2 Ases para seguir

Francisco IsaacFevereiro 10, 20215min0

Super Rugby Aotearoa 2021: 2 rookies e 2 Ases para seguir

Francisco IsaacFevereiro 10, 20215min0
O Super Rugby Aotearoa 2021 está prestes a começar e escolhemos 4 jogadores para terem em atenção... qual deles o mais especial?

Faltam poucos dias para começar o Super Rugby Aotearoa 2021 (será que alguém vai conseguir derrubar os Crusaders na corrida pelo título) e apresentamos mais quatro jogadores que merecem toda a atenção possível, divididos em “Rookies” (totais estreantes na competição) e “Ases” (com créditos firmados na Nova Zelândia mas que ainda falta darem um passo para atingirem o Olimpo).

2 ROOKIES PARA O AOTEAROA

AJ LAM (BLUES)

Foi um dos melhores pontas da Mitre10 Cup 2020, a par de Salesi Rayasi e Joe Webber, com 7 ensaios e 3 assistências, sem esquecer as inúmeras quebras-de-linha ou malabarismos que enganaram adversários, e é uma das novas adições ao plantel de Leon MacDonald para a época dos Blues.

Apesar de antevermos uma temporada minimamente complicada, já que terá pela frente Caleb Clarke e Mark Telea na luta pelas pontas e Stephen Perofeta na camisola nº15, AJ Lam é um atleta com uma lista de qualidade e recursos técnicos apaixonante, com capacidade para desbloquear certas situações, especialmente nos confrontos de um para um, na perseguição de pontapés (é visto como um dos jogadores mais velozes do rugby neozelandês) e nos duelos físicos onde não deixa nada a desejar, pois não é fácil pará-lo, especialmente se a placagem não é armada da forma correcta. Boa leitura de jogo, solidez defensiva e uma paixão tremenda por querer conferir contornos mais “mágicos” à posse de bola, o ponta pode ser uma ferramenta bastante interessante para o contingente dos Auckland Blues, desde que façam bom uso das suas habilidades.

LUKE CAMPBELL (HURRICANES)

A saída de TJ Perenara vai deixar um vazio profundo na estabilidade de jogo e capacidade de organização dos Hurricanes, e contra esse facto não há argumentos. Porém, a saída (temporária) do formação dos All Blacks para o Japão, servirá para dar espaço a novos nomes, como o caso de Luke Campbell, atleta que singrou pelo Bay of Plenty nas últimas temporadas ao ponto que foi confirmado no elenco da franquia de Wellington para 2021.

Já não é nenhum novato em termos de idade, ostentando 25 anos no passaporte, não querendo isso significar que não tem qualidade suficiente para ver, chegar e vencer no Super Rugby, uma vez que tem as capacidades técnicas e tácticas necessárias para fazer a diferença, em especial no lançamento de jogo e no dar uma sequência eletrizante à estratégia de ataque, com isto a revelar algumas semelhanças com TJ Perenara, Folau Fakatava ou Aaron Smith. Será a sombra de Jamie Booth nos ‘canes, mas não há que duvidar do talento, noção de jogo e vontade de trabalhar de um dos melhores formações da Mitre 10 de 2019 e 2020.

2 ASES

SOLOMON ALAIMALO (HIGHLANDERS)

Os Highlanders foram a franquia que melhor se reforçou no mercado de transferências de 2020, calibrando diversas posições, adicionando excentricidade noutras, podendo ser uma espécie de candidatura ao título do Super Rugby Aotearoa 2021, e basta olhar para a multiplicidade de opções para as linhas-atrasadas, especificamente para o três-de-trás: Vilimoni Koroi, Nehe Milner-Skudder, Ngane Punivai, Jona Nareki, Sam Gilbert, Connor Garden-Bachop e Solomon Alaimalo.

É precisamente o último nome que captou a nossa atenção e a explicação é fácil: durante as temporadas 2016, 2017, 2018 e 2019 foi um dos melhores jogadores dos Chiefs, com vários ensaios (um total de 20), assistências e outros dados estatísticos que permitiram elevá-lo na escala de ameaça do Super Rugby; a velocidade potente, resistência aeróbica de qualidade e o tempo de reacção rápida são três elementos físicos que conferem-lhe um poder perigosidade letal quando faltam 20/30 metros para a linha-de-ensaio; a sagacidade e agressividade são dois detalhes que ajudam-no a sobreviver ao choque com placadores agressivos e assim manter o foco no ajudar a equipa a chegar onde mais desejam.

Aos 25 anos, a saída dos Chiefs para os Highlanders tem de ser visto como uma excelente oportunidade para provar o seu talento e genialidade, impondo novamente aquelas sequências de jogo de alta aceleração que podem dar outra tonalidade ao ataque da franquia de Dunedin no Aotearoa.

LUKE JACOBSON (CHIEFS)

2019 acabou em amargo para Luke Jacobson, quando falhou o Mundial de Rugby por lesão, e 2020 foi igualmente negativo para o asa dos Chiefs, pois falhou praticamente toda a temporada do Super Rugby (só jogou 3 jogos já no Aotearoa, para se lesionar novamente) devido a uma série de lesões que impediram-no de voltar aos All Blacks. Ou seja, 2021 será quase um ano zero para um dos asas mais completos na Nova Zelândia, seja na placagem (foi o jogador com mais placagens dominantes em 2018 no Super Rugby), liderança, no contacto,  breakdown ou no aparecer na linha de ataque para dar sequência a uma fase de jogo mais rápida.

O retorno a 100% do 3ª linha internacional pela Nova Zelândia trará outro equilíbrio ao pack, completando novamente uma 3ª linha de sonho com Lachlan Boshier e Sam Cane, o que garante desde logo outra capacidade de resposta nos rucks e na defesa, um pormenor que poderá fazer a diferença contra franquias como os Crusaders ou Blues.

A ausência de Jacobson foi sentida em diferentes momentos do Aotearoa anterior, esperando-se agora o retorno total de facto de um asa duro, compacto, com uma força de trabalho pouco comum e possuidor de uma série de pormenores técnicos de requinte, que em 2021 farão diferença na forma de jogar dos Chiefs neste Super Rugby.

 


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