Seis Nações 2022: calendário, novidades e dúvidas

Francisco IsaacJaneiro 5, 20225min0

Seis Nações 2022: calendário, novidades e dúvidas

Francisco IsaacJaneiro 5, 20225min0
Prontos para mais uma Seis Nações? O Fair Play explica-te as datas, os jogos grandes e alguns detalhes que deves ter em atenção sobre o histórico torneio

Início de ano não chega só com o vir em força do Inverno, de novidades e do cumprir de promessas, mas também do começo das Seis Nações, o histórico torneio de rugby que engloba País de Gales (campeões em título), Inglaterra, França, Escócia, Itália e Irlanda, tudo jogado a uma volta durante os meses de Fevereiro e Março, naquele que é a competição mais visualizada do Planeta da Oval, sem contar com o Campeonato do Mundo de rugby. Como sempre, o Fair Play faz a antevisão à competição e começamos com um artigo simples, onde explicamos as novidades, as preocupações e o calendário, começando o artigo precisamente com este item da “agenda” das Seis Nações 2022.

A “AGENDA” DO TORNEIO

Em tempos de pandemia, infelizmente, há a possibilidade de que o calendário aqui apresentado seja alterado por motivos de força maior, mas vamos esperar que tudo se mantenha como previamente planeado:

Ora como em 2021, as Seis Nações abrem com os mesmos duelos, com o Irlanda-País de Gales a ser o jogo de abertura, colocando o campeão e um dos potenciais grandes candidatos ao título (e explicaremos mais à frente a opção pela Irlanda e França como os dois cabeças-de-cartaz) frente-a-frente, seguindo-se nesse primeiro dia um sempre explosivo e emotivo Escócia-Inglaterra, que colocará as novas ideias de Eddie Jones sob exame ante a renovada selecção comandada por Gregor Towsend, sedentos de voltar a conquistar um título que lhes foge desde 1999. Para fechar a 1ª jornada teremos um Troféu Garibaldi pelo caminho, esperando-se ver os Les Bleus a acelerar e a impor o novo champagne que em 2021 obliterou os All Blacks em Paris, restando algumas dúvidas em torno do que a Itália pode suscitar de novo neste ano.

O jogo dos dois principais candidatos (para o Fair Play) está reservado para o dia 12 de Fevereiro às 16h45, entre França e Irlanda, prometendo uma guerra tremenda entre Conor Murray vs Antoine Dupont, Romain Ntamack vs Johnny Sexton, Gregory Alldritt vs Jack Conan, ou Cyril Baille vs Tadhg Furlong, com ambas a partilhar um denominador comum: derrotaram a Nova Zelândia em Novembro de 2021.

Passando para a 3ª jornada, Inglaterra e País de Gales marcam encontro em Twickenham a 26 de Fevereiro, num dérbi de “vizinhos” que normalmente toma tonalidades bem “duras”, apesar de raramente ser um duelo carregado de extraordinárias jogadas, já que os dois adversários optam por fazer uso da sua excelente cultura táctica para procurar formas de quebrar o rival.

Depois segue-se uma leve paragem de uma semana, para a 11 e 12 Março as seis rivais das Seis Nações voltarem a marcarem encontro, com destaque um País de Gales vs França (a última vez, em Cardiff, os franceses aguentaram a reacção da equipa da casa, num jogo explosivo), enquanto a Itália recebe a Escócia em Roma, fechando esta ronda com um Inglaterra-Irlanda que promete ocupar a cabeça das pessoas dias e horas antes do primeiro apito do juiz de jogo, como depois.

Finalmente, a 19 de Março segue-se a típica triplice de encontros, e o destaque máximo vai para um Le Crunch em Londres, elevando os níveis de expectativa para o seu plano máximo, mesmo que tudo já tenha sido decidido até aqui – nos últimos 5 torneios, só por uma vez é que o campeão tinha sido decidido antes do início da 5ª jornada -, sendo este embate o último depois de um País de Gales-Itália, e Irlanda-Escócia. Posto isto, vamos às novidades que também se podem traduzir em dúvidas…

UM SÓ LOCAL PARA EVITAR ADIAMENTOS?

É como está no título, a possibilidade de todas as jornadas das Seis Nações 2022 serem jogadas no mesmo local está encima da mesma, isto depois do surgimento da última variante do SARS-CoV-2, assim como das restrições de viagem (isolamento de mínimo de 5 dias, etc) que estão em prática, forçando uma reação rápida às seis participantes, de modo a que o risco de adiamento de jogos seja menorizado – não é uma carta fora do “baralho” e já há conversas com os clubes nesse sentido -, possibilitando o decorrer da totalidade do torneio.

Porém, e apesar das preocupações crescentes, o plano inicial das cinco jornadas está em prática, existindo, para já, um acordo com as direcções gerais de saúde de cada país para algum facilidade de acesso dos grupos de trabalho, desde que estes obedeçam a regras especificas como as bolhas sanitárias (correu quase totalmente bem em 2021, apesar de algumas elementos da França terem furado os protocolos de segurança), vacinação e testagem, sendo este um vislumbre de normalidade do torneio, apesar de não se saber se todos os jogos vão ter público, ou quais não terão essa sorte, etc.

Em termos de mais novidades, pouco há mais para dizer, para além da entrada de uma nova regra que impede a formação de uma barreira larga no ruck – a World Rugby procura a extinção deste pormenor e do ruck em “centopeia” -, mantendo-se o 50/22 (quem efectuar um pontapé do meio-campo e conseguir que a oval bata e saia nos 22 adversários ganha o alinhamento) e o pontapé de recomeço em cima da área de ensaio, podendo passar a leis definitivas caso em 2022 a aprovação seja final por parte das federações do Hemisfério Norte.

O Fair Play vai lançar uma série de artigos sobre a competição, desde os possíveis planos estratégicos que podem advir (Eddie Jones vai mesmo manter a confiança em Marcus Smith como 10?), os jogadores-estrelas que vão dominar as Seis Nações (Jack Conan está pronto para desmanchar os seus adversários) e previsões com convidados, prometendo colocar-vos a par das novidades a cada semana.


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