3 pontos do SR 2020 R4: Brumbies apanham Chiefs de surpresa!

Francisco IsaacFevereiro 22, 20206min0

3 pontos do SR 2020 R4: Brumbies apanham Chiefs de surpresa!

Francisco IsaacFevereiro 22, 20206min0
Os Chiefs perderam o seu "manto" de invencibilidade e tudo devido a uma exibição de alta qualidade dos Brumbies! Os destaques da 4ª ronda do Super Rugby 2020 aqui chega

E só há uma equipa 100% vitoriosa neste arranque de Super Rugby, já que os Chiefs foram completamente surpreendidos por uns excitantes Brumbies, o que deixa os Stormers no topo da tabela geral de forma isolada!

Os destaques da 4ª ronda da maior competição do Hemisfério Sul analisados ao pormenor.

SAMU A PARTIR, BANKS A CRIAR E KATA A DESTRUIR!

Exibição estrondosa dos Brumbies em Hamilton que conseguiram fazer o improvável de derrotar os até aqui invencíveis Chiefs com 26-14, construido especialmente nos primeiros 40 minutos, altura em que marcaram 19 pontos contra zero da franquia liderada por Warren Gatland.

A franquia kiwi concedeu demasiado espaço ao ataque adversário, oferecendo oportunidade e tempo a jogadores como Noah Lolesio e Thomas Banks que pefuraram com grande estilo a defesa criando o momentum necessário para chegar à área de validação. O defesa dos Wallabies foi um dos maestros da vitória dos Brumbies com uma data de estatísticas de elevado valor, sejam os 110 metros conquistados, três quebras-de-linha e assistência, impondo um domínio surpreendente sob o seu homólogo dos Chiefs, Damian McKenzie que só apareceu no jogo na 2ª parte como a maioria dos seus colegas.

Por outro lado, a formação neozelandesa foi vítima da falta de qualidade na transmissão ou posse da oval colhendo cerca de 18 erros próprios no ataque, 6 dos quais nos últimos 15 metros e em boas situações que poderiam ter dado ensaios casos tivessem feito uso da paciência e melhor entendimento entre unidades. O jogo irrequieto de offloads e de constante procura de fazer uso dos detalhes mais sórdidos do rugby a nível técnico já foi plataforma para chegar a grandes vitórias, como foi contra os Blues ou Crusaders, mas frente à franquia de Canberra acabou por ser um problema durante o decorrer de todo o encontro.

Enquanto que os Brumbies foram mais efectivos na defesa, os Chiefs baixaram em demasia a guarda na 1ª parte com cerca de 25 placagens falhadas em 80 nesse período de jogo algo revelador do extremo facilitismo concedido em termos de mindset e postura.

Os Brumbies passam a “governar” supremos na conferência australiana com já 8 pontos de distância para o 2º lugar, sendo que os Chiefs caíram para a segunda posição depois dos Crusaders terem obliterado os Highlanders nesta jornada.

CRUSADER ARMY AGUDIZAM CRISE DOS HIGHLANDERS

Tem sido um início de época aterrorizador para os Highlanders, que já tinham de viver com o facto de terem perdido várias das suas maiores estrelas e agora somam duas derrotas em três encontros possíveis estando atrás dos Blues, que somaram a sua 2ª derrota nesta temporada. E quem tratou de não só oferecer esta nova derrota à formação de Otago como impor um resultado pesado? Crusaders.

Depois da derrota sem contestação na visita aos Chiefs, os homens de Scott Robertson voltaram ao seu melhor a nível de execução do plano de jogo e efectividade tanto na placagem como na construção de fases e trataram de mostrar toda a sua versatilidade e agressividade nesta 4ª ronda, com Tom Christie, Cullen Grace (estes dois jovens vão ser All Blacks dentro de pouco tempo, seja pelo virtuosismo defensivo ou acessibilidade ofensiva que apresentam), George Bridge e Sevu Reece a explanar exibições de super qualidade, em especial os dois pontos que fizeram 5 quebras-de-linha e bateram 13 defesas.

O domínio total do ataque dos Crusaders foi evidente durante grande parte deste jogo, aproveitando o facto dos Highlanders despejarem a bola ao pé em demasia (Aaron Mauger tem de procurar refrear o jogo ao pé, uma vez que nestes dois últimos jogos foi evidente o excesso de pontapés) o que permitiu aos tricampeões do Super Rugby terem oportunidades suficientes para desmontar a defesa contrária da franquia de Otago de forma consecutiva e constante.

O 33-13 foi um resultado até simpático para os Highlanders, tendo sobrevivido a algumas avalanches ofensivas dos Crusaders, que estão a começar a ganhar lanço para reinarem novamente no final da época!

JAMES O’CONNOR… O ABERTURA DO FUTURO(PRESENTE) DOS REDS?

Depois de três derrotas desapontantes, especialmente com os Brumbies e Jaguares em que estiveram sempre na frente do marcador até aos últimos 15 minutos, os Reds de Brad Thorn conquistaram os seus primeiros 5 pontos da temporada, com uma vitória por 64-05 ante os Sunwolves. Entre os vários destaques, como o formação Tate McDermott que marcou dois ensaios e duas assistências, Liam Wright, Jock Campbell (o defesa tem sido uma das revelações dos australianos) ou James O’Connor, este em especial pela forma como deu outra dimensão às movimentações de ataque dos Reds.

O internacional australiano regressou ao Super Rugby nesta temporada e tem mostrado que é um jogador diferente de quando saiu para Inglaterra em 2013, oferecendo experiência, inteligência, visão de jogo e velocidade de movimentos, oferecendo à sua equipa uma unidade de grande relevância. Quando se esperava que viesse a ocupar o lugar de centro ou ponta, James O’Connor foi colocado na posição de médio-de-abertura e contra os Sunwolves mostrou excelentes pormenores, seja pela facilidade com que penetrou na defesa da franquia nipónica (cinco quebras-de-linha, três das quais acabaram por resultar em ensaios dos Reds) ou pela forma como ditou as “regras” nas combinações entre as linhas atrasadas, conferindo um processo não só estável como dinâmico e intenso.

Com Tate McDermott a ser o seu braço-direito de excelência, um dos Wallabies mais irreverentes dos últimos anos galgou em direcção a uma exibição completa e com possibilidade para sossegar os adeptos em relação ao homem que ocupa a camisola nº10 dos Reds para esta época, esperando-se agora mais vitórias para dar outra “cor” a esta época dos Queensland Reds.

OS JOGADORES-PORMENORES DA SEMANA

Melhor Chutador: Curwin Bosch (Sharks) – 16 pontos divididos em 1 ensaio, 4 conversões e 1 penalidade;
Melhor Placador: Tom Christie (Crusaders) – 20 placagens (100% eficácia) e 2 turnovers;
Melhor Marcador de Ensaios: Peter Samu (Brumbies) e Tate McDermott (Reds) – 2 ensaios;
Melhor Marcador de Pontos: Curwin Bosch (Sharks) – 16 pontos;
O Rei das Quebras-de-Linha: James O’Connor (Reds) – 5 quebras-de-linha e 7 defesas batidos;
O MVP do Fair Play: Thomas Banks (Brumbies) – 110 metros conquistados, uma série de pormenores técnicos de soberba qualidade, foi um dos responsáveis máximos por criar sucessivos problemas aos Chiefs;


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