O Melhor XV do Mundo da 2ª década do Século XXI

Fair PlayJaneiro 23, 20209min0

O Melhor XV do Mundo da 2ª década do Século XXI

Fair PlayJaneiro 23, 20209min0
Quem é que foram os melhores jogadores da segunda década do Século XXI? Escolhemos o nosso melhor XV com nomes como Mccaw e Habana na contenda!

Fast forward 10 anos e 3 RWC levaram-nos a Nova Zelândia em 2011 em que assistimos aos All Blacks a quebrar a maldição de 1987 e ganhar em casa; a Inglaterra em 2015 onde os All Blacks fizeram a dobradinha inédita e silenciaram os críticos com a fraca final de 2011; e no Japão em 2019 que testemunhou o renascimento “inesperado” dos Springboks, no que foi considerado em termos de organização o melhor de sempre.

Neste período tivemos ainda o privilégio de assistir a duas magníficas Lions Tours, onde pela primeira vez desde 1997 conseguiram sair vitoriosos ao vencer os Wallabies na Austrália em 2013 e empatar com os bicampeões mundiais Allblacks em 2017.

Em termos de 6 Nações foi um período espetacular com nada mais que 5 Grand Slams com França (2010), Gales (2012, 2019), Inglaterra (2016) e Irlanda (2018) com fantásticos clean sweeps. Juntamos também as vitórias para Inglaterra (2011, 2017), Gales (2013) e Irlanda (2014, 2015).

Reconhecimento merecido e justificado em 2012, onde a Argentina (finalmente) se juntou às Tri-Nations formando o novo Rugby Championship, onde os All Blacks dominaram totalmente com 7 títulos (2010, 2012, 2013, 2014, 2016, 2017, 2018), Australia em 2011, 2015 e os Springboks apenas em 2019 desmistificando o voodoo de quem era Campeão Mundial nunca ganhava no mesmo ano este título.

Não menos importante, em termos de clubes temos 3 monstros que se destacaram dos demais dominando a Europa com a Champions Cup: Leinster (2011, 2012, 2018), Toulon (2013, 2014, 2015) e mais recentemente os Saracens (2016, 2017, 2019) com 3 vitórias cada. Menção para o ressuscitado Toulouse que ganhou no principio da década em 2010.

Momentos históricos também que marcaram este período foram as vitória da Irlanda contra os All Blacks pela primeira vez em casa 2018 e em Chicago 2016 – Inglaterra ganhou as Series na Austrália pela primeira vez em 2016, Irlanda também ganhou pela primeira vez uma todos os 3 jogos numa Tour ao Hemisfério Sul contra os Wallabies em 2018 e o Japão espantou o Mundo do Rugby ao ganhar aos Springboks no Mundial de 2015 e ao chegar ao ¼ do RWC 2019 em casa.

Foram 10 anos fantásticos – Mas quem faria parte da equipa da década? Vejamos abaixo…

15 – Ben Smith (Suplente: Beauden Barrett)

A escolha mais difícil de todas com qualidade abundante como Willie le Roux, Stuart Hogg, Israel Folau, Leigh Halfpenny…apenas para mencionar alguns. A sua consistência e classe são determinantes com 39 tries em 84 jogos demonstram bem a sua longevidade. Um dos melhor leitores do jogo e apto para jogar em qualquer posição sem dificuldades no 3 de trás, com as suas corridas mirabolantes e chutos táticos como o que levou ao ensaio de Beauden Barrett na final do RWC 2015.

14 – Bryan Habana (Suplente: Israel Folau)

Um atleta capaz dos mais espetaculares e criativos ensaios, ele conseguiu descobrir e criar oportunidades do ar e nas alturas mais cruciais. Forte e seguro defensivamente além de espetacular nas alturas, igualou o record do lendário Jonah Lomu com 15 ensaios em RWCs além de ter sido bicampeão europeu com o Toulon em 2014 e 2015. Foi uma perda muito grande quando fisicamente não conseguiu aguentar mais um Mundial com os Springboks anunciando a sua retirada em 2018, 2 anos após a sua última internacionalização.

13-Jonathan Davies (Suplente: Conrad Smith)

O melhor e mais consistente jogador do Mundial de 2011 e das Lions Tours em 2013 e 2017 são feitos que já deveriam chegar para justificar esta sua atribuição. Um dos jogadores mais perigosos e desequilibradores nos canais exteriores com linhas de corrida fatais, reconhecido por ter o melhor hand-off do Mundo e líder das fantásticas linhas atrasadas galesas durante uma década além de ser a base do renascimento dos Scarlets como uma das melhores equipas do Pro14 e campeões em 2017.

12-Ma´a Nonu (Suplente: Owen Farrell)

Reconhecido pelo seu poderoso e dominador jogo de crash-ball numa época em que vimos a tendência do centro ir de encontro a um papel de segundo distribuidor, as suas qualidades “desconhecidas” de distribuição, offload e pontapés tático eram de topo mundial, tornando-o um jogador super completo e a outra metade da melhor combinação de centros que os All Blacks já produziram além de bicampeão Mundial com uma performance MOTM na final do RWC de 2015.

11-Julian Savea (Suplente: George North)

Apelidado de “Bus” pelo seu tamanho e pelas suas arrancadas devastadoras a lembrar um jovem Jonah Lomu, conta com o maior número e eficácia com 46 ensaios em 54 internacionalizações de 2012 a 2017. Ninguém se esquece das exibições e devastação que causou no RWC 2015,tornado-o o melhor ponta da sua geração.

10-Dan Carter (Suplente: Johnny Sexton)

O jogador mais completo de todos os tempos em todos os aspetos e facetas do jogo fosse a atacar ou defender, este jogador lendário foi nomeado Melhor jogador do Mundo um recorde de 3x.
Ganhou por 2x o RWC depois da desilusão da derrota para a França em 2007 e apesar da lesão que o afastou da final do Mundial em casa em 2011 tendo sido a chave para o domínio absoluto do Rugby Championship por parte dos All Blacks.

Um nível acima de toda a concorrência, foi a escolha mais fácil de todas.

9-Aaron Smith (Suplente: Will Genia)

Decisão difícil mas totalmente merecida para o Pocket Rocket de Palmerston North que é de longe o melhor, mais rápido e  certeiro passador da sua geração. O formação mais internacional de sempre dos All Blacks era super rápido e evasivo, onde os seus box-kicks eram os melhores do Mundo.

1-Tendai Mtawarira (Suplente: Gethin Jenkins)

Um dos mais dinâmicos, físicos e agressivos pilares a gracejar os relvados mas sempre um gentleman fora deles, não fosse ele apelidado de Beast. Dominador constante nas mêlées que lhe valeu elogios universais memoráveis como na mais recente final de 2019 e nas Lions Series de 2009 contra lendas como Phil Vickery e Dan Cole. Um desfecho de carreira internacional ideal como Campeão do Mundo depois de muitas dúvidas nos últimos anos com algumas lesões e baixa de forma. Um farol na primeira linha Springbok durante uma década com 117 internacionalizações.

2-Dane Coles (Suplente: Bismark Du Plessis)

Redefiniu o papel do talonador moderno com um skillset muito além do esperado com muitos offload, velocidade e chutos à mistura. Podíamos sempre encontrá-lo como um centro extra nos canais exteriores com muita disponibilidade e desequilibrador em jogo aberto aparecendo em todo o lado. Infelizmente os sucessivos traumatismos cranianos e longas recuperações impediram-no de se desenvolver e brilhar mais, senão seria considerado dos melhores de todos os tempos.

3-Owen Franks (Suplente: Adam Jones)

Um veterano bicampeão mundial com mais de uma década de exibições magníficas onde redefinia constantemente o standard dos set pieces. Impressionante na consistência de performances na qual garantia que os All Blacks nunca eram dominados nas mêlées sempre que jogava. Alvo de uma tremenda injustiça no ultimo mundial, continua a ter um record incrível com 108 internacionalizações de 2009-19 sem nunca ter perdido um jogo em Mundiais.

4-Brodie Retallick (Suplente: Eben Etzebeth)

Um saltador e defensor de mauls brilhante, acrescentou uma panóplia de skills, nomeadamente offloads e linhas de apoio, que não era normal nem expectável na sua posição, tornaram-no na epítome do avançado moderno com um nível de fitness e intensidade ímpares. O culminar e homenagem ao motor da avançada Allblack foi o título de melhor jogador do Mundo em 2014.

5-Alun Wyn Jones (Suplente: Sam Whitelock)

O inspirador e corajoso capitão Galês, que raramente teve um dia mau a jogar por qualquer equipa, venceu 2 Grand Slams, 1 VI Naçôes, esteve em 3 RWC e 2 Lions Tours, na qual jogou todos os jogos e capitaneou no jogo final de 2013 dos Lions que lhes valeu a vitória final em solo australiano. É uma escolha constante e óbvia em qualquer equipa pelo seu palmarés e qualidades absurdas.

6-David Pocock (Suplente: Jerome Kaino)

Foi o maior expoente de rugby na faceta do breakdown, ultrapassando o lendário George Smith, elevando a skill de jackaling a um patamar muito superior ao existente. Um jogador que definiu e mudou tendências e balanço das backrows devido á sua importância em qualquer equipa. Jogador vital durante uma década nos Wallabies, incluindo a final perdida em 2015 contra os All Blacks e os quartos de final em 2019 contra a Inglaterra. Dono de um poderio físico incrível e equilíbrio que desafiavam as leis da gravidade, as sucessivas lesões e retornos ao mais alto nível demonstram a tenacidade e compromisso que tinha com o jogo e as suas equipas.

7-Richie McCaw (Suplente: não necessário)

  • Primeiro All Black a atingir 100 internacionalizações
  • Recordista Mundial com 148 internacionalizações com 90% de vitórias
  • Recordista Mundial com 110 Internacionalizações como Capitão
  • 2 Campeonatos do Mundo como Capitão
  • Primeiro jogador a vencer 100 jogos internacionais
  • Igualou o recorde de presenças em RWC do Jason Leonard
  • 3x Melhor Jogador do Mundo
  • Avançado Allblack com mais pontos 135 que incluem 27 ensaios

Resumindo, o melhor jogador de todos os tempos

8-Kieran Read (Suplente: Sergio Parisse)

Um líder nato tido como um dos melhores controladores de jogo nos momentos cruciais, especialmente quando os All Blacks mais necessitavam em momentos de aperto. Um dos jogadores mais internacionais de sempre (127), melhor jogador do Mundo em 2013 e bicampeão Mundial. Capitaneou os All Blacks em 52 jogos apenas atrás do lendário Richie McCaw. Um fantástico marcador de ensaios com 26 devido às linhas de apoio e disponibilidade física para percorrer constantemente o campo. Acrescentou uma nova dimensão ao alinhamentos Allblacks com uma segurança e eficácia incrível além de skills equiparáveis a um centro de nível mundial. A nível de clubes e províncias foi multicampeão pelos Crusaders e Canterbury.


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