Men’s Rugby Europe Championship 26: o que esperar dos Lobos?
O Men’s Rugby Europe Championship 2026 está prestes a começar e Simon Mannix já escolheu quem vai representar Portugal durante as próximas semanas, com algumas omissões de peso na convocatória, e, também regressos à alcateia sénior masculina. Bem comecemos pelo princípio, quem está lá!
Portugal vai contar com uma série de jogadores que estão a jogar fora de Portugal, sendo a divisão entre Divisão de Honra portuguesa, Division de Honor espanhola e competições francesas a seguinte:
- 15 a jogar na Pro D2 entre eles Samuel Marques, Rodrigo Marta, Nicolás Martins, Manuel Vareiro, Diego Pinheiro Ruiz, Martim Souto, Cody Thomas, etc;
- 1 a jogar na Division de Honor, sendo ele José Monteiro que actua pelo Burgos – foi cedido aos Lusitanos nos últimos três jogos da Super Cup;
- 29 a jogar na Divisão de Honra, entre eles seis mundialistas de 2023 como Nuno Sousa Guedes, Tomás Appleton, Manuel Cardoso Pinto, David Wallis, João Granate e Martim Bello;
É uma convocatória extremamente alargada, como esperado, mas que oferece segurança numa boa parte das escolhas. Porém, será suficiente para os Lobos saírem incólumes desta fase-de-grupos do Men’s Rugby Europe Championship 2026? Sim, possivelmente.
No que toca a omissões por lesão (comunicadas pelos clubes à imprensa) Joris Moura está neste momento a recuperar de uma pequena lesão e forma. O defesa retornou à actividade há duas semanas, mas voltou a se ressentir da lesão sofrida em Novembro, o que provocou a sua não ida à selecção nacional. Steevy Cerqueira também se encontra lesionado e fora de opção (para já), assim como Maixent da Costa que só regressará à actividade em Julho – no entanto, há rumores que apontam para o facto da federação francesa estar a se mover no sentido de convencer o talonador a não se internacionalizar por Portugal, uma situação que poderia ter sido evitada caso tivesse jogado em Novembro passado.
Depois entramos na omissões por opção… Lucas Martins, autor de oito ensaios em doze jogos na Pro D2, foi novamente preterido dos Lobos, sendo uma situação não por lesão, mas por incompatibilidade da equipa técnica com o ponta português. Um cenário minimamente surpreendente quando Lucas Martins tem sido dos melhores atletas portugueses em 2025/2026, com o staff do Agen a elogiar o profissionalismo e o trabalho do seu atleta, devendo Simon Mannix explicar o porquê de não querer contar com alguém que poderia ser útil aos Lobos.
Anthony Alves é outro nome que não figura na listagem, e que também se deve a questões de opção por parte do seleccionador nacional. Novamente, e apesar dos Lobos poderem contar com Diogo Hasse Ferreira e Cody Thomas, num momento em que David Costa está suspenso por três/quatro jogos, é algo surpreendente como Alves, um Mundialista de 2023, ficou de fora da convocatória para o Men’s Rugby Europe Championship e não conta para a equipa técnica, estando até a gozar de um momento de forma de alta qualidade pelo Stade Montois. José Lima também é outro nome que não está na lista – o centro tem actuado pelo SL Benfica.
Depois poderíamos adicionar o facto de que Antoine Ferreira (Chambéry), Hugo Lopes (RC Massy), Alex dos Santos (Albi) Dany Antunes (OMR) e Gabriel Aviragnet (Albi) também não terem sido chamados quando estão todos a realizar excelentes exibições na Nationale, uma liga que neste momento que já está acima da Divisão de Honra portuguesa. Hugo Lopes seria fulcral para o 23 dos Lobos já que é um 2ª linha super móvel e com capacidade para se destacar. Há espaço para todos, e convocar Lopes ou Ferreira não vai tirar lugar aos jovens atletas que passaram pelos sub-20 de Portugal e que actuam nos campeonatos locais. Uma selecção deveria ser não só ser o lugar para constituir a melhor equipa possível (harmonia entre atletas, forma e qualidade individual e colectiva), como para demonstrar que para se chegar a este nível é necessário mostrar um patamar de jogo de alta competência.
Em relação à Bélgica, depois de falhada a qualificação para o Mundial de Rugby 2027, Laurent Dossat não poderá contar para o jogo de Portugal com uma série dos seus melhores jogadores entre eles o abertura Matias Remue (Stade Toulousain), o centro Jens Torfs, os segunda-linhas Arthur Smeets (Marmande) e Maurice Fromont (Stade Métropolitain) e os asas Toon Deceuninck (Auch) e Jean-Maurice Decubber (SAXV). Posto isto, os Diables Noirs vão ter alguns excelentes atletas presentes para o jogo de abertura do Men’s Rugby Europe Championship 2026, com três atletas da Pro D2 (o pilar Charles-Henry Berguet, o asa William van Bost e o formação Benjamin Ruddick) e nove da Nationale (entre eles Goran De Clercq, Maximilien Hendrickx e Siméon Soenen). É uma equipa que tem menos peso de nomes de alta qualidade comparado com 2025, mas que vai estar à espera de voltar a surpreender os Lobos neste jogo de abertura.
Contudo, importa dizer que Portugal com os atletas que tem ao seu dispor, não pode sequer pensar em serviços mínimos ou se sentir ansioso, já que a larga maioria dos atletas que actuam em França estão numa forma extraordinária (Rodrigo Marta, Vincent Pinto, Nicolás Martins, Cody Thomas, Diogo Hasse Ferreira, Raffaele Storti, Samuel Marques, Manuel Vareiro e Hugo Aubry) assim como os vários que jogaram pelos Lusitanos. Uma derrota demonstra que a equipa está em claro retrocesso e que talvez seja a altura de repensar efectivamente o que se passa dentro dos Lobos, tanto a nível de opções como da forma de jogar e a própria mentalidade da equipa.
O Portugal vs Bélgica vai ser decisivo, e por isso requer toda a atenção possível do staff e equipa portuguesa. O encontro está marcado para o dia 7 de Fevereiro às 19h00, com o palco a ser o Stade Charles Tondreau.



