Internacionais de Inverno 2025: o que esperar de Hong Kong China?
Com os adeptos nacionais a terem de enfrentar mais uma janela de Inverno carregada de desilusões, Portugal poderá ter uma chance de ouro para regressar às vitórias, mas para isso há que derrotar Hong Kong China, o próximo adversário. A selecção asiática é a actual 23ª dos rankings da World Rugby, estando a a seis pontos da selecção nacional. Depois de vários anos de reestruturação, os Dragões da Ásia voltaram à cena internacional – sem contar com a Asia Nations Cup -, enfrentando as selecções do Brasil, Bélgica, Chile e Paraguai, conseguindo somar inclusivé alguns resultados positivos sob o comando de Andrew Douglas, que entretanto passou a director técnico da Federação de Hong Kong China.
Com a saída de Douglas, Logan Asplin assumiu os destinos deste conjunto que após o apuramento para o Mundial de Rugby efectuou dois jogos, tendo sido frente ao Japão ‘A’ e os Brumbies do Super Rugby Pacific. Apesar de terem saído derrotados de ambos encontros, o conjunto asiático mostrou bons pormenores especialmente no ataque contínuo, construindo fases de jogo consistentes para depois tentar surpreender o adversário a partir do lançamento de um jogo ao pé em profundidade ou combinações junto ao ruck.
Gegor McNeish é um dos jogadores nucleares deste conjunto a par de Matt Worley, que em 15 internacionalizações já conseguiu 9 ensaios, um dado minimamente impactante e que prova a sua importância para a equipa de Logan Asplin. Desconhecendo-se se virão alguns jogadores provenientes da Championship inglesa, o bloco de avançados tem qualidade suficiente para causar problemas a Portugal, especialmente se jogadores como Nicolás Martins, Luka Begic, Cody Thomas, Anthony Alves e afins não participem deste jogo. O capitão Joshua Hrstich é um 3ª linha massivo e que tem capacidade para semear problemas a nível do breakdown, enquanto o talonador Calum Scott é um talonador jovem e carregado de qualidade individual. Voltando a Hong Kong, importa referir que Gregor McNeish é um excelente chutador, com capacidade para meter pontos de qualquer distância, devendo os Lobos evitar cometer penalidades especialmente nos últimos 40 metros próprios.
Portugal e Hong Kong China só se defrontaram em duas ocasiões, com a última a ter sido em 2022, a contar para a qualificação do Mundial de Rugby 2023. O resultado na altura foi de 42-14, numa prestação de qualidade das Quinas.
Um dos pontos mais interessantes sobre Hong Kong China, é que a federação alocou 35 contratos profissionais, assegurando que estes jogadores se dedicassem completamente à modalidade e selecção nacional, em jeito de garantir a melhor preparação possível para o próximo Mundial de Rugby mas não só, já que o objectivo da actual direção vem mais além desse evento. As selecções jovens têm sido alvo de um investimento sério, com os atletas de 17-18 anos a efectuarem estágios na Nova Zelândia, Austrália e Japão, ganhando novos skills e uma forma de trabalhar mais completa, algo que poderá ser determinante desta nação asiática que quer se tornar a segunda maior selecção da Ásia.
Posto isto, Portugal tem a obrigação de garantir um resultado positivo frente a Hong Kong China, e o resultado positivo é uma vitória. Qualquer outra resultado será o prego final no caixão do actual staff técnico, que mesmo depois de uma mão cheia de alterações, continua em queda.
Caso Portugal saia derrotado, acabará por cair para 22º lugar, uma das posições mais baixas nos últimos 9 anos, uma situação que terá de ser evitada a todo o custo. Porém, caso aconteça, é talvez altura de repensar o futuro dos Lobos.



