Algarve 7’s 2022 – Seventise e Fantastics reinam no Algarve

Francisco IsaacJunho 15, 20226min0

Algarve 7’s 2022 – Seventise e Fantastics reinam no Algarve

Francisco IsaacJunho 15, 20226min0
Ponto final na 3ª edição do torneio de rugby, que voltou a trazer várias centenas de atletas a mais um Algarve 7's de grande nível

Que terceira edição do Algarve 7’s com dois dias de uma competição feroz, carregada por ondas de jogadores que preencheram e entusiasmaram o Complexo Desportivo de Vila Real de Santo António, conferindo outra tonalidade ao torneio, depois de já ter registado edições de alto nível em 2018 e 2019, mostrando que o período sofrido às mãos da pandemia do SARS-CoV-2 não beliscou a qualidade deste evento dedicado aos 7’s.

Com presença de quarenta e poucas equipas de três continentes, e atletas de todo o globo, a competição ofereceu um fim-de-semana apetecível para os adeptos tanto do 7’s como de rugby, naquele que foi, até ao momento, o maior torneio sénior deste ano para a bola oval portuguesa, que, como já dissemos anteriormente, poderá ser decisivo para Portugal se estabelecer como um destino rugbistico apetecível para qualquer tipo de clube ou selecção. Aliás, foi nessa sequência que Paul John, seleccionador masculino e director do alto rendimento para os 7’s de Hong Kong, referiu-se ao Algarve 7’s,

“Estivemos duas semanas em Inglaterra para participar no Super Series [torneio de 7’s que é disputado por mais de 100 equipas em cada fim-de-semana], mas sabíamos que este seria o torneio mais difícil e competitivo desta nossa viagem pela Europa. Já tínhamos aqui estado em 2018 e 2019, e continuamos contentes com o que a organização nos proporciona, esperando voltar marcar a presença em 2023, com votos de que as condições, especialmente, na parte oficiosa dos encontros cresça ainda mais e melhor.”.

Para além de Hong Kong, os Blue Bulls da África do Sul estiveram presentes como grande cabeça-de-cartaz, que apesar de terem trazido um elenco de jogadores extremamente jovens – dos 16 que se apresentaram em Vila Real de Santo António, 15 ostentavam um máximo de 20 anos de idade -, mostraram-se satisfeitos com a competitividade, condições e oferta do torneio, tendo deixado a promessa de retorno já na 4ª edição, até para lutar credivelmente pelo título de campeões, como contado pelo treinador-principal Ludwiche van Deventer,

“Acreditamos na potencial ligação entre África do Sul e Portugal, e esta nossa primeira experiência no vosso país tem sido extremamente positiva, mesmo que não nos tenha corrido tão bem o torneio, o que nos vai forçar a apresentar uma equipa mais forte para 2023. O torneio estava bem preparado para nos receber, e achamos que pode fazer parte do nosso calendário anual competitivo dos Bulls.”.

A verdade é que a larga maioria das formações participantes só tiveram elogios, na sua maioria, para o Algarve 7’s, evidenciando um enorme entusiasmo que começou na sexta-feira à noite com um Welcome Drink – diversas equipas já tinham chegado na quinta-feira e treinado tanto na praia de Monte Gordo como no complexo desportivo de Vila Real de Santo António -, prolongou-se pelo sábado (com direito a jantar e concerto na praia), terminando no Domingo, reservando-se a parte final desse último dia para a atribuição de lugares finais.

Não querendo entrar na sequência morosa de quem foram as equipas campeãs, há que destacar os campeões das três divisões séniores disputadas, a começar pelo Men Open ganho pela Agronomia Rugby, que conseguiu arrancar a Cup com uma equipa extremamente jovem liderada por João Lima, frente aos franceses do Sabrage Debordement. Por falar em França, a competição foi largamente polvilhada por equipas deste país, com só Portugal a ficar à frente no número de representantes (que iam desde do GD Direito, GDS Cascais ao RC Loulé, entre outros), seguindo-se depois por emblemas oriundos do Reino Unido (Durham, por exemplo), para além de dois terem vindo do continente asiático (Cazaquistão e Hong Kong), ou até mesmo da Letónia (RC Livonia).

Ou seja, nesta 3ª edição do Algarve 7’s, assistiu-se a um incremente no número de países participantes, sentindo-se só ausência de formações oriundas do continente africano ou americano, o que poderá ser um futuro mercado interessante de ter presente neste evento. Mas continuando nos finalistas, no Women Open, tivemos direito a uma extraordinário final entre as atletas do Fantastic 7’s e Cazaquistão, com as francesas a levantarem o título de campeãs pela primeira vez, apesar das cazaques terem ficado muito perto do ensaio do empate nos instantes finais.

Finalmente, na divisão de Elite, Seventise e Hong Kong ofereceram um espectáculo imenso ao público presente nas bancadas do estádio do complexo desportivo de Vila Real de Santo António, que teve de ir para tempo extra, uma vez que os franceses, na bola de jogo, marcaram o ensaio da igualdade.

Com uma bancada praticamente cheia, o barulho constante e de apoio às duas equipas fez-se sentir do primeiro ao último instante, o que acabou até por dar outra vida a um encontro já por si extremamente emotivo, que acabou com um ensaio de penalidade a favorecer os Seventise, irrompendo altos festejos dos fãs desta variante da bola oval.

Entre os raros aspectos negativos, o ponto do público é um deles, pois só no último dia tivemos bancadas coloridas com vozes de todo o lado, que ajudou a animar um excelente último dia, destacando-se os jogadores do Juromenha como os “reis” da festa, muito pelo constante excitamento que foram injectando junto dos restantes adeptos presentes. Contudo, esta questão está mais ligada com o calendário e a própria vontade dos indivíduos associados ao rugby português, pois várias equipas abandonaram o espaço ainda antes do arranque das finais da tarde de Domingo, isto e apesar de na segunda-feira ser feriado em boa parte do país, o que possibilitaria saírem duas horas mais tarde do que o suposto.

Não obstante isso, o Algarve 7’s 2022 foi de extrema alta qualidade, conseguindo garantir mais de 700 atletas durante dois dias em Vila Real de Santo António, oferecendo outra força e movimentação a esta cidade algarvia, com todos os acessos a serem de boa qualidade (existiam shutles directamente para o local de jogos, gratuitos), somando-se grandes jogos, intensa competitividade, dois dias de festas noturnas – na sexta-feira terminou mais cedo, para a maior parte das equipas -, o que deixa uma promessa de um 2023 ainda melhor.


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