5 homens do rugby que disseram “adeus” às placagens em 2019

Francisco IsaacDezembro 5, 20195min0

5 homens do rugby que disseram “adeus” às placagens em 2019

Francisco IsaacDezembro 5, 20195min0
2019 marcou não só a organização de mais um Mundial de Rugby, como também foi um ano de vários "adeus" na modalidade. De Best a Haskell, estes são 5 senhores que merecem ser lembrados!

RORY BEST (IRLANDA)

Das 5 lendas que são referenciadas aqui, Rory Best é aquele que deixará uma marca profunda no rugby mundial e, em especial, no irlandês. Foram “só” 124 internacionalizações pelo país do Trevo, tendo participado na conquista de dois Grand Slams, quatro Seis Nações, o escalar até ao 1º lugar do ranking da World Rugby e vitórias históricas ante os Springboks (na África do Sul, nunca antes feito) e Nova Zelândia (por duas ocasiões), uma boa parte como capitão e líder do emocionante Ireland’s Call.

Rory Best sofreu como talonador, levou o corpo ao extremo, aguentou maus anos da Irlanda dando sempre uma resposta positiva com aquele sorriso rasgado ímpar e que contagiava colegas e adversários. Depois de quase 400 jogos como atleta profissional da modalidade, Rory Best decidiu terminar a carreira com 37 anos, tendo fechado a carreira ao serviço dos famosos Barbarians (frente ao Brasil converteu mesmo uma penalidade para gáudio dos seus companheiros).

Ficou a faltar uma internacionalização pelos British and Irish Lions… seleccionado para ir até à África do Sul e Nova Zelândia, acabou por não alinhar em nenhum jogo oficial pela mítica selecção das ilhas britânicas.

SCHALK BRITS (ÁFRICA DO SUL)

Nada melhor que anunciar o “adeus” a uma carreira cheia com o título mundial ao serviço dos Springboks, selecção pelo qual representou por 15 ocasiões. Schalk Brits foi sempre um talonador olhado algo de lado em termos caseiros e por essa razão decidiu em 2008 emigrar para o Velho Continente, tendo servido os Saracens por mais de 10 temporadas, clube pelo qual conquistou cinco Premierships e três Heyneken Cup ficando na história como um dos maiores vencedores no rugby mundial.

Um talonador que facilmente poderia surgir na posição de nº8 ou asa, Brits foi e é visto como um dos atletas com maior coração no Mundo do rugby, tentando ajudar quem pode, preocupado com os problemas do planeta, sempre envolvido em acções de benevolência e não só. Aquele líder e capitão que qualquer equipa gostaria de ter ao seu serviço, Schalk Brits vai deixar saudades na África do Sul e, principalmente, em Inglaterra.

GEORGE SMITH (AUSTRÁLIA)

111 internacionalizações… nada mais, nada menos, que um número “gordo” para um dos asas mais sofisticados do rugby moderno, que surgiu com 19 anos ao serviço dos Brumbies (então treinados por Eddie Jones), tendo jogado até aos 39 anos de idade, algo só alcance dos maiores de sempre. Jogou em Inglaterra (Wasps e Bristol Bears), França (Toulon e não só), Austrália (Brumbies e Reds, tendo conquistado pela franquia de Queensland um Super Rugby), Japão (Suntory Sungoliath) e até vestiu a camisola dos Barbarians por seis ocasiões, passeando de um lado para o outro, mas sem deixar cair o nível físico, táctico e técnico.

Um 3ª linha letal, agressivo na luta pela bola no chão, rápido a tomar decisões, inteligente na leitura defensiva ou no apoio às acções de ataque, George Smith foi um e é um dos maiores ícones dos Wallabies e rugby australiano, deixando uma marca ao nível de George Gregan ou Matt Giteau, quando falamos de jogadores aussies no século XXI.

JOE ROKOCOKO (NOVA ZELÂNDIA)

O homem dos 100 ensaios no rugby neozelandês, já que foi responsável por 40 pelos Blues, 19 por Auckland e 46 pelos All Blacks, o homem que trouxe poder de fogo ao Racing Metró nos últimos anos, o homem que representou a província de Nadi com uma letalidade total que nunca poderá ser esquecida… este é o legado de Joe Rokocoko, um dos maiores pontas de sempre do Rugby Union.

Detentor de uma passada mágica e veloz, potenciada por uns pés de “veludo” tão sedosos que apanhava os adversários completamente desprevenidos, o All Black por 69 ocasiões, ficou à porta das grandes conquistas em termos de troféus, mas é impossível não o reverenciar como um dos melhores de sempre na sua posição. A sua técnica de corrida, a genialidade técnica e a execução felina de movimentos são ainda vistos como exemplares para todos os jovens pontas da modalidade.

JAMES HASKELL (INGLATERRA)

Goste-se ou não da sua voz e forma de estar (é um homem de causas e não abdica de defende-las de uma forma “agressiva” e apaixonante), James Haskell foi daqueles asas que marcou uma geração em Inglaterra, deixando um autêntico baú de memórias nos Wasps RFC, emblema pelo qual serviu quase toda uma vida. Foi dos primeiros atletas europeus a emigrar para o Super Rugby e Japão, embarcando em autênticas aventuras desportivas na procura de evoluir como atleta, percebendo como era o trabalhado efectuado em outras paragens, para além de querer aprender a forma de viver de outras culturas.

Um asa fisicamente bem trabalhado, Haskell é aquilo que os ingleses chamam de nuisance (incómodo), pois está constantemente em cima do portador de bola, castigando-o com belas placagens para depois rapidamente sair do chão e voltar a montar nova fase defensiva. Em 2016, na campanha inglesa por terras australianas, foi detentor de uma exibição categórica pela Inglaterra que nunca mais será esquecida… sim, agora há Sam Underhill, mas James Haskell era de outra escola, nível e conhecimento.

A melhor exibição de Haskell pela Rosa


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