3 destaques da meia-final do Men’s RE Championship 2026
Portugal está de volta à final do Men’s RE Championship depois de garantir uma vitória por 26-07 frente à Espanha, num jogo soberbo do ponto de vista colectivo e não só, como explicamos neste artigo.
MVP: MANUEL VAREIRO
Imperial nos céus, excitante com a oval na mão e fenomenal a defender. Manuel Vareiro foi o pacote completo dos Lobos, com o defesa português a ter protagonizado uma exibição de classe total que deixou a Espanha sem vida, especialmente quando estes tentaram semear o caos através de bolas altas, com o ex-GD Direito a ir buscar sete captações no alto, garantindo que não era por ali que poderia nascer um ensaio ou pontos da Espanha.
O atleta do Provence foi extraordinário em toda-a-linha fazendo a equipa a jogar em momentos críticos, conferindo um ataque mordaz e célere sempre que a oval vinha na sua direção. Para além disto, dois momentos defensivos ficaram na retina de todos, com Manuel Vareiro a chutar bola bem para dentro do meio-campo adversário, indo buscar o portador da bola com uma placagem que até permitiu uma recuperação de bola a certo ponto.
Para além do defesa, destaque para Tomás Appleton (realizou a sua melhor exibição desde 2024), Rodrigo Marta, Nicolás Martins (quantas bolas perdidas de alinhamentos próprios foi o 3ª linha buscar lá acima?), Hugo Camacho, Cody Thomas e José Monteiro.
PONTO ALTO: DISCIPLINA FOI A CHAVE PARA A VITÓRIA
Os Lobos produziram a melhor prestação em termos disciplinares desde 2023, conseguindo só cometer duas penalidades nos primeiros 40 minutos o que foi um garante para sair para o intervalo com uma vantagem de 13 pontos, algo que acabou por fazer a diferença no final do encontro. A disciplina tem sido uma área problemática da selecção nacional portuguesa nos últimos anos, com o excessivo números de penalidades cometidas a dar vida às equipas adversárias, com aquela derrota com a Espanha em 2025 a ter nascido a partir das 19 penalidades cometidas em 80 minutos.
Contudo, nesta meia-final tudo foi diferente, já que perante o público do Restelo, Portugal apenas consentiu duas faltas na primeira-parte e mais duas até ao minuto 65 da segunda-parte, não oferecendo qualquer âncora à Espanha ou linha-de-salvação, especialmente quando estavam à procura de uma forma de chegar à área de ensaio portuguesa.
A capacidade de liderança de José Madeira com Tomás Appleton, Nicolás Martins e Hugo Camacho no suporte foram essenciais para manter a equipa ‘limpa’, não arriscando em demasia no breakdown, deixando que o ataque adversário provocasse os seus próprios erros para depois se iniciar um contra-ataque de alto perigo. A palavra que melhor ajuda a explicar esta performance dos Lobos é maturidade, já que a equipa foi adulta e experiente na forma como lidou o jogo sem bola, mantendo o foco mesmo quando parecia que a equipa adversária se acercava à área de ensaio dos Lobos.
Uma alcateia que fez lembrar os bons tempos de 2023 e que deixa um bom augúrio para o que virá a seguir.
PONTO A MELHORAR: NADA A APONTAR
Apesar de não ter sido um dia que o ataque ofereceu tantos ensaios como outros jogos, também é verdade que o adversário não era tão permeável, com a Espanha a ter lutado até ao fim por outro resultado. Este foi sem dúvida alguma o melhor resultado e exibição de Portugal desde que Simon Mannix assumiu a selecção nacional.
🇵🇹🌟 Rodrigo Marta strikes again for Portugal – his second score of the afternoon!#REC26 pic.twitter.com/8ba6rr830U
— Rugby Europe (@rugby_europe) March 8, 2026



