3 destaques da 2ª ronda do Men’s RE Championship 2026
Jogo sem calafrios e de alta qualidade de Portugal, com a selecção nacional sénior masculina a derrotar a Alemanha por 68-12, garantindo desde já a qualificação para as meias-finais do Men’s Rugby Europe Championship, com o 1º lugar a estar a um ponto de distância com uma jornada para o fim da fase-de-grupos da competição.
MVP: RODRIGO MARTA
É difícil resumir a exibição de Rodrigo Marta em umas poucas linhas, já que o o polivalente 3/4s é um dínamo que consegue fazer o ataque de Portugal atingir outro nível de excelência a partir de uma simples linha-de-corrida. O atleta do US Colomiers é um dínamo que não sabe o que é a palavra estar quieto, estando sempre em movimento e à procura de uma forma de se envolver quer no ataque ou defesa dos Lobos. Note-se que das oito placagens que realizou, cinco resultaram naquele momento um turnover ou acabaria por criar instabilidade suficiente para que a Alemanha perdesse o controlo da bola na fase seguinte, não sendo uma simples coincidência. Em relação ao ataque, os dois ensaios marcados foram uma nota de rodapé numa prestação carregada de quebras-de-linha, offloads, passes que desbloquearam ensaios de colegas de equipa entre uma série de acções que engradeceram a capacidade ofensiva dos Lobos.
Alguns membros da comunidade do rugby nacional falavam de como ter Rodrigo Marta no par de centros era tirar força e capacidade de rasgo às pontas, quando é exactamente o oposto. De longe um dos melhores em campo frente à Alemanha, a par de Diogo Hasse Ferreira (extraordinária forma na formação-ordenada, belas placagens e duas recuperações de bola no contacto), Nicolás Martins, José Madeira, Manuel Vareiro, José Roque (está a se afirmar a passos largos) e Hugo Camacho, que depois de não ter jogado qualquer minuto em Mons, foi peça-chave para a vitória de Portugal nesta 2ª ronda do Men’s Rugby Europe Championship.
PONTO ALTO: ALINHAMENTO DEVOROU A ALEMANHA
Sim, Portugal marcou 10 ensaios e conseguiu partir a linha-de-vantagem na maior parte das vezes em que carregou a oval ao contacto, mas é importante destacar o quão o alinhamento e a formação-ordenada melhoraram da 1ª para a 2ª ronda desta competição. Se frente à Bélgica, Portugal demonstrou excessivas fragilidades nesta área, neste fim-de-semana foi o oposto, desmanchando completamente o alinhamento alemão que em oito introduções nos primeiros 40 minutos só garantiu por duas vezes a sua própria bola, com José Madeira e Nicolás Martins a acertarem sempre os timings de salto para roubar a bola em favor dos Lobos. Mas a formação-ordenada não ficou atrás, e depois de ter sofrido alguns problemas na primeira ronda muito por conta do lado direito, foi capaz de dominar e arrancar diversas vantagens, que permitiram a Domingos Cabral colocar a oval no alinhamento numa zona do terreno mais adiantado. Ter as fases-estáticas limadas e afinadas é essencial para garantir total controlo do terreno de jogo e, frente a uma Alemanha que estava minimamente motivado pelo que fez frente à Roménia, foi crucial para asfixar o adversário e garantir um resultado ‘gordo’.
PONTO A MELHORAR: NADA A APONTAR
Jogo limpo, vitória por uma margem bem larga (e justificada) e uma das melhores prestações de Portugal desde que Simon Mannix assumiu o controlo dos Lobos em 2024. A Alemanha conseguiu marcar dois ensaios, verdade, mas nem esses parcos momentos beliscam uma exibição de alta qualidade que garantiu uma importante vitória nesta 2ª jornada do Men’s RE Championship 2026.
Foto da Federação Portuguesa de Rugby.



