Quartos-de-final da LBF: Santo André vs Ituano e Campinas vs Blumenau

Lucas PachecoJunho 29, 20225min0

Quartos-de-final da LBF: Santo André vs Ituano e Campinas vs Blumenau

Lucas PachecoJunho 29, 20225min0
Depois de termos falado dos dois encontros mais fortes da quartas-de-final da LBF, fica a conhecer os restantes dois por Lucas Pacheco

As quartas-de-final da LBF tiveram início no último sábado e o Sesi Araraquara venceu a partida 1 contra o Sodiê Doces/Mesquita/LSB, fora de casa, por 71 x 62. Fizemos uma prévia desse confronto, bem como do duelo entre Sampaio x Sport. Faltaram os dois confrontos mais disputados. Vamos a eles.

Santo André (3) x (6) Ituano

Datas

Jogo 1: 29/06 (quarta-feira) às 19h em Itu
Jogo 2: 02/07 (sábado) às 10:30 em Santo André
Jogo 3 (se necessário): 04/07 às 19h em Santo André

Entre os dois confrontos da fase regular e as quartas, o Ituano (9v e 9d) passou por muitas mudanças no elenco. Embora a identidade tática se mantenha, o elenco recebeu duas importantes peças, ambas da seleção brasileira, com a armadora Débora e a ala-pivô Rapha Monteiro; por outro lado, a equipe perdeu a pivô Mari Dias por contusão. A equipe do interior paulista sofreu duas derrotas durante a fase regular da LBF, em partidas nas quais teve controle do jogo por longos momentos, deixando escapar o resultado por detalhes.

Em Itu, logo no início da LBF, após um 1Q avassalador, em que Santo André penou para pontuar, o ritmo caiu demais e viu as adversárias conquistarem a vitória por 76 x 69. Em Santo André, no returno, uma virada na última bola, depois do Ituano dominar o 3Q e abrir larga vantagem, dissipada em questão de minutos: 68 x 67.

Diferente do que os resultados apontam, o Ituano demonstrou ser capaz de brecar a velocidade de Santo André e impor muitas dificuldades à proposta de jogo de Santo André (13v e 5d). Se levarmos em conta os reforços, as chances das ituanas aumentam. Do outro lado, as duas vitórias também despertam otimismo, pelo poder de reação e por evidenciar o poderio da equipe, principalmente quando adapta sua proposta de jogo à dinâmica da partida.

Em texto anterior, comentamos sobre a identidade de Santo André e sobre as escolhas técnicas e táticas de seu técnico, Rafael Choco. Nas duas partidas, jogadoras reservas foram essenciais para as viradas, com destaque para a ala Stephany e a pivô Bianca: elas diminuíram o ímpeto de aceleração e proporcionaram mais movimentação de bola na meia quadra, criando mais oportunidades para o trio de ferro composto por Sassá, Glenda e Lays. Resta saber qual versão de Santo André aparecerá nas quartas.

O favoritismo está do lado das andreenses; espera-se que elas dêem as cartas do confronto nestas quartas da LBF. Convém, porém, não descartar o Ituano, cuja campanha não condiz com o talento disponível ao técnico Bruno Guidorizzi e que demonstrou ter a chave para parar o Santo André.

Palpite: Santo André leva a série com dificuldade, vencendo por 2 jogos a 1

Vera Cruz Campinas (4) x (5) Blumenau

Datas

Jogo 1: 30/06 (quinta-feira) às 19:30 em Blumenau
Jogo 2: 03/07 (domingo) às 17h em Campinas
Jogo 3 (se necessário): 05/07 às 20h em Campinas

Pelas campanhas, eis o confronto mais equilibrado das quartas. As duas equipes tiveram 11v e 7d na fase regular, com o desempate (e o mando de quadra) decidido nos confrontos diretos. Outra semelhança reside na mudança de comando técnico sofrido antes da LBF: Campinas contratou Sidney Alemão, com outra proposta tática ao que a equipe estava acostumada, enquanto Blumenau optou por promover a assistente Bruna Rodrigues, mantendo a estrutura da exitosa temporada passada. As duas equipes praticam um estilo cadenciado, com muita atenção ao sistema defensivo.

Não à toa, ambas estiveram no top 3 das equipes com mais assistências da fase regular. As duas também forçaram mais turnovers de suas adversárias do que assistências, demonstrando a mentalidade defensiva e coletiva. Vejamos os confrontos diretos, a ver se daí encontramos elementos capazes de definir as quartas-de-final.

Campinas venceu as duas partidas, por 90 x 65 fora de casa, e por 57 x 52 em seus domínios. Parciais nada animadoras para Blumenau, ainda mais se parcelarmos em quartos – Blumenau venceu apenas 1 dos 8 quartos disputados, justamente o último. No turno (jogo de estreia da pivô Letícia e segunda partida de Manu), um passeio, com Campinas atingindo 47% nos chutes de três pontos. O segundo duelo foi mais equilibrado, mas novamente Blumenau pecou nos desperdícios de bola, sem compensar no aproveitamento dos arremessos.

Campinas restringiu as três principais produtoras de Blumenau (Maria Paula Albeiro, Leila e Vitória), pressionando a bola e negando espaço para elas movimentarem o ataque blumenauense. Isso estagnou a movimentação coletiva e obrigou a jogar no 1×1. Por outro lado, um aspecto positivo para Blumenau foi a vitória dos rebotes, tendo superado Campinas nos dois confrontos.

Resta saber como as equipes chegarão: Campinas sofreu demais na reta final com contusões e a presença de sua estrela, a ala Tássia, deve ser fator fundamental para o sucesso da equipe. As explosivas armadoras Bia e Marquita também perderam alguns jogos e serão fundamentais na estratégia de pressionar a condução de bola de Blumenau.

Do outro lado, cabe a mesma indagação quanto à situação física de algumas atletas, com o agravante do elenco ter menos opções. Kawanni estará disponível? E Karina Jacob? Outro ajuste imprescindível para Blumenau ter sucesso é diminuir os turnovers, principalmente de Vitória.

Qualquer prognóstico para esta série das quartas da LBF parece fadada ao risco; porém, levando em conta a capacidade de ajustes de Blumenau e a fase regular, meu palpite pesa pela vitória de Campinas por 2 jogos a 1.


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