27 Abr, 2018

18.4 – um Open virado ao contrário

Cláudia Espirito-SantoMarço 16, 20185min0

18.4 – um Open virado ao contrário

Cláudia Espirito-SantoMarço 16, 20185min0
Gostas de ficar ao contrário e com o Mundo às avessas? Então entra no ritmo do Open 18.4 montado pelo diabólico Dave Castro! Não há desculpas!

O 18.3 foi até agora o WOD com maior quantidade de exercícios com grande exigência técnica num Open. Nunca se tinham visto Ring Muscle Ups e Bar Muscle Ups num mesmo Open, quanto mais num mesmo WOD.  Os saltos duplos à corda, overhead squats com carga moderada e dumbbell snatches também exigem técnica e domínio.Foi denominado por muitos o WOD das 220 repetições já que muitos dos atletas ficaram pelas 220 repetições não conseguindo fazer o primeiro ring muscle-up.  Houve contudo exceções, e são esses momentos de superação que trazem magia ao CrossFit.

Foto: Getty Images

Segunda e Terça feira foram dias de ring muscle ups nas redes sociais e de grande alegria para quem conseguiu presenciar ou executar o seu primeiro.  Os atletas de nível mais elevado e os de elite tinham outro desafio, terminar o WOD que tinha 2 voltas e no mundo inteiro foi completado por apenas 2 pessoas: Dakota Rager e Josh Bridges.  Para o resto dos atletas a nível mundial as 2 rondas para tempo transformaram-se num AMRAP e no WOD mais desafiante de qualquer Open até hoje.

E para o 18.4 Dave Castro prometia mais.  Mais e melhor.

A dica da semana parecia indecifrável, mas a ironia do destino é que a comunidade do CrossFit, ao entrar na brincadeira chegou provavelmente o mais perto de sempre de a decifrar:  andar em pino por causa do ovo em equilíbrio; handstand push ups pelo mesmo motivo; deadlifts porque o cão está a segurar o ovo da sua queda.  Muitas teorias foram lançadas, e curiosamente algumas estiveram bem perto da verdade. Hoje de madrugada tivemos todas as certezas durante a apresentação oficial na CrossFit Fury no Arizona com a participação dos atletas Scott Panchik e Bjorgvin Karl Gudmundsson. A noite prometia, e o desfecho não foi desilusão.

Foto: Dave Castro Instagram

O 18.4 é:

Peso homens: 102kg / 143kg

Peso mulheres: 70kg / 93kg

Pela primeira vez temos uma “Girl” (benchmark WOD da CrossFit International) a fazer o “buy in” de um desafio ainda maior: uma Diane com carga superior e andar em pino.  O desafio exige tanto capacidade com carga pelo peso do deadlift como capacidade de ginástica nas flexões em pino ou handstand walk.  

O Handstand push-up tem um critério diferente este ano exigindo uma medição especifica do corpo do atleta.

Em termos estratégicos é importante lembrar que a Diane é uma porta de entrada para um segundo WOD e não um benchmark para tempo (até porque o tiebreak está no deadlift e não nas flexões em pino onde a Diane acaba).  É importante terminar a Diane com capacidade para começar uma segunda leva de Deadlifts bastante mais pesados com Handstand walk.  É crucial saber onde e quando descansar, nunca esquecendo que o time cap são 9 minutos.

Scott Panchik foi quem venceu o WOD de apresentação na madrugada de hoje, mas foi quem começou com a maior calma.  Neste desafio ter uma estratégia bem estruturada de acordo com as nossas capacidades faz toda a diferença.

Mais uma vez temos um WOD com nível de exigência elevado e que vai claramente impulsionar os atletas com capacidade para ir aos Regionais.

As críticas ao Open de 2018 têm sido grandes essencialmente porque os primeiros 2 WODs pareceram demasiado “acessíveis” e a partir do 18.3 o nível parece ter aumentado substancialmente, dificultando a participação de quem gostava de fazer os desafios conforme prescritos.  Recordamos contudo que existe sempre a opção de fazer os WODs na sua versão “scaled” que para muitos tornará o Open mais divertido e desafiante.  A versão “scaled” do 18.4 substitui as flexões em pino com hand-release push ups e andar em pino com Bear Crawl:

Seja em Rx ou Scaled existe sempre forma de participar no Open e entrar no desafio.  Acreditem que a versão scaled do 18.3 era tão DURA como a versão Rx para os atletas de elite.  Se tiverem duvidas experimentem e tentem acabar 😉

É importante nunca esquecer que o objectivo do Open é apurar os melhores atletas do mundo para os regionais e, claro, desafiar os Super Heróis do dia-a-dia (entenda-se por isto o comum dos mortais que pratica CrossFit.  A Opção de fazer os WODs em RX ou Scaled depende em larga escala do objectivo final do atleta e da avaliação dos seus treinadores.  É crucial a segurança estar em primeiro lugar e não comprometer a integridade física NUNCA, contudo faz também parte do Open ir mais longe do que alguma vez se pensou possível por isso é crucial ter ambos os pontos em consideração.

Por isso 18.4 RX ou Scaled? 

Qual é que vai ser mais divertido e seguro para ti e onde vais acabar com a sensação que de desafiaste a serio?

Boa sorte e vamos lá ver o mundo ao contrário


Entre na discussão


Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS



newsletter