Um pequeno balanço com esperança

Davide NevesAbril 26, 20204min0

Um pequeno balanço com esperança

Davide NevesAbril 26, 20204min0
Com a falta de competição pelo menos até Julho, o Fair Play faz, aqui, um balanço do primeiro terço da época, com a escolha de alguns dos momentos que tiveram impacto.

Com a atual pandemia provocado pelo novo coronavírus (SARS-COVID-19), a população mundial ficou em casa e ouviu as autoridades de saúde. Espetáculos foram cancelados, eventos adiados e as maiores provas de ciclismo foram adiadas para mais tarde na época 2020. O Tour, a prova mais mediática do calendário World Tour será em setembro, e muito provavelmente irá coincidir com a Vuelta – a prova espanhola começa. Já o Giro, por exemplo, deverá ser em Outubro, segundo declarações recentes do presidente da Federação Italiana de Ciclismo, Renato di Rocco. Com a falta de competição pelo menos até Julho, o Fair Play faz, aqui, um balanço do primeiro terço da época, com a escolha de alguns dos momentos que tiveram impacto.

 

SANTOS TOUR DOWN UNDER: PORTE VENCE EM CASA

Richie Porte celebra a 2ª vitória nesta prova, depois da conquista em 2017.

Na primeira prova do ano, Richie Porte (Trek-Segafredo) venceu a geral, à frente de Diego Ulissi (UAE-Team Emirates) e de Simon Geschke (CCC Team). Com o mesmo tempo destes dois, mas fora do pódio, ficaram Rohan Dennis e Dylan van Baarle, da Team INEOS. Foi a segunda vitória do australiano na prova, depois de 2017 (conta ainda com 4 segundos lugares).

A primeira etapa foi ganha pelo irlandês Sam Bennett (Deceuninck-Quick Step), batendo o jovem belga Jasper Philipsen (UAE-Team Emirates) e Erik Baska (BORA-Hansgrohe). Nos dias seguintes vimos vitórias de Caleb Ewan (Lotto Soudal) nas 2ª e 4ª etapas, de Richie Porte, a bater a concorrência mais próxima por 5 segundos (3ª etapa), de Giacomo Nizzolo (NTT Pro Cycling) na 5ª etapa e de Matthew Holmes (Lotto Soudal) na última etapa, com Porte a chegar em segundo e a confirmar a vitória “Down Under”.

 

UM LUGAR AO SOL PARA EVENEPOEL NO ALGARVE

Volta ao Algarve 2020 – Rui Costa em ação. Foto: Joao Fonseca Photographer/BettiniPhoto2020

Remco Evenepoel (Deceuninck-Quick Step) é um caso de estudo e daqueles que vai certamente dar que falar daqui a uns anos, quando o jovem belga atingir o estatuto de lenda neste desporto. O belga finalizou a passagem em Portugal com a geral no bolso, tendo como colegas de pódio Maximilian Schachmann (Bora-Hansgrohe) e Miguel Ángel López (Astana). Rui Costa (UAE-Team Emirates) ficou em quarto lugar, a 56 segundos do belga, o jovem João Almeida, companheiro de equipa de Evenepoel, arrecadou o nono lugar e Amaro Antunes (W52/FC Porto) fechou o top-10.

Fabio Jakobsen (Deceuninck-Quick Step) venceu a 1ª etapa, em Lagos e, na etapa 2, Remco Evenepoel cortou em primeiro no Alto da Fóia. Em Tavira, Cees Bol (Team Sunweb) foi mais forte e na etapa rainha, no Alto do Malhão, Miguel Ángel López cortou a meta em primeiro, com Dan Martin (Israel Start-Up Nation) a 2 segundos e Evenepoel a 4. Na última etapa, o contrarrelógio em Lagoa, o jovem belga venceu, deixando Rohan Dennis a 10 segundos e Stefan Kung (Groupama-FDJ) a 19.

NAIRO QUINTANA EM NOVA CASA, MAS COM O SABOR DA VITÓRIA

É estranho não ver Quintana no azul da Movistar, não é?

Depois de 8 anos na Movistar, Nairo Quintana decidiu mudar de ares e foi de armas e bagagens para a Team Arkéa Samsic. E o ano de 2020 estava a começar da melhor forma para o colombiano, com a vitória na classificação geral do Tour de La Provence e com a vitória na geral do Tour du Var, que continha uma lista bem recheada de candidatos. Quintana bateu nomes como Romain Bardet (AG2R La Mondiale), Richie Porte, Tanel Kangert (EF Pro Cycling),ou Thibaut Pinot (Groupama-FDJ). O colombiano fechou ainda no sexto lugar do Paris-Nice, depois de vencer a última etapa, no Valdeblore La Colmiane. O Paris-Nice, esse, foi ganho por Maximilian Schachmann, também ele a fazer um início de época tremendo.

 

Estes são alguns dos destaques deste primeiro terço da época de ciclismo. Agora, esperemos nós, numa altura de muitas incertezas, que o desporto, que o ciclismo regresse, mais forte do que nunca e pronto, também ele, para vencer esta batalha que todos nós enfrentamos. Fique em casa, fique com a companhia do Fair Play.


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