NCAA: Os 10 melhores planteis, que poderão não ser as melhores equipas

Tiago MagalhãesNovembro 7, 20197min0

NCAA: Os 10 melhores planteis, que poderão não ser as melhores equipas

Tiago MagalhãesNovembro 7, 20197min0
Na continuação desta “serie” sobre o College Basketball 2019/2020 onde iniciamos a nossa caminhada com os nomes que mais nos deverão chamar a atenção, passamos assim para as equipas, mais propriamente para o nosso top 10.

Esta será uma temporada muito aberta na NCAA, onde apesar de existirem faculdades com classes de recruta muito interessantes, o que fará diferença no fim, certamente será a experiência de cada conjunto no March Madness, como tem vindo a ser habitual.

 

Perfilamos assim as melhores equipas, na nossa opinião, neste inicio de temporada, que será longa e onde o potencial de alguns jogadores só vira ao de cima com a experiência ao mais alto nível com vista a entrada na NBA no Draft deste Verão.

Relembramos que esta opinião pessoal poderá (quase de certeza mudará) durante o ano em próximos artigos, visto que falamos de uma temporada longa, com jogadores no seu maior momento de evolução e equipas que praticamente se conhecem durante o ano, visto existirem sempre muitas mudanças.

 

Michigan State

 

Os Spartans tem aqui novamente uma excelente oportunidade de chegar ao topo da montanha no College Basketball. Para alem de retornarem dois jogadores essenciais como Cassius Winston (possivelmente o melhor jogador do ano na NCAA) e o interior Xavier Tillman, a equipa de Tom Izzo possui muita experiência e versatilidade em quase todas as posições, algo que será essencial numa temporada difícil. O factor X poderá ser a possibilidade elegibilidade da transferência do ex Marquette Joey Hauser, que poderá ser determinante para a rotação num frontcourt já de si muito atlético.

 

Kansas

 

Bill Self e a faculdade de Kansas entra nesta temporada com uma nuvem sobre a sua cabeça devido a alegações que estão a ser investigadas sobre o programa, pela NCAA. Tirando isso, os Jayhawks são uma equipa com armas para dar e vender, que terão em Udoka Azubuike a sua chave a nível defensivo e um dos melhores bases da nação em Devon Dotson, que também retorna. O factor ainda por perceber será como ira Self usar a rotação interior, sendo que esta equipa possui de longe os melhores jogadores nesta posição e que terão todos de lutar por minutos.

 

Conseguirão os Jayhawks voltar a elite?

 

Louisville

 

Jordan Nwora vai ter de por esta equipa as costas, numa conferencia marcada por enorme equilíbrio, se querem chegar ao titulo na ACC. Depois de umas ultimas temporadas com escândalos de recruta, parece que este será o ano em que os Cardinals serão novamente uma das equipas mais competitivas do ano associando enorme talento que retorna com uma classe de recruta completamente a imagem do seu treinador, Chris Mack. Espera-se o verdadeiro grit n’ grind por parte desta equipa, sobretudo devido ao seu talento defensivo.

 

Kentucky

 

Mais uma excelente classe de recruta por parte de John Calippari, mas será o talento ainda em bruto capaz de se mostrar em tão pouco tempo como equipa? Esse será sempre um problema real nas equipas com tantos freshmans como a dos Wildcats. Ashton Hagans promete dominar defensivamente e no ataque jogadores como Immanuel Quickley, Johny Juzang e EJ Montgomery são enormes promessas a acompanhar.

 

Memphis

 

Penny Hardaway conseguiu, muito devido ao seu nome, diga-se de passagem, uma classe de recruta como há muito tempos os Tigers não conseguiam. Porem, muitas duvidas estão geradas há volta deste conjunto, não por não possuírem talento mas pela experiência quer dos atletas, quer de Hardaway como treinador ao mais alto nível. Esta promete ser uma das melhores equipas da nação a nível ofensivo, mas será isso suficiente para chegar a uma final 4?

 

Os Tigers serão uma das equipas a acompanhar atentamente

 

Florida

 

A temporada dos Gators tomou um sentido completamente diferente quando garantiram a transferência de Kerry Blackshear Jr de Virginia Tech, um dos melhores jogadores para este ano na NCAA. O conjunto de Florida tem também nas posições base uma dupla bastante interessante com Tre Mann e Andrew Nembhard, tornando esta equipa uma das que possui mais soluções defensivas em todo o pais.

Dentro deste top 10 Florida será a equipa mais imprevisível, não pelo talento que tem no seu plantel mas por não se saber se alguns desses jogadores conseguirão dar o “passo em frente’ da temporada passada.

 

Duke

 

Coach K perde três dos seus quatro melhores jogadores do ano passado, tudo normal ate aqui. Em contra partida recebe três jogadores 5 estrelas como Wendell Moore, Vernon Carey e Cassius Stanley, tudo normal aqui também. O que fará diferença no conjunto dos Blue Devils será sem que fica? Conseguira Tre Jones mostrar o porque de ser de um dos melhores bases da nação? Conseguirão Jack White, Alex O’Connell e Jordan Goldwire contribuir mais regularmente a nível ofensivo? Muitas questões numa equipa jovem, “estranha” mas super talentosa.

 

Maryland

 

Os Terps estão no top 10 muito por manterem praticamente todo o plantel da temporada passada, aparte da sua estrela, o angolano Bruno Fernando. Ja na temporada passada a equipa mostrava ter muito potencial mas como era uma classe quase toda freshman, tiveram as normais dores de crescimento. Com mais um ano em cima, jogadores como Jalen Smith, Anthony Cowan, entre outros deverão de dar um passo importante e ser uma das melhores equipas, sobretudo no que toca a regularidade.

 

Maryland possui uma classe de recruta muito interessante

 

Oregon

 

Payton Pritchard por mais um ano na NCAA? Yes sir, sign me in. O líder incontestável dos Ducks volta para a sua ultima temporada e com ele uma classe de jogadores talentosos como N’Faly Dante na posição interior, CJ Walker e Chandler Lawson. O factor X neste conjunto será para mim Francis Okoro, e o que poderá oferecer a nível ofensivo, a um das equipas que para alem de talentosa, mais transferências recebeu para esta temporada.

 

Gonzaga

 

Uma das equipas com mais talento internacional quase sempre, tem nesta temporada vários nomes a seguir como o maliano Oumar Ballo, o francês Killian Tillie, o sérvio Filip Petrusev e mais três jogadores estrangeiros. Mark Few perde muita gente para a NBA, mas também mantém muita da rotação do banco, a sua maior base solida, e sendo assim será sempre uma equipa a ver no March Madness, sendo que durante a época de conferencia, deverão dominar facilmente os seus maiores rivais, mais uma vez.

 


Entre na discussão


Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS



newsletter