Campeonato Asiático sub-16 – Os 5 maiores destaques

José AndradeJulho 29, 20225min0

Campeonato Asiático sub-16 – Os 5 maiores destaques

José AndradeJulho 29, 20225min0

A Jordânia trouxe-nos novamente o Campeonato Asiático sub16 e é sobre as 5 jogadoras que mais se destacaram no torneio que hoje vos vamos falar, apresentando cada uma destas jogadoras em evidência e que são nomes a guardar para o futuro.

Maia Jones – Nova Zelândia

Começamos pela base Maia Jones, um dos maiores talentos desta geração. A neozelandesa tem uma combinação de skills que cedo a colocaram em destaque nesta competição onde acabou mesmo por ser uma das melhores. Maia Jones é uma base muito rápida e que se evidencia pelo seu QI, a forma como pensa o jogo antecipando os movimentos das adversárias e das suas colegas aliando ainda uma qualidade de passe impressionante fazem com que seja sempre uma jogadora que em todos os jogos salta à vista. A base é ainda forte no 1×1, muito intensa na defesa onde pressiona sempre bastante demonstrando agressividade e também por esse motivo é sempre uma jogadora com vários roubos de bola. Outra das características da neozelandesa é a liderança, tem uma voz de comando que se pode ouvir muito ao longo dos jogos. Uma dos propects com maior futuro que esteve presente neste Campeonato Asiático, pela habilidade, mentalidade, liderança e porque ainda é jogadora de momentos decisivos, nunca tem medo de assumir o jogo e já mostrou um talento nato para os últimos segundos de cada jogo. Um grande talento que é para manter debaixo de olho.

Isla Juffermans – Austrália

Mudamos para o outro dos maiores destaques, Isla Juffermans que foi a dona e senhora no que ao jogo interior diz respeito. A poste cedo se destacou, mas foi com 16 anos e a jogar no Campeonato Australiano sub-18 ao serviço de NSW Country que se deu a conhecer afirmando-se como um dos maiores “diamantes” australianos com menos de 18 anos. Nesta altura e com 17 anos a poste chegou a este Campeonato Asiático com muitas expetativas e saiu como a melhor poste da competição. Foi visível a evolução desta jogadora desde o referido Campeonato Australiano sub-18, principalmente no “tiro” que era o ponto mais deficitário do seu jogo e onde já conseguiu mostrar bem mais na Jordânia. Isla é uma poste de 1,93m com bom footwork, dominante nas tabelas, consegue defender jogadoras com menor estatura e com maior velocidade e depois o ponto de destaque mesmo foi a sua evolução no ataque, na forma como trabalha com bola, está uma poste cada vez mais completa, e continuando a evoluir assim pode mesmo chegar bastante no basquetebol internacional.

Kokoro Tanaka – Japão

O nosso terceiro destaque vem do Japão, Kokoro Tanaka uma das várias jogadoras japoneses que se evidenciaram nesta competição. A base foi surgindo em todos os jogos e teve no duelo da final o seu melhor, mesmo não conseguindo que as japoneses vencessem a Austrália na final. Kokoro é uma base muito ágil, com muitos recursos técnicos que sabe usar muito bem para ultrapassar as marcações e abrir espaços para as suas colegas e depois é uma atleta inteligente, evidencia uma leitura de jogo que a colocou sempre à frente de todas as outras nesta competição. Depois o maior destaque do seu jogo é o tiro exterior, foi a melhor atiradora deste Campeonato Asiático ajudando muito o conjunto nipónico em alguns momentos mais delicados em que as coisas não fluíam tão bem. Kokoro Tanaka é uma base que precisa de melhorar na defesa, mas no ataque é bastante completa principalmente pela sua inteligência e pela facilidade de atirar, estamos a falar de uma jogadora que tem tudo para ser uma atiradora de elite.

Inye Yang – Coreia do Sul

Continuando, vamos para o quarto maior destaque deste Campeonato Asiático sub16, desta vez é Inye Yang uma base sul-coreana que brilhou muito em todo este torneio. A Coreia do Sul conseguiu o terceiro lugar e muito pelo que esta base fez. Falamos de uma jogadora criadora, tem uma capacidade de fazer tudo fluir que impressiona. A base é uma scorer, garante sempre muitos pontos, consegue marcar de todas as formas e depois é muito habilidosa, o que lhe proporciona uma capacidade de descobrir e inventar espaços para atacar o cesto ou para atirar, sendo que o tiro é outra das suas armas, não sendo como Kokoro Tanaka, Inye também possui qualidade e capacidade neste parâmetro. A sul-coreana é uma criativa, consegue arranjar sempre linhas de passe ou espaço para ataques ao cesto, uma base que impressiona bastante pela sua intensidade e qualidade, salta muito à vista a forma como parece que é impossível travá-la. Inye Yang foi dos prospects que mais se evidenciou e podemos já dizer que é um dos maiores talentos de 2005 a nível mundial.

Kira-May Filemu -Samoa

O nosso último destaque é da Divisão B, foi a jogadora que mais se evidenciou por lá. Kira-May Filemu é uma extremo de imenso potencial e que estando na Divisão B poderá não ter tido a atenção devida. Falamos de uma jogadora rápida mesmo tendo quase 1,80m, com habilidade e que se destaca em tudo. Uma jogadora versátil, trabalhadora e que tem qualidade. Capaz de jogar em várias posições o que foi acontecendo ao longo deste torneio, cumprindo e brilhando em todas. Filemu defende bem, consegue mesmo ganhar nos duelos com jogadoras de maior estatura e peso, além de travar jogadoras mais rápidas, depois no ataque apresenta vários recursos técnicos e ainda tem um tiro exterior de qualidade. É uma jogadora com habilidade, com capacidade física mesmo não sendo muito possante e depois é muito versátil, compreende muito bem o jogo e sabe usar as suas qualidades como poucas principalmente nestas idades. A samorense foi mesmo uma das revelações para mim neste Campeonato Asiático sub16.

Ficaram aqui 5 jogadoras de muito futuro e que se destacaram bastante neste Campeonato Asiático sub16 que uma vez mais nos deu imensas jogadoras que devemos guardar porque muito em breve vão estar nas bocas do mundo.


Entre na discussão


Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS



newsletter