Promovidos à Primeira Liga: alguns pormenores do GD Estoril e FC Vizela

Francisco IsaacMaio 25, 20215min0

Promovidos à Primeira Liga: alguns pormenores do GD Estoril e FC Vizela

Francisco IsaacMaio 25, 20215min0
O que há para saber sobre o GD Estoril-Praia e o FC Vizela? Apresentamos alguns detalhes dos dois clubes promovidos à Liga BWIN 2021/2022

GD Estoril e FC Vizela serão os próximos membros da Liga Bwin (nova designação que passará a figurar a partir deste Verão de 2021) e fomos descobrir alguns dos pormenores e detalhes que ajudam a contar parte da história destes dois históricos clubes portugueses. Dos treinadores com “pouca” experiência até à história de cada um na primeira liga.

Um dos primeiros factos/curiosidades/coincidências partilhados por ambos os promovidos à Liga NOS, é a pouca/nenhuma experiência dos seus treinadores, pois tanto Bruno Pinheiro (44 anos) como Álvaro Pacheco (49 anos) só por uma vez tinham assumido o lugar de treinador principal de uma equipa sénior na carreira. A maioria da carreira dos dois foi nas funções de treinador adjuntou ou técncio de formação (Bruno Pinheiro passou pela selecção sub-20 do Catar, por exemplo), singrando logo no seu primeiro ano na Liga SABSEG.

O Estoril-Praia terminou a temporada como o 3º plantel mais jovem da Liga Portugal SABSEG, com uma média de idades na ordem dos 24,9 anos, com o FC Porto (21,3) e SL Benfica (20,8) a terminarem nas primeiras posições deste registo. Entre os 26 jogadores que perfilaram no emblema da linha de Cascais, o mais jovem com um mínimo de 15 jogos foram Chiquinho, extremo de 21 anos, e André Vidigal, também extremo com 22 anos, sendo que nos atletas acima dos 30 anos só encontramos três, e são eles Harrramiz (30), Joãozinho (31) e João Diogo (33). Já o Vizela alinhou com um grupo mais velho, com uma média de 26,7 (oito elementos acima dos 30 anos), cabendo ao lateral esquerdo, Fernando Cardozo, o posto do jogador mais jovem com pelo menos 15 jogos na equipa principal, enquanto o mais veterano é Ivo Gonçalves, o guarda-redes de 37 anos.

E no que toca a entradas e saídas, que impacto teve o mercado na performance dos dois recém-promovidos à Liga NOS? O Estoril optou por atacar mais agressivamente o mercado de transferências, como se mostra pelas 19 contratações, 15 das quais definitivas (a custo-zero ou sem notícia de algum valor monetário envolvido) e mais 4 empréstimos, tendo os quatro jogadores mais influentes em termos de número de golos/assistências chegado esta temporada, casos de André Vidigal (o emprestado pelo Fortuna Sittard marcou 8 golos e realizou 4 assistências), Aziz (o avançado ganês foi cedido pelo Vitória SC, concretizando 15 remates certeiros), André Clóvis (contratado ao Internacional a custo-zero) e João Gamboa (ex-Marítimo).

No caso do emblema vizelense, a ida ao mercado não foi tão intensa já que só contrataram 11 atletas para esta temporada, entre os quais o goleador Cassiano (chegou pela mão do FC Boavista), que fechou a temporada como o melhor marcador da Liga SABSEG com 17 golos, para além de Raphael Guzzo (rescindiu com o GD Chaves em Dezembro e lacrou um contrato com o Vizela até 2022), Marcos Paulo (ex-Académica), Richard Ofori (contratado por duas épocas ao SC Farense), entre outros nomes.

Houve uma necessidade maior do GD Estoril em reforçar o plantel desde Julho do ano passado, reforçando todas as posições no plantel, acabando por isto significar a subida de divisão e o título de campeão da segunda liga, sem nunca prescindir de um plantel jovem e ambicioso, com Bruno Pinheiro a merecer elogios por ter tido a capacidade de montar uma equipa sólida que chegou a liderar o campeonato em 26 das 34 jornadas. O FC Vizela mexeu “pouco” e atravessou alguns momentos mais agridoces no início do campeonato, encontrando o rumo da subida a partir da 10ª jornada, apesar de só ter confirmado a subida na derradeira jornada da Liga SABSEG.

Por falar em vitórias e performance competitiva, qual das duas esteve melhor no geral? O GD Estoril foi a equipa com mais vitórias (20), sem necessitar de terminar como o melhor ataque (55 marcados) ou defesa (26 sofridos), com esses registos a pertenceram ao FC Vizela e FC Arouca, respectivamente. O grupo liderado por Bruno Pinheiro também foi a que menos derrotas consentiu, com um total 4, os mesmos dos vizelenses, numa clara demonstração de consistência nesta sempre difícil e altamente disputada segunda liga. Já o Vizela tem dois registos de se fazer notar: melhor ataque com 59 golos concretizados; e maior sequência de jogos sem perder, uma vez que perdeu pela última vez em Novembro de 2020, perfazendo um total de 26 jogos consecutivos em que impediram qualquer derrota. Como nota final nesta secção, registaram-se empates nos jogos frente-a-frente entre estes dois emblemas promovidos à primeira liga.

Olhando para a parte histórica, o FC Vizela só por uma vez esteve na primeira liga, em 1984-1985, sofrendo a despromoção nessa temporada, sendo portanto a segunda presença do emblema minhoto no principal escalão profissional do futebol português. O GD Estoril tem uma história largamente diferente, pois já conta com diversas presenças no primeiro escalão, garantindo a subida em seis ocasiões (contabilizámos esta nova ascensão em 2020/2021), a última das quais em 2012, contando ainda com alguns apuramentos para as competições europeias. Os vizelenses nunca conquistaram qualquer título, enquanto os canarinhos já somaram três títulos de campeão da segunda liga, estando a apenas 1 de igualar o FC Paços de Ferreira no topo da lista dos maiores vencedores desta divisão.

Última curiosidade vai para o facto de no cruzamento dos dois plantéis encontrarmos pouca prata entre os atletas envolvidos, ou seja, são apenas três os jogadores que levantaram troféus na passagem por outros clubes: André Vidigal, que foi campeão cipriota em 2019/2020 pelo APOEL; Marcos Valente, que fez parte do plantel do FC Paços de Ferreira, vencedor da Ledman Liga Pro 2018/2019; e Fernando Cardozo, campeão do Apertura da liga paraguaia em 2019 pelo Olimpia de Assunção.


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