Os maiores flops do Brasileirão 2018

Rafael RibeiroOutubro 21, 20185min0

Os maiores flops do Brasileirão 2018

Rafael RibeiroOutubro 21, 20185min0
A disputa pelo Brasileirão continua, mas performances individuais chamam a atenção, tanto positiva quanto negativamente. Pensando nisso, o Fair Play discute e aponta aqui os flops do Brasileirão 2018

A reta final da época começa a nos mostrar muitas coisas além da disputa pelo título, pelas vagas na Libertadores ou mesmo pela briga contra o rebaixamento. Mesmo sendo um campeonato que tem tradição em exportar jogadores, o Brasileirão costuma oferecer aos adeptos a chance de ver jogadores de destaque na América do Sul a procura de um lugar ao sol tupiniquim, além também de renomados que por algum motivo não tiveram espaço na Europa e retornam ao Brasil.

Mas de todos os nomes, de reforços sul-americanos, recém chegados da Europa e também os que se depositam esperanças por seus primeiros anos como protagonistas no país, quais são aqueles que desapontaram? O Fair Play analisa e sugere três nomes que eram apontados como potenciais armas para suas equipas, porém não passaram de ameaças sem serem concretizadas.

Vitinho (Flamengo)

Vitinho ainda não rendeu o esperado no Flamengo (Foto: Getty Images)

Contratado junto ao CSKA por 10M€ (alto valor para os padrões brasileiros, 0,5M€ mais caro do que o próprio CSKA pagou ao Botafogo em 2013), Vitinho não conseguiu fazer jus ao montante pago pelo rubro negro. Alternando jogos entre a ponta esquerda do relvado e o centro do campo (como um camisola 9 típico) Vitinho não ganhou sequer a titularidade na equipa (mesmo com um certo rodízio de jogadores na posição).

Foram 13 jogos pelo Fla no Campeonato Brasileiro, porém somente um gol no período, além de uma média muito baixa de chutes ao gol (média de 2.2 por jogo) e vaias dos adeptos. Já nas assistências, foram três passes para gol, mas os baixos números de dribles bem sucedidos, duelos ganhos e inclusive a quantidade de faltas sofridas corroboram para a aparição de Vitinho nesta lista, mesmo que  suas boas exibições tenham sido nas últimas jornadas.

A principal reclamação foi a de falta de objetividade do jogador. Talvez até por uma característica da equipa em geral durante alguns jogos, o jogador parecia sem vontade, menos vertical, e sem arriscar tanto ao gol quanto em suas épocas áureas. Dos jogadores considerados flops pelo Fair Play, é o único que está em forma e não foi atrapalhado diretamente por lesão ou falta de ritmo.

Gustavo Scarpa (Palmeiras)

Problemas judiciais e físicos limitaram Scarpa nesta época (Foto: César Greco/Ag. Palmeiras)

Já são quase dois meses sem atuar pela equipa, em uma época muito tumultuada para o jogador. Se em 2017 o ano foi dos melhores para o meio campista, a ação na justiça para ficar livre do Fluminense e atuar por outra equipa não foi a melhor saída para sua carreira. Impedimentos legais fizeram com que Scarpa já ficasse muito tempo sem jogar pelo Palmeiras, mas mesmo livre, não conseguiu bons jogos para ter uma sequência nos 11 iniciais.

São apenas 17 jornadas no ano, sendo apenas seis pelo Brasileirão, mas sem nenhum gol ou assistência nestas exibições. Fato que foi impulsionado também por lesões (a última uma inflamação causada por pancada no tornozelo direito). O fato do Palmeiras também ter um dos elencos mais completos do país fez com que a equipa não sentisse sua falta, ou mesmo não arriscasse sua utilização quando estava no banco de reservas.

Para a sua posição, Felipão tem utilizados uma linha de três jogadores, onde Dudu certamente tem vaga cativa pelas pontas do campo, assim como Willian ou Hyoran, e com Lucas Lima ou até Moisés pelo meio, mostrando que a equipa tem muitas opções eficazes antes de optar por Scarpa.

Bryan Ruiz (Santos)

Protagonista por Costa Rica, ainda não evoluiu no Santos (Foto: Twitter/@SporTV)

Bryan chegou ao litoral paulista com muita gala. Recebeu a camisola 10 da equipa de Pelé e ainda disse em entrevistas que seria uma honra se aposentar pelo Santos, projetando uma passagem de glórias pela equipa. O começo não foi muito animador, principalmente pela constatação de um desequilíbrio muscular que adiou sua sequência de jogos. Com a troca de técnico (saída de Jair Ventura e chegada de Cuca).

A situação que podia ser melhorada não ocorreu. O novo treinador não lhe deu oportunidades, até pela boa fase de Carlos Sánchez e Derlis González. Até agora são apenas seis jornadas em que o meia participou, sem nenhum gol e com uma assistência. Mesmo participando de jogos amistosos pela Costa Rica (e fazendo gol), o jogador parece não ter convencido os adeptos santistas.

Em meio a polêmicas entre o presidente da equipa e o treinador, que discordaram sobre seu aproveitamento (o presidente dizendo que talvez não esteja bem por jogar fora de posição, e o treinador rebatendo que sua performance ainda não está no nível adequado, e que prefere por outros jogadores), Bryan parece focar nas últimas jornadas para começar bem o ano de 2019, já que seu contrato acaba no fim da próxima época.


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