4 vencedores de Europeus/Mundiais que não ganharam uma Liga

Francisco IsaacJunho 11, 20205min0

4 vencedores de Europeus/Mundiais que não ganharam uma Liga

Francisco IsaacJunho 11, 20205min0
O que fica na memória? Conquistar um Mundial ou um par de títulos da liga local? Obviamente o primeiro, mas o facto de nunca ganhar um Campeonato nacional não deixa de ser uma marca interessante como é no caso destes 4 jogadores escolhidos!

Alguns futebolistas fizeram parte de glórias internacionais pela sua selecção, levantando Campeonatos da Europa, Copa América, CAN’s e/ou Mundiais, sem nunca ter tido a oportunidade e honra de conquistar um título nacional por qualquer um dos clubes que serviram.

Descobrimos 4 jogadores que encaixam no perfil, um deles português… quem podia fazer também parte desta lista?

YOURI DJORKAEFF (FRANÇA)

Jogou no Monaco, Inter, PSG (dos “velhos” tempos), Kaiserslautern ou NY Red Bulls, fez mais de 200 golos em toda a carreira na Europa, compôs manobras ofensivas com Ronaldo Nazário, George Weah, Raí, Rui Barros e chegou a constar no melhor 11 da FIFA em 1997, mas nunca foi capaz de fazer parte de um elenco que fosse capaz de conquistar um campeonato local. Youri Djorkaeff é daqueles nomes sonantes que ficou para a história do futebol francês, participando na conquista do título mundial de 1998, o Euro 2000 e a Taça das Confederações de 2001, ou seja, o hattrick internacional que todos almejam levantar.

Titular na final do Campeonato do Mundo de 98′, Djorkaeff era um polivalente jogador que tanto podia surgir nas costas de um ponta-de-lança fixo – no caso da França era o “esquecido” Stéphane Guivarc’h na camisola 9 – ou ele próprio operar como a referência de área, um papel que desempenhou em algumas das formações pelo qual passou. Conquistou uma Taça UEFA e uma Taça das Taças, faltando-lhe só a Liga dos Campeões para compor um ramalhete quase perfeito a nível de títulos internacionais… todavia, em 22 épocas que cumpriu como sénior – dos 16 aos 38 anos – nunca foi capaz de segurar uma troféu de liga, ficando muito perto quando fez parte daquela dream team estranha do Inter de Milão ou na única temporada que serviu o PSG.

JOSÉ FONTE (PORTUGAL)

Esta entrada interessante, já que José Fonte podia ter perfeitamente conquistado um título quando passou pela League One e Championship ao serviço do “seu” Southampton, mas na altura acabou sempre no 2º lugar (na final da competição) e desde então não teve a oportunidade de fazer parte de um emblema que lutasse concretamente por um título nacional.

É uma das histórias perfeitas de que um o trabalho e dedicação profundo garantem a médio-prazo resultados, pois durante algumas épocas esteve longe da ribalta, aguentando esse período para depois singrar tanto nos emblemas nacionais como pela selecção portuguesa, tendo feito parte daquele eixo defensivo que fez o feito de conquistar o Campeonato da Europa de 2016. Um dos centrais mais elegantes a passar pela selecção Nacional, portador de uma voz de comando inteligente e focada, José Fonte merecia ter tido a oportunidade de jogar em clubes de topo europeu, até pelo exemplo que pode representar dentro do clube.

SIMONE PERROTTA (ITÁLIA)

Considerado um dos “filhos” mais queridos da AS Roma, onde jogou quase 10 anos consecutivos, o trinco italiano ficou sempre à porta de conquistar um campeonato nacional durante toda a sua carreira como jogador… para amenizar essa falha, Simone Perrotta fez parte do título mundial italiano de 2006, alinhando como um dos médios que trancava o acesso à defesa da Squadra Azzurra, impondo aquela fisicalidade e agressividade dominadora sem esquecer da capacidade em poder relançar a redonda rapidamente para dar sequência a um contra-ataque mordaz como ficou sempre latente naquele elenco comandado por Marcello Lippi.

Terminou a carreira com 48 internacionalizações pela Itália e mais 573 jogos a nível de clubes (80% pela AS Roma), somando poucos troféus – Coppas Italia maioritariamente – mas com a medalha de campeão do Campeonato do Mundo para sempre a morar na sua vitrine de feitos.

DENILSON (BRASIL)

Foi das contratações mais caras de sempre do Bétis, com um preço de custo 21,5M€ em 1998, que na altura foi um surpreendente à escala global, mas nunca foi a peça que faltava para que o emblema sevilhano fosse capaz de chegar ao título de La Liga ou sequer chegar perto do mesmo. Os mais fiéis e dedicados investigadores do Desporto Rei podem arguir que Denílson conquistou dois campeonatos paulistas durante a sua carreira no Brasil, mas a verdade é que nunca foi capaz de ser campeão do Brasil seja da liga brasileira pré-2003 ou pós essa data de instauração do actual modelo ainda vigente do Brasileirão Série A.

Fez parte das gerações mais brilhantes do futebol canarinho, com uma pujança e uma fantasia sempre colada aos seus pés, marcando Denílson uma era quer seja no Bétis – Taça de Espanha de 2005 é o único troféu que arrecadou em solo europeu – ou no São Paulo, sem esquecer que fez parte do conjunto brasileiro que “limpou” o Campeonato do Mundo de 2002, a Taça das Confederações e Copa América ambas de 1997, sem nunca ter tido a oportunidade de fazer parte de um cojunto que fosse capaz de atacar decididamente o título nacional de clubes… poderia ter jogador num clube de outro patamar?


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