18 Jun, 2018

Nélson Silva, Author at Fair Play

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Nélson SilvaMaio 25, 20185min0

La Roja, uma das principais favoritas à conquista do Mundial, sempre com o cheirinho a tiki-taka. O Fairplay dá uma visão geral sobre “nuestros hermanos” nesta fase renovada de aposta no título.

A lista final de Julen Lopetegui é já conhecida. Com um misto de experiência e sangue novo, esta é uma seleção que não larga a base que alcançou o título mundial em 2010. Contudo, há várias mexidas e os novos talentos a despontar na seleção têm vincado a ideia de que, uma vez mais, a seleção espanhola é para ter em conta como uma das grandes favoritas. Eis a lista dos 23:

Foto: Público

O trajeto

Falar na estrutura em volta daquilo que a Espanha alcançou num passado recente é falar de um plano ponderado durante largos anos que teve os seus loiros no passado recente. É de conhecimento geral o investimento avultado no desenvolvimento do desporto, não só no futebol como em várias modalidades onde a Espanha se foi conseguindo superiorizar (andebol, basquetebol e futsal são exemplos onde a Espanha conquistou troféus internacionais). Antes do novo milénio, a seleção espanhola apenas alcançou a glória no Europeu de 1964, sob o comando de José Villalonga. A decadência da “La Roja” deu-se entre 1968 e 1982, com resultados menos positivos. Mesmo após essa fase, os grandes feitos tardaram em aparecer. Somente sob o comando de Vicente Del Bosque, em 2008, voltaram às grandes conquistas.

Desta feita, a era mais dourada de “nuestros hermanos”. Assente na filosofia de jogo que Guardiola aperfeiçoou nesses mesmos anos em Barcelona, a seleção espanhola limpou literalmente tudo (Euro 2008, Mundial 2010, Euro 2012). Os incontornáveis nomes de Xavi, Iniesta, Busquets, Fernando Torres e companhia, cimentaram o nome de Espanha como um colosso do futebol mundial, eterna candidata às conquistas de títulos europeus e mundiais. Como tudo tem um fim, a era Del Bosque termina com o falhanço na Taça das Confederações 2013, a não passagem da fase de grupos no Mundial 2014 e, por último, a queda nos oitavos de final do Euro 2016 contra a Itália. Chegou a hora da renovação, olhando sempre para quem conhece bem a casa. Julen Lopetegui, conhecido e experiente treinador das camadas jovens da seleção espanhola, foi o escolhido para selecionador.

Mesmo após uma passagem sem grande sucesso no FC Porto, a federação nada temeu e apostou num homem que preserva os princípios que tanto se pedem no futebol espanhol: futebol de posse, ataque organizado, com a aliciante de se estar a cruzar com jogadores que foi vendo crescer ao longo dos anos.

A filosofia

Julen Lopetegui é, invariavelmente, um homem do 4-3-3. O controlo da posse de bola é um princípio fundamental, algo que se mantém mesmo após a anunciada decadência do tiki-taka. Ainda assim, a filosofia assenta na integração de um modelo mais ofensivo, com novos protagonistas, sem descurar a procura de jogo interior e a deambulação dos alas, jamais extremos declarados. Necessitar de um extremo vertical não é, de todo, um fim para o técnico espanhol. O mais comum será sempre ver uma dinâmica que envolva a procura do espaço interior de um ala direito, que será certamente David Silva, permitindo assim os médios interiores (Iniesta, Thiago, Koke, Saul) deambularem por zonas mais laterais, criando espaços entrelinhas e consequentes desequilíbrios no adversário.

Julen tem como primeira opção na baliza David De Gea, provavelmente o mais inconstestável e talentoso jogador desta nova era. Na defesa, Sérgio Ramos e Piqué cimentam a dupla intocável de muitos e longos anos de conquistas. Nas alas, duas pulgas à solta. Jordi Alba é dono e senhor da lateral esquerda defensiva, sendo um jogador agressivo e muito veloz no ataque à profundidade. Carvajal, na direita, é outro pulmão incansável, consistente a defender, competente a atacar. O meio campo carrega ainda dois dos pilares de longa data. Busquets é o médio defensivo, nas costas de Iniesta e Thiago Alcântara. De realçar que esta é uma zona de grande rotatividade e a inclusão de Koke, Saul ou Isco na zona central não será surpreendente. Nas alas, David Silva parte da direita, com Isco a tratar do serviço pela esquerda, ambos com tendência para o jogo interior.

Asensio e Lucas Vasquez serão os tais extremos mais verticais que Lopetegui poderá querer lançar para os seus lugares e são opções a ter muito em conta para refrescar a equipa. Diego Costa deve ser o titular na frente de ataque, mas tem na sua sombra e à espera de manter o seu ritmo elevado Rodrigo. O avançado do Valencia acabou a época com a mira afinada para a baliza, tal como o mais experiente Iago Aspas, trabalhador nato e um atirador frio na hora de encarar o guardião contrário.

Espanha é claramente uma das principais candidatas e o apuramento fez reconhecer a excelência com que tem sido programada a renovação da sua seleção.

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Nélson SilvaMaio 20, 20184min0

Contagem decrescente para o tão esperado início do Mundial Rússia 2018 e não faltam ingredientes para que os amantes de futebol colem ao ecrã durante cerca de um mês. Entre as atrações olhamos para os meninos prodígios, jogadores que se estreiam num campeonato do mundo com um potencial tremendo.

Kasper Dolberg

Olhar para os vikings faz logo saltar à vista a vontade de ver Eriksen fulminar uma baliza de bola parada. Pois bem, a Dinamarca tem muito mais que se lhe diga e a esta altura desponta um novo guerreiro nórdico. Kasper Dolberg é avançado do Ajax, tem 20 anos e 1,87m de altura. Técnica e agilidade são os cartões de visita da nova coqueluche dinamarquesa. Se a esta altura os tubarões procuram a nova geração de artilheiros, Dolberg é claramente o principal alvo a tentar deter. Muito completo, não se priva de recuar para fazer a equipa jogar. Os níveis de confiança são tais que, por várias vezes, fez golo em transição ofensiva pegando na bola a meio campo e conduzindo-a até à baliza. A meia distância é outra das armas do dinamarquês. Oportunista, faz uso da sua altura para se antecipar perante os centrais e marcar também de cabeça. É nesta altura o protótipo mais próximo de Ibrahimovic da nova geração.

Foto: The 42

Rúben Dias

Capacidade física, robustez, velocidade em recuperação defensiva. Numa altura em que os centrais portugueses de elite se aproximam do final de carreira, Rúben é a lufada de ar fresco que não podia aparecer em melhor altura em Portugal. O central viu-se obrigado a fazer pela vida no Benfica perante as lesões de outros colegas e desde cedo foi atirado às feras. Ruben não precisou de muitos minutos para mostrar que era mais um homem entre os demais. Faz uso da sua capacidade física e é o tipo de central ideal para aguentar um ponta de lança de referência.

Foto: Renascença

Kylian Mbappé

Já não são precisas muitas palavras para descrever este talento. Chegou este ano ao PSG e depressa vincou que é claramente uma das maiores promessas a ser melhor do mundo na sua geração. Extremamente veloz, o extremo/avançado francês tem ainda uma técnica muito apurada, nunca se privando de avançar para cima dos defesas causando o caos. É uma das maiores atrações da formação gaulesa, onde desponta da outra faixa Ousmane Dembelé, também em estreia nesta competição e com a mesma margem de progressão de Mbappé.

Foto: Fifa

Piotr Zielinski

Regressamos mais a norte na Europa para focar na nova tendência entre os polacos. Se falar de Polónia é falar de Lewandowski, o avançado tem muito por onde ser servido através de Zielinski. Técnica apurada, controlo de posse e poder de decisão acima da média. O médio polaco não se esconde do jogo, tomando a iniciativa muitas vezes de pegar na bola e romper entre linhas.

Foto: Getty Images

Marcus Rashford

Outro do lote dos que dispensam apresentações. Rashford é o mais próximo que temos de Alex Hunter no videojogo FIFA. Se o jogo nos dá a conhecer o conto de fadas de um miúdo que sai da formação e desponta numa grande equipa, o internacional inglês fez por merecer essa comparação desde o primeiro dia. Apareceu no Manchester United e desde logo impressionou. Provavelmente um dos mais velozes extremos na Premier League, tem a aliciante de concretizar golos muito importantes para a equipa. É o protagonista do célebre “Rash Hour” pelos momentos em que apanha a bola e decide a partida. Extremamente confiante com a bola, não se privará de fazer o gosto ao pé neste mundial.

Foto: 101Goals


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