Arquivo de Promessas - Fair Play

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Victor AbussafiJaneiro 29, 20175min0

A tradicional competição de início de ano no Brasil, e mais famosa competição nacional de júniores, terminou no último dia 25. A tradicional final, disputada sempre no dia do aniversário da cidade de São Paulo e no estádio do Pacaembu, marcou o décimo título do Corinthians e encerrou o mês de maior vitrine para os jovens aspirantes a profissionais de futebol.

A Copa São Paulo de Futebol Júnior, carinhosamente chamada de Copinha, já revelou jogadores como Fred, Kaká, Rogério Ceni, Dida, Oscar, Lucas Moura, Neymar e tantos outros. Em 2015, um dos destaques da competição foi Gabriel Jesus, que em menos de 2 anos assumiu a camisa 9 da Seleção Brasileira e chegou ao Manchester City cheio de expectativas.

Um das revelações do ano passado é agora jogador do Futebol Clube do Porto. Inácio, lateral esquerdo envolvido na negociação com o São Paulo por Maicon, brilhou no sub-20 do Tricolor Paulista.

Portanto, é dos campos enlameados pelas chuvas de verão que nascem alguns dos maiores talentos do grande celeiro de craques que é o Brasil. E nesse ano de 2017, em que os clubes olham para a base como a salvação para reforçar os elencos, quando falta dinheiro para investir em novos jogadores, é especialmente importante ter os olheiros a postos para não perder o próximo Gabriel Jesus. O Fair Play ajuda nessa missão e lista aqui alguns dos melhores talentos que apareceram nessa edição da Copa São Paulo. 

O Campeão

Jogadores comemoram a conquista da décima Copinha (Foto: Ag. Corinthians)

Em grave crise financeira e política, o Corinthians venceu sua décima Copa São Paulo na final contra o Batatais, clube do interior de São Paulo, e, mais importante, viu surgir promessas que podem ser importantes num elenco profissional que precisa de mais qualidade. Pelo menos 4 jogadores devem ser aproveitados no time principal, com a vantagem de serem comandados por um ex-treinador da formação alvinegra, Fabio Carrile. São eles:

Pedrinho (Médio, Corinthians) –  Com apenas 18 anos (a competição é sub-20), o habilidoso meia do Corinthians foi o melhor jogador da competição. Principal responsável por criar jogadas num ataque goleador, o jovem chamou a atenção de todos com os seus dribles em velocidade. Com bom remate de longa distância, com uma perna esquerda poderosa, Pedrinho fez golos importantes e ainda ajudou a consagrar seus companheiros de ataque, com 5 assistências.

Carlinhos (Ponta de lança, Corinthians) – O principal beneficiado pelas assistências de Pedrinho foi, também, fundamental para o título corintiano. Artilheiro da competição (11 golos), o avançado de 1,95m com facilidade no jogo aéreo deve brigar por uma chance com Jô e Kazim Richards no time principal.

Vinicius Del’Amore (Defesa central, Corinthians) – Não foi só o golo decisivo para a classificação corintiana contra o Flamengo, nos quartos-de-final, que fez o defensor ser um dos destaques da competição. Jogando sua última Copinha, por fazer 20 anos, o defensor é um “zagueiro-zagueiro” no vocabulário popular brasileiro, ou seja, um defensor com “cara de mal”, que joga simples e duro, mas cria muitas dificuldades para os adversários. Recebeu sondagem da Lazio, pela possibilidade de se naturalizar italiano.

Guilherme Mantuan (Médio, Corinthians) – Capitão da equipa na conquista, o jogador é polivalente e pode jogar de lateral, volante ou médio. Apesar da forte concorrência no time principal, foi um dos destaques do onze campeão pela regularidade. A capacidade de jogar em varias posições deve garantir um lugar entre os profissionais.

Outros destaques

Gerson (Guarda-redes, Batatais) – A Copinha sempre nos dá bons jogadores e ótimas histórias. É o caso de Gerson, jovem guarda-redes do vice-campeão Batatais e um dos principais responsáveis pela inédita final disputada pelo clube do interior paulista. Ele chegou a abandonar o futebol, quando tinha proposta do Sporting, por conta de uma forte depressão decorrente da morte da irmã, em um acidente de carro. Convencido pelos amigos a disputar esta Copa São Paulo, e assumidamente fora de forma, o jovem defendeu três pênaltis nas quartas-de-final e agora precisará repensar seu futuro.

Vinícius Júnior (Avançado, Flamengo) – Com apenas 16 anos, o brilho do jovem meia-atacante do Flamengo chamou a atenção do Barcelona. É o principal jogador da Seleção Brasileira sub-17 e foi, talvez, o jogador com maior potencial a disputar a competição desse ano. Em campo, com quatro golos, cinco assistências e diversas jogadas de efeito, tem tudo para ser um dos próximos grandes talentos do Brasil.

Éder Militão (Defesa central, São Paulo) – Tendo atraído o interesse de Chelsea e Benfica, antes de assinar contrato profissional com o São Paulo no ano passado, Éder é um jogador de grande qualidade técnica. Podendo jogar tanto de defesa central, como de trinco, o jogador tem grande qualidade no passe e facilidade para se antecipar aos avançados. Dizem que tem personalidade difícil, mas deve receber chances em breve nos profissionais.

Brayan (Médio, Paulista de Jundiaí) – Um jogador decisivo, que faz a bola circular e jogo ganhar velocidade em no máximo dois toques na bola. Canhoto, um médio com boa capacidade de criação e finalização, carência de quase todos os clubes da Série A do Brasil. Não deve ficar no Paulista por muito tempo.

Foram muitos os destaques e, certamente, muitos deles terão espaço nos profissionais ou serão negociados com clubes maiores nos próximos meses. Acha que faltou alguém? Deixe sua opinião nos comentários e aumente a lista à vontade!

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Daniel FariaAgosto 14, 201615min0

“De promessas está o inferno cheio”, ou então, “promessas leva-as ao vento”, são expressões populares que podem ter sentido em qualquer área, e o futebol não foge disso. Desde tenra idade, alguns jogadores destacam-se, sendo apelidados de promessas para o mundo do futebol. Alguns conseguem despontar, outros nem por isso, seja por falta de acompanhamento eficiente, ou simplesmente por falta de vontade ou meios suficientes para singrar.

Alguns têm todas as condições, talento e premissas oferecidas pelos clubes, que permitem um desenvolvimento sustentável das suas carreiras. São criadas inúmeras expectativas sobre esses atletas, que de uma maneira ou de outra, acabam por andar a vaguear por diferentes clubes, não conseguindo passar do estatuto de promessa para o “status” da confirmação.

Deste modo, o FairPlay recorda alguns exemplos de atletas que muito prometeram, mas que não conseguiram o seu cantinho efectivo no futebol, quando tudo fazia prever que seriam jogadores de topo. Alguns exemplos referidos tiveram passagem pelo futebol português, mas recordaremos alguns “exemplos mundiais”, que muito prometeram e basicamente acabaram por não dar o sucesso e projeção na sua carreira que muita gente esperava.

Nélson Oliveira (Benfica)

O jovem avançado benfiquista, dispensa apresentações. Uma promessa desde as camadas jovens da seleção e do clube encarnado, que simplesmente não conseguiu a sua afirmação. Seja por razões ligadas ao empresário ou ”razões mentais”, a verdade é que Nélson Oliveira deambula de empréstimo para empréstimo, sem qualquer perspectiva de futuro, quando muito se esperou dele.

Eleito como 2º melhor jogador do mundial de sub-20 na Colômbia, tudo fazia prever que a situação mudasse, mas continuou tudo na mesma. Com défice de pontas de lança, foi com muito bons olhos que toda uma nação portuguesa viu nascer um aparente fenómeno que, com uma série de golos e assistências levou a seleção portuguesa à final do mundial sub-20 realizado na Colômbia. Todas estas boas atuações por parte do português motivaram a sua subida em definitivo à equipa principal das águias.

Após uma breve adaptação ao futebol de Jorge Jesus, destacou-se na segunda metade da época o que o levou a estrear-se pela Seleção A e a participar na boa campanha portuguesa no Europeu de 2012. Tudo parecia bem encaminhado na promissora carreira deste jovem, surgindo até um aparente interesse do Barcelona e do próprio Chelsea. Contudo o português decidiu manter-se no seu clube de coração, o Benfica.

Sem explicação, como quase do nada, o português após esta difícil decisão, vê-se sucessivamente dispensado, estragando qualquer hipótese de progressão, uma vez que não há estabilidade para o despontar do seu talento.

Neste momento, o jovem avançado, recentemente movido para o Notthingham Forest, vê-se na eminente situação de ser completamente esquecido por toda uma nação que tanta esperança depositou nele.

Nélson nunca conseguiu impor-se no Benfica (Foto: Lusa)
Nélson nunca conseguiu impor-se no Benfica (Foto: Lusa)

Fábio Paim (Union 05)

Quem não se lembra de Paim? Formado no Sporting, era encarado como uma potencial estrela no panorama nacional futebolístico. Hoje, infelizmente é mais uma história de um talento que se perdeu, e que deambula pelo futebol luxemburguês, no desconhecido Union 05.

Na altura, Paim era visto como um jovem com imenso potencial, sendo já seguido por vários clubes europeus desde tenra idade, com apenas 15 anos. Mas como se sabe, nem tudo é um mar de rosas, principalmente no meio desportivo. O jovem Fábio Paim apesar do talento, era pouco esforçado, gostava de deitava-se tarde, chegava atrasado aos treinos (por vezes nem aos treinos ia). Na academia, fazia-se o possível para metê-lo na linha, com chamadas de atenção e castigos. Só que o fervor da competição mascarava alguns valores e no final lá entrava Paim para jogar e resolver o jogo.

Aos 17 anos, ganhava mais que alguns jogadores do plantel profissional do Sporting, tanto mensalmente como anualmente, onde era depositado na sua conta mais de 100 mil euros. Ainda nessa mesma faixa etária (17 anos) e ainda sem carta, comprou o primeiro carro (um Mercedes) e a partir daí foi sempre a decair. Em 4 anos comprou mais de 10 carros de luxo e “estoirou” cerca de 300 mil euros em menos de 1 ano. Pois bem, isto reflecte onde é que a suposta carreira de sucesso falhou. “Falta de cabeça”, e mau acompanhamento psicológico, fizeram descambar a vida e carreira do jogador, que de empréstimo em empréstimo terminou no que é hoje, um jogador esquecido no pequeno Luxemburgo.

Bebé (Benfica)

No dia 11 de agosto de 2010, após apenas 5 semanas da sua chegada ao Vitória de Guimarães, foi anunciada a transferência de Bebé para o Manchester United, num valor a rondar quase os 9 milhões de euros. Foi também dito que o Real Madrid, Sporting e Benfica estavam interessados nele, mas o atleta acabou por rumar ao colosso United, para espanto de todos naquela altura. Bebé foi recomendado ao Manchester United através do técnico Carlos Queiroz, ex-assistente de Alex Ferguson.

Com passagem anterior pelo já extinto Estrela da Amadora, o jovem mal teve tempo para se estrear no Vitória, sendo quase imediatamente levado para Inglaterra. Pois bem… Currículo pouco extenso, tenra idade, número astronómico no valor da sua transferência e juventude… São factores que todos conjugados acabam por dar para o torto e foi rigorosamente o que se passou.

O jogador nunca conseguiu afirmar-se na realidade da Premier League, sendo alvo de três empréstimos enquanto esteve em Inglaterra, para o Besiktas e depois para os clubes portugueses Rio Ave e Paços de Ferreira, onde até se chegou a destacar na capital do móvel, fazendo quase 30 jogos e marcando 12 golos. Com isto, atraiu a atenção do Benfica, que o contratou em 2014, mas em vão, não dando também grandes oportunidades para o jogador se afirmar, sendo enviado para Espanha na tentativa de evoluir, mas sem sucesso, encontrando-se neste momento no Eibar.

Freddy Adu (Tampa Bay Rowdies)

Chegou ao Benfica com o rótulo de prodígio, mas que nunca chegou a sê-lo. Devido ao seu estilo de jogo, baseado no drible rápido, culminado em assistências e golos no futebol norte-americano, o futebolista natural do Gana era apontado como uma possível estrela em ascensão. Depois das passagens pelo DC United e Real Salt Lake, chegou ao Benfica, onde alinhou apenas por 20 ocasiões, apontando 5 golos.

Assinou o seu primeiro contrato profissional com 14 anos, e joga actualmente no Tampa Bay Rowdies, que atua na  North American Soccer League, divisão onde jogam as equipas de Canadá e dos Estados Unidos, numa espécie de distrital. Com a assinatura de um contrato profissional tão precocemente (um dos pontos que destrói carreiras, a precocidade), fazia-se prever uma história de uma longa carreira com sucessos. Podia ser, mas está bem longe disso.

A imprensa apelidava-o de “novo Pelé”, pela similaridade física e estilo de jogo. Uma necessidade crónica sem explicação de criar um estatuto de estrela a um jogador que em campo, não correspondia ao que muito se escrevia e falava fora dele. Entre 2004 e 2006, Adu disputou 86 jogos pelo clube de Washington apontando 11 golos. Tinha apenas 16 anos quando esteve à prova no Manchester United, interessado em explorar o mercado norte-americano depois da entrada dos Glazer na estrutura directiva do clube. Esteve apenas quinze dias em Carrington antes de ser devolvido a Washington com desdém.

Em Lisboa, o jogador demonstrava vários problemas em integrar-se num modelo de jogo tacticamente mais exigente e a sua afamada técnica parecia longe do se esperava. O Benfica não conseguiu atrair o retorno mediático que esperava com a contratação do norte-americano e depois de um ano desportivo para esquecer, Adu foi declarado transferível pelo clube.

Freddy Adu chegou a ser apelidado de "Novo Péle" (Foto: famousafricanamericans.org)
Freddy Adu chegou a ser apelidado de “Novo Péle” (Foto: famousafricanamericans.org)

Keirrison (Londrina)

O ponta-de-lança Keirrison, foi outro caso de estudo. Notabilizou-se no Coritiba, onde ajudou muito a sua equipa, num registo impressionante de mais de 60 golos nas duas épocas que lá passou. Rapidamente atraiu os “olhares europeus” para o seu concurso, com destaque para o Barcelona que avançou para a sua aquisição por 5 temporadas, onde chegou praticamente a não jogar, tendo sido emprestado a quatro clubes diferentes, incluindo o Benfica, onde também não se notabilizou, fazendo escassos 7 jogos e não apontando qualquer golo ao serviço dos encarnados.

Uma tremenda desilusão de um jogador que no campeonato brasileiro brilhava, fazendo muitos golos e espalhando classe, realidade que simplesmente mudou radicalmente na Europa, onde não foi capaz de mostrar o cabarito evidenciado no América do Sul.

Depois da desilusão na Fiorentina, onde fez 12 jogos e apenas 2 golos, Keirrison regressou ao Brasil em 2010, ao Santos, onde apontou 10 golos em 31 jogos e depois no ano seguinte jogou no Cruzeiro, com passagem discreta. Em 2012, regressou ao clube onde começou a carreira, ao Coritiba, onde jogou 47 jogos, marcando apenas 7 golos. Actualmente, joga no Londrina no Brasil. Um talento há muito anunciado, que se revelou incapaz de se afirmar no velho continente, acabando esquecido na sua terra natal.

Pelé (Paços de Ferreira)

Judilson Mamadu Tuncara Gomes, mais conhecido no futebol por Pelé, despontou nas camadas jovens do Belenenses, e era encarado como uma pérola quando chegou a Portugal, ainda muito jovem, proveniente da Guiné-Bissau. No seu percurso de formação, a qualidade saltava ao de cima, sendo já chamado à equipa principal do clube de Belém, com idade de júnior. Ao estrear-se com 17 anos, entrou para a história do clube, a par de Gonçalo Brandão, como os atletas mais jovens a vestirem a ‘Cruz de Cristo’ no principal escalão.

Foi sendo apostar regular no Belenenses, transferindo-se no início da passada época de 2011/2012 para Itália, para o colosso italiano AC Milan, depois do mundial de sub-20. O clube de Milão garantiu os seus serviços, comprando 50% do passe ao Génova onde nem chegou a actuar. Resumidamente, Pelé em Maio estava no Belenenses, em Junho foi contratado pelo Génova, em Julho rumou à selecção de sub-20 e depois do brilhante do vice-campeão mundial na Colômbia, em Agosto tornou-se jogador do AC Milan.

Na sua primeira época em Itália jogou na equipa sub-20 do Milan, tendo posteriormente sido emprestado ao Arsenal Kiev, clube ucraniano, pelo qual fez apenas 5 jogos.

Depois disto, retornou a Portugal, com passagens por Olhanense e Belenenses, jogando actualmente no Paços de Ferreira. Depois do Mundial de sub-20, onde formou grande dupla com Danilo Pereira no vértice mais recuado do meio-campo, fazia-se prever um grande futuro ao jovem jogador, que facilmente se esfumou com experiências frustradas no estrangeiro.

Fernando Gago (Boca Juniors)

Fernando Gago, médio-centro argentino (considerando em tempos, o próximo Redondo) chamou à atenção dos “tubarões” europeus enquanto “desbrochava” pelo Boca Juniors. Destacava-se pela sua qualidade de passe e capacidade de desarme, parecendo ser um jogador que prometia tornar-se num dos melhores do mundo.

O Real Madrid contratou-o por cerca de 20 milhões de euros, mas o argentino nunca conseguiu “pegar de estaca” nos madrilenos. Porquê? Porque simplesmente Gago, como muitos dos atletas que são referidos neste artigo, é o típico futebolista que não se consegue adaptar ao futebol europeu. Mesmo sendo um jogador com muita qualidade de passe, não consegue oferecer dinâmica à sua equipa, jogando muito parado, para o “dinamismo” do futebol europeu.

Sem convencer em Madrid, teve ainda passagens pela Roma e Valência, onde fez 32 e 16 jogos, respectivamente, mas era mais do mesmo. Por isso, regressou à Argentina, onde actualmente joga no seu primeiro clube, o Boca Juniors.

Fernando Gago acabou na Europa do futebol. (Foto: taringa.net)
Fernando Gago acabou na Europa do futebol. (Foto: taringa.net)

Adriano (Miami United)

Adriano começou a sua carreira no Brasil, mas rapidamente chegou à Europa e tornou-se conhecido no Inter de Milão. Conhecido pelo seu físico imponente e pelos seus remates poderosos, Adriano marcou mais de 70 golos em quatro anos no Inter de Milão, e ainda antes disso, destacou-se no Parma, com 26 golos em 43 jogos, fazendo antever que estaríamos perante um caso sério, no que toca a avançados a nível mundial, mas tal não sucedeu. Os seus problemas familiares e a sua tendência para engordar foram retirando créditos ao atleta, que para além disto, prejudicou a sua carreira com o consumo de álcool e saídas nocturnas.

Após a passagem pelo Inter, em 2008 começou o declínio do avançado, sendo emprestado ao São Paulo e Flamengo, onde apontou ao todo mais de 40 golos, regressando à Europa, ao serviço da Roma, mas sem grande aproveitando, jogando só por 8 ocasiões e apontando apenas 1 golo.

Estava por isso confirmado a incapacidade de Adriano se manter no topo, seguindo-se uma série de passagens por clubes brasileiros (Corinthians, Flamengo e Atlético Paranaense). Actualmente, o avançado encontra-se ao serviço do Miami United, nos Estados Unidos.

Maxi López (Torino)

Uma das grandes promessas da Argentina, que hoje é mais um, entre tantos outros jogadores de futebol. Muitas vezes associado a clubes portugueses, chegando a alinhar pelo Barcelona, foi incapaz de confirmar a fama que chegava através da imprensa desportiva internacional.

Projectado no River Plate, chegou ao Barcelona em 2005, onde jogou 14 jogos, apontando 8 golos. Nada mau. No entanto, o clube catalão optou por emprestar o jogador, para adquirir competitividade, cedendo-o ao Maiorca, onde passou de modo discreto. Depois, nova passagem por clube diferente, desta feita no FC Moskow, na Rússia, onde realizou uma época decepcionante.

Com o seu nível a decair, teve uma experiência no Brasil ao serviço do Grémio, onde apontou 17 golos, permitindo-lhe regressar à Europa, mais concretamente ao futebol italiano, onde passou pelo Catania, apontando 23 golos em 78 partidas no total. Depois disto, passou por Milan, Sampdoria e Chievo Verona, mas sempre sem estabilidade para se afirmar, não aguentando mais que uma época nos clubes. Actualmente joga pelo Torino.

Maxi López chegou a jogar pelo Barcelona, mas nunca confirmou o potencial (Foto: alchetron.com)
Maxi López chegou a jogar pelo Barcelona, mas nunca confirmou o potencial (Foto: alchetron.com)

Alexandre Pato (Villareal)

Quando surgiu no Brasil ao serviço do Internacional e foi campeão do mundo na final do Mundial de Clubes contra o Barcelona, Alexandre Pato começou a chamar atenção de grandes clubes da Europa pela sua velocidade e “faro” para o golo. Após uma boa época no Interncional, foi vendido ao Milan, onde em 5 épocas fez mais de 100 jogos e marcou 63 golos ao serviço da equipa italiana. Teve algum sucesso, mas foi também fustigado por lesões, retirando algum fulgor à tão promissora carreira que se adivinhava para o brasileiro.

Em 2013, acaba por regressar ao Brasil, nomeadamente ao Corinthians, onde acabou por não render, sendo declarado como transferível. Foi então cedido ao São Paulo, onde apontou 31 golos em 100 partidas. Depois disto, dispõe de nova oportunidade para afirmar o seu valor na Europa, estando neste momento ao serviço do Villareal. Após o fim do empréstimo ao Chelsea, ele estava prestes a jogar novamente pelo clube paulista, com o qual tinha mais seis meses de contrato, mas o “submarino amarelo” apareceu e concretizou a contratação.

São 10 casos, entre tantos outros, que chegaram a prometer e não cumpriram. E outros que pareciam estar no bom caminho, mas que por um motivo ou outro, conhecidos e desconhecidos, “desapareceram” do mundo do futebol deixando os seus créditos morrerem por mãos alheias, quando se esperava “mundos e fundos” destes jogadores, que após tanta mediatização, não souberam confirmar o seu suposto estatuto de estrela.

Tudo o que restou foram esperanças (afinal dizem que a esperança é a única a morrer), num conjunto de “estrelas apagadas”, no competitivo mundo do desporto rei. Não interessa o que se diz ou escreve, a qualidade confirma-se dentro de campo; pode ser construída fora dele, através de uma série de acompanhamento e conselhos úteis aos futebolistas, porque alguns acabam por se perder, jogando literalmente para o lixo uma carreira promissora, porque o talento só por si não faz o jogador. Talento e sobretudo trabalho, é a chave para permanecer no estrelato do futebol mundial, coisa que faltou a estes atletas que foram referidos.


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