Arquivo de Milwaukee Bucks - Fair Play

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João PortugalOutubro 15, 201713min0

Antevisão da nova época da NBA, na Conferência Este, onde Cavs e Celtics vão dividir as atenções pelo terceiro ano consecutivo na luta para chegar à Final, contudo serão os Wizards a celebrar o topo da tabela da fase regular.

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João PortugalJaneiro 27, 201712min0

A fase regular da temporada alcançou o meio há pouco tempo e, mais do que avaliar as equipas (as classificações servem para alguma coisa), vamos tentar eleger o MVP (Most Valuable Player) até ao momento. Antes de analisarmos os jogadores, importa definir quantos candidatos temos. A maioria acredita que é uma luta apenas entre Russell Westbrook e James Harden. Para tornar o texto mais interessante, temos que pelo menos adicionar aqui dois eternos candidatos, e dois candidatos mais underrated, se bem que ser MVP da Final e duplo vencedor do prémio de Defensor do Ano não tem nada de underrated.

Vamos então concluir a pool de candidatos, e para tal, é fundamental responder à pergunta: Quem é o MVP da melhor equipa da temporada, a que tem um record combinado de 179-31 na regular season desde que Steve Kerr assumiu o comando e que não perde duas partidas consecutivas há dois anos? (lembrem-se, estamos na fase regular) Kevin Durant ou Steph Curry? Quem é o candidato a MVP dos Warriors? Será Curry, que venceu no último par de anos, 2016 unanimemente, ou Durant, ganhou o prémio em 2014, e que é o jogador “mais odiado” fora dos arredores de São Francisco, Califórnia? O engraçado é que os actuais números de Steph Curry são ligeiramente melhores dos que ele fez quando recebeu o MVP de 2015, contudo esta temporada está incrível.

A corrida ao prémio de melhor jogador é a mais fantástica e absurda deste século. Russell Westbrook e James Harden têm 36 (!) triplos-duplos acumulados, Kevin Durant está, sem supresas, a ter o seu ano mais eficiente da carreira, Lebron James está sempre presente e a lançar melhor de longe, Kawhi Leonard é um alien e agora temos um grego que vou já fazer copiar/colar no nome dele porque vou escrevê-lo bastantes vezes ao longo deste texto, Giannis Antetokounmpo.

Então, por que é que Durant está melhor que Curry este ano? KD está a ser excelente na defesa e extremamente eficiente no ataque. A sua eFG% (effective field goal % – quando calculamos a percentagem normal de lançamento mas com uma média ponderada para duplos e triplos de acordo com o seu valor) está nuns abismais 60,1%, 7% (!) acima da sua média de carreira. Tem 9,4 WinShares (cálculo do valor que o jogador tem para o total de vitórias da equipa ao longo da temporada) contra as 6,9 de Curry, segundo o site bballreference e 13,7 contra 9,5 se utilizarmos o modelo das Estimated Wins Added da ESPN. Mais importante ainda, Steph Curry tem tido um desempenho defensivo negativo até ao momento como demonstra a imagem abaixo, enquanto que KD é o segundo melhor defensor dos Warriors. Ah, e antes que me esqueça, quando Durant está em campo, Golden State marca mais 24 pontos por 100 posses de bola que o adversário.

Durant fantástico nos dois lados do court [NBAMath.com]

Continuando, vamos agora dar atenção aos campeões e ao Finals MVP em Junho, Lebron James. Há muita gente que acha que ele não tem chance alguma de ser eleito MVP pela quinta vez, que ele tem passado as últimas temporadas em cruise control, que só joga a sério na post season, só que a verdade é que ele está com números ligeiramente inferiores aos de MVP em 2013. Os Cleveland Cavaliers perderam 7 dos últimos 11 jogos, uma aberração, então estas derrotas contra os Pelicans sem Anthony Davis e em casa contra os Kings foram inacreditáveis. O banco é praticamente inexistente, a recente adição de Kyle Korver quase de graça não resolve os problemas defensivos da equipa e o que o último mês nos quer ensinar é que é possível uma equipa sentir falta de JR Smith.

Falando um pouco mais a sério, a tendência para que James fosse tendo uma utilização mais reduzida visto que, tal como todos nós, está a envelhecer, tem 32 anos e 1 mês, eclipsou-se com a má forma dos Cavs desde que derrotaram os Warriors no dia de Natal. Está a ter a segunda melhor marca da carreira em assistências (8,4) e ressaltos (7,9), é o ano em que tem de carregar mais Cleveland às costas desde que regressou à cidade que o criou, o que vai contra as expectativas de que Kyrie Irving, Kevin Love e Tristan Thompson fossem progressivamente ganhando preponderância por si próprios. O gráfico em baixo não mostra nada disso.

Lebron e o resto [NBAMath.com]

Não é à toa que Russell Westbrook e James Harden são os favoritos do público e da imprensa para a conquista deste prémio. São casos muito semelhantes, ambos são donos e senhores de equipas que estão a ter uma performance acima das expectativas iniciais de todos. Os Houston Rockets de Harden e os Oklahoma City Thunder de Westbrook estão em 3º e 6º respectivamente na Conferência Oeste. Houve alguém num site português de análise desportiva que na sua antevisão da temporada as colocou um pouco mais abaixo na classficação final…

Ok, em relação aos Thunder acertei, estão ali entre o 6º e o 8º lugar, mas em relação a Houston e ao seu trabalho do seu novo treinador, Mike D’Antoni, fui completamente enganado. Do ponto de vista estatístico, são muito parecidos, Harden tem mais assistências, menos ressaltos, um pouco menos pontos, mas é mais poupado a ter a bola na mão. A principal diferença entre eles é que Westbrook tem a bola 42% do tempo que está em court, e um turnover%, ou seja, a percentagem de bolas que perde por 100 posses de bola, em 16,4%. Por outro lado, Harden tem “apenas” 34% de usage rate (o mesmo, mas em inglês), mas perde mais bolas por 100 posses, 20,3%. Onde o Barbas leva vantagem é nos lançamentos, 52% de eFG% contra os 46% de Bestbrook.

É mesmo Bestbrook [NBAMath.com]

Podemos ver nos gráficos abaixo e acima que, apesar de Harden ter melhores colegas de equipa, o impacto deles é mesmo absurdo. Importa alertar que o elevado número de ressaltos defensivos, muitos deles com menor importância, influencia para que tenham tão boa prestação na defesa.

Efeito D’Antoni, tudo ao ataque [NBAMath.com]

Kawhi Leonard tem como grande vantagem o facto de que ser o melhor defensor da NBA. E é o melhor defensor que neste momento está a 0.9% de lançamentos de campo acertados de entrar no clube 50-40-90, 50% de FG% (lançamentos de campo, que ele tem 49,1%), 40% de 3pt FG% (triplos marcados, que Leonard tem 41,5%) e 90% de FT%, ou seja, os lances livres acertados, que o extremo dos Spurs tem 91,2%. Para quem não está familiarizado com este clube, é extremamente restrito. Até hoje, só 7 jogadores da NBA conseguiram fazer pelo menos uma época inteira a este nível: Larry Bird, Mark Price, Reggie Miller, Steve Nash, Dirk Nowitzki, Kevin Durant e Steph Curry. Ah, e já vos disse que os San Antonio Spurs estão apenas com mais duas derrotas que os todos poderosos Warriors? (36-9 vs 39-7)

Leonard está a ter um impacto “Duncanesco” [NBAMath.com]

Confesso que fiquei bastante desapontado com a última semana e meia dos Milwaukee Bucks. Há 7 jogos atrás, eles estavam com um parcial de 20-17, a lutar taco a taco com Celtics e Hawks pelo top4 na Conferência Este. 12 dias depois, 6 derrotas em 7 jogos depois, incluindo desaires contra Philadelphia (x2) e Miami, Giannis Antetokounmpo perdeu alguns argumentos para construir o seu caso como outsider para MVP. Vamos acreditar que os Bucks ainda podem recuperar na classificação. Khris Middleton está quase de regresso da sua lesão grave que o afasta dos courts desde a temporada passada.

The Greak Freak, como é conhecido Giannis, está neste momento em 6º lugar na tabela de PER (Player Efficency Rating) elaborada pela ESPN, à frente de nomes como Chris Paul, Lebron James, Kyle Lowry ou Steph Curry, com um PER de 27,7. Todas as suas stats individuais aumentaram imenso de uma época para a outra, sendo que na pior das hipóteses é o grande candidato (a par de Nikola Jokic) a MIP (Most Improved Player).  Ainda assim é visivel como Giannis Antetokounmpo faz tudo em Milwaukee.

Ainda falta ajuda ao Greak Freak [NBAMath.com]

Apresentados os candidatos, temos que definir alguns critérios para fazermos a nossa escolha final. A meio da temporada, quão importante é o parcial da equipa? E a defesa? As stats absolutas são mais importantes que as percentagens? Ter colegas de equipa mais competentes faz a diferença? O Podcast que mais gostei de ouvir sobre o tema do MVP foi gravado este mês, por Chris Vernon do The Ringer, cujo convidado é um dos meus analistas e jornalistas preferidos, Tim Bontemps, do Washington Post. Bontemps é da opinião que Harden é o MVP até ao momento, que Kevin Durant é o principal opositor ao duo, e que é incrível que os 3 grandes candidatos foram colegas de equipa antes da troca de Harden para Houston que não passou de um terrível erro de cálculo, já analisado aqui anteriormente. O debate pelo MVP no podcast começa a partir do minuto 19:45.

Para revelar a minha escolha, deixo-vos com uma análise produzida pelo Coach Nick, do site BBallBreakdown, que eu sigo há muitos anos, e sempre aconselhei a todos os adeptos da modalidade que querem aprender sobre as jogadas e os movimentos dentro do court, mais do que saberem o que significam determinadas estatísticas. Por falar em estatísticas, no vídeo que aparece por baixo deste parágrafo, não devem prestar muita atenção aos records das equipas na altura, não são o mesmo de agora, nem às stats apresentadas para cada jogador. As estatísticas que eu considerei importantes já as divulguei ao longo deste texto. O vídeo serve para mostrar como Russell Westbrook e James Harden controlam e constroem o ataque das suas respectivas equipas. Como se portam na defesa, como aparecem tantas assistências no final de cada partida nas suas box scores.

Em suma, para dar o meu veredicto, sou da opinião de que James Harden foi o MVP até aqui da fase regular da NBA. Foi mais eficiente, tem um record surpreendente e melhor que Russell Westbrook. Tem a seu favor também o facto de nos anos anteriores ter sido tão ridículo na defesa que, ao ser decente este ano, parece logo que teve melhorias incríveis. Russell Westbrook tem mantido um semelhante nível de competência com algumas falhas de concentração aqui e ali. Aos olhos, não causa impacto. Os seus 23 triplos-duplos, contra os 13 de Harden, acabarão por ter algum peso na votação final em Abril.

Apesar de dar o prémio a meio da temporada a James Harden, sou da opinião de que o MVP no fim sorrirá ou a Kevin Durant, ou a Kawhi Leonard. Já sabemos que o único MVP nos últimos 30 anos que não veio de uma equipa nas duas primeiras posições de uma das conferências foi Michael Jordan. Também é importante pensar que no final das épocas, normalmente, quem vence mais é recompensado.

Seria impensável que, se as coisas terminassem como estão, com os Warriors novamente a terem o melhor record da NBA, ficando tanto com o melhor ataque como com a melhor defesa, e os San Antonio Spurs a finalizarem mesmo por perto, com Leonard a juntar-se ao clube dos 50-40-90, o MVP não caia nas mãos de Durant ou Leonard. São duas equipas fenomenais, que dominam a liga a um nível muito superior às restantes, não podem, de maneira alguma, ficar sem qualquer dos principais prémios. Ou Durant recebe o MVP com Kawhi Leonard a ser DPOY (Defensive Player of the Year) pelo terceiro ano seguido, ou se invertem os papéis e Leonard recebe mesmo o galardão principal e Draymond Green estreia-se com um há muito merecido prémio de defensor do ano.

E para os leitores do FairPlay? Quem é o vosso MVP? Acham que a classificação final das equipas terá muito peso na escolha? Acreditam que os media poderão votar mais em Westbrook em jeito de vingança pela saída de Kevin Durant de Oklahoma?

Terminando, em jeito de curiosidade, e porque há muitos adeptos dos Boston Celtics em Portugal, deixo mais um gráfico que mostra o porquê do nome Isaiah Thomas não ter surgido em lado nenhum em cima. O rapaz tem pulverizado defesas e dominado jogos intensos, liderando a liga em pontos no último período. Tem uma respeitável eFG% de 53,8% e um PER de 27,1 só que o problema é que IT é bem capaz de ser o pior base titular da NBA a defender.

Thomas no quadrante errado [NBAMath.com]

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João PortugalOutubro 23, 201611min0

A nova temporada da NBA começa dentro de dois dias! Daqui a duas madrugadas, a cidade de Cleveland, pelo menos a parte que não estiver a ver o jogo 1 da Final da MLB no estádio ao lado, dos Indians, pára para assistir à cerimónia de entrega dos Anéis aos Cavaliers. Apesar do enorme favoritismo dos Campeões de regressarem à Final, emergem equipas como os Celtics ou os Pacers que adicionaram os dois Al’s, Horford e Jefferson, aos seus plantéis. Os Raptors perderam Biyombo para os Magic, mas reforçaram o ponto fraco do plantel, com Jared Sullinger. Os 3 clássicos, Heat, Knicks e Bulls, arriscam-se a ficar todos de fora do acesso aos playoffs.

Conferência Oeste 

O Campeão assiste à luta, do trono

Não é propriamente difícil prever e colocar os Cavs como super favorito a terminar o Este na primeira posição. Mesmo que Lebron James, Kyrie Irving e Kevin Love tenham uma fase regular mais tranquila, com mais descanso, devem conseguir andar perto das 60 vitórias nos 82 jogos, o que é mais do que suficiente para vencer a Conferência. Não nos podemos esquecer que Lebron James alcançou as últimas 6 Finais, isto significa 600 jogos oficiais em 6 anos. Para já, é altamente favorito à 7ª consectiva, e depois? Será que conseguirá 8 ou 9?

Para além de finalmente terem renegociado o contracto de JR Smith para permanecer mais 4 anos (3 garantidos + 1 não garantido) em Cleveland, Mike Dunleavy Jr. e Chris Andersen vêm gastar os últimos cartuchos em busca de glória eterna contra os super poderosos Warriors. Esta é a grande diferença de uma temporada para a outra, os Cavs colocaram-se na situação mais complicada de sair, a perder por 1-3 na Final com 2 jogos fora e apenas um em casa, e fizeram o quase impossível, sair triunfantes da época histórica dos Warriors 73-9. Se, por acaso, alguém conseguir ultrapassar os Warriors que agora contam com Kevin Durant, tem à sua espera lugares cativos no Domínio dos Deuses. Para Lebron James, que já lá está, poderá ver associada a si a expressão “Melhor de Sempre” sem que mais o interroguem com “Então e aquele rapaz que ganhou 6 títulos com os Bulls chamado MJ?”

[A apresentação de Al Horford][Foto: John Wilcox]
A apresentação de Al Horford [Foto: John Wilcox]

Os Candidatos ao resto do top4

Aqui começa a parte engraçada, antever competições tem de trazer algum gozo a quem o faz, algum risco para quem escreve. Só um doido pode prever que Cavs e Warriors não se defrontem pela terceira vez consecutiva na Final da NBA, algo que seria inédito. Não haver liberdade criativa para antever os finalistas da competição, deixa-nos loucos para inventar no resto: “Quem vai perturbar os dois gigantes?”; “Quem vai falhar os playoffs?”; “Quem vai ficar em último?” (até esta parece extremamente óbvia).

A melhor equipa do Este, a seguir a Cleveland, serão os Boston Celtics, que ficarão à frente de Toronto e Indiana, no top4 da Conferência. Mais, acredito plenamente que venham a terminar com a melhor defesa da NBA. A contratação blockbuster do Este foi Al Horford, que trocou os Hawks por Boston, deixando assim um dos melhores franchises dos últimos anos, mas que foi impotente contra Cleveland nos playoffs, para criar em Boston a maior resistência ao poder, desde que Lebron saiu de Miami.

Claro que a pergunta principal é: “Já são bons o suficiente?” Eu penso que sim, que vão com relativa facilidade ganhar 50 ou mais jogos. Juntando a versatilidade defensiva de Horford às fantásticas qualidades nesse campo de nomes como Avery Bradley, Marcus Smart ou Jae Crowder, os Celtics serão o grande quebra-cabeças para os ataques da NBA.

Os Raptors perderam Bismack Biyombo que foi tão importante nos playoffs, porém corrigiram um grande buraco no 5 inicial, ao contratarem Jared Sullinger, ex-Celtics. Arriscaram dar o máximo a DeMar DeRozan que foi extremamente contestado por uma post season desastrosa, como tem sido seu hábito, mantendo o plano de chegar à Final com o núcleo Lowry, DeRozan e Valanciunas. Mantêm esperança de que DeMarre Carroll faça uma época sem lesões e continuam a ter em Cory Joseph um dos melhores bases suplentes da liga. Vão andar à volta dos 50 triunfos também.

Jeff Teague e Paul George [Flipboard]
Jeff Teague e Paul George [Flipboard]

Colocar Indiana no top4 é o maior desafio, porém eu sou um grande believer nas capacidades extraordinárias de Paul George. Frank Vogel já não é o treinador, foi substituido pelo seu ex-assistente Nate McMillan, mas a base da equipa está lá. Trocaram George Hill por Jeff Teague, o que deve melhorar o ataque da equipa consideravelmente. Ian Mahinmi foi para Washington mas entraram Al Jefferson e Thaddeus Young. Myles Turner vai tomar de assalto a titularidade e ser um dos grandes candidatos a Most Improved Player e os Pacers vão ficar perto das 50 vitórias.

As restantes equipas que vão aos Playoffs

Wizards, Hawks, Pistons e Hornets, serão estas a ocupar as posições 5-8 na Conferência Este. Prevejo poucas diferenças em termos de resultados entre elas, que ficarão entre as 40 e 45 vitórias, talvez uma ou outra consiga aproximar-se das 47-48.

Washington tinha conseguido contratar Ian Mahinmi, que entretanto se lesionou e vai perder parte da época, mas isso não me parece ser suficiente para que terminem muito abaixo desta previsão. John Wall e Bradley Beal estão a 100% e são um dos melhores back courts da NBA. Trey Burke vai ser o base suplente, um grande upgrade no banco que permitirá a Wall e Beal novas dinâmicas com aquele que sempre achei o melhor base da classe de rookies de 2013 (apesar de ser um draft fraco).

Os Hawks decidiram apostar em Dennis Schroder para base principal, conseguiram garantir Dwight Howard para suprimir a saída de Al Horford e deram um novo contracto a Paul Millsap. Resta saber se o ano mau de Kyle Korver terá continuidade ou se ainda tem pernas para ser um dos atiradores mais letais da liga e um dos melhores jogadores sem bola.

Detroit tem uma dor de cabeça para resolver com a lesão de Reggie Jackson que pode vir a falhar um quarto da temporada. Ainda bem que resgataram Ish Smith (bom ball handler, mas falha na necessidade principal da equipa na posição, lançamento) na Free Agency para colmatar esta perda temporária. Andre Drummond continuará a ser um monstro temido, com melhorias significativas no seu jogo ofensivo. O banco melhorou significativamente com as entradas de Jon Leuer e Boban Marjanovic. Resta saber se Kentavious Caldwell-Pope, Tobias Harris e Marcus Morris conseguirão aproveitar o espaço que Drummond e os bases vão criar no perímetro com lançamentos consistentes.

Cody Zeller e Reggie Jackson vão lutar por um lugar nos playoffs [WTOP.com]
Cody Zeller e Reggie Jackson vão lutar por um lugar nos playoffs [WTOP.com]

Charlotte ficou sem Big Al Jefferson, mas decidiu dar uma oportunidade a Roy Hibbert e tem em Cody Zeller a aposta principal para o futuro, no jogo interior. Outro upgrade interessante foi a contratação de Marco Belinelli que capacidade de lançamento exterior para juntar a Marvin Williams e Nicholas Batum, os dois melhores extremos nesse campo da equipa. Naturalmente, a qualidade principal dos Hornets será na defesa, contudo as equipas lançaram, em média, 1974 triplos e marcaram 698 ao longo da temporada, um aumento de 137 e 46, em termos absolutos, respectivamente, em relação a 2014-15. Esta época prevê-se que os números aumentem ainda mais. É imperativo que todas as equipas que procuram os playoffs tenham armas que acompanhem as tendências da NBA.

Quem vai ficar à porta dos Playoffs

Continuando o parágrafo anterior, essa foi uma das razões que me levou a deixar de fora equipas como os Bulls, Magic, Knicks, Heat ou Bucks. Outras, igualmente importantes, foram as dúvidas em relação aos objectivos para este ano (se querem ganhar ou perder), se vão conseguir tirar jogos suficientes dos seus melhores jogadores, sem lesões ou que precisem de descanso, ou se vão conseguir manter a sanidade mental do plantel, equipa técnica e front office (estou a olhar para vocês Knicks).

Em termos quantitativos, acredito que os cinco franchises acima nomeados consigam todos entre 30 a 38 vitórias, sendo que coloco os Chicago Bulls como os mais próximos de surpreenderem e alcançarem os playoffs. Ainda assim, acho horrenda a troca que levou Tony Snell para Milwaukee, por Michael Carter-Williams. MCW é mais um jogador que necessita de muita bola nas mãos (ao menos nos Bulls vai começar no banco), e tem enormes dificuldades em lançar de fora, sendo ainda um finalizador muito atabalhoado perto do cesto.

O novo trio dos Bulls [ChicagoTribune]
O novo trio dos Bulls [ChicagoTribune]

Boa notícia para Derrick Rose, foi ilibado da acusação de violação há uns dias, más notícias para os Knicks, Brandon Jennings já foi, durante esta pré-época, melhor do que Rose em toda a temporada passada. As adições de Joakim Noah e de Courtney Lee foram boas jogadas de mercado. O papel de Carmelo Anthony será fundamental. Esta equipa já não é dele, é de Kristaps Porzingis. Melo tem de jogar como na seleção americana, onde não é o principal protagonista. Ele consegue mais pontos mais facilmente quando não tem a bola a maior parte dos ataques. Há potencial em NY para irem à post season se as coisas correrem muito bem e Noah e Porzingis estiverem aptos para os jogos quase todos.

Heat, Magic e Bucks são incógnitas porque estarão as três muito atentas ao mercado. Sem Wade, e agora com a perda definitiva de Chris Bosh, Miami não ter armas suficientes para o top8 e é bem possível que tentem trocar Goran Dragic durante a temporada e, se as coisas começarem a correr mal, deitem o ano para o lixo e tentem maximizar a qualidade da escolha do draft de 2017, terminando o mais abaixo possível na classificação.

Milwaukee fez um bom negócio ao livrar-se de Michael Carter-Williams, com o grego Giannis Antetokuonmpo a assumir as rédeas da equpa como base principal. Khris Middleton deverá falhar o ano todo e nem Mirza Teletovic nem Tony Snell têm a mesma qualidade para o substituir. Será uma temporada de evolução para os jovens Bucks, sempre atentos ao que o mercado oferece por Greg Monroe.

Os Orlando Magic arriscaram e investiram numa grande modificação do plantel. Trocaram Victor Oladipo por Serge Ibaka e ainda ficaram com o Free Agent Bismack Biyombo. Juntando a Aaron Gordon (que deverá jogar a extremo uma boa parte do tempo) e Nikola Vucevic, são muitos Bigs! O plantel não está finalizado, tendo excessos de um lado e escassez no back court. Orlando será um dos dinamizadores do mercado ao longo da época.

A dupla do costume no fundo da tabela

Duvido que tanto Nets como 76ers consigam passar as 20 vitórias. Aliás, com a lesão do nº 1 do draft de Junho, Ben Simmons, e a quantidade industrial de Big Men que há no plantel, devem ficar mais perto das 15. Sergio Rodriguez vai ser o melhor base do plantel desde que começou o #TrustTheProcess, numa equipa cujo jogador mais bem pago será Jerryd Bayless! Ao menos Joel Embiid vai ser o Rookie of the Year, com dois anos de atraso. Se acha que Jahlil Okafor vai ser trocado, marque 1, se acha que será Nerlens Noel, marque 2, se acredita que serão os dois trocados, marque 3.

Os Nets deverão ser um bocadinho melhores. O principal objectivo da temporada deverá ser encontrar um bom parceiro para trocar Brook Lopez. Depois de negociarem Thaddeus Young para Indiana pela vigésima escolha do draft, Caris LeVert, o novo GM de Brooklyn procurará algo ainda melhor, talvez trocar por algum jovem com valor já na NBA, sendo que o importante é preparar a época de 2020, quando os Nets puderem finalmente recomeçar a ser relevantes.

That's Danny Ainge's screensaver - Jason Concepcion [TheRinger]
That’s Danny Ainge’s screensaver – Jason Concepcion [TheRinger]

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