Arquivo de longboard - Página 2 de 2 - Fair Play

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Palex FerreiraJulho 6, 20177min0

Após o primeiro artigo, com o Ricardo Bravo, ter recebido alguns elogios, continuo a falar com mais fotógrafos, desta vez é o meu companheiro de café, que durante o ano todo está sempre pronto para tirar umas fotos antes de iniciar os seus dias na sua Loja, dedicada ao bodyboard –  “MiramarBBShop”.

Artigo com Ricardo Bravo. Leia aqui.

Apresento-vos o Nuno Fontinha, corpo cheio de tatuagens, amante do Bodyboard, prefere o dropknee (estilo de bodyboard, existe o deitado “Prone”) e o com um joelho e um pé (DropKnee) e uma mente sem receios de arriscar, aceitou o desafio da sua vida ao ficar à frente no projeto Miramarbbshop, fundado pelo Edmundo Veiga, peixeiro para os amigos.

Matinal Caparicana com Jaime Leitão. Foto: Nuno Fontinha

Mas antes da aventura da loja,  já estava a criar uma marca de fotografia a “NF” e começou a apoiar alguns dos talentos da Caparica, a nova escola do bodyboard nacional Rodrigo Carrajola, ao que juntou um lendário do bodyboard nacional Rodrigo Bessone. No surf é o Gonçalo Vieira, entre muitos outros novos talentos que surfam na Caparica. Costuma após as surfadas escolher a foto do dia e dinamiza através das redes sociais.

Foi escolhido este ano, devido à qualidade das fotos que capta na área da Costa de Caparica, tendo sido convidado para criar dos troféus do #PrimaveraSurfFest2017, bem como do Cartaz das etapas desse grande evento que abrange dezenas de modalidades de ondas e música.

Rodrigo Carrajola em “reunião” com o fotógrafo. Foto: Nuno Fontinha

Combinamos mais um café e fomos à descoberta de quem é o Nuno Fontinha,m.

Para a semana teremos connosco o João Bracourt, o “Brek” conhecido fotógrafo do sul do país.

Os fotógrafos e o surf – com Nuno Fontinha

Há quanto tempo fazes surf/bodyboard?

NF: Faço desde os meus 10 anos de idade.

Deixaste de surfar, ou manténs essas atividades de fotografias e surfar umas ondas?

NF: Não deixei de surfar, faço as duas coisas que me dão prazer.

O Brasileiro da LUFISURF Team, Jefson Silva que tem sido visita anual sempre na Caparica, e verdadeiros postais caparicanos. Foto: Nuno Fontinha
Como surgiu essa paixão da fotografia?

NF: Já a muito que gostava de fotografia, mas não dedicava muito tempo. Quando tive uma GoPro o bichinho da fotografia despertou mais por ter fotos na água

Onde gostas de fotografar mais?

NF: Costa de Caparica

Como foi começar, quem foram as grandes inspirações para chegares onde chegaste e seguir alguns dos melhore surfistas dentro de água?

NF: O começo foi difícil porque o material é caro. Sigo vários trabalhos de muitos fotógrafos que me ajudam a evoluir

Lipe Ferreira,  de 13 anos a divertir-se na Caparica, seja qual for a prancha. Foto: Nuno Fontinha
Já deves ter investido uma pequena fortuna em material, e depois como é colocar material tão caro dentro do mar?

NF: Sim, já gastei muitos euros. Sempre que vou para água tenho muito cuidado porque basta uma gota de água e lá vai o material.

o Autor do artigo a ganhar inspiração. Foto: Nuno Fontinha
Já perdeste dentro de água algum material?

NF: Nunca perdi material fotográfico na água, mas sim barbatanas.

Rodrigo Bessone – Ex-pentacampeão nacional – Foto: Nuno Fontinha
Numa sessão o que é que te dá mais prazer?

NF: É puxar pelo pessoal para ter a foto do dia ou então, fazer um quadro novo para a minha galeria.

Qual a foto que falta teres?

NF: Ando a trabalhar para ela todos os dias. Posso dizer que todas as pessoas que tirei fotos me deram alegrias porque vejo no rosto deles a alegria que transmitem.

Carlos Bahia – LUFISURF Team. Foto: Nuno Fontinha
Um fotografo na água passa muito mal, debaixo das ondas? (fala um pouco das sessões de inverno quando o frio se instala)

NF: É um pouco duro e alguns sustos pelo meio, quando chega o frio começo a puxar pelo o pessoal que está comigo na água para esquecer do frio.

A mostrar serviço aos Skaters no #PrimaveraSurfFest -Ollie de Lipe Ferreira Foto: Nuno Fontinha
Como conseguiram vingar no mercado cada vez mais tecnológico, e com mais pessoas a tentarem esse tipo de trabalho?

NF: Tens que estar sempre a inovar porque estamos sempre aprender, tenho uma loja que me deu ainda mais uma abertura para vender os meus trabalhos onde faço de galeria (loja MiramarBBSHOP).

O que achas do trabalho de Clark Little, gostavas de ter aquelas ondas (Waimea ShoreBreak para fotografar) ao pé de casa?

NF: Gosto muito do trabalho dele, mas tenho a Costa de Caparica a frente a casa não me queixo, mas sim Waimea é muito bom. Mas gosto muito de fotografar a minha Costa de Caparica.

Como vês o futuro da fotografia de surf em Portugal daqui a 10 anos?

NF: Acho que vai crescer mais, até porque cada vez mais irão aparecer novos fotógrafos na água, tal como já acontece com os que diariamente tiram fotografias nos pontões da Caparica ao pessoal na água.

Que futuro tem a fotografia no surf?

NF: O futuro o tempo dirá, mas temos vindo a descobrir cada melhores materiais, e mais acessíveis, o futuro e a tecnologia prometem outras surpresas, teremos que esperar.

Podem seguir os trabalhos do Nuno Fontinha nos links.

 

http://nfphotography.pt/

https://www.instagram.com/fontinha78/

https://www.instagram.com/nfphotography78/

Artigo feito em parceria com o TheBoardHole

 

 

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Palex FerreiraJunho 26, 20176min0

Que material deve cada surfista utilizar? Num mercado que cresceu muito nos últimos anos, onde proliferaram marcas de pranchas, marcas de roupa, escolas de surf, lojas em todo o lado, quem fornece a informação ao iniciante? Que tipo de material deve usar para evoluir?

No passado os surfistas (englobando como sempre da minha parte todos os que deslizam nas ondas) eram mais autodidatas do que hoje, não havia quem desse uma informação nem dicas de como se fazia isto ou aquilo, era tudo por experimentação, eu lembro-me de arranjar as minhas pranchas com um amigo (o Nunão) em pires de café e material comprado na Loja do Falcão em Sete Rios – Lisboa. Como era feita a mistura com a resina e catalisador? Era por testes. A quilhas vinham colocadas pelos shaper (aquele que faz as pranchas), e era o que havia. Hoje, com um mercado gigante e milhões de consumidores, é fácil adquirir qualquer tipo de prancha, de quilhas, de decks, isto para o surf e longboard.

Rodrigo Bessone, clássico do Bodyboard português a demonstrar habilidade nos tubos caparicanos. [Foto: Nuno Fontinha]

Já no Bodyboard, cuja modalidade pratiquei no início com orgulho, eram todas da mesma medida e mudavam pouco de formato, hoje ao ver as pranchas na loja do Fontinha (MiramarBBshop) na Caparica, até fico baralhado, umas com stringers, vários tamanhos disponíveis, umas mais flexíveis outras mais rijas, uma panóplia de material ao dispor do mercado.

Mas e dentro de água?

O autor do artigo , Palex Ferreira,  no teu “escritório” da Costa de Caparica. [Foto: Nuno Fontinha]

Com tanto material disponibilizado nas lojas, porque razão o nível português ainda é médio, desculpem lá a frontalidade, mas é médio para não dizer baixo.

Por outro lado, já um nível bem alto, exemplo é os atletas profissionais, que já competem de igual com os melhores do mundo, isso houve evolução, mas é necessário perceber o que não está a ser bem feito.

Hugo “Jamaica” Carvalho metendo pressão nas suas quilhas. [Foto: Nuno Fontinha]

Que tipo de quilhas gostas? Eu sei que gosto delas maiores, apesar de fazer longboard prefiro quilhas tamanho L em vez de estabilizadores e uma quilhas central entre as 5’5 e as 7 polegadas, sinto-me bem com essa configuração/Setup, mas numa prancha pequena (5’10 já prefiro as L, ou em caso de serem QUAD (4 quilhas) as da frente L e atrás S).

Porque grande parte dos surfistas e bodyboard não conseguem gerar velocidade suficiente para manobras boas?

Fazendo uma analogia, se o Sebastien Loeb andasse como eu de carro, nunca seria piloto do WRC, certo? Ele sabe o que faz o carro andar, como fazer para que o carro ande mais rápido nas curvas, etc. Nas ondas é igual, é preciso desenhar e perceber para evoluir em como se deve melhorar a linha numa determinada onda.

Que tipo de pranchas devem ter determinado surfista, mais reta, mais curva, com curva no tail ou a meio, um surfista tem que saber o que uma prancha lhe vai permitir evoluir, senão não vai andar. Vou ser acusado que “isso não interessa nada, o que interessa é a diversão e estar com os amigos e bla bla”, mas eu quero evoluir e isso passa por aproveitar ao máximo quando estou na água, tentar destruir uma ondas da melhor maneira possível, deviam ser todos assim.

No Longboard e nos Hangtens (colocar os dois pés no bico da prancha) é preciso ter as quilhas certas para o equilíbrio Carlos Bahia (LUFI SURF CO Rider) [Foto: Nuno Fontinha]

Se virmos bem, todos queremos ser melhores, ser como os melhores atletas nacionais e claro os mais mediáticos mundiais. Só assim iremos evoluir e ficaremos muito mais felizes connosco próprios. Mas cada se diverte à sua maneira, concordo, e se utilizasse de forma correta os materiais que utiliza? Se calhar a evolução seria mais breve, porém a cena do surf é curtir a vida e a praia, respeitando tudo e todos, cada um tem o seu estilo.

Hoje temos milhares de formas e tipos de material disponíveis em qualquer loja, mas temos que ser nós enquanto amantes das ondas a saber o que precisamos, se alguém nos perguntar sobre determinado tipo de quilha, devemos ser amigos e dizer se gostamos ou não devido ao tipo da quilha, porque como em tudo na vida não gostamos, nem somos todos iguais, apesar de haver ténues diferenças na praia.

The Board Hole

Que tipo de prancha devo usar, onde posso saber disso? Estou a iniciar um trabalho como social media (utilizar algumas ferramentas que o meu mestrado me ensinou, que o google não explica tudo- sou um engraçadinho e cheio de ironia) num site que foi para o ar há um mês, e que permite dar uma ajuda com a participação de bons surfistas (englobando todas as formas de deslizar nas ondas) para permitir esse feedback a quem precisar dele.

Imagem: theboardhole.com

Devido a essas mesmas questões abracei um projecto que me parece estar em falta no panorama deste tipo de desportos de deslize (Surf, Longboard, Skate, bodyboard, ski, snowboard entre outros tantos), um site onde se pode ver os aconselhamentos, ou advisory em inglês que todos dominamos. Acho que faz sentido obter essa informação, quer os iniciados no desporto, mas bem como obter esse feedback dos experts, quem melhor para testar pranchas, quilhas, fatos, rodas, snowboards… que os pros?

No tal projeto que abracei, www.theboardhole.com procura-se dar essas dicas e aconselhar que material estaremos a utilizar, com vista à melhoria das performances, pelo que vos convido a visitarem e a registaram-se.

E mensalmente, trago ao Fairplay.pt, um artigo especial para ti. The Board Hole e Fairplay.pt na tua evolução na arte de deslizar!

No fim deste artigo, chegaremos a pensar se estaremos bem equipados para a prática que adoramos.


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É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


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