Single fin versus thruster que diferenças?

Palex FerreiraNovembro 13, 20215min0

Single fin versus thruster que diferenças?

Palex FerreiraNovembro 13, 20215min0
O mundo das longboards é cada vez mais complexo e hoje exploramos as diferenças entre Single fin e Thruster. Descobre aqui!

Muito se continua a falar sobre o número de quilhas num Longboard, mas fará sentido mesmo falar disso, quando se trata de abordagens diferentes, nas ondas em si.

Isto na forma de ver do autor do artigo claro, porque todos somos crescidos que cada uma sabe do que mais gosta, mas não é preciso impor nada.

O Single Fin é mais clássico sem dúvida nisso, em ondas pequenas é uma forma de aproveitar a onda mais no nose (bico) e algumas mudanças de direcção no tail (parte de trás da prancha), permite segurar mais o noseride, “abana” menos que uma thruster, sim porque as single Fins por norma são mais largas logo mais estáveis e permitem abordagens mais técnicas e clássicas.

A thrusters também são longboards, sim porque não divido Longboards e logs, que na verdade serão são aquelas pranchas dos anos 60/70 bem pesadas, bem difíceis de manobrar, mas que os artista da altura surfavam bem com eles, Doras, Bill Stewart, David Nuhiwa, Donald Takayama, Nat Young, Phill Edwards entre tantos outros, usavam porque era a inovação possível dessa era do surf, e eles eram os melhores no mundo a surfarem.

Mas com a evolução dos materiais, das pranchas de surf com as 3 quilhas do Sr Simon Anderson, e Biquilhas (Mark Richards), quads etc, o surf nunca parou de evoluir até hoje, em todos os seus aspectos e assim continua e continuará nos próximos anos, porque faz parte da modalidade.

(Foto: Getty Images)

Concordo que não se deve criticar nenhuma das abordagens até porque no fundo o Longboard é a vertente mais clássica do surf, tal com as twinfins, e singlefins mais pequenas, onde os intervenientes podem preocupar-se mais com o estilo do que com a performance, apesar de ambas estarem interligadas, vejamos o caso do sul-africano Michael February por exemplo, é um surf clássico com pranchas clássicas.

com mais quilhas permite mudar de direção num parede com mais velocidade, mas não significa que a single fin não consiga mudar de direção, é uma questão de abordagem, ver um Bonga Perkings, um Taylor Jensen, Edouard Delpero, Rodrigo Sphaier, Jefson Silva, Bruno Grandela etc a surfarem de trifin também surfam bem, mas é diferente a abordagem perante a onda.

Mas com a chegada do Devon Howard ao Longboard da WSL (World Surf League) prefere-se agora mais as single fin por uma questão de espetáculo fica mais bonito, e defende-se uma imagem do Longboard clássico perante grandes números de aficionados do Longboard atual. Mas limitar e não julgar tão bem como se fosse numa trifin isso não é muito justo, porque deve haver condescendência a todos os tipos de Longboard, por exemplo nas competições de surf, uns são thrusters (Trifin) mas podem ir com quadfins (4 quilhas), twinfin, a abordagem e aproveitamento na onda é que vai decidir as pontuações, não estão preocupados se levam mais ou menos quilhas, é ir e dar show, é o que certamente todos querem.

Os loggers são mais exigentes até entre eles e “criticam” quem não prefere apenas singlefins, mas muitos dos seus ídolos andam ou já andaram de trifin, em Longboard ou em pranchas pequenas, não se preocupam com isso, e não têm que se preocupar, porque o surf é aproveitar todas as ondas, de todos os tipos com diferentes pranchas.

Por isso enquanto autor e surfistas de vários tipos de pranchas, acho que ainda temos espaço para evoluir e que as marcas vejam o Longboard como um a forma de patrocinarem eventos e atletas que também são bons, e não só canalizar fundos para determinado estilo, e no fundo saem todos a ganhar, as marcas porque vendem a diferentes público-alvo, chegando a mais população conseguem vender mais que é para isso que investem tanto, e a todos os desportistas que podem ir e testar a sua arte contra outras diferentes abordagens. 😉

(Foto: Board Collector)

A ideia é unir e não dividir ainda mais porque já é antiga que unidos seremos mais fortes e é o que faz sentido.

O Longboard é uma modalidade que por exemplo permite a pais e filhos e até netos surfarem juntos em determinadas condições.

Logo tal como começamos este artigo terminamos com a ideia que não adianta dizer que uma é melhor que outra, quando todas os estilos se completam em determinadas condições.

É como a existência do bodyboard em determinadas condições, são certamente a melhor abordagem, o surf é o parente mais rico de todas, mas há espaço para que todas evoluam e continuem a criar adeptos, senão só podíamos gostar de uma coisa em detrimento de tantas opções.

E com isso afirmamos de que qual quer que seja o tipo de prancha, e com o seu estilo de surf, o que interessa no final é divertir!

Aloha

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