Arquivo de Leonor Paisana - Fair Play

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José AndradeJulho 23, 20229min0

Orgulho será a melhor definição para o que a seleção feminina sub-20 fez no Campeonato da Europa onde conseguiu igualar a melhor classificação de sempre na categoria, mas vamos olhar para cada um dos jogos e ainda para os destaques desta prestação de luxo de Portugal em Sopron.

Fase de grupos – Primeiro lugar com muito brilhantismo

Começamos por olhar para a fase de grupos onde a seleção feminina sub-20 conseguiu vencer o Grupo D depois de triunfar perante as seleções da Irlanda e da Letónia. O primeiro duelo colocou a equipa das quinas frente a uma Irlanda muito competente, mas que não conseguiu lidar com a qualidade portuguesa, foi uma entrada de alto nível para as lusas com uma vitória por 68-47. Portugal liderou praticamente o jogo todo, controlando e deixando as irlandesas em dificuldades, foi uma partida que deixou evidente que íamos ter uma prestação lusa de grande nível neste europeu. As comandadas de José Araújo desde cedo mostraram outro “andamento”, a pressão alta portuguesa, a velocidade, técnica e qualidade evidenciada nos ataques trabalhados deixaram sempre as irlandesas com problemas que a juntar a isso no ataque não conseguiam criar e perante a boa defesa lusa que obrigou a seleção visitante a errar muito. Nota para incapacidade irlandesa fora do garrafão, foram apenas 3 lançamentos convertidos sendo que só um deles foi da linha de três pontos.

Depois de uma entrada impressionante de Portugal, a seleção lusa venceu no segundo jogo a Letónia por 74-45, um triunfo ainda mais impressionante. Domínio absoluto português, que evidenciava a muita qualidade que sabíamos que existia nesta seleção perante a Europa, uma exibição que colocava a equipa das quinas entre os grandes destaques desta competição. Destaque para a rotação nacional, se Ana Barreto neste duelo colocou o seu nome entre as potenciais candidatas a MVP deste Campeonato da Europa, o outro ponto de destaque foi a entrada das muitas soluções nacionais, ou seja, todas as jogadoras conseguiram entrar muito bem, nesta altura Mariana Cegonho já se assumia como a Sixth woman deste conjunto luso, mas todas as outras foram sempre entrando muito bem, como no caso de Sara Peres que mesmo sem pontuar foi das que melhor entrou.

O terceiro duelo colocou as portuguesas frente a frente com uma das seleções mais fortes, o jogo foi de muita luta, emoção, mas a Sérvia levou a melhor por 55-50 depois de dois prolongamentos. Jogo muito equilibrado, foi a Sérvia que começou melhor e que conseguiu um ligeiro ascendente na primeira parte, com as portuguesas a reagir muito bem logo no terceiro período. O quarto período acabou por pender para o lado sérvio e isso levou-nos a dois prolongamentos espetaculares. Luta e garra foram as palavras chave deste encontro, luta porque a seleção lusa foi incansável, recordar que neste duelo a equipa das quinas já não contou com Filipa Barros que se havia lesionado no duelo com a Letónia e isso obrigou a que jogadoras como a Leonor Faial ou Beatriz Polici assumissem ainda mais protagonismo na equipa, nada serviu de desculpa e lutar foi mesmo a palavra de ordem mesmo perante as dificuldades impostas pelas Sérvia e garra que nunca faltou em nenhum momento deste encontro. Este duelo foi onde a questão do jogo interior se colocou, aquele que expos mais algumas debilidades lusas nesse ponto, além da quebra no tiro exterior, a agressividade sérvia neste jogo levou o conjunto das quinas tivesse uma eficácia abaixo dos 14% na linha de três pontos, mas tudo isto só levou a que se visse a outra cara da nossa seleção, a de lutar por cada bola e de continuar sempre até ao fim a acreditar e a fazer tudo para consumar a reviravolta no jogo. Não se conseguiu a vitória, mas mesmo assim Portugal ficou com o primeiro lugar do Grupo D avançando para os oitavos de final.

Oitavos de final – Manutenção e sonho cada vez maior

No duelo que garantiu os quartos de fina, Portugal venceu a Bulgária por 90-54, nova exibição de luxo da equipa das quinas. Este jogo marcou ainda mais o aparecimento de Leonor Faial, ela que já tinha estado muito bem no duelo anterior, mas que deu o passo em frente e também ela se colocou em posição de destaque neste Europeu. Este foi o melhor jogo de Portugal, domínio absoluto, sem falhas e sem espaço para desconcentrações. A seleção feminina sub-20 dominou nas tabelas, soube gerir sempre os ritmos de jogo e voltou ao nível habitual na linha de três pontos, nova demonstração da qualidade lusa e de que estávamos a confirmar o que sabíamos de antemão, que esta seleção era uma das melhor no europeu.

Quartos de final – Nada apaga o que esta seleção fez

A vitória anterior deu a Portugal a passagem aos quartos de final e ainda a manutenção na Divisão A, só aqui estava um feito grande deste conjunto de José Araújo. No jogo, a equipa das quinas perdeu perante a seleção gaulesa por 77-35, foi o jogo onde se notou mais o cansaço das nossas atletas, que nunca deixaram de lutar, mas que não conseguiram lidar com o poderio francês. A luta das tabelas voltou a ser um problema, a eficácia foi um dos outros, mas notou-se alguma fadiga em elementos preponderantes para as lusas. Jogo que não demonstrou a qualidade portuguesa ou mesmo o que lutaram nesta partida, as francesas como já se sabia eram favoritas, mas o resultado acabou por ser demasiado desnivelado. Derrota pesada, mas que não apaga ou mancha o que as atletas nacionais fizeram até então.

Quinto e sexto lugar – Acabar com história

Nos dois últimos jogos, Portugal lutou pelo quinto lugar, vencendo a Polónia por 58-51 e depois no jogo decisivo perdendo com a Hungria por 75-50. Igualada a melhor posição da seleção sub20, sexto lugar e uma prestação soberba, o derradeiro duelo não correu como se queria ou como esta seleção merecia, mas tal como a França, as húngaras eram favoritas e conseguiram confirmar isso no jogo. Portugal saí de cabeça mais que erguida, demonstrando na Europa que somos das melhores do continente e que sem lesões e alguns azares podemos atingir ainda mais.

Nota muito importante para a qualidade de jogo da nossa seleção em Sopron, foi sempre um dos destaques a cada jogo e depois mencionar o trabalho da equipa técnica lusa que soube sempre ler muito bem cada momento de jogo, além das correções e da forma como sempre elevou a nossa seleção mesmo com os percalços que foram acontecendo. Sexto lugar para a seleção feminina sub-20, prestação incrível e muito orgulho nestas jogadoras portuguesas, poucos acreditavam na manutenção fora de Portugal e não só conseguimos continuar na Divisão A como vencer algumas das seleções mais fortes, provando que este é o nosso lugar e que somos também nós das melhores seleções da europa.

Destaques individuais – Algumas das melhores da competição

Começamos os nossos destaques por Ana Barreto, fica impossível não iniciar pela jogadora que esteve na luta pelo prêmio de MVP e que podia ter figurado no 5 ideal da competição. Ana Barreto foi a jogadora que mais minutos somou neste Europeu, a quinta melhor no que ao tiro exterior diz respeito e a oitava jogadora com mais pontos. Ana Barreto a deixar ainda mais claro que é uma das melhores jogadoras da sua geração depois de um Campeonato da Europa onde brilhou do principio ao fim. Continuando a falar dos destaques, mudamos para Jéssica Azulay que se assumiu como uma das melhores interiores desta competição, nem sempre foi fácil, foi obrigada a lutar com jogadoras mais experientes e com uma estatura mais elevada, mas isso só fez brilhar a inteligência e qualidade da jovem jogadora do SC Braga. Continuando pelas nossas atletas, mudamos para Inês Vieira que foi uma das melhores da competição e nem sempre tão valorizada como devia, mas Inês Vieira espalhou classe em todos os duelos disputados em Sopron, foi das jogadoras mais regulares deste europeu e acabou ainda como uma das cinco atletas com mais roubos de bola deste Campeonato da Europa.

Em seguida falar de Leonor Paisana, mais uma atleta que não sai devidamente valorizada deste Europeu mesmo perante as suas exibições. Leonor Paisana deu sempre muito a Portugal conseguiu jogar e mais que isso fazer jogar, deixando à vista do mundo uma vez mais a sua qualidade de passe, visão de jogo e técnica, uma demonstração de grande nível da jovem portuguesa. Falar de Mariana Cegonho que na antevisão diria que poderia vir a ser um dos jokers desta seleção e foi isso mesmo que aconteceu, Mariana Cegonho surgiu em grande plano em todos os duelos e foi mesmo uma das melhores. Beatriz Polici, Eva Carregosa e Leonor Faial foram em crescendo neste europeu, terminando também elas como figuras muito importantes da nossa seleção e deixando à vista a imensa qualidade de cada uma delas. Por fim palavra para Sara Peres que mesmo com menos tempo de jogo, entrou sempre muito bem, mesmo com tarefas mais “invisíveis” a jovem do CPN correspondeu e foi importante em vários momentos nos jogos e depois Maria Cruz, a poste que sempre que foi lançada rendeu e ajudou bastante em momentos cruciais.

Ficou aqui um olhar para a campanha da seleção feminina sub-20 no Europeu, um sexto lugar e uma prestação luxuosa das nossa seleção.

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José AndradeJulho 7, 20226min0

Com o Campeonato da Europa sub-20 prestes a começar e depois de três duelos no 1º Torneio Internacional de Pombal, vamos aqui olhar para a competição deste ano para percebermos as esperanças da seleção feminina sub-20 portuguesa que tem tudo para surpreender na Hungria.

Portugal – República Checa: Má entrada custou demais

No primeiro jogo em Pombal, a seleção feminina sub-20 saiu derrotada por 73-66 frente à República Checa. O mau começo de jogo custou esta derrota, mas mesmo perante os problemas iniciais Portugal conseguiu equilibrar e na segunda-parte mostrou bem mais. A turma das quinas não foi abaixo depois dos erros iniciais, mostrando capacidade de superação. Mariana Cegonho como sempre a precisar de pouco tempo de jogo para fazer a diferença, é aquela jogadora que causa impacto independentemente do tempo de jogo. Não foi o melhor resultado para começar, mas ficou a capacidade de recuperar perante as dificuldades dos dois primeiros períodos e ainda o grande jogo de Eva Carregosa.

Portugal – Polónia: Kamila Borkowska foi o maior desequilíbrio

No segundo duelo de preparação, Portugal perdeu frente à Polónia por 51-62. Resultado enganador, pois foi um jogo muito equilibrado, a seleção nacional começou muito bem, totalmente diferente do dia anterior, defensivamente bem mais fortes, mais agressivas, mas o problema estava em Kamila Borkowska, uma jogadora com mais de 2 metros que foi dominando no jogo interior deixando sempre Portugal em dificuldades. Mesmo com a presença de Borkowska, as lusas conseguiram através de um segundo quarto irrepreensível estar na frente ao intervalo, com a defesa a conseguir anular quase tudo no ataque das polacas, foram dois períodos de superioridade lusitana. A segunda parte trouxe novamente mais dificuldades, mau recomeço de jogo no terceiro quarto a fazer a diferença. Algum cansaço normal, mas a chave esteve nos 46 ressaltos ganhos pela Polónia contra os apenas 27 portugueses, com destaque óbvio para a já citada Kamila Borkowska que conseguiu 18.

Portugal – Lituânia: Fechar com chave de ouro

No terceiro e último duelo em Pombal, Portugal venceu a Lituânia por 54-37 fruto de um grande jogo das portuguesas. Exibição de alto nível desde os primeiros instantes. A equipa das quinas entrou mais pressionante, agressiva e assertiva, tudo pontos chaves para um primeiro quarto absolutamente arrasador de Portugal. A Lituânia não conseguia lidar com a defesa alta pressionante de Portugal e cometia muitos erros, as lusas entraram de forma acutilante. Destaques nesta primeira parte de excelente nível, Inês Vieira e Leonor Paisana, não só pelo que jogavam como pelo que faziam jogar, sendo duas das peças mais importantes pelas ações defensivas. A segunda parte trouxe uma Lituânia melhor, o conjunto visitante cresceu e colocou mais dificuldades às portuguesas, mas nada de grave, a turma das quinas esteve sempre por cima, deu para testar algumas armas como Maria Lopes que conseguiu mostrar-se e estar muito bem nesta partida. Ficaram desfeitas dúvidas (se é que existiam), a seleção a mostrar que está pronta para a Hungria e para brilhar muito no Campeonato da Europa.

Depois deste torneio ficámos a conhecer a convocatória final desta seleção feminina sub-20, nota para a ausência de Natália Santos por lesão e de Carolina Duarte que foi um dos maiores destaques neste torneio de Pombal, ela que ultrapassou a lesão e se mostrou muito nestes três jogos. Olhando para a convocatória constatamos que está repleta de talentos e de várias jogadoras que podem vir a assumir como grandes protagonistas deste Europeu, é necessário destacar e sem querer entrar em previsões,  Mariana Cegonho ou Sara Peres que podem vir a ser os jokers deste conjunto.

As adversárias de Portugal no Grup oD, chegam com um pouco mais de experiência na divisão A: a Letônia tem três terceiros lugares nas ultimas tantas participações e a Sérvia dois segundos e um terceiro, além disso as portuguesas são o conjunto mais baixo em altura (1,73 metros de média) frente 1,78 m das sérvias e 1,80 m da Letónia e da Irlanda, mas nem a história, nem a altura são chaves para algo, aliás as nossas seleções jovens já conseguiram bater por diversas ocasiões cada uma delas e surpreender muita gente e é exatamente isso que pode  acontecer na Hungria. Portugal parte um pouco como underdog.

A Irlanda chega com Hazel Finn, base de qualidade e que mostrou isso mesmo no Europeu de sub-18, Sarah Hickey base de perfil diferente, mais alta e com maior capacidade física, Ciara Barne ou ainda Abigail Lafferty uma extremo de qualidade e que foi (e ainda é) de ser uma das protagonistas do lado Irlandês.

Olhando para a Sérvia, Isadora Tripkovic uma base que chega depois de uma grande temporada no Duga, as quintas classificadas na Liga desse país, depois Ana Bukvic uma jogadora versátil, que se destacou nas sub-18 e que também ela vem de uma grande temporada ao serviço do Art Basket, segundas classificadas no mesmo campeonato. Desta seleção podemos ainda destacar, Nevena Rosic uma base completa e com imenso talento ou ainda Marta Jovanic uma quatro que vai ser com toda a certeza uma das peças mais importantes deste conjunto sérvio.

Já na Letónia, saltam à vista nomes como, Katrina Ozola uma jogadora de posição que se destacou no Europeu sub-18 inclusive frente a Portugal, ainda podemos falar de Ieva Kurzane ou Elizabete Bulane, duas bases que também já são conhecidas das lusas fruto desse tal duelo. Destaque ainda Luize Sila, de apenas 17 anos, mas que já foi aposta no TTT Riga, uma atleta com experiência de Euroleague, aliás foi uma aposta clara na competição europeia somando mais de 200 minutos, 2.6 pontos e 1.8 ressaltos de média por jogo.

Portugal vai ter pela frente adversários duros, experientes, mas que já são conhecidos em muitos casos desta geração ou mesmo de outra seleção nacional. Tarefa que vai ser exigente, mas as esperanças e as expetativas estão em altas a poucas horas do começo deste Campeonato da Europa na Hungria.

Ficou aqui um olhar para os últimos duelos e um pouco para os futuros adversários no Europeu. Muita qualidade nas lusas e mesmo consciente que a tarefa será muito complicada, a certeza é de que esta seleção feminina sub-20 nos vão orgulhar e conseguir um grande resultado na Hungria.

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José AndradeMarço 8, 20228min0

Regressamos para a nossa segunda parte desta nossa lista com algumas das maiores craques portuguesas que brilham nos Estados Unidos da América. Venham daí para ficarem a conhecer mais sobre as nossas atletas.

Luana Serranho – Estrela em ascensão

A segunda jogadora de que vos vou falar, é Luana Serranho, base que começou cedo no basquetebol, passou pelo Carnide, SL Benfica e antes de rumar aos Estados Unidos da América esteve no GDESSA, onde mesmo muito jovem brilhou de tal forma que foi a rookie da temporada no all-star game de 2018, tendo conquistado no Barreiro, o Campeonato, a Taça de Portugal e a Taça da Federação, tendo ainda estado na campanha do GDESSA na EuroCup. Brilhou em todas as seleções jovens em que esteve desde as sub16 até às sub20, tendo como destaque a medalha de prata no Europeu de sub16 em 2015.

Vamos a números, quando apareceu ao mais alto nível, Luana Serranho registou médias de 2.1 pontos, 1.0 ressaltos, 0.5 assistências e 0.8 roubos de bola por jogo em 2015-2016 quando atuou em 26 jogos num total de 310 minutos, uma época onde mostrou logo o diamante que o GDESSA tinha à sua disposição. Já em 2016-2017, Luana Serranho conseguiu médias de 2.8 pontos, 0.9 ressaltos, 0.6 assistências e 0.6 roubos de bola em 19 jogos e num total de 164 minutos.

Na época seguinte, 2017-2018 a evolução continuou, foram 22 jogos num total de 489 minutos nas competições nacionais, aumento do tempo de jogo e do protagonismo da jovem Luana, conseguindo de médias, 5.9 pontos, 3.1 ressaltos, 1.9 assistências e 1.5 roubos de bola por jogo, acrescentando ainda os jogos europeus onde conseguiu em 5 partidas, 4.0 pontos, 2.0 ressaltos, 2.4 assistências e 1.0 roubos de bola de média por jogo. Depois destas prestações seguiu-se o salto para os Estados Unidos da América, para a Campbell University onde Luana Serranho não demorou para mostrar o seu talento e que estava ali para brilhar.

Em quatro anos em Campbell, Luana Serranho regista 8.2 pontos, 2.2 ressaltos e 2.8 assistências de média, falamos de 945 pontos até esta altura, 326 assistências e 142 roubos de bola, números reveladores das enormes prestações da nossa base portuguesa. Falando das distinções, Luana Serranho na segunda temporada jogou como titular em todos os 29 jogos, liderou a equipa em relação aos pontos com 9.7 pontos de média por jogo, foi a jogadora com mais minutos, liderou ainda na linha de lances livres, em assistências e roubos de bolas provando a preponderância que em apenas 2 anos adquiriu na equipa.

A época passada começou logo a ser destaque na pré-temporada, quando ficou na segunda equipa, depois voltou a ser a única equipa a jogar de início em todos os 23 jogos, liderou de novo em minutos por jogo (34.2 de média) liderou a equipa em tiros e na linha de lances livres. Recebeu ainda em 2021 a Big South Presidential Honor Roll. Esta temporada depois de um começo mais complicado para a equipa e para a própria base que viu as suas funções mudarem, assumiu um papel mais importante na defesa, a portuguesa tem vindo em crescendo assumindo o papel de uma das estrelas da equipa que venceu o título de campeã da Big South Regular Season. Luana Serranho aos 22 anos é uma jogadora de alto nível, com um super rendimento e que tal como se anteviu quando chegou à equipa do GDESSA, vai ter um futuro fantástico seja em que liga for.

 

Marta Vargas – Muita classe

Passamos para Marta Vargas, uma base natural da Amadora, oriunda de uma família de desportistas e que começou muito cedo a dar nas vistas. Começou no SL Benfica aos 10 anos e aí esteve uma grande parte da sua formação, uma vez que com apenas 17 anos deu o salto em busca do sonho americano. Antes de irmos aos números, temos que falar da muita capacidade que a base de 22 anos demonstrou desde cedo, também ela fez parte da seleção nacional sub16 que foi vice-campeã em 2015, foi a melhor jovem e mais que uma jornada na primeira divisão nacional e foi escolhida para a melhor equipa em algumas jornadas e ainda em duas final-four regionais.

Com a ajudada de Yaya Nogic e do seu pai, o mítico, Goran Nogic e depois de brilhar no Benfica e nas seleções jovens, Marta Vargas foi par Rhode Island onde está na sua quinta época. No seu primeiro jogo de estreia conseguiu logo 12 pontos, 4 assistências e 2 roubos de bola, abriu a temporada de 2017-2018 da melhor maneira. Uma época de começo onde não só se conseguiu mostrar desde cedo, como ganhou um papel importante na equipa. Em 2018-2019, manteve o crescimento e a sua evolução na sua segunda temporada, mostrava ainda mais no ataque, brilhava sempre que jogava e lançava aquilo que poderia ser uma das estrelas da equipa nos anos que estavam por vir. Em 2019-2020, estava a fazer uma ótima temporada, a melhorar de jogo para jogo, cada vez mais influente na equipa e quando ia com 5 jogos seguidos na dezena de pontos, sofreu uma lesão grave que lhe retirou o resto dessa temporada e ainda uma parte da época seguinte.

Na época passada que marcou o regresso depois da lesão, nem sempre foi fácil, mas Marta Vargas demonstrou muito caráter, deixando sempre tudo em campo, mesmo que o boxscore não mostrasse o que ela estava a jogar, Marta Vargas esteve sempre muito bem em todos os jogos. Nesta temporada, leva 26 jogos, esteve alguns de fora por um problema físico e perdeu algum espaço, tem vindo a recuperar os índices físicos e tem vindo sempre a ser uma arma importante em Rhode Island, a saltar do banco em muitas delas, ajudando muito na criação e na defesa, mas mesmo com os minutos reduzidos, Marta Vargas tem tido mais uma boa temporada e volta a não precisar de muito para mostrar todo o seu muito talento.

 

Leonor Paisana – Prodígio enorme

Agora vamos falar de Leonor Paisana, uma base de 19 anos que se mudou nesta temporada para os Estados Unidos da América. Leonor Paisana começou aos 6 anos no Benfica, fez boa parte da sua formação na equipa da luz, estando nas encarnadas até às sub14 quando se mudou para o CBQ (Clube Basquetebol Queluz) onde esteve até à sua mudança para o Quintados Lombos onde foi figura nas duas últimas épocas. A jovem base lisboeta desde muito cedo se destacou, ainda no Benfica começou a despertar as atenções de todos, no CBQ evoluiu imenso e ainda se colocou mais como uma das maiores promessas do nosso basquetebol e no Quinta dos Lombos deu o passo final para se assumir como uma jovem prodígio com um futuro muito risonho pela frente. Já conquistou uma Taça de Portugal, é presença nas seleções jovens desde as sub16 até agora às sub20 e está à conquista dos Estados Unidos da América. Falando dos números, temos duas épocas na elite do basquetebol português para falar.

Em 2019-2020, Leonor Paisana registou médias de 4.6 pontos, 2.1 ressaltos, 2.1 assistências e 0.9 roubos de bola por jogo, numa temporada onde já assumiu um papel importante apesar da juventude. Na época passada que acabou por ser a última no nosso país, Leonor Paisana conseguiu médias de 5.0 pontos, 2.8 ressaltos, 1.2 assistências e 1.2 roubos de bola, dados que comprovam a grande evolução de época para época, mas além do crescimento o assumir em muitos momentos o papel de referência e de responsável pelo jogo da equipa. Todos estes detalhes, o grande talento e o que foi mostrando, levaram à mudança desta temporada para a Winthrop University, onde representa as águias e onde já assume um papel de grande relevância na equipa.

A portuguesa nesta temporada leva como médias, 4.1 pontos, 2.8 ressaltos, 3.3 assistências e 1.2 roubos de bola em 27 jogos num total de 736 minutos. Leonor Paisana não precisou de muito para se afirmar, tem estado sempre em destaque, titular em 22 dos 23 jogos, sempre uma das jogadoras mais usadas na equipa. A base tem um potencial muito grande e vai com toda a certeza ser mais uma portuguesa a chegar muito longe.

Ficou aqui a nossa segunda parte da nossa lista, mais três jogadoras que encantam nos Estados Unidos da América e que além de levar o nosso basquetebol, deixam à vista de que temos o futuro do basquetebol nacional mais que assegurado graças a estes enormes talento.


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