Arquivo de Direito - Fair Play

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Francisco IsaacJunho 13, 20171min0

Aqueles que “clicam” milhares, senão milhões, de vezes na busca incessante de criar um legado e património do rugby Nacional deixam a sua marca no Fair Play. Várias fotos, diversos fotógrafos, um motivo: o rugby

É uma honra contar com os fotógrafos do rugby Nacional que se prestam a “oferecer” as suas fotografias para dar cor, imagem e forma aos artigos, resumos, debates na secção de rugby do Fair Play. Sem eles… não existia memória, não existia património, o nosso legado ficaria só na memória oral… com eles temos recordações de grandes momentos, de segundos intemporais onde transpira toda a essência daquilo que o nosso rugby é.

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Francisco IsaacDezembro 22, 201612min0

Sub-18 e Sub-20 fecharam o seu ano de 2016, num jogo recheado de bons momentos, intensidade física e necessidade de mostrarem o melhor que têm para oferecer. O futuro da Alcateia no CAR Jamor a lutar por um lugar nas Selecções Nacionais de formação. As gerações de Portugal na voz de Diogo Cabral, Gonçalo Prazeres, Manuel Nunes e João Vital

Há algo de especial quando temos a oportunidade de ver quatro gerações diferentes de jogadores portugueses a jogarem entre si, imbuídos pelo Inverno solarengo que se faz sentir em Lisboa. Quase 70 jogadores marcaram presença nos estágios de sub-18 e sub-20, com intenções claras de lutar por um lugar nos futuros “ajuntamentos” que se perspectivam para 2017.

Sob o olhar atento de Rui Carvoeiro, João Mirra, Francisco Branco (treinadores dos sub-18), João Pedro Varela, Luís Pissarra (treinadores dos sub-20), António Aguillar e Martim Aguiar (seleccionadores nacionais dos XV e 7’s de Portugal), o futuro do rugby português disputou um jogo carregado de bons momentos, onde a excelente entrega e vontade de apresentar provas de qualidade marcaram as três partes de 30 minutos.

Num “resumo” muito sucinto do que foi o jogo, os sub-20 conseguiram chegar ao ensaio por sete ocasiões, mas só após muito “sofrimento” e “trabalho”, ante uma defesa agressiva, aguerrida e comunicativa dos sub-18. Manuel Nunes, asa do RC Montemor (jogador que o Fair Play vai seguir até ao Campeonato da Europa de sub-18), realizou uma das melhores exibições, com destaque para a sua disponibilidade física e mental em receber a bola e lutar contra as placagens e cargas que era alvo.

Foi, talvez, o jogador mais utilizado em termos de gestão de jogo, domínio de bola e recuperação de território. Perante uma defesa onde estavam alguns jogadores que alinham na Divisão de Honra de seniores, Manuel Nunes, Rodrigo Marta ou Sebastian Castanheira, foram alguns dos jogadores que conseguiram mostrar que a “idade” é só um “número.

Os líderes das gerações (Foto: Pai Conde Fotografia)

Notou-se, no geral, que a equipa dos sub-18 está à procura de aguentar a exigência física que as selecções como a Geórgia ou Roménia fazem uso de para atingir as suas metas e garantir domínio.

A placagem esteve no ponto, com uma defesa bem articulada e que soube se movimentar, seguindo de perto as “agitações” das jogadas Jorge Abecassis, João Lima ou Francisco Costa Campos. Outro pormenor interessante dos sub-18, foi a forma como conseguiram “arrancar” a bola dos rucks, completando 5 turnovers e 4 penalidades frente aos seus mais velhos.

É um dos pormenores que a equipa técnica liderada por Rui Carvoeira deseja manter no jogo defensivo dos Lobos sub-18, uma defesa activa, agressiva e que consiga reagir rápido à pós-placagem, ou seja, apanhar a bola no chão no momento em que o portador da bola tenta disponibilizar a oval. Só assim será possível impedir as selecções mais dominadoras a “sofrer” e a perder o controlo de jogo.

Porém, os sub-20 conseguiram ir à área de validação depois de muito “baterem”, obrigando os sub-18 a abrir brechas. Jorge Abecassis foi um dos que melhor despontou da equipa de João Pedro Varela, com uma série de jogadas, que permitiram aos seus colegas chegar ao ensaio. Um dos ensaios dos sub-20 foi da autoria do próprio nº10 do CDUL, que encontrou um espaço na defesa, aproveito e já não mais parou até à linha de ensaio.

Ideias, Processos e modelos: obrigações destas geraões

Um bom jogo dos mais velhos provou que há grandes expectativas desta equipa, que precisa de tempo para fomentar a coesão e espírito de grupo. Mais de 88% dos atletas convocados provieram dos antigos sub-18 de Março de 2016, conseguindo um fio condutor muito importante para o futuro da Selecção Nacional.

Desde os irmãos Azevedo ou Campos, passando por Manuel Dias, Diogo Cardoso (o defesa/abertura do CDUL pode ser outra surpresa nesta selecção sub-20 por tudo o que trás ao jogo), Manuel Cardoso Pinto (o MVP de Portugal no último Europeu de sub-18 já se estreou pelos seniores), entre outros tantos voltam a marcar “posição” num novo escalão.

Notou-se, sobretudo, que há ideias de “processos” antigos mas que necessitam de ser remodelados perante as necessidades que o nível sub-20 exige. Luís Pissarra tinha avisado que era necessário formar um grupo coeso, que possibilitasse à selecção crescer e ser um símbolo de união. Isso só será possível com mais jogos e estágios, mais intensidade e camaradagem.

Lado-a-lado (Foto: Pai Conde Fotografia)

No jogo propriamente dito, os sub-20 sentiram algumas dificuldades em ter um jogo fluído, que lhes garantisse mais situações de ataque em condições. Contudo, o passado sub-18 e a experiência adquirida nos seniores (pelo menos 25 jogadores dos convocados já jogaram na Divisão de Honra) vai garantir uma base de trabalho bem interessante para a equipa técnica, que gostaram de ver a entrega física, a intensa “raça” e a capacidade de entre-ajuda no jogo frente aos sub-18.

Um despique amigável de asas!

No final do jogo e após as típicas conversas de grupo e o convívio entre ambas selecções, o Fair Play conversou com dois asas e capitães das selecções em causa: Manuel Nunes (sub-18, jogador do RC Montemor) e João Fezas Vital (sub-20, atleta do GD Direito).

Numa conversa mais aberta, sem as “restrições” de responder com demasiada ponderação, abrimos o diálogo com a seguinte questão:

João [Vital] que conselho darias ao teu colega de posição?

Bem sabem que eu neste momento transito entre a 2ª linha e a posição de asa, mas agora até tenho-me fixado na posição de 7. Para o Manuel tenho a dizer o seguinte: desfruta desta oportunidade e deste momento. Não sei que equipas vão jogar contra no Campeonato da Europa, mas seja a França, Geórgia, Irlanda, agarrem a oportunidade e joguem pela vida. Somos mais pequenos fisicamente, mas tecnicamente mais apurados que eles… podemos fazer a diferença se derem o máximo e acreditarem no grupo! Não se esqueçam que estão a representar Portugal! Honrem a camisola!

Manuel [Nunes] tens algum pedido, conselho ou ideia a partilhar com o João?

Gostava que fossem uma ameaça para que os vê de fora. Vocês são os próximos Lobos, as pessoas têm de saber quem vocês são e o que vão fazer por nós. Quero que vocês passem a integrar os lobos, que consigam dar o salto e que sejam o futuro do rugby português. Eu sei que é difícil dar o salto de sub-20 para os plantéis de seniores, mas têm de conseguir. É também dar o salto para homens!

Vamos a uma pergunta de discussão…. Richie McCaw ou David Pocock?

MN: “McCaw pela liderança e capitania, pela entrega dentro de campo! Claro que gosto muito do Pocock, que é um “monstro” no breakdown. Ou estou a dizer mal?
JFV: “Concordo com o que dizes, mas meto o Pocock em 1º lugar. É o jogador que gosto de “copiar”, tem aquela técnica na placagem, a inteligência no ruck. Respeito e sigo muito o McCaw por aquilo que o Manuel diz, o espírito de liderança… mas o Pocock é para mim o nº1!”

Acham importantes estes encontros entre selecções?

JFV: “Para nós é importante estes encontros… sobretudo porque estamos a ajudá-los a crescer… sei que o jogo foi altamente físico e exigimos muito de vocês, mas tem de ser. Vão encontrar a mesma oposição mas ainda mais competitiva. É excelente partilhar o campo convosco, Manuel! Mesmo com as placagens que vocês nos fazem! Para nós é uma forma de mantermos o nosso grupo coeso, de crescermos como modelo de jogo. É aproveitar ao máximo estes momentos.
MN: “As placagens são sem “maldade”… bem a maioria delas (risos). Estamos a jogar contra os nossos mais velhos, eles passaram por estes processos, jogam mais que nós e têm outra experiência. Para nós é só vantagens, já que nos obriga a querer e trabalhar mais.

A luta de gerações (Foto: Pai Conde Fotografia)

Para acabar… conselhos de jogo entre vocês?

MN: “O João sabe o que é ser asa… somos uns cães de fila que têm de aguentar tudo. Temos de estar na formação ordenada, mas ao mesmo tempo temos de saber estar na linha de ataque. Somos um 3º centro que gosta de lutar no contacto. O João faz isso com grande qualidade.
JFV: “Temos de saber estar no contacto… lutar por cada bola. O Manuel neste jogo sacou três bolas nos rucks, ele sabe perfeitamente o que é ser asa. Para além disso está sempre a disponibilizar-se para ir ao contacto. É ser um Pocock no ruck e um Hooper na placagem ou no jogo corrido.”

Depois de uma troca de elogios, um abraço, João Fezas Vital foi para o almoço de selecção assim como o Manuel. O espírito de companheirismo ficou bem ilustrado nesta pequena conversa entre os dois, que percebem que no rugby não há barreiras clubísticas e, talvez, nem de diferença de idades.

Uma troca de passes entre Gerações

Por fim, tivemos a hipótese de dialogar com mais dois jogadores, desta vez de forma separada e pós-estágio: Diogo Cabral (CF “Os Belenenses”) e Gonçalo Prazeres (AIS Agronomia).

Diogo, são um grupo empenhado em trabalhar… como foram estes 2 dias de estágio?

DC: “Estes dois dias de estágio, mais uma vez, acho que reflectiram o potencial que a equipa tem e o esforço e foco que metemos no trabalho que realizamos. Por estas razões, foram dois dias positivos! O jogo contra os sub20 mostrou a nossa vontade de crescer e ainda conseguimos definir e discutir alguns valores que nos identifiquem.

Quais foram os pontos positivos do jogo contra os sub-20?

DC: “Os pontos mais positivos no jogo que fizemos foram os momento defensivos que a equipa teve. Também gostei muito de ver os avançados, nunca desistiram daquela “luta” que os caracteriza, conseguindo, por vezes, um contra-ruck.

Como é jogar contra dois colegas de posição que já se estrearam nos seniores? E como os tentaste parar ou fintar?

DC: “É um grande orgulho! Acho que a minha motivação passou por encarar quem tivesse à minha frente de “igual-para igual” . Já sabia que ia ser um jogo muito exigente em termos físicos, por isso a entrega foi muito importante. Acima de tudo não me posso esquecer que, ao nível da alta competição, é possível encontrar centros muito mais desenvolvidos fisicamente do que eu. Assim, acho que foi um excelente teste para experienciar o embate físico e dinâmica de jogo a que estaremos sujeitos quando enfrentarmos equipas em competições de alto nível.

Gonçalo diz-nos como foi jogar contra o Methodist College. Como vos correu o jogo?

GP: “O jogo foi bastante interessante e como esperado intenso! A primeira parte correu menos bem e ao intervalo estava 5-7. Na segunda parte a equipa correspondeu ao pedido pelos treinadores e metemos mais intensidade no jogo e conseguimos virar o resultado ficando 27-7. No fim conseguimos mostrar uma defesa muito coesa depois de 5 minutos a defender nos nosso 5 metros.”

O que é que a equipa técnica vos pediu neste estágio de dois dias? E conseguiram dar isso?

GP: “O que nos foi pedido pelos treinadores para este estágio penso que tenha sido o início da coesão do grupo e começarmos a desenvolver o modelo de jogo.

O que esperas deste grupo para 2017? 

GP: “Acho que as expectativas são altas porque temos uma geração muito boa mas por sua vez não é pela geração que os resultados vão aparecer mas sim pelo trabalho que teremos de fazer até Março! Por isso acho que só depende de nós!”

Após estas duas conversas, o Fair Play despediu-se de ambas as selecções e espera vê-las no mais alto nível em 2017. Sejam do Belenenses, Direito, Agronomia, Bairrada, Montemor, CDUP, CDUL ou qualquer outro clube, a ideia em 2017 é ter dois grupos de excelência a representar Portugal. Como em 2015 e 2016, Portugal sairá “vencedor”, honrado com as prestações de ambos os grupos que dão o seu melhor a cada placagem, a cada ruck, a cada entrada, a cada jogo, a cada mês e ano.

O espírito de união (Foto: Pai Conde Fotografia)
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Francisco IsaacDezembro 18, 201615min0

Muito destacamos os nossos sub-18 do rugby Nacional, que já nos habituaram a conquistas internacionais. Mas, desta feita falamos dos sub-20, os jogadores que mais perto estão de chegarem do estatuto de Lobos. A preparação para o Campeonato da Europa e U20 Championship, as caras, os técnicos e o sentimento por representar Portugal aqui no Fair Play

Os sub-20… categoria que ultima os atletas que vão dentro de pouco tempo vestir a camisola da Selecção Nacional de séniores. É o fim do caminho enquanto jogadores de formação, é aquele momento em que todas as suas qualidades e “tenra” experiência culminam no seu último estágio de desenvolvimento. Em 2016/2017 uma das selecções mais promissoras de sempre , subirá aos “palcos” internacionais para demonstrar que o desenvolvimento, treino e conquistas, adquiridas durante os anos como sub-18, estão ainda presentes e mais desenvolvidas do que nunca.

Luís Pissarra e João Pedro Varela, técnicos desta valorosa e valiosa selecção de sub-20, vão guiar os jovens atletas em direcção ao Campeonato da Europa da categoria, a realizar-se em terras distantes da Polónia, mais em concreto em Poznan. Neste artigo vamos falar em três secções distintas: entrevista com um dos treinadores, Luís Pissarra; destacar alguns dos atletas que devem seguir com mais atenção (alertamos que deveriam seguir todos os jogadores, uma vez que são a “nata” do rugby português); e informações dos jogos que se vão realizar nesta semana que antecede o Natal.

fpLuís Pissarra qual é a expectativa para esta semana de estágio/jogos que vai decorrer?

LP: Acima de tudo unir o grupo, uma vez que temos tido grande dificuldade em juntar todos os jogadores, não só pelas lesões e actividade dos clubes que limitam muito a disponibilidade para fazer mais um treino durante a semana, bem como pela impossibilidade de ter os atletas que não estão em Lisboa para participar nos treinos da equipa.

Como é óbvio pretendemos ainda estabelecer regras e implementar o sistema de jogo.

fpO grupo é um dos mais fortes dos últimos anos da Selecção de sub-20? O que é que as pessoas devem ter em atenção?

LP:Se é um grupo dos mais fortes ainda não posso dizer, porque o grupo ainda não existe, nem teve, ainda, oportunidade de ser montado, mas existem alguns jogadores, que têm condições de estar nesta equipa que já passaram por várias experiências internacionais, não só como sub18, mas de nível de topo, como o circuito mundial de sevens, treinos da selecção de XV e mesmo internacionais XV.

No entanto existem algumas lacunas, já habituais no rugby português…. escassez de jogadores da 1ª linha, e na 3ª linha (menos frequente)

No entanto, é uma equipa que tem atletas de bom nível que têm evoluído muito bem ao nível das selecções jovens e esta selecção será mais uma etapa com o objectivo de criar futuros lobos…. e esse é o grande objectivo!!

fpAchas que tem sido importante a inclusão de mais de metade destes jogadores em equipas seniores da Divisão de Honra? Qual é a diferença que pode fazer nos jogos?

LP: Esse é o ponto mais positivo de todos, a existência de alguns atletas que são titulares ou que jogam regularmente nas primeiras equipas dos seus clubes. Esse facto dá-lhes ( e à selecção) muito mais ritmo competitivo que será benéfico para todos.

No entanto acho que esse aspecto se deve, não só à sua qualidade mas também ao facto de haver, em grande parte dos clubes, uma taxa de abandono de atletas mais velhos (por várias razões, familiares, profissionais) que abrem as oportunidades aos mais jovens.

fpComo será o trabalho dos sub-20 de Dezembro até ao U-20 Championship em Maio?

LP:O championship será em fim de Agosto….. Segundo me foi transmitido! O campeonato da Europa em fim de Março (que irá ditar a participação no U-20 Championship ou Trophy).  Após este estagio vamos diminuir o numero de atletas no grupo (a ideia será começar a trabalhar com cerca de 35 jogadores) até ao campeonato da Europa, onde iremos disputar o acesso ao trophy/championship.

Pretendemos manter os treinos de 4f no EN, com carácter regional, bem como às 2f, no Porto para os atletas do Norte. Temos agendados 2 estágios, um no período do Carnaval e outro nas vésperas do campeonato de Europa!

Após o campeonato da Europa a ideia será dar folga da selecção aos atletas praticamente até ao fim do campeonato e voltar os treinos em fins de Maio/Junho de forma mais regular e, em Agosto apertar com a preparação! O aspecto que nos levanta alguma preocupação é a escassez de jogos de preparação que estão disponíveis até ao momento….. este será um ponto a trabalhar afincadamente!

fpQuais são os vossos objectivos para 2017? E quais são as vossas preocupações na evolução destes atletas?

LP: Em primeiro lugar preparar da melhor forma o máximo numero de atletas para serem incluídos no grupo sénior nacional a curto prazo.

A melhor preparação possível passa por elevar o nível competitivo e possibilitar experiências de jogo e internacionais de topo e, para isso pretendemos jogar com as melhores equipas possíveis, para tal, vamos ter um campeonato da Europa duro, onde vamos ter de chegar a final e ganhar para poder atingir o trophy, onde encontraremos equipas muito fortes com culturas diferentes que podem proporcionar não só uma experiência inesquecível, mas principalmente uma evolução no nosso nível rugbistico.

Lembro que o último grupo que participou no trophy, em Lisboa, em 2014, tem uma grande representação de atletas no XV nacional.

A preocupação passa muito por chegar, não só a um equilíbrio com a vida competitiva nos clubes, e respeitar os períodos de descanso/recuperação, mas principalmente por criar, para além dos treinos de campo da equipa, jogos de preparação competitivos que nos permitam criar as ligações e ritmo de jogo como equipa.

fpConcordas que, em termos de sub-20, a diferença de nível entre Portugal e selecções como a Geórgia, Rússia, Fiji, diminui nos últimos anos? Há alguma explicação fácil para esse facto?

LP: Concordo completamente que o desnível entre Portugal e os países que referes, a este nível,  não é tão acentuado como a partir daqui, e não tenho dúvida que isso se deve ao carácter amador deste desporto no nosso país.

Até esta fase os nossos jovens atletas têm uma vida académica que, com maior ou menor dificuldade lhes permite organizar o plano desportivo e académico de forma a dedicarem tempo ao treino e preparação das competições. Neste escalão competimos de forma muito mais próxima com as potências mundiais.

A partir desta faixa etária é que o desnível se acentua….. a procura de jogadores das nações mais periféricas para serem “profissionalizados” nos campeonatos francês e inglês é enorme e, juntamente com o apoio das federações nacionais, os jogadores destas nações assinam contratos que lhes permite evoluir nos campeonatos mais fortes e os reflexos surgem nas selecções seniores!

Na nossa realidade, os nossos jovens atletas entram nas universidades, criam outros objectivos nas suas vidas, iniciam vidas profissionais que são cada vez mais exigentes e o rugby acaba por ficar prejudicado por estas decisões importantes!

A verdade é que os nossos jogadores não são tão assediados pelos clubes de topo como os de outras nações hierarquicamente acima de nós, mas acima de tudo, acho que a evolução nestes campeonatos, com tudo a que isso obriga,  não é um objectivo que atraia os nosso atletas, por várias razões.

fpPara ti qual é o maior desafio que te espera para 2017?

LP: Acima de tudo, mais do que as questões técnicas ou estratégicas do jogo, aquilo que mais me desafia e me leva a estar neste escalão é o tentar incutir nos atletas o gosto pelo compromisso, pelo trabalho, pelo espírito de grupo, pela organização pessoal e pela vontade em chegar à selecção sénior com bons valores e que façam dos jogadores melhores indivíduos num grupo, porque a partir daí tudo vai aparecer.

Luís Pissarra (Foto: Miguel do Carmo Fotografia)

Depois da breve, mas sumarenta, conversa com um dos seleccionadores, ficamos a perceber que as dificuldades em unir  o grupo são “imensas” e que obrigam a um grande esforço, sacrifício e paciência quer da equipa técnica quer dos jogadores. No entanto, há um espírito positivo e uma ambição a bater forte entre todos os envolvidos nos sub-20 nacionais, tendo o Fair Play escolhido quatro atletas a manter debaixo do vosso “olho”.

JORGE ABECASSIS
Posição: Defesa/Abertura
Idade: 19
Clube: CDUL
Selecções: Sub-18

Um estratega, visionário e minucioso jogador, Jorge Abecassis tem ganho o seu espaço no CDUL, uma equipa que tem potienciado e lançado várias “estrelas” na Divisão de Honra e Selecção Nacional. Um autêntico perigo com espaço, o nº10/15 do CDUL já tem feito várias aparições no campeonato Nacional de séniores, com algumas jogadas de cortar à respiração. A abertura traz toda uma dinâmica e ritmo que pulsa “sangue” constante ao ataque, obrigando à sua equipa manter um rendimento físico muito alto. Não é um placador por natureza, não deixando de ser uma “peça” importante na gestão da linha de defesa ou na comunicação de tarefas. O CDUL tem apostado no jovem para assegurar a camisola mítica de nº10 (usada quer pelo já retirado Pedro Cabral ou do regressado Nuno Penha e Costa) ou garantir estabilidade e virtuosismo na posição de defesa.

O novo “mágico” (Foto: Luís Cabelo Fotografia)

GONÇALO PRAZERES
Posição: Formação/Abertura
Idade: 19
Clube: AIS Agronomia
Selecções: Sub-18/Sub-20

A novidade em 2016/2017 no XV dos agrónomos de Frederico Sousa, Gonçalo Prazeres tem sido o grande detentor da camisola 9 na equipa principal dos vencedores da última edição da Supertaça. Foi precisamente nesse jogo que Prazeres alcançou o seu primeiro ensaio nesta temporada, com uma fuga após um ruck, demonstrando todas as características que um formação deve ter: inteligência, velocidade e “manha”. Uma surpresa da Tapada da Ajuda, o jogador formado em Évora, tem sido uma autêntica “rocha” no quinze verde e branco, pois tem evidenciando uma qualidade de jogo intensa e apaixonada. Num clube marcado pela passagem de Luís Pissarra (nº9 por mais de 15 anos da Agronomia), Gonçalo Prazeres parece ser uma das certezas do futuro dos homens da Tapada. A inserção do 9 no desenho táctico dos sub-20 pode garantir um fluxo de jogo intenso, “agressivo” e fluído.

A famosa camisola 9 (Foto: João Peleteiro Fotografia)

JOSÉ LUÍS CABRAL
Posição: Centro
Idade: 19
Clube: GD Direito
Selecções: Sub-18/20

Em 2015, José Luís Cabral foi uma das grandes figuras dos sub-20. Aquele jogo “enorme” frente às Fiji ficou marcado na memória do rugby português de formação. Um centro físico, é um dínamo quase impossível de ser parado na primeira placagem, ultrapassando com vigor a linha de defesa, apostando na sua agilidade para ganhar o espaço suficiente para criar uma situação de ensaio iminente. Porém, é na defesa que devem ter particular atenção ao centro… a sua agressividade física impõe placagens “duras” que marcam o ataque adversário ao ponto de conseguir garantir uma situação de turnover para a sua equipa (a placagem que “meteu” ao nº10 das Fiji em 2015 em “estado de choque”). José Luís Cabral é um jogador disciplinado, paciente e que sabe garantir o melhor para a sua equipa, mesmo que isso implique sacrificar o “seu” jogo em prol do que a equipa precisa… o típico atleta do GD Direito. Talhado para ser um líder dentro de campo, o centro vai “marcar” esta selecção sub-20 mais uma vez.

Cabral, o físico dos “advogados” (Foto: João Peleteiro Fotografia)

NUNO MASCARENHAS
Posição: Talonador
Idade: 18
Clube: GDS Cascais
Selecções: Sub-18

A grande surpresa no quinze de Tomaz Morais na Guia… Nuno Mascarenhas “roubou” o lugar de nº2 do Dramático de Cascais e agora caminha para ser uma das figuras dos avançados da selecção de sub-20. Um autêntico “carro de combate”, o talonador aguenta o choque físico que é alvo formação ordenada após formação ordenada, evidenciando um “fome anormal” por garantir metros, evidenciando o espírito que os avançados portugueses devem ter. Numa época que está a ser inesquecível, Mascarenhas vai poder demonstrar que é um dos futuros a nível Nacional, ombreando pelo lugar de talonador – no futuro – com Duarte Diniz, do GD Direito. Para além de placar com raça, o nº2 de 18 anos sabe ter a oval na mão, provando qu há um trabalho de ponta a nível técnico para os lados da Linha de Cascais. Será dele (e da restante primeira-linha) a responsabilidade de garantir princípio de jogo para os sub-20, uma vez que a introdução de bola no alinhamento, o garantir da mesma na formação ordenada ou o apoio sistemático às fases de ataque terá o seu “cunho” de responsabilidade.

Mascarenhas no meio da contenda (Foto: Crocodilo Azul Fotografia)

Há muitos mais atletas a destacar e a seguir, mas para a primeira convocatória (em anexo) seleccionámos estes 4 jogadores que têm despontado no campeonato Nacional com ensaios (José Luís Cabral marcou na final da Taça em 2016 por exemplo), jogadas de risco e de classe (Abecassis frente ao GD Direito teve uma saída de “génio”), entrega e sacrifico (Mascarenhas no jogo frente à Agronomia foi um lutador nato na formação ordenada) e com uma inteligência e visão de jogo (Prazeres tem sido um dos “cérebros” dentro das 4 linhas da Tapada) que fazem Portugal ter boas perspectivas para o seu futuro.

Destacar, ainda, alguns nomes de jogadores que em 2016 eram sub-18 e agora surgem na selecção sub-20: os capitães de então, João Fezas Vital e Duarte Costa e Campos (cresceram fisicamente e mentalmente os dois, detonando-se um trabalho em crescendo de ambos), Manuel Cardoso Pinto (o “fantasista” continua a “assolar” defesas adversárias com a sua qualidade técnica e alegria de jogar), Manuel Peleteiro (será interessante ver se o segunda-linha “domina” as alturas), entre outros.

Vão poder ver Portugal a jogar na 2ª feira, 19 de Dezembro, no Brown’s (este centro de estágios no Algarve tem sido uma das “casas” do rugby e muito merece o agradecimento da comunidade nacional) frente ao Methodist College de Belfast (Paddy Jackson, Craig Gilroy ou Paul Marshall estudaram e jogaram pelo Methodist tendo dado o salto para o Ulster pouco depois) às 13:00. Segue-se um treino em Lisboa na 3ª feira e novo jogo na 4ª frente à selecção de sub-18, com hora a confirmar, naquilo que será um desafio entre os vários futuros de Portugal.

O rugby português é bem mais que a Selecção principal (de destacar as três vitórias em três jogos neste final de 2016, demonstrando que já há um “renascimento” dos Lobos), uma vez que serão estes sub-20 os vossos próximos membros de uma Alcateia que quer crescer e voltar a surpreender o Universo da Oval. Podem aceder à convocatória aqui.

O capitão de então..e o de agora? (Foto: João Peleteiro Fotografia)
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Francisco IsaacDezembro 15, 201611min0

No “reino” da Tapada, mora uma nova geração de jogadores de qualidade. Vasco Ribeiro, centro da Selecção Nacional, chegou aos Sevens World Series com apenas 17/18 anos. Como, quais foram os sacrifícios e qual é a sua vontade diária de trabalhar? Uma entrevista do Fair Play

fpVasco Ribeiro, um dos atletas mais jovens de sempre a marcar presença nos World Series… o que é sentiste na altura quando foste chamado aos treinos pela primeira vez?

VR: Antes de mais muito obrigado. A primeira vez que fui chamado para os treinos de sevens foi no fim de época de 2014/15, depois do Junior World Trophy. Foi uma grande alegria, pois iria ter hipótese de treinar com todos aqueles jogadores que, desde pequeno, admiro e vejo jogar na televisão contra os melhores do mundo.

fpComo foi o teu processo de crescimento até este ponto? Houve alguém importante na  tua aprendizagem?

VR: Comecei a jogar na Agronomia, nos sub-8, onde aprendi o que era o rugby e ganhei o gosto ao desporto. Com o passar do tempo, fui sendo integrado nas selecções regionais e depois nacionais.

Fui tendo hipótese de ser testado contra os melhores, a nível nacional e internacional, e não há dúvida que é contra os melhores que se aprende e a jogar num nível superior que se evolui.

Grande parte do meu desenvolvimento deve-se a todos os treinadores que tive na Agronomia e na Selecção, (felizmente foram muitos), cada um à sua maneira, tiveram um papel muito importante. Acho que todas as pessoas que conheci no rugby me ajudaram, de certo modo, e todas as amizades que criei foram importantíssimas.

Não posso deixar de referir que, muito devo aos meus pais que estão sempre a apoiar-me e não deixam que me falte nada. 

A irmandade Lusa (Foto: Luís Cabelo Fotografia)

fpFazes parte de uma geração que está a tentar “revolucionar” a AIS Agronomia. Como tem sido a nova temporada?

VR: Tem sido muito boa! Começámos bem a ganhar logo uma taça ao campeão Direito. Temos uma equipa jovem mas, ao mesmo tempo, liderada por uma geração mais velha que dá muita maturidade à equipa. Estamos motivados, com bom espírito e todos queremos que, este, seja um ano especial!

fpO que é que te fez ir para o rugby?

VR: Quem me fez ir para o rugby foi o meu tio Caetano, que era treinador na Agronomia, e fez com que os meus pais me inscrevessem, para experimentar. Até porque o meu primo também já treinava lá. Depois nunca mais saí.

fpA Agronomia é a tua “segunda família”, correcto? Há algo de especial nos “ares” da Tapada?

VR: Sim, a Agronomia é o meu clube do coração. Desde os 7 anos que jogo lá e é onde me sinto bem! A tapada é, de facto, um espaço especial de que muito nos orgulhamos! É como uma segunda casa, onde criei grandes amizades e tenho pessoas de que gosto muito!

fpEstiveste envolvido em vários torneios da Associação Rugby do Sul, correcto? Achas importante o trabalho da ARS para o rugby português?

VR: Certo. Acho que é muito importante e falo por experiência própria. É o primeiro contacto com as selecções regionais, com jogadores de outros clubes e onde se começa a criar um compromisso com o rugby. É importante para desenvolver as bases desde novos.

fpDos torneios de sub-12/14 passaste para as selecções regionais e depois nacionais. Nas tuas diversas representações por Portugal, qual é a tua memória mais antiga?

VR: É o meu primeiro jogo oficial por Portugal, nos sub-18. Foi no campeonato de europa elite contra Inglaterra. Foi uma boa experiência, o meu primeiro contacto numa competição destas, com grandes Selecções. Deu para ver que eles estão noutra realidade, já altamente profissionais desde cedo e muitos deles agora a jogar nos principais clubes da Premiership.

fpEstiveste no Campeonato do Mundo “B” de sub-20 e marcaste presença em outros torneios. Sentiste uma grande diferença entre equipas como as Fiji ou Geórgia para Portugal?

VR: Não senti uma grande diferença. A maior diferença era a parte física. Acho que estávamos bem preparados e fizemos bons jogos. Penso que respeitámos demais essas selecções mas acabámos por perder esses jogos em pequenos erros, que se pagam caro a este nível. Não tenho dúvida que nos podemos bater com qualquer equipa do Campeonato do Mundo “B” sub-20.

fpNa tua estreia pela Selecção de XV conseguiste logo um ensaio… qual foi a tua reacção quando te apercebeste desse feito?

VR: É um grande orgulho! Desde sempre que sonho jogar por Portugal e se já é especial a estreia pela Selecção de XV, com um ensaio ainda mais fica.

fpTens o objectivo de sair para fora de Portugal? Para que país ou Hemisfério é que gostavas de tentar ir?

VR: Gostava muito. Neste momento, como já “perdi” um ano, a nível académico, ao estar no circuito mundial, agora estou concentrado em acabar o curso e ainda não pensei muito nesse assunto, para ser sincero. Mas, sem dúvida, gostava de experimentar ir para fora, Nova Zelândia seria o melhor.

O 1º título por Agronomia (Foto: Facebook do Próprio)

fpCostumas acompanhar rugby internacional? Há algum clube/jogador que capte a tua atenção?

VR: Gosto de ver rugby, gosto especialmente de ver os All Blacks jogar. Neste momento, o jogador que mais me capta a atenção é o Beauden Barrett (All Black).

fpComo centro és mais virado para a placagem e recuperação de bola ou és mais vocacionado para o ataque?

VR: Gosto de pensar em mim como um meio-termo, gosto tanto de atacar como de defender. Mas talvez seja mais virado para a placagem.

fpLembras-te de alguma placagem que tenhas feito? E sofrido?

VR: Uma pessoa nunca se esquece duma boa placagem que tenha feito. Lembro-me, no Paris Sevens, de ter feito uma boa placagem contra a Rússia. Já conhecia o jogador e consegui antever o que ia fazer.

fpO rugby português tem “pernas para andar” ou sentes alguma estagnação?

VR: Claro que tem! Temos muita qualidade a nível técnico e bons treinadores com grande capacidade de “pensar” o jogo. Temos tido bons resultados nas camadas jovens falta dar o salto para os seniores.

fpO que é que a comunidade do rugby português pode fazer mais e melhor em prol da modalidade?

VR: Pode continuar a investir na divulgação da modalidade, mostrar aos mais novos os valores do rugby para atrair cada vez mais jogadores.

fpEm termos de parcerias, achas que há uma ausência de ligação entre o Mundo Universitário, e dos estudos, com o rugby de alto rendimento?

VR: Acho que sim. Não é fácil conciliar o rugby com os estudos, é preciso fazer  muitos sacrifícios. Acho que podia haver um maior apoio em arranjar facilidades aos jogadores.

Uma boa placagem (Foto: João Peleteiro Fotografia)

fpFoi complicado conciliares o World Series, o Campeonato, treinos, Alto Rendimento e Estudos?

VR: Foi, sem dúvida. Para além de termos treinos bi-diários ao longo da semana, estávamos muito tempo fora. Basicamente estávamos três semanas cá, duas fora e assim sucessivamente. Não indo às aulas torna difícil ter de estudar tudo sozinho.

fpAchas que Portugal vai voltar a estar num Mundial?

VR: Se não achasse não valia a pena estarmos todos a treinar. É difícil, sem dúvida, mas com umas boas bases temos tudo para projectar Portugal para o topo.

fpQuais é que são as nossas melhores qualidades e aonde podemos ganhar aos nossos adversários directos?

VR: Somos diferentes, conseguimos atingir níveis iguais com menos recursos mas com uma vontade e confiança enormes.

fpQuais são os teus objectivos para 2017?

VR: A nível de clube ganhar, ganhar mais um título por Agronomia. A nível de Selecção XV e 7´s agarrar todas as oportunidades que tiver e a subida de divisão e apuramento para o mundial, respectivamente.

fpDeixa uma mensagem para os apoiantes, colegas e amigos da Agronomia e do rugby português.

VR: Para os meus amigos de Agronomia apenas que é um orgulho e prazer enorme jogar com eles. Para comunidade do rugby em geral espero que continuem a apoiar e dar o vosso contributo, pois é muito importante.

Vasco Ribeiro é, aos 19 anos, titular na AIS Agronomia e na Selecção Nacional. Um centro com qualidade, o seu foco e força de vontade para trabalhar todos os dias demonstram que a sua geração é o tónico que Portugal precisa para dar o salto. 

Vasco Ribeiro “quebra” os Tupís (Foto: Luís Cabelo Fotografia)

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