Surf: uma modalidade olímpica.

Palex FerreiraJaneiro 17, 20203min0

Surf: uma modalidade olímpica.

Palex FerreiraJaneiro 17, 20203min0
O Surf mudou e a entrada como modalidade olímpica acentuou ainda mais essa mudança. O tempo mudou e o Surf está cada vez mais profissional e... ainda bem!

O surf cresceu e atingiu um nova fase enquanto desporto, o de cariz olimpíco. Já existem atletas que só pensam em competição e numa carreira profissional. O surf enquanto actividade puramente lúdica já não é como era, estamos ao nível de uma modalidade tipo futebol, milhares de praticantes e uma pequena percentagem como profissionais e alguns até bastante bem renumerados.

Com a evolução surgiram e irão continuar a surgir, novas formas de ensino, novas técnicas de formação, novas ferramentas para os atletas, de técnicas de competição, novos clubes, e no fundo todos sairão a ganhar com essa evolução.

Actualmente existem muitos treinadores de surf, com cada vez mais e melhores métodos para terem a abordagem certa aos atletas, e com isso melhorar e agilizar todo o processo rumo ao sucesso.

Os clubes cada vez estão mais activos na procura pelos melhores atletas (à semelhança do futebol com “contratações” de atletas oriundos doutras zonas, em defesa de um clube). Por mim tudo bem, é a profissionalização do surf e dos clubes, hoje em dia o surf já emprega muita gente.

Pessoalmente nunca gostei de ouvir o “vou treinar”, “vou ter treino”, porque coloquei sempre o surf como algo que transforma a forma de viver, e ser mais que um desporto, é um estilo de vida, de paixão pura pelas actividades de praia, tudo nessa envolvente.

Mas a verdade é que agora é um desporto olímpico, e as coisas profissionalizaram muito e terei que adaptar-me face a essa vertente mais profissional no surf. Treinem fortes meus putos!!!

(Foto: Innersports.com.br)

Uma modalidade profissional

Lembro-me duma entrevista a um surfista de elite dos anos 80/90, o norte-americano Richie Collins que afirmava que só fazia surf porque lhe dava dinheiro, e era esse o propósito de ele estar a surfar só em competições. Na época tais palavras proferidas não caíram bem, mas hoje sabemos que tudo se alterou.

O surf cresceu muito (e ainda bem), e cada vez há mais trabalhos ligados ao surf. É o caminho de uma modalidade que entra nos Jogos Olímpicos, onde será necessário criar mais condições para que os atletas sejam profissionais a tempo inteiro da modalidade. Haverá devido a isso a entrada de novos stakeholders no surf à procura dos melhores atletas para se afirmarem como os patrocinadores dos melhores surfistas.

Ver-se-á num futuro próximo, clubes com perfil mais profissional na formação dos seus pupilos,  mas qual será a idade até que consigam competir ao mais alto nível? Quem irá suportar as desilusões de carreiras promissoras de potenciais jovens que viram ali a sua oportunidade? Mas é preciso ter prudência no futuro, da forma de como isto tudo se irá desenrolar.

O surf nas olimpíadas. Fonte: Hardcore.com.br

Como vai ser quando os players com elevados capitais entrarem, sem medo nem pudor, nesta modalidade e contratar de uma vez só meia dúzia de atletas e criarem super equipas com salários grandes?

Frederico Morais no site do Comité Olímpico de Portugal. Fonte: http://comiteolimpicoportugal.pt/atletas/frederico-morais/

E claro, muita boa sorte ao representante português Frederico Morais, o nosso primeiro surfista olímpico, feito a juntar ao excelente ano de 2019 que teve, foi campeão mundial de qualificação (WQS), algo que nunca nenhum português tinha alcançado.
Carimbou o seu regresso à elite, o Tour da WSL e conquistou um lugar para a participação nos Jogos Olímpicos, a decorrer no Japão em  2020.

Go for it KIKAS!


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