Single fin… o que e como devo escolher? Um manual de ajuda!

Palex FerreiraSetembro 11, 20195min1

Single fin… o que e como devo escolher? Um manual de ajuda!

Palex FerreiraSetembro 11, 20195min1
Sabes o que é o single fin? Uma forma de surfar diferente e que acarreta várias dúvidas dos "velejadores" das ondas! Uma ajuda para quem desconhece a prática!

Recentemente o surf de single fin ganhou novos adeptos, e uma nova “pujança”, alguns até fundamentalistas (no bom sentido claro), mas como é o surf de singlefin, apesar de não ser um adepto a 100% de single fin quando o mar tem mais potência, também gosto de observar quem desenha boas linhas com uma quilha.

A alma do surf, não se fica pelo equipamento usado, mas sim pela paixão e gozo em deslizar, entrámos numa fase que cada vez mais há menos sinergias entre todos os que são diferentes, e se critica.

Calo adora surfar de single fin. fotógrafo Joel Reis

Vamos então aplicar uma abordagem de pergunta e resposta que podem ajudar a elucidar algumas dúvidas!

O surf de single fin como é e como deve ser a abordagem?

Single fin, é traduzindo à letra Quilha única e não FINO ou Fin como muitos teimam em dizer, antigamente dizia-se os “fins” da prancha, mas a denominação correta a usar será mesmo, apenas quilha.

Quando um surfista vai só com uma quilha há fatores que fazem as pranchas de single fin deslizar melhor, porque por norma serão mais largas no tail (parte de trás da prancha), sndo que as curvas da prancha serão mais de fundo do que numa convencional thruster (3 ou mais quilhas), em detrimento de usarem com pressão o rail (salvo raras exceções).

Poderão ficar com uma linha mais “suave” e um surf mais bonito, apelidado de surf de linha para alguns, mas o surf da WSL também é bonito (não me lixem com fundamentalismos), ver um Frederico Morais a rasgar uma onda e enquadrando uma serie de curvas bem metidas em ondas que o permitem.

A abordagem a tomar será mais calma, e procurar uma linha de onda que não quebre a velocidade da prancha, para isso é necessário saber escolher a quilha certa.

Recentemente Portugal recebeu alguns dos melhores surfistas da atualidade de single fin na Ericeira, em ribeira d’ilhas com o Duck Tape com alguns dos melhores “artistas” nas ondas, nome como Andy Nieblas, o Joel Tudor, Alex Knost, David Arganda, Eurico Romagueira, Justin Quintal e Kaniela Tsunami, Karina Rozunko, Victoria Vergara entre outras.

Mas então que quilha se deve usar numa prancha mais larga?

Existem milhares de layouts de quilhas, e mesmo as que são para singlefin têm as suas configurações e características.

Porque devo numa 9’6 pensar numa quilha 10” ou 9”75’, porque dessa forma irá permitir segurar bem nas curvas sem perder velocidade e realizar noseriding bem controlados.

A transição de borda (rail) deve ter a quilha como pivot bem configurada.

E que quilhas devo usar, mais Flex ou mais rija?

Uma quilha mais rija não permite tanto a recuperação na onda como uma mais flexível, ou seja, imaginemos um hangfive (pendurar os cinco dedos do pé no bico da onda) ou hangten (a mesma coisa mas com os dez dedos de fora) o surfista necessita de projeção e de quilha para garantir a excelência do momento, como todos sabem, sendo o mar um elemento que não está parado.

Diogo Apleton com um log de quilha fixa. (Foto: diogoappletonsurfcraft.com)
Quilha fixa ou removível?

As quilhas têm diferentes configurações ou outlines se preferirem, dependendo do tipo de surf que cada um pretende. Se for demasiado pequena, ou muito grande a performance será afetada.

Em termos de flexibilidade permitirá ter margem para curvas bem desenhadas, isto porque a quilha do lado direito da imagem abaixo, assim permite, mais à esquerda teremos um surf mais reto, sem grandes curvas, apesar de alguns loggers ou gliders, o conseguirem fazer, nomes como Alex Knost e Andy Nieblas por exemplo.

http://www.thesurfchannel.com/news/20150521/interview-new-yorks-union-surfboards/

Outra questão prende-se com o tipo de encaixe da quilha se deve ser fixa ou amovível, a meu ver essa diferença prende-se mais com a habilidade de as transportar em viagens. E a favor pessoalmente das amovíveis porque abre portas a outras possibilidades para a mesma prancha com configurações de quilhas diferentes.

No final de tudo quem ganhou foi a modalidade do Longboard, seja com mais ou menos quilhas, com mais rails ou menos rails, quem venceu foi o Longboard no geral!

Já anteriormente tínhamos falado sobre deslizar com apenas uma quilha (Artigo Fairplay out 2018)

Nota: Para encontrar pranchas, quilhas e outros, devem consultar as surfshops na vossa área. Artigo feito com o apoio: LufisurfCo Surfboard, SurfersStore Caparica, Ahoy CoffeeBar e NFPhotgraphy

Aloha e sejam felizes!!

As surfshops actualmente disponibilizam diversos tipos de quilhas (Foto: Surfers Store Caparica)

One comment

  • Paulo Jacinto

    Setembro 13, 2019 at 2:06 pm

    Muito bom 🙌

    Reply

Entre na discussão


Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS



newsletter