25 Set, 2017

As gerações do novo futuro: os sub-20 mundialistas e a nova Alcateia

Francisco IsaacSetembro 15, 201717min2

As gerações do novo futuro: os sub-20 mundialistas e a nova Alcateia

Francisco IsaacSetembro 15, 201717min2
O 2º lugar no World Rugby Trophy dos sub-20 de Portugal não deve, de forma alguma, ficar a "viver" só no passado. Implementar e dar continuidade ao que foi alcançado nos últimos três anos deverá ser obrigação da comunidade nacional da Oval.

De 2015 a 2017, duas gerações decidiram encurtar a diferença de Portugal para selecções que, supostamente, estavam no topo como a Roménia, Espanha, Fiji, Uruguai, Escócia, entre outras. De metro a metro, minuto a minuto, jogo a jogo e de época a época, as gerações de 1997 e 1998 decidiram revolucionar o rugby de formação português e alimentaram o sonho de sermos diferentes, num desporto em que Portugal é olhado como um “caso” perdido.

Desde o Europeu em França no ano de 2015 até ao Mundial no Uruguai em 2017, os jovens Lobos cresceram, ganharam raízes, destacaram-se e assumiram protagonismo no rugby português. Na última Bola Rápida do Fair Play, dedicamos um olhar a uma equipa que deu uma lição de humildade e que deve inspirar um novo futuro para modalidade em Portugal


Custa, em boa parte, dizer “adeus” ao World Rugby Trophy não só pela forma como terminou, mas, e especialmente, pelo facto do público não voltar a ter a oportunidade de ver a confluência de duas gerações a jogar juntas, a “agarrar” o espectador e a fazer o coração palpitar de uma forma descontrolada. Foram os inúmeros jogos que as gerações de 1997 e 1998 (e ainda podemos somar as de 1996 e 1999) realizaram, a maioria deles deixando o público num ritmo frenético e uma vontade de que o jogo não durasse só 80 minutos, mas talvez uma vida inteira.

Pese o (grande) exagero, quem não gostava de voltar a rever aquele jogo contra as Fiji em 2015, no Estádio Nacional, no Campeonato do Mundo “B” sub-20? Ou aquele empate mítico ante a Escócia, no mesmo ano, no Campeonato da Europa de sub-18, que depois terminou em vitória para Portugal no desempate aos postes? E aquela vitória ante a Roménia, em Bucareste, que nos carimbou o “passe” para a final do Campeonato da Europa de sub-20 em 2017?

São quase três dezenas de jogos, que vão desde os sub-18 até aos sub-20, em três anos… muitos ensaios foram marcados, placagens foram feitas, formações ordenadas foram conquistadas (algo tão “raro” no Universo do rugby português), mauls foram trabalhados, entre outros aspectos do jogo que foram sendo polidos durante estas temporadas.

E quem se lembra dos Homens (o H maiúsculo é propositado) que treinaram estas várias gerações? Francisco Branco, Rui Carvoeira (uma dupla de sucesso), Henrique Garcia (um dos grandes fomentadores das selecções regionais e da construção de uma identidade desde os sub-15), João Pedro Varela, Luís Pissarra (como Francisco Branco ou Rui Carvoeira, saltava entre o ofício diário para os treinos e jogos, com grande espírito de sacrifício), António Aguilar, João Mirra, entre outros tantos (que vão desde Luís Cavaco a Carlos Castro, treinadores que ajudaram a construir processos e a treinar estas gerações) foram os “obreiros” que trabalharam estes “diamantes” até atingirem o ponto certo para revolucionarem o rugby português de formação.

Note-se que Portugal conquistou uma medalha de bronze (em 2016, Campeonato da Europa sub-18 em Lisboa), uma medalha de ouro (em 2017, Campeonato da Europa sub-20) e medalha de prata (em 2017, no Campeonato do Mundo de sub-20) para além de conquistas em europeus de 7’s e vitórias históricas (Escócia, Roménia, Uruguai, Bélgica ou Fiji), enriquecendo o palmarés do rugby de formação de uma forma consistente e constante, algo que nunca aconteceu na História da modalidade em Portugal.

Uma viagem de três/quatro anos, nada fácil para os seus intervenientes, já que o investimento monetário foi sempre escasso perante as necessidades competitivas das selecções, contando-se pela mão os adversários internacionais que tanto os sub-18 como os sub-20 enfrentaram ao longo dos últimos anos (Crawshays RFC, Ireland’s Schools, Gloucester Rugby, foram os mais conhecidos). Para se dar o salto qualitativo, há necessidade de jogar contra os melhores ou, pelo menos, contra equipas que coloquem dificuldades aos jovens portugueses, obrigando-os a evoluírem e a adaptarem-se mediante as circunstâncias.

Contudo, e incrivelmente, a selecção que representou Portugal no Campeonato do Mundo, que agora findou com o 2º lugar na geral, apresentou uma maturidade e um conhecimento do adversário quase de “excelência” e isto com só um jogo de preparação contra o Gloucester em Agosto. Era notório o conhecimento profundo que a equipa tinha dos adversários, como o Uruguai, as Fiji ou o Japão, moldando parte da sua estratégia mediante as necessidades do jogo.

Numa comparação “complicada” as gerações que levaram o rugby português ao Mundial 2007 (e, também, ao título europeu em 2004) não eram tão fortes na adaptação ao adversário ou na leitura e conhecimento de jogo, compensando com uma determinação única, um espírito de sacrifício total e uma forma de trabalhar dinâmica que ultrapassava as adversidades físicas que selecções como a Geórgia ou Roménia tentavam impor.

É notório o trabalho minucioso dos jogadores em quererem conhecer e compreender o jogo, revolucionando-se a si próprios apesar de jogarem num campeonato algo limitado em termos de desafios mentais, pois na parte física e inserção nas equipas séniores o caminho está “feito” para vários dos que compuseram a selecção sub-20. Nuno Mascarenhas, Vasco Ribeiro, Manuel Cardoso Pinto, José Luís Cabral, José Rebelo de Andrade, Jorge Abecassis, Manuel Picão já foram chamados aos treinos ou já conseguiram mesmo jogar pela Selecção principal de Portugal, numa tenra idade que compreende entre os 18-20 anos. A maioria já jogou pelas equipas principais do seu clube, o que prova que há algo de diferente no rugby português nos últimos dois anos. Mas a maturidade já se notava, como podemos ver em 2016, espelhando aqui um comentário de Manuel Cardoso Pinto na preparação para o Campeonato da Europa desse mesmo ano:

“É estar no campo. Não sabemos o que vai acontecer, é todo um momento que esperamos para o ter a cada semana. Somos uma família, temos um colectivo forte e que quer jogar junto a todo o momento.”

Isto tudo não só advém do bom trabalho nas selecções nacionais, já que existem outro factores a considerar, que apresentamos de uma forma abreviada: as boas equipas técnicas nos clubes nacionais; a “crise” dos clubes portugueses que forçou a aposta séria nas camadas de formação; a consistência nas equipas técnicas nacionais (Rui Carvoeira, Luís Pissarra, Francisco Branco são alguns casos de durabilidade); e, o mais importante de todos factores, a maturidade e capacidade de transpor “obstáculos” de quatro gerações.

Coincidentemente e ironicamente, os excelentes resultados tanto colectivos como individuais aconteceram na pior das alturas para a Federação Portuguesa de Rugby. Os últimos 3/4 anos têm sido de provação, com graves dificuldades financeiras, a débil relação com os clubes nacionais, a falta de aprovação de propostas de reestruturação, entre outros pontos. No entanto, tanto Carlos Amado da Silva como Luís Cassiano Neves podem e devem congratular-se por fazer parte do sucesso destas selecções.

O primeiro conseguiu trazer a organização de alguns eventos grandes da Rugby Europe e World Rugby, tendo estado no início do despontar das gerações de 96 a 99. Todavia foram nos seus últimos de direcção que Portugal começou a decair a nível exibicional e de resultados na selecção sénior. Já Luís Cassiano Neves conseguiu manter a aposta nas equipas técnicas, dando um “palco” em exclusivo para os jovens, apesar de não ter garantindo as melhores das condições (muito por culpa do estado “fraco” das finanças da Federação, mas nem tudo pode e deve servir de desculpa).

Todavia, aqueles 60 a 70 jogadores (se contabilizarmos todos os membros que passaram pelas selecções de Portugal sub-18 e sub-20 nos últimos 3 anos) não quiseram ouvir falar em crises, em problemas federativos, as dificuldades impostas pelos clubes, as “guerras” internas ou qualquer outro aspecto que não pudesse ser resolvido no campo de treinos e de jogo. Fizeram das tripas coração, meteram as mãos ao trabalho e partiram para uma viagem que não terminou nem vai terminar,, de forma alguma, com o 2º lugar no World Rugby Trophy.

Se a ida até ao Uruguai foi alguma coisa, foi a prova que necessitávamos para continuar a apostar no que de bom se tem feito nas camadas de formação. Revisitando as primeiras entrevistas feitas a João Fezas Vital, Manuel Cardoso Pinto, João B. Melo ou outros, a importância das Associações Regionais (em particular a do Sul, pois foi com a qual o Fair Play teve um maior contacto) foram fulcrais para o desenvolvimento destes atletas. Achar o contrário, é um erro… ter a certeza da mesma “ideia”, é, no mínimo, uma vergonha e uma afronta ao que foi conquistado nos últimos três/quatro anos. João Fezas Vital, um dos “felizardos” por ter feito parte destas equipas que têm, de certa forma, deixado um cunho profundo no Mundo do Rugby disse acerca das Associações Regionais em 2016:

“O meu pai dizia para eu ir à ARS, que eu ia ver no futuro o quão importante seria para mim. Confesso que na altura não dei a devida importância, mas acabei por ir à ARS e comecei a representar Portugal desde os sub-14. Agora, olhando para trás, percebo o que ele dizia… a ARS incutiu-me esse espírito e hoje sinto ainda mais um arrepiar ao vestir a camisola e jogar por Portugal.”

Muito se falou após o apito final precoce na final do World Ruby Trophy, com queixas perante a decisão inacreditável e imperceptível, mas correcta de acordo com os regulamentos (mas para os que defendem tanto o comissário de jogo como a equipa de arbitragem, deixamos uma única questão: porque é que o jogo se realizou então? Afinal a preocupação com os jovens atletas só foi lembrada num momento em que o jogo atingia o seu clímax…), passando logo depois (ou quase ao mesmo tempo) a dar os parabéns ao feito histórico daqueles 26 jovens e da equipa técnica, etiquetando com os elogios de “vocês já são campeões”, “um espírito de união único”, “uma vontade sem igual”, “a prova que são o nosso orgulho”, entre outras menções.

Por um par de horas, o rugby português voltou a juntar-se e a unir-se no pensamento, olhando bem para o feito que a Selecção sub-20 tinha acabado de fazer, com ou sem primeiro lugar. Nuno Madureira Miguel, um dos pais do Rugby Clube de Thomar, disse algo que classifica bem este grupo de 26, no qual aqui deixamos:

“Tenho percebido que há jogadores nossos muito cerebrais. Acresce conhecedores do jogo e tecnicamente acima da média e preparados fisicamente… podemos surpreender(-nos)!”

Um comentário que ilustra bem esta selecção de sub-20 que em 2017 somou seis vitórias em sete jogos. O estilo de jogo optado tanto no Campeonato da Europa como no World Rugby Trophy foi baseado num trabalho exaustivo dos avançados, num compromisso de trabalhar bem nos rucks e nas fases curtas, de assumir protagonismo nos alinhamentos, de conter as formações ordenadas (ou mesmo “abalroar” a equipa adversária), com um sentido de risco único (o ensaio de Manuel Cardoso Pinto no Campeonato da Europa), de procurar o espaço no contacto sem fugir dele (e sem perder a bola na placagem). Mas acima de tudo, Portugal passou a ser uma equipa vibrante na placagem, segura nas fases curtas, com elasticidade e confiança no colega do lado (como bem mandam as “regras” e valores tradicionais do rugby), de uma “agressividade” que há muito não se via no rugby português.

A motivação com que se apresentavam nos jogos, a forma apaixonada como lutam pela oval, a raça imposta no contacto (quem se esquece daquela entrada de rompante de Nuno Mascarenhas frente ao Japão, no meio de uma tempestade?), a inteligência com que liam o jogo e a vontade louca em arriscar em jogadas estonteantes, são aspectos especiais e que têm de passar, no imediato, para a selecção principal de Portugal.

Se houve selecção que “chocou” o Planeta da Oval, foi Portugal… tanto em 2007, como agora em 2017, surpreendendo até os adeptos portugueses. A forma como se perdeu a final, no meio de uma decisão “estranha” e que em nada prestigia a modalidade, ocupou capas, artigos (de jornais e sites, que na sua maioria, só se lembraram da existência destes sub-20 só nos últimos meses ou quando houve uma vitória minimamente interessante), moveu vários comentários e apoios e “urras” em favor da selecção sub-20, esquecendo-se todos do importante: não interessam duas finais, ou um ano fantástico desta selecção… tem que se querer mais, há que agora planear já as próximas provas internacionais, organizar o financiamento para as preparações e designar  objectivos ambiciosos. Ficar a viver, nas memórias e feitos de uma equipa durante um tempo interminável, foi uma das razões da queda da selecção portuguesa e do próprio rugby português. Os atletas destas quatro gerações merecem muito mais do que elogios e menções, de fotos numa parede ou de um comentário digital… merecem continuidade, planeamento, objectividade e apoio.

As memórias ninguém as pode tirar, como Luís Pissarra, seleccionador nacional dos sub-20 afirmou ao Fair Play:

“Grande orgulho neste grupo, jogadores (os que vieram e os que ficaram…. somos todos o mesmo) e staff, por tudo o que fizemos e vivemos juntos durante toda a época, as vitórias e acima de tudo o sofrimento coletivo em cada jogo que nos tornou sempre mais fortes!! Uma coisa é certa, este grupo viveu experiências que vão ficar na nossa memória e vida como das melhores que já vivemos nesta modalidade….. e isso ninguém nos pode tirar!!!”

Mas é preciso fazer jus às memórias, usando-as para inspirar gerações futuras, continuar a formatar aquilo que se pretende, encontrar um estilo de jogo que se adeqúe ao nosso perfil, possibilitando fazer jogadas de risco, de assumir protagonismo no contacto e de manter uma defesa insaciável. É este o espírito que o rugby português deve ter, assente num estilo que nos identifique e não copiar modelos internacionais que não têm aplicabilidade. Os sub-20 de Portugal provaram que há uma forma de “revolucionar” o rugby Nacional, com possibilidades de ter uma nova alcateia, que tem que assumir protagonismo e a montar um horizonte de outras tonalidades para a modalidade em solo Nacional.

O futuro da modalidade tem de pensar por todos estes atletas que marcaram os últimos três anos, no qual deixamos alguns nomes que recordamos: Diogo Hasse Ferreira (um autêntico “monstrinho” no trabalho de avançados que galgou metros até chegar aos Sale Sharks, tendo se transferido para os Newcastle Falcons da Premiership), Manuel Veiga Nunes (o asa foi sempre um poço de energia, um autêntico lutador que nos impressionou no jogo com a França, quando tentou fugir pelo ruck surpreendendo os gauleses), Diogo Cabral (Classe, carácter e um jogador de equipa), Vasco Ribeiro (entre a humildade e a raça, o centro tornou-se uma das figuras de proa destas novas gerações, tendo ido até aos World Series, jogando pela selecção principal, conquistando títulos pela selecção sub-20, deixando uma marca profunda por onde passasse), João Fezas Vital (um valoroso asa, um caprichoso jogador bem ao gosto do GD Direito, que demonstra uma grande ambição dentro de campo, trabalhando como poucos), Manuel Cardoso Pinto (um génio e entusiasta com a oval nas mãos, cresceu a olhos vistos ganhando outra maturidade a cada novo jogo), José Luís Cabral (as fotos de que João Peleteiro tirou ao centro contra as Fiji em 2016, deveriam ser marca de água para futuros eventos… numa simples foto demonstrava toda a impetuosidade, raça e garra do rugby português, detalhes de uma lista longa de bons pormenores do jogador do Direito), Diogo Cardoso (naquele campeonato do bronze, em 2016, o defesa fazia coisas com a bola inexplicáveis, dando valentes arrepios às defesas adversárias), Nuno Mascarenhas (é a perfeita demonstração do companheirismo e do apoio ao parceiro do lado, um placador nato, um Lobo à séria e que terá grande futuro na modalidade), entre outros tantos que ficarão para sempre na retina do rugby português e Mundial.

Com o fim do World Rugby Trophy, o Fair Play encerra mais uma Bola Rápida e, possivelmente, a última.

O novo presente e futuro de Portugal (Foto: Pai Conde Fotografia)

P.S.: Uma nota pessoal que vai para além do que foi descrito, reflectido e questionado neste artigo. Acompanhei as selecções de formação desde o ano de 2015 com o Planeta Desportivo, num primeiro momento, e depois com o Fair Play, tendo acompanhado o World Rugby Trophy em Lisboa, ou os Campeonatos da Europa e até ao ponto máximo que foi este World Rugby Torphy 2017. Conheci, conversei e descobri jogadores e pessoas de um carácter imenso como João Fezas Vital, Manuel Picão, João Bernardo Melo, José Luís Cabral, António Vidinha, entre outros. Treinei e convivi no mesmo clube com alguns internacionais, tendo partilhado o mesmo balneário com o Vasco Ribeiro, Martim Cardoso ou Manuel Cardoso Pinto. Apercebi-me do tamanho da paixão que cada um deles tinha, tem e vai continuar a ter pelo rugby, pela camaradagem e pelo colectivo, sacrificando-se todas as semanas por uma realidade que não dá grandes hipóteses de sonhar com muito mais. O rugby português consome-se num “vórtice” de guerra e ódio, alimentando-se divisões e cisões entre o Norte e o Sul, entre equipas da mesma da cidade e, a seu tempo, essas mesmos clubes tentarão “modificar” o que a maioria destes jogadores dos sub-20 (e sub-18) pensam quando ouvem as palavras “Selecção”, “Colectivo” e “Fair Play”, tentando os arrastar para o mesmo “campo de batalha”… Contudo, vão ser estes jogadores a modificar a postura geral, a reestruturar pensamentos e a dar outra forma de pensar ao rugby português, não se deixando cair em “lutas tribais”, em “clubites” e no extremar de posição. Não sabendo se continuarei a produzir os textos de acompanhamento e (tentativa) de análise das selecções jovens, agradeço da minha parte (e em nome do Fair Play) por tudo o que deram e vão continuar a dar.


2 comments

  • Vasco Pinto

    Setembro 15, 2017 at 2:09 pm

    Olá Francisco, como sabes sou um leitor atento e assíduo destes teus artigos e quase sempre te dou os parabéns pelo que escreves mas neste, e já o li 2 vezes, não posso estar de acordo com várias teus comentários. usaste este artigo para de uma maneira um pouco incompreensível atacares os clubes e desvalorizares o que lá é feito. calculo que não fosse essa a intenção mas foi o que ficou de uma leitura atenta do teu artigo.

    Felizmente é reconhecido pelos Dirigentes da FPR e pelos treinadores da Seleção de U20 que se não fosse a preparação que os jogadores levavam dos clubes e a possibilidade de muitos deles jogarem já na equipa principal do seu clube teria sido muito mais difícil, pois como referes em cima não foi possível conseguir as melhores condições para a preparação desta prova.
    Aliás esse reconhecimento foi enviado por escrito após o europeu para todos os clubes envolvidos…

    Os clubes são a base de tudo. Só uma fantástica coordenação entre a seleção e os clubes permitiu estes resultados. Foram várias as reuniões promovidas pelo Lois com os clubes onde se discutiu calendário, treinos, alteração de jogos, etc… eu próprio estive na primeira que foi o lançamento deste total envolvimento dos clubes.

    Com isto não tiro qualquer mérito aos intervenientes que referes, jogadores, treinadores, fpr, etc… mas faço questão que os clubes não caiam no esquecimento e que lhes sejam atribuidos os merecidos louros.

    Desculpa este meu comentário mas como pessoa directamente envolvida nisto tudo senti uma grande falta de reconhecimento de tua parte pelo trabalho desenvolvido pelos clubes.

    um abraço e continua com o bom trabalho.

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  • antonio pinto

    Setembro 15, 2017 at 1:42 pm

    Parabéns Isaac
    Melhor descrição desta geração,que tantas alegrias,tem dado a todos nós amantes do RUGBY,não poderia haver..é quase como um grito de alarme e ao mesmo tempo de revolta,para que por favor,não deixem estes miúdos,perderem esta raça,maturidade,etc etc…a maior parte deles,têm que começar já na seleção principal.pelo menos para incutir este espírito,a muitos que lá estão,e não deveriam estar…mas enfim,não quero comentar muito mais,pois não ia acabar de o fazer..e não tenho direito a isso,pois sou um mero amante do rugby,e quem lá está dentro,é que sabe o que custa desenvolver este desporto,neste Portugalinho.Aproveito para agradeçer a todos os que foram ao URUGUAY,pois foram 3 semanas,de ALEGRIA.

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