RWC19: Quem foi o Melhor Jogador da competição?

Francisco IsaacNovembro 5, 20194min0

RWC19: Quem foi o Melhor Jogador da competição?

Francisco IsaacNovembro 5, 20194min0
A World Rugby lançou a sua lista de melhores do ano mas não nos damos por contentes com as escolhas e montámos a nossa! Qual é a tua escolha?

Quem foram os melhores jogadores do Mundial de Rugby 2019? Será que estão todos nos Springboks ou as restantes selecções podem fornecer nomes sonantes que merecem o destaque e a referência? Como é óbvio há atletas a considerar das 20 selecções que participaram neste RWC 2019 e filtrámos dos 600 jogadores participantes uma lista final de 10 que podem lutar (quase) de igual para igual pelo título do Melhor Jogador do Campeonato do Mundo de Rugby.

Explicámos o porquê da escolha dos 4 dos 10, considerando que estes têm bons argumentos a seu favor mas deixamos ao critério do leitor a escolha do melhor na sua opinião, recorrendo para isso a uma sondagem! Vota no teu favorito e diz-nos se faltou alguém!

SEMI RADRADRA (FIJI)

É o único jogador que aparece nesta lista que não jogou nos quartos-de-final, uma incrível mostra do quão fantástico foi o ponta/centro das Ilhas Fiji. Andou para a frente como poucos, conquistando 400 metros em quatro jogos, batendo 29 placadores directos pelo caminho e carimbou dois ensaios e cinco assistências durante a 9ª edição da prova mais aguardada do calendário do rugby mundial. Mas os números não conseguem explicar a “magia e arte” de Radradra com a oval em sua posse, algo que fez e faz levantar os adeptos das cadeiras com uma facilidade tal que só deixa um rasto de paixão e emoção pelo caminho.

Radradra foi de longe o melhor jogador das Fiji e de longe foi quem deu mais trabalho aos conjuntos da Austrália e País de Gales, rubricando exibições geniais que vão marcar para todo o sempre a sua participação no Mundial 2019.

MARO ITOJE (INGLATERRA)

A Inglaterra acabou completamente desfeita pela África do Sul na final, e apesar do mau jogo geral que se registou nas linhas ingleses, é impossível não aplaudir o esforço e engenho saído das mãos e pés de Maro Itoje. O segunda-linha foi um dos atletas mais extraordinários durante o Campeonato do Mundo, conquistando diversas bolas no ruck, virando mauls do adversário em formações-ordenadas para a Inglaterra, conferindo uma voz de comando sábia e de alto impacto, para além de ser uma constante ameaça com a bola oval em seu poder. Confirmou que é o melhor segunda-linha do Mundo neste momento e nem o título perdido beliscam esse statement, ficando nas “estrelas” a promessa que Itoje é o novo Martin Johnson da Rosa.

BEAUDEN BARRETT (NOVA ZELÂNDIA)

Antes que levantem a sobrancelha e soltem um esgar, é só ver os dados de Beauden Barrett nesta sua segunda participação em Campeonatos do Mundo: 500 metros de conquista, 3 ensaios, 5 assistências, 24 defesas batidos, 12 quebras-de-linha, em 5 jogos. Ou seja, foi o jogador que mais metros progrediu de todos os 600 jogadores que marcaram presença no Mundial, foi o 2º com mais defesas batidos (só Radradra esteve melhor), foi o 4º com mais quebras-de-linha e o 2º com mais assistências. Os All Blacks foram praticamente perfeitos até ao jogo com a Inglaterra e mesmo aí o melhor em campo dos neozelandeses foi o nº15 que galgou 110 metros, tirou da frente 4 placadores e ainda criou 5 quebras-de-linha, num encontro que parecia estar a actuar a abertura e defesa ao mesmo tempo. Lembrar ainda que o agora jogador dos Blues só começou a jogar na posição actual a partir de Agosto de 2019, revelando-se como um dos melhores atletas de sempre da modalidade.

FAF DE KLERK (ÁFRICA DO SUL)

Não foi de todo um Mundial espectacular do formação, até porque nos jogos contra a Nova Zelândia e Japão esteve bem abaixo do esperado, revelando alguns problemas na condução de jogo e no conseguir alimentar a estratégia de jogo implementada por Rassie Erasmus. Contudo, quando mais foi necessário o formação surgiu das brumas e elevou o jogo sul-africano para o tal kick and chase de alta intensidade, mostrando-se irritante como sempre (Ross Moriarty esteve perto de quase colapsar ou limpar o chão com Faf de Klerk), movendo bem os avançados ao seu toque e ordem, para além de impor um receio constante no adversário… foi uma peça que fez a máquina dos Springboks andar ao ritmo pretendido e merece ser seleccionado para o grupo dos melhores deste Campeonato do Mundo.



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