RWC 2019: as 3 maiores surpresas nos convocados para o Mundial

Francisco IsaacSetembro 13, 20194min0

RWC 2019: as 3 maiores surpresas nos convocados para o Mundial

Francisco IsaacSetembro 13, 20194min0
Alguns dos 31 convocados têm surpresas escondidas e analisámos 3 jogadores que foram convocados para o Mundial de Rugby 2019! Estavas à espera destas novidades?

O Mundial está perto de começar, os jogadores já estão prontos para entrar nas grandes arenas nipónicas e os seleccionadores já se preocupam com os vários e diferentes cenários que surjam durante a competição. Mas recuemos um bocado até às convocatórias de cada selecção, percebendo quem foram as grandes surpresas e o que oferecem cada um dos nomes escolhidos!

JORDAN PETAIA (AUSTRÁLIA)

Thomas Banks, Jack Maddocks, Henry Speight, são só alguns nomes que ficaram de fora da lista final dos Wallabies para entrar Jordan Petaia, ponta de 19 anos que se estreou no Super Rugby em 2018. Não é um wonderkid, apesar der ter chegado aos Queensland Reds com só 17 anos, mas tem uma margem de progressão promissora com possibilidade de oferecer um novo Mundo à Austrália… mas não agora.

Michael Cheika optou por Petaia, muito devido à irreverência, facilidade de mudança de velocidade e ritmos, capricho no offload, entre outros pormenores. É um corredor de fundo, com apontamentos geniais mas arriscados, oferecendo aquele tipo de 3/4 que tanto pode impor um espectáculo imenso, como falhar por completo e abrir uma autêntica auto-estrada pelo seu canal.

Foi, sem dúvida alguma, a maior surpresa dos 31 representantes australianos para o Mundial 2019 e já foi anunciado que pode surgir no banco ou titular logo no jogo de abertura frente às Fiji. Será Jordan Petaia o novo James O’Connor do rugby aussie?

ATU MOLI (NOVA ZELÂNDIA)

Owen Franks de fora, quem esperava por esta novidade da parte de Steve Hansen? O centurion acabou por não aguentar o maior impacto da estratégia de jogo dos All Blacks e o seleccionador dos actuais bicampeões mundiais optou por anunciar uma série de novidades para a posição de primeira-linha: Nepo Laulala, Angus Ta’avao e Atu Moli. Os três pilares jogam no mesmo clube na Nova Zelândia, os Chiefs, e pelos vistos tem sido um dos projectos-secretos dos seleccionadores nos últimos dois anos, trabalhando-os no sentido a formarem um bloco de pilares não só de qualidade nas fases estáticas, mas sobretudo móveis, dinâmicos e inesgotáveis nos processos do jogo rápido.

Se Laulala (possível titular durante o Mundial) e Ta’avao (algo inconsistente, mas quando está num dia bom é uma ameaça total para a equipa do outro lado) são escolhas aceitáveis, já Moli é uma surpresa total, pois pouco jogou nas duas últimas temporadas do Super Rugby, com apenas 9 jogos em 18 da época que terminou em Julho passado, sendo uma aposta de alto risco. Porquê Atu Moli?

Versatilidade, poder de choque, agressividade e trabalhador total na formação-ordenada são estes quatro elementos essenciais para perceber o porquê da escolha pelo pilar de 24 anos. Com apenas duas internacionalizações somadas até ao momento, vai ser sempre uma solução de recurso do banco dos All Blacks, mas poderá ter uma palavra a dizer nos jogos frente à Itália, Namíbia e Canadá.

RUARIDH MCCONNOCHIE (INGLATERRA)

A convocatória de Eddie Jones teve algumas surpresas que começaram a surgir desde o início de Agosto, seja pela convocação de Willie Heinz (uma excelente temporada pelo Gloucester valeu uma oportunidade mais que merecida), Piers Francis, Lewis Ludlam (outro jogador que rubricou uma temporada espectacular e nos test matches mostrou uma potencialidade de excelência) e Ruaridh Mcconnochie, ponta do Bath de 27 anos que nunca tinha representado selecções de XV da Rosa.

Ruaridh Mcconnochie foi durante largos anos jogador dedicado aos 7’s, tendo representado quer a Inglaterra nos 7’s World Series ou a selecção da Grã-Bretanha nos Jogos Olímpicos (medalha de prata), dando o salto para o XV em 2018.

Um atleta de soberba qualidade, onde a passada larga costuma devorar metros e metros, procurando os pontos mais frágeis da defesa contrária para acelerar e explodir para oferecer um caminho para o ensaio. Seguro nas bolas altas, dotado na placagem, é um dos claros exemplos de uma passagem bem sucedida de um atleta dos 7’s para o de XV. Eddie Jones deu o seu aval e carimbo de aprovação e Mcconnochie terá sérias possibilidades para mostrar os seus melhores atributos no maior palco de todos do Mundo do Rugby.

Outros nomes de interesse: Santiago Carreras (Argentina), Alivereti Raka (França), Rhys Carré (País de Gales) ou Willie Heinz (Inglaterra)


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