RWC 19′: Três surpresas que podem ser convocados (Hemisfério Sul)

Francisco IsaacMaio 13, 20195min0

RWC 19′: Três surpresas que podem ser convocados (Hemisfério Sul)

Francisco IsaacMaio 13, 20195min0
Em ano de mundial podem aparecer os "bolters", ou seja, os jogadores-surpresa nas convocatórias. Três nomes de "bolters" para os All Blacks, Wallabies e Sprtingboks!

Em ano de Mundial aparecem sempre uns quantos jogadores jovens que podem ser convocados de forma inesperada pelas maiores selecções, oferecendo páginas e páginas nos jornais, revistas e sites de internet.

Neste artigo visitamos 3 jogadores do Hemisfério Sul que podem ser as grandes surpresas!

TOM ROBINSON (BLUES)

Muito se tem falado da melhoria dos Blues em 2019, do regresso de Ma’a Nonu à franquia de Auckland (e de algumas excelentes exibições, apesar de ainda não ter surgido o Nonu de 2015), do crescimento de Akira Ioane como líder de equipa e da ascensão de alguns rookies que têm coleccionado páginas de jornais e sites desportivos. Entre estes, o nome mais badalado é o de Tom Robinson, o camisola nº6 com uma “juba” ruiva e de um físico imponente, lembrando um pouco Jerome Kaino.

Mas o porquê de tanto alarido com Robinson? Exactamente pelo que dissemos atrás: lembra Jerome Kaino. Para além da estatura física de quase 2 metros e 110 kilos, Robinson é um nº6 letal, pronto para fazer o trabalho árduo de atacar o portador da bola no exterior, de fazer o esforço de disputar o ruck (há uma imagem fantástica ante os Chiefs em que depois de uma placagem, levanta-se e limpa o ruck conquistando a posse da oval), sendo um desequilibrador nato na defesa.

Tem algumas questões a resolver no que toca à análise de quando e como defender na formação-ordenada, mas não há dúvidas que possui um estilo muito atraente enquanto asa, podendo perfeitamente ser uma opção para o lugar de nº6 mediante a pouca forma de Shannon Frizell ou Vaea Fifita.

Por isso, será interessante ver se consegue uma convocatória para a selecção neozelandesa no 1º ano no Super Rugby, algo que seria especial. Contudo, Luke Jacobson dos Chiefs tem sido fenomenal nesta temporada e poderá ultrapassar o Big Red dos Blues.

HARRY JOHNSON-HOLMES (WARATAHS

Nova “bestinha” no rugby australiano que vai pelo nome de Harry Johnson-Holmes, pilar dos New South Wales Waratahs, sendo um atleta completamente diferente comparado com Scott Sio, Alan Alaalatoa, Taniela Tupou ou qualquer um dos outros pilares que têm trabalhado para os Wallabies nos últimos anos. Holmes é um 1ª linha virtuoso, propenso a atingir um patamar elevado no rugby mundial e com capacidade de fazer mossa em selecções rivais.

Como joga este avançados dos tahs? Fisicamente móvel e rápido a executar as suas participações no contacto, é um primeira-linha potenciado para um trabalho constante sem perder a consistência e qualidade neste parâmetro.

Tem quase 300 metros conquistados, já fez algumas assistências para ensaio e tem toda uma escola técnica de handling bem interessante que potencia o jogo dos Wallabies para outro nível.

E em relação ao trabalho que “importa”, das fases estáticas? Completo, apesar de cometer alguns erros quando o seu talonador começa a perder o equilíbrio, forçando uma correcção que já tem oferecido penalidades aos seus adversários. Todavia, é aos 22 anos um dos pilares em melhor forma no Super Rugby e poderá ser uma escolha interessante para os Wallabies caso Michael Cheika ter uma novidade “fresca” nos seus eleitos.

Vale a pena verem um pouco de um jogo dos Waratahs de modo a perceberem a qualidade imensa que sobressai deste pilar que se assemelha muito a Owen Franks ou Joe Moody dos All Blacks. Será que os vai defrontar em 2019?

DAN DU PREEZ (SHARKS)

Dos três irmãos Du Preez dos Sharks foi sempre visto como o menos talentoso e que poucos ou quase nenhuns ligavam, apesar do físico imponente e da capacidade excepcional de trabalho que apresentou nas últimas épocas. Contudo, na época actual é um dos nomes mais fortes da franquia dos Sharks e até da conferência sul-africana, apresentando-se como o asa em melhor forma no país do arco-íris e uma chamada aos boks não será de todo impensável.

Daniel du Preez, de 23 anos, só andou quase 600 metros com a oval em sua posse, marcou 5 ensaios, ultrapassou a linha-de-vantagem e quebrou-a por por 10 ocasiões, para além do 90% de eficácia na placagem e da capacidade de dominar o ataque contrário na formação-ordenada. É um atleta soberbo, que ultrapassou entretanto o irmão muito pela forma com que trabalha e se entrega ao jogo, para além de conseguir jogar a qualquer uma das posições da 3ª linha dos Sharks.

Vai ser difícil roubar um lugar a François Louw, Siya Kolisi, Duane Vermeulen, Warren Whiteley e afins, mas seria um erro crasso não contar com Dan du Preez para o Mundial de Rugby até pela multiplicidade de opções que oferece tanto em posições como em estilo de jogos.

Ora pode ser incluído no típico blitz e jogo de contra-ataque, de ficar pacientemente à espera de uma contra-reacção no ruck ou placagem, como consegue estar envolvido numa estratégia de jogo mais intensa, aberta e mais ofensiva.

É um atleta dotado e que tem de ser tomado em conta, até porque são precisos novos nº8 e Dan du Preez é possivelmente o futuro da África do Sul nessa posição… uma chamada ao Mundial tem de acontecer perante a qualidade e forma que apresenta neste momento.


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