Qual será o melhor 15 para os Wallabies no Mundial?

Fair PlayAgosto 13, 20194min0

Qual será o melhor 15 para os Wallabies no Mundial?

Fair PlayAgosto 13, 20194min0
Kurtley Beale, Jack Maddocks, Reece Hodge ou será que há outra opção para a posição de nº15 na Austrália? Michael Cheika tem a resposta mas lançamos as propostas!

Com Israel Folau, o melhor 15 do Mundo, fora das contas da Seleção Australiana devido a problemas disciplinares que levaram ao seu despedimento, quem são os potenciais candidatos a assumir esse papel?

Felizmente as opções ao dispor são muitas e de bastante qualidade, sendo que tudo dependerá do sistema de jogo que Michael Cheika pretende implementar para este Mundial no Japão 2019.

Tom Banks

Provavelmente o jogador mais rápido da seleção Australiana onde voltou a brilhar este ano pelos Brumbies, que ganharam e melhoraram muito a sua fluidez de ataque e precisão com este jogador fantástico. Tal foi bastante evidente na 2a Ronda contra os Chiefs no principio do ano, enquanto que o seu ensaio praça a praça contra os Lions em Pretoria 2018 é digno de highlight em modo repeat no Youtube.

No entanto, tem pouca experiência internacional apesar de ter sido uma das revelações pré-Rugby Championship de 2018. Falamos de alguém que conta no seu arsenal com o facto de ser um chutador nato, mas o seu jogo aéreo pode ser escasso contra oposições fortes, funcionando como o seu calcanhar de Aquiles.

Dane Haylett-Petty

Depois de regressar de uma lesão no pé este ano, perfila-se como o principal candidato a posição de 15 para Michael Cheika. O jogador dos Rebels empurrou ano passado Folau para a ponta mas recentemente tem ele mesmo sido titular a ponta pela Seleção Australiana dada a sua importância e versatilidade.

Além de ser um excelente operador nas bolas altas tem uma habilidade inigualável de se escapar dos primeiros defensores adversários de seguida ganhando sempre muitos metros, muito semelhante ao seu homónimo neo-zelândes Ben Smith. Com uma visão e jogo ao pé muito refinado além de ser um ótimo defensor, tem tudo para ser testado mais uma vez nesta posição no Rugby Championship se as lesões assim o permitirem.

Reece Hodge

Provavelmente o jogador mais versátil dos Wallabies desde que se estreou em 2016, já jogou a nível internacional tanto a ponta como a primeiro centro ano passado até se ter lesionado gravemente com um pé partido. As suas principais características são o jogo ao pé e impacto com a bola no contato além da forte capacidade e presença defensiva, permitindo assim que jogadores mais fracos defensivamente como Bernard Foley possam recuar para uma segunda cortina defensiva.

Infelizmente o seu jogo aéreo traz muitas incertezas mas o seu longo alcance a bater penalidades pode ser bastante importante para as aspirações australianos neste Mundial.

Jack Maddocks

O terceiro candidato vindo dos Rebels jogou poucas vezes a 15 na sua curta carreira no Super Rugby, especialmente desde a vinda de Dane Haylett-Petty dos Western Force. Na posição de ponta, no entanto, tem provado ser um fantástico finalizador, terminando este ano com 8 ensaios e em 3 lugar de melhores finalizadores do Super Rugby. Seria certamente uma aposta outside-the- box para 15 no Japão mas já mostrou a nível internacional que não fica assustado e nada melhor que estes jogos Teste e incerteza na posição mais atrasada para poder brilhar e surpreender todos.

Kurtley Beale

Vítima de um começo de época longe do ideal, com os Waratahs a terem resultados abaixo das expectativas onde contava apenas com 1 performance a 15 (vitória 26-14 contra os Reds) antes de ser mudado quase todo o resto do ano para primeiro centro, com algumas passagens pelo banco.

Algo que agora parece esquecido é o facto que antes da chegada de Folau, Beale era o 15 da selecção Australiana e com excelentes performances culminando com uma nomeação para World Rugby’s Player of the Year em 2010. Conseguirá ele voltar a apresentar essa forma? Os últimos jogos que fez este ano pelos Waratahs foram de volta a 15, demonstrando excelentes contra-ataques e posicionamento em campo. A sua experiência e tenacidade podem ser vitais para as aspirações de Michael Cheika.


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