Madrid 7’s I – “Lo mejor torneo de rugby Sevens del mundo… en 2021”

Fair PlayFevereiro 26, 20214min0

Madrid 7’s I – “Lo mejor torneo de rugby Sevens del mundo… en 2021”

Fair PlayFevereiro 26, 20214min0
Finalmente tivemos um vislumbre dos 7's, com o Madrid 7's a ter tido oportunidade para brilhar! Djalma Oliveira reporta-nos o que se passou por lá

No último fim de semana, Madrid tornou-se a capital do rugby de sete. Pelo menos era o que o animado locutor oficial do torneio repetia e repetia a cada jogo. E em tempos pandêmicos, de tantas indecisões, com até os grandes Jogos Olímpicos em risco de serem postergados uma vez mais, o coração do rugbier ficou ainda mais aquecido e esperançoso.

Muito além dos resultados, pudemos matar as saudades da modalidade de rugby mais dinâmica e lúdica. Lógico que houveram bons jogos. Lógico que houveram belos ensaios, lindas placagens, jogos disputados até a última volta do inteiro do relógio. Lógico que foi um bom torneio de 7’s internacional para “começar” a época!

Afinal de contas, além de ter a chancela da World Rugby, algumas das melhores seleções estiveram presentes. Cinco seleções masculinas e outras seis seleções femininas, seguindo os mais restritos protocolos de segurança, se fizeram presentes.

No torneio masculino não tínhamos os fijianos voadores, mas os serelepes e malemolentes quenianos, que deixaram sua marca, com suas mudanças de direção tão rápidas quanto a aparição de um raio e suas vigorosas quebras de tackles.

Os sul-africanos permaneceram em vosso belo país, mas foram “substituídos” com grande força pelos picantes Pumas. Placagens duras como O Obelisco, monumento no centro de Buenos Aires, e sidesteps que mais pareciam passos de uma milonga caliente, “dois pra cá, dois para lá” e a linha de ensaio sempre a vossos pés.

Após um punhado de partidas contra Espanha, Portugal e EUA, algumas mais fáceis, outras mais complicadas, não por acaso estas duas seleções chegaram à final e fizeram uma partida digna de um Circuito Mundial. No final, por apenas um ensaio de diferença – marcado quase no apagar das luzes, os argentinos triunfaram e ergueram o troféu. A grande nota triste do final de semana foi a contusão de Perry Baker, se calhar, a maior estrela do torneio. O jogador ainda fará mais exames, mas sua presença nos Jogos Olímpicos do Japão está ameaçada.

No melhor torneio feminino do mundo (em 2021) havia muita expectativa por ver americanas e francesas jogando, mesmo sem todas as suas titulares… ainda assim levavam grandes e fortes atletas para o torneio, duas das seleções que mais têm crescido no Circuito Mundial nos últimos anos, alcançando bons resultados em diversas etapas. Apesar dos desfalques, não decepcionaram, fizeram excelentes jogos contra polonesas, espanholas, quenianas… Porém, estamos no melhor torneio de 2021 e, como tudo nesses tempos tão fora do normal, foram surpreendidas por uma seleção que, na teoria, tinha menos potencial, pois vinha com várias jogadoras jovens, entretanto, bem entrosadas, compactas e dispostas a deixar tudo em campo. E assim foi que a Rússia disse que não estava ali só para ganhar experiência.

Convenhamos que França também levou uma seleção bem jovem, mas com jogadoras muito talentosas e que darão muito o que falar em um futuro próximo. E que as espanholas, apesar de serem as donas da casa, tinham suas atenções divididas: sua versão de quinze jogou no mesmo dia pelas eliminatórias da Copa do Mundo.

Quando francesas e americanas se encontraram nas meia-finais, que acabou com pesada derrota para as sobrinhas do Tio Sam, todos pensaram que se tratava da final antecipada. Mas, se esqueceram de combinar com as russas, que fizeram um grande torneio, sempre seguras e implacáveis na defesa, levando a bola com muita velocidade até as pontas na hora do ataque e não desperdiçando oportunidades de marcar ensaios. E com muita justiça e garra sagraram-se campeãs do maior torneio de rugby Sevens do mundo. Pelo menos em 2021. Pelo menos neste primeiro fim de semana em que vivemos um gostinho do mundo pós-pandemia. Que venham mais!


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