Autumn Nations Cup 2020 3ª Jor – Os Jogadores em destaque!

Fair PlayDezembro 2, 20205min0

Autumn Nations Cup 2020 3ª Jor – Os Jogadores em destaque!

Fair PlayDezembro 2, 20205min0
A Autumn Nations Cup está próxima do seu fim e na última ronda de jogos da fase-de-grupos destacaram-se alguns jogadores... descobre quem!

A terceira jornada da Autumn Nations Cup, trouxe mais um 28-0, desta feita relativamente ao encontro Escócia-Fij, que mais uma vez foi cancelado derivado do surte de SARS-CoV-2 no grupo de trabalho da selecção das Ilhas do Pacífico… contudo, deverão jogar frente à Geórgia no encontro de atribuição do 7º/8º lugar. Nos encontros que importaram o País de Gales perdeu ante os seus eternos rivais da Inglaterra por 13-24, enquanto a França ultrapassou a Itália com naturalidade e por 36-5 (numa equipa só de 2ªs escolhas) e a Irlanda ganhou aos lelos por uns dececionantes, para os irlandeses mas surpreendentes para os georgianos, 23-10.

Mas vamos ver o que se passou dentro dos encontros e quem foram os jogadores-destaque da 3ª ronda da Autumn Nations Cup 2020!

BILLY VUNIPOLA, O REI QUE COMANDOU A FORMAÇÃO-ORDENADA

A selecção Inglesa tem uma terceira linha demolidora e é, goste-se ou não, a virtual vencedora em qualquer encontro, podendo só a França – no que concerne a selecções do Hemisfério Norte – rivalizar com estes asas da Rosa. Neste jogo, juntamente com a segunda linha, foram responsáveis por cinco roubos de bola e por seis turnovers, oferecendo outra lição de como dominar através de uma defesa que não se deixa embalar pelo suposto bom avanço territorial do adversário, pois a selecção da casa teve cinco boas oportunidades para chegar ao ensaio, mas surgia no fim sempre um erro advindo de uma placagem dominante ou de um roubo de bola extraordinário (Sam Underhill foi o principal executor nesse asepcto).

Olhando especificamente para a 3ª linha inglesa, é importante saber que: Billy Vunipola ainda tem aquela centelha que o faz ser um bom e poderoso nº.8, embora já tenha na calha substituto, mas mantendo ainda o seu protagonismo intacto como ficou visto pelos seus 60 metros, 1 quebra-de-linha e 6 tackle busts; Sam Underhill é um pequeno fenómeno, devido à sua maneira agressiva (no bom sentido) de disputar os lances, quase que causando medo no adversário, nem que ele se chame CJ Stander ou Taulupe Faletau, o 3ª linha-centro de gales que até esteve bem apesar de ter sido caçado pelo 7 da Inglaterra em duas ocasiões! Neste jogo, Sam fez 59 metros e 17 placagens mas o seu trabalho no breakdown foi, mais uma vez, um ensinamento para os adeptos. Jonny May a ponta direito não fez má figura, o que lhe fica bem, porque além de ser um portentoso ponta esquerdo, também dá uma perninha no outro lado, sem beliscar a sua qualidade técnica.

No outro lado, Johnny Williams, o centro dos Scarlets, fez um bom ensaio pelos galeses mas também defendeu muito bem com 10 placagens efectivas e um par de situações em que salvou a sua selecção de danos piores. Como dissemos, Faletau foi um dos destaques para os homens de Wayne Pivac, seja pelo número de metros somados – há muito tempo que não se via nada assim do 8 em jogos internacionais – ou pelo impacto que trouxe no contacto.

FRANÇA DE 2ª LINHA MAS SÓ NO PAPEL

Os Les Bleus de Fabien Galthie revolucionaram por completo os seus 23 convocados, trazendo para dentro de campo um XV titular completamente novo e que impressionou totalmente, a começar pelo defesa Brice Dulin, um dos principais maestros no quebrar da boa defesa italiana. O homem que comandou o três-de-trás gaulês fez 15 portagens de bola e somou um total de 128 metros de conquista territorial e quatro tackle busts, sem esquecer a assistência para um dos ensaios da França, mostrando que continua em excelente forma quando apresenta 30 anos de idade.

O bicampeão do Mundo sub-20 Killian Geraci foi outro dos grandes nomes da vitória francesa ante os transalpinos e muito devido à ferocidade que impõe nos alinhamentos, ao trabalho constante no contacto (18 placagens e 2 turnovers), com todo um virtuosismo técnico de alto nível, ainda por mais quando falamos de uma 2ª linha.

A França não saiu nada desiludida desta boa vitória, confirmando pelo caminho que tem uma extensa lista de jogadores de qualidade para subirem ao campo e manterem o mesmo nível exibicional, oferecendo boas perspetivas para o futuro dos Les Bleus.

GEÓRGIA COLOCOU VÁRIAS QUESTÕES A ANDY FARRELL

No último embate do fim-de-semana, houve lugar para desilusão e aplausos, já que a Irlanda não foi capaz de mostrar o seu melhor rugby – Billy Burns estreeou-se como médio-de-abertura, só que não foi capaz de “aparecer” no jogo ao largo – fruto dos seus próprios erros e da capacidade da Geórgia para se soltar das “amarras” do jogo-pesado e tentar procurar soluções na continuidade ofensiva. O georgianos mostraram o seu verdadeiro potencial técnico através de um ensaio valoroso que veio pelas mãos de Giorgi Kveseladze. O primeiro-centro apanhou a bola a meio-campo, fez dois dummies, evadiu-se de 2 ou 3 placagens e correu até conseguir fazer toque de meta, irrompendo em grandes festejos dos seus colegas de equipa, tendo sido este o melhor ensaio da semana para os adeptos virtuais do rugby mundial.

A equipa de Levan Maisashvili fez 219 placagens, tendo apenas falhado 15 e onde Sharikadze dez 22 dessas placagens efectivas. Finalmente a Irlanda com Stuart McCloskey, o centro do Ulster, a mostrar bem que faz falta a esta selecção e que talvez tivesse merecido mais oportunidades por parte de Joe Schmidt, sempre lembrando da competição feroz que se apresentava nesse sector das escolhas.

O 3/4’s  fez 171 metros… coisa pouca, não é? Esta foi a sua primeira internacionalização em dois anos e deixa espaço para dúvidas se vai continuar a merecer a confiança de quem está à frente da Irlanda. Iain Henderson foi um segunda linha com oito placagens importantes e três turnovers, assumindo alguma voz numa equipa algo perdida neste encontro que fechou a fase-de-grupos da Autumn Nations Cup.

As finais estão marcadas para 5 e 6 de Dezembro com o título a ser decidido entre Inglaterra e França.

Artigo de Helena Amorim e Francisco Isaac


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